Anbima lança Guia com recomendações para gestoras implementarem políticas ASG

A Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) lançou o Guia ASG – Incorporação dos aspectos ASG nas análises de investimentos, com recomendações que devem ser observadas pelas gestoras na implementação de políticas ASG. Entre elas, está a elaboração e divulgação de informações como a lista dos fundos aderentes à política ASG, total de ativos ASG sob gestão, funcionários responsáveis pela gestão, fatores considerados (ambiental, social e/ou econômico), indicadores, processo de monitoramento, governança adotada, entre outras.

“O tema sustentabilidade nunca esteve tão em alta e o mercado financeiro tem papel essencial neste debate que envolve não apenas a indústria de investimentos, mas toda sociedade”, afirma Zeca Doherty, superintendente-geral da Anbima. Os benefícios dessa prática envolvem a antecipação de avaliações de risco das companhias; a atração de investidores estrangeiros e institucionais; e a aproximação de clientes mais jovens, que enxergam valor em investimentos feitos com propósito, explica.

Segundo o guia, 20% dos gestores locais já possuem política específica para tratamento de investimento responsável. No mercado internacional, a expectativa é que nos próximos anos os investimentos sustentáveis sejam o tipo mais representativo na Europa. Atualmente, isso já acontece em países como Austrália, Canadá, Estados Unidos e Japão.

As regulações locais e internacionais também estão em estágios distintos. No Brasil, apesar de diversas iniciativas para adoção de boas práticas, há duas principais resoluções do CMN (Conselho Monetário Nacional) que tratam do tema (4.327 e 4.661) voltadas para as instituições financeiras e para os fundos de pensão, sendo que só a primeira tem caráter obrigatório. Não há ainda nenhuma regulação específica para fundos de investimento.

Já no exterior, estão sendo criadas diversas normas que exigirão padrões mínimos sobre o tema, com destaque para a Diretiva União Europeia 2016/2.341. Em breve, ela tornará obrigatória a divulgação, por parte dos investidores institucionais e gestores de recursos, de como abordam as questões ASG em suas análises de risco.


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