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Fundo Verde enxerga nos juros melhor oportunidade do mercado brasileiro em 2018

09-02-2018 - 14:36:27

 

O fundo Verde, da asset de mesmo nome gerido por Luis Stuhlberger, está com uma visão positiva sobre a performance dos ativos do mercado brasileiro em 2018, e apontou em relatório suas três principais apostas locais em ordem de preferência – juros, reais e nominais, na parte intermediária da curva; bolsa, “que mantém beta favorável, com potencial para algum alpha; e câmbio, que tem valuation ok e bom fluxo.

Em relação aos juros, os gestores do fundo escrevem que “pela primeira vez em muito tempo, a curva brasileira está positivamente inclinada de hoje até o longo prazo e é aqui onde vemos uma grande oportunidade”. Os especialistas avaliam que, se nada de errado acontecer, ou tivermos um resultado razoável nas eleições, essa curva tem muito espaço para fechar, “e somos pagos para esperar! Por isso, gostamos de estar aplicados na parte intermediária da curva de juros. Tanto real quanto nominal”. Eles lembram que o prêmio presente nos juros se deve a uma combinação de risco político com risco fiscal de longo prazo, que “nos parece muito alto dado o cenário, e especialmente a comparação com outras classes de ativos. Dado esse elevado prêmio de risco, nosso trade favorito no Brasil é no juros”.

Sobre a bolsa local, os profissionais do Verde entendem que os múltiplos de preço sobre lucro das ações estão em níveis muito altos, justificados pela expectativa de forte crescimento de lucro para os próximos anos. Nesse contexto, em que os preços das ações das empresas mais impactadas pela retomada da economia já refletem um forte crescimento de lucro para os próximos anos, como dos setores de consumo discricionário ou bens de capital, os gestores tem encontrado as melhores oportunidades de investimento em outros setores, com destaque para o setor financeiro, elétrico e de shoppings.

Em relação ao câmbio, os gestores enxergam o Real bem equilibrado em termos de valuation contra uma cesta de moedas. “O grande fator é que o carry do Real já não é mais nada de especial, dentro do universo de mercados emergentes”, informam os especialistas no relatório, que dizem também que estão taticamente vendidos em dólar e comprados em Real. “Mas é tático e não estrutural. Qualquer barulho em torno da eleição tende a passar pela moeda – nem as pessoas físicas, nem as empresas brasileiras, têm hoje qualquer hedge relevante”.


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