Mercer promove debate sobre impactos do Covid-19

A Mercer Consultoria vai promover no próximo dia 2, às 17h, um webinar gratuito para debater com executivos e reguladores quais os impactos da Covid-19 sobre o setor de previdência. O objetivo é auxiliar empresas, instituições e participantes a compreender e a lidar com o cenário e as novas abordagens que este exige. Serão discutidos os seguintes pontos: demandas e preocupações das fundações em relação ao COVID-19; um novo olhar de gestão previdenciária adequado para um contexto em constante mudança; estratégias de curto e longo prazo  para garantir a sustentabilidade do sistema; impulsionar a educação financeira dos participantes dos planos.

Os convidados são o subsecretário de Previdência Complementar do Ministério da Economia, Paulo Valle; o diretor-superintendente da Previc; Lúcio Capelletto; presidente da Abrapp, Luís Ricardo Marcondes Martins, o presidente da Funcesp, Walter Mendes; a presidente da Fusan; Cláudia Trindade. As inscrições podem ser feitas através do link https://mmc.zoom.us/webinar/register/1315853343047/WN_s3dIZ_EjR8mSEizHcx0r7g

Duration dos passivos será desafio das fundações, diz consultora

Sara Marques LUZ 2Acompanhar de perto as carteiras e monitorar os riscos são, neste momento, as principais preocupações dos fundos de pensão. Mas Sara Marques, diretora de Previdência da Luz Soluções Financeiras, alerta para outro desafio que logo mais baterá à porta das entidades: a duration dos passivos. “Mais beneficiários vão precisar das aposentadorias e pensões mais cedo do que o projetado, devido à alta taxa de mortalidade do coronavírus entre os mais idosos”, lembra a consultora. Segundo ela, as primeiras más notícias nesse sentido já começaram a chegar a entidades às quais a Luz presta serviços.

Sara acredita que haverá uma mudança na estimativa de mortalidade pós-Covid19, com impacto sobre a liquidez. “Quem tinha títulos com determinada taxa de juros poderá precisar marcar o papel a mercado e não mais na curva, com perda de rentabilidade”, explica.  “As estimativas precisarão ser revistas pois com mais benefícios a pagar, provavelmente essas taxas não serão mais fiéis à realidade da entidade”. 

Em relação aos ativos, ela revela que todos os clientes da consultoria estão perguntando o que fazer para lidar com a alta volatilidade e com a mudança na relação entre risco e retorno, sobre onde investir depois de uma queda de mais de 30% da Bolsa em 15 dias.  “Antes do Carnaval, achávamos que a Bolsa já estava precificada para o novo coronavírus, mas logo depois descobrimos que não estava”, afirma. Se, de um lado, resgatar agora não faz sentido para as fundações, que são investidores de longo prazo, por outro a volatilidade alterou o perfil de risco de algumas carteiras e será preciso se adequar, informa.

A executiva acrescenta que os gestores estão todos no limite dos riscos, mas ninguém sabe ainda direito o que fazer, portanto também não devem sair e entrar dos fundos de forma abrupta, “afinal a volatilidade verificada nas últimas duas semanas não é normal”.  A oportunidade de investir em títulos corporativos é outra incógnita, uma vez que a recessão em curso deve impor graves prejuízos a maioria das empresas.

 

NTNBs - Para Sara, porém, a melhor receita ainda é a diversificação. Ela também vê algumas oportunidades – e pelo menos um ponto positivo nesse cenário caótico gerado pela pandemia Covid-19. Segundo Sara, o lado bom é que as NTN-B já começam a ficar atraentes de novo: “Os juros estão subindo rapidamente e já fizemos algumas simulações. Quando chegarem a 5,5% - meta atuarial da maioria das fundações – pode ser uma boa hora para comprar”, diz a consultora.

O ponto positivo, segundo Sara, é a Resolução CMN nº 4.661. “Quando foi editada, o setor chiou – ninguém gosta de regulação, não é?”, diz. Mas as exigências da regra ajudaram as entidades a entender, agora, qual é a real situação das carteiras onde aplicam: “Podem estar tranquilos ou apavorados, mas estão conscientes”, diz.

Dois terços das empresas estão “muito preocupadas” com o coronavírus, diz Mercer

A parcela de empresas “muito preocupadas” com os efeitos do coronavirus aumentou de 37% em fevereiro para 66% em março. O levantamento é da Mercer, que colocou no ar, no seu site , uma pesquisa global respondida em tempo real por mais de 600 companhias ao redor do mundo até agora. A pesquisa tem 36 questionários divididos por temas – geral, política salarial e trabalho remoto -, cobrindo os diversos impactos que a pandemia pode ter sobre os negócios.

Quase 60% das empresas afirmam que tem um plano de contingência – 23% ainda está elaborando o seu; até agora metade das respondentes dizem que o impacto tem sido moderado; 62% fecharam seus escritórios, metade diz que continua contratando novos funcionários mas mudou os processos (que passaram a ser virtuais), 80% cancelaram todas as viagens internacionais e 85% contrataram especialistas em gestão de crise para se comunicar com os stakeholers.

São empresas de vários setores, a maioria de tecnologia, seguros e consultoria com sede na América do Norte.

Migração de titulos públicos para risco terá que ser gradual, diz especialista

Adaptar as carteiras dos fundos de pensão, hoje fortemente concentrada em títulos públicos, para um desenho de maior participação da renda variável que entregue melhores resultados nesse cenário de juros reais próximos de zero, é o grande desafio dos gestores das fundações nos próximos anos. A pergunta é como fazer esta transição de forma gradual, homeopática, segura? Para Tiago Calçada,  líder da Mercer, o segredo está em manter um olhar atento sobre o passivo.

“Os planos de previdência têm que estar atento ao passivo, ao fluxo de pagamento. Olhar o passivo, entender se é de curto, médio ou longo prazo, se é de benefício definido ou contribuição definida. Só depois, após entender como está posicionada a carteira, fazer as mudanças”, diz Calçada, que participou na quinta-feira (17/10) de um painel no 40º Congresso da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), em São Paulo.

Para o executivo, está claro que há hoje uma tendência “muito latente de se buscar mais risco, isto porque a maior parte do estoque dos passivos dos fundos de pensão está precificado acima de 5% ao ano. E, como se sabe, o cenário que se desenha é que dificilmente teremos uma remuneração de títulos públicos daqui para frente com taxas reais de juros acima de 5%”.

“O remédio será, inevitavelmente, diversificar riscos olhando-se bolsa de valores, ativos no exterior, títulos privados e outros fundos com portfólios diversificados. Esta migração terá que ser feita de forma gradual”, afirma.

Ele acredita que serão necessários pelo menos cinco anos para reduzir significativamente a atual concentração em títulos públicos, hoje da ordem de 80% das carteiras das fundações. “Neste prazo poderíamos chegar a algo como 65% de ativos em títulos públicos e o restante em outros ativos de mais risco”, afirma.

Aditus lança aplicativo com análises de investimentos dos EFPP

A Aditus lançou no 40º Congresso da Abrapp um aplicativo para análise de investimentos de EFPP, inicialmente destinado a refletir as posições das entidades atendidas pela consultoria mas escalável para o restante do mercado num segundo momento. O app, disponível nas versões Apple e Android, tem uma aba que permite ao usuário a realização de consultas sobre indicadores econômicos, com informações diárias sobre taxas  de NTN-Bs, CDI/Selic, DI Futuros e índices de ações e renda fixa, e uma segunda aba que permite visualizar lâminas com estudos e análises sobre o consolidado das carteiras de investimentos das fundações atendidos pela consultoria. Nessa aba, é apresentada uma radiografia das carteiras consolidadas, que representam 119 EFPCs e R$ 210 bilhões em ativos.

Essa segunda aba está dividida em quatro seções: Estudos comparativo de desempenho; Market overview; Mediana dos fundos de investimentos; e Estudos de mercado. Na primeira seção, de estudo comparativos de desempenho, as carteiras das EFPCs atendidas pela Aditus são segmentadas por planos (BD, CD e CV),  por ativos de investimentos (Renda fixa ALM, Renda fixa tradicional, Renda fixa Inflação, Renda fixa crédito, Multimercados EFPC, Renda variável passiva, Renda variável ativa, Multimercados estruturados, Fundos de investimentos imobiliários, Fundos de investimentos em participações e Investimentos no exterior), por resultados dos investimentos dos ativos e por alocação em cada classe de ativo.

Nas outras três secções, é possível ver a mediana dos fundos de cada segmento, assim como simulações com retornos para cada classe de acordo com diferentes cenários. O APP foi disponibilizado aos participantes do 40º Congresso da Abrapp.

Silvio Rangel passa a atuar como consultor da Mercer

Silvio Rangel, ex-superintendente do fundo de pensão dos funcionários de Itaipu Binacional, a Fundação Fibra, assinou acordo com a Mercer para atuar como consultor dessa empresa. A Mercer é uma das maiores consultorias de fundos de pensão com atuação no Brasil. Segundo Rangel, que deixou a Fibra há cerca de dois anos, o acordo não é de exclusividade e permitirá que mantenha as atividades de treinamento na Uniabrapp e em cursos de pós-gradução que já vinha desenvolvendo.

London Stock Exchange Group comunica estar negociando compra da Refinitiv

A London Stock Exchange Group divulgou comunicado informando que está negociando a aquisição da Refinitiv, o fornecedor global de dados financeiros, análises e infraestrutura financeira da Thomson Reuters. Se concluída, a fusão reunirá duas empresas altamente complementares para criar um provedor global na área de infraestrutura financeira, com análises de dados de classe mundial e capacidades de cruzar várias classes de ativos do mercados de capital.

A aquisição permitirá combinar os principais índices, benchmarks e análises da FTSE com os dados de mercados, empresas, economia, negócios, preços e análises da Refinitiv. A plataforma aberta do Refinitiv também será ampliada para incluir o conteúdo de dados da LSEG, informa comunicado da empresa.

Segundo o comunicado, “acreditamos firmemente que isso proporcionará benefícios significativos aos nossos clientes em toda a gama de nossos serviços e em todo o mundo, além de aprofundar e expandir nosso relacionamento por meio de novas oportunidades de inovação e crescimento com base em dados e tecnologia”.

A combinação da LSEG e da Refinitiv cria um negócio diversificado com mais de 40.000 clientes em todo o mundo e cerca de 400.000 usuários finais em 190 países.

 

Eleven Financial Research incorpora a consultoria Lopes Filho

A Eleven Financial Research incorporou a Consultoria Lopes Filho, especializada na prestação de serviços ao mercado de investimentos. Com a incorporação, a Eleven aumentou seu portfólio em cerca de 158 clientes institucionais, passando a atender um total de 228 institucionais, revela o estrategista-chefe da Eleven, Adeodato Volpi Netto, em entrevista à revista Investidor Institucional (ver reportagem na edição de abril).

Segundo ele, com a queda dos juros internos o mercado de clientes institucionais está sendo forçado a tomar riscos adicionais a fim de cumprir as metas atuariais, demandando mais serviços de análises sobre estratégias alternativas que possam trazer os retornos esperados.

Sara Marques assume gerência de previdência da Luz

A atuária Sara Marques assumiu a gerência de previdência da Luz Soluções Financeiras, em substituição ao CEO Edivar Queiroz, que respondia interinamente pela área. Na Luz desde 2016, a profissional anteriormente ocupava a posição de coordenadora da área atuarial da companhia. Sara também acumula passagens por entidades abertas de previdência complementar, além de consultorias atuariais na área de saúde.

Mercer inicia alocação estratégica global | Serviço disponibiliza aos brasileiros implementação de estratégias no exterior

A Mercer, empresa que já presta consultoria atuarial e de investimentos aos fundos de pensão brasileiros há várias décadas, vai passar a oferecer também o serviço de implementação efetiva das estratégias de investimento no exterior.A Mercer, empresa que já presta consultoria atuarial e de investimentos aos fundos de pensão brasileiros há várias décadas, vai passar a oferecer também o serviço de implementação efetiva das estratégias de investimento no exterior.
Segundo o CEO da Mercer no Brasil, Eduardo Marchiori, a decisão de trazer o serviço para o Brasil neste momento decorre da crescente demanda dos investidores por ativos no exterior diante da queda dos prêmios na renda fixa local. Além disso, pesou na decisão a regulamentação mais amigável após as mudanças promovidas pelos órgãos competentes no início de 2018 – em janeiro o Conselho Monetário Nacional (CMN) editou uma nova norma que facilitou o processo de alocação no exterior por parte dos institucionais, derrubando a exigência de que cada entidade poderia ter no máximo 25% do feeder local que fazia as alocações externas; com as novas regras as fundações podem estruturar seus próprios fundos exclusivos e fazer, por meio deles, a alocação diretamente nos produtos globais que mais lhe agradam.
Marchiori afirma que esse serviço já é oferecido há algum tempo em países desenvolvidos e é, segundo ele, o que tem apresentado maior crescimento junto aos clientes institucionais, totalizando cerca de US$ 240 bilhões em ativos sob gestão.
O executivo ressalta que a Mercer não irá atuar como uma gestora de recursos na nova atividade, já que não será ela quem irá comprar ou vender os ativos globais. “Vamos fazer a seleção e o aporte de recursos nos melhores gestores, de acordo com o mandato de cada cliente, atuando como uma gestora de fundos”, explica o especialista. Segundo ele, a Mercer receberá uma taxa das gestoras escolhidas, “com total transparência para o cliente”.
Ainda de acordo com o executivo, por conta dos volumes alocados pelos clientes globais nesse produto, os investidores brasileiros terão o benefício do ganho de escala, com taxas possivelmente menores do que se fossem fazer a alocação de maneira individual.
Nos mercados desenvolvidos, prossegue Marchiori, a empresa estruturou há alguns anos uma classificação de ratings que indica as assets que tem maior consistência na geração de alpha no decorrer do tempo, o que ele acredita que deve facilitar aos clientes brasileiros uma análise relativamente simplificada das inúmeras opções de fundos no exterior. De acordo com o CEO da Mercer, são cerca de 2,7 mil estratégias globais diferentes mapeadas pela empresa à disposição dos investidores. Essa classificação de ratings, inclusive, deve ser lançada no mercado brasileiro nos próximos meses.
Marchiori diz também que a implementação das estratégias vai se limitar, num primeiro momento, aos investimentos no exterior, mas deve estender-se à gestão de ativos locais no futuro. O executivo diz ainda que o Brasil é um dos cinco mercados prioritários da empresa para o desenvolvimento dessa estratégia de implementação de alocação global, junto com México, China, África do Sul e Japão, países onde os investidores também tem aumentado a procura por oportunidades além de suas fronteiras.
Segundo Marchiori, a Mercer ainda não implementou a nova estratégia de investimento no exterior para nenhum cliente no país, mas espera que isso possa ocorrer até o final do ano. “Acreditamos que o potencial para a expansão do produto no Brasil é muito grande, uma vez que a participação do investimento no exterior na carteira dos institucionais ainda é incipiente”, pontua o especialista.
Além dos fundos de pensão, family offices e mesmo gestoras de recursos também estão no radar da Mercer como potenciais clientes que podem vir a fazer uso do serviço.
O CEO da Mercer comenta também que, como inicialmente o serviço é voltado apenas para os investimentos no exterior, e levando em consideração que a empresa tem cerca de 2,2 mil profissionais capacitados para fazer a implementação do produto espalhados em 21 países, não foi necessária a contratação de pessoal no Brasil por conta do lançamento.