Prevhab avalia criação de plano para familiares de seus participantes

O fundo de pensão multipatrocinado Prevhab, nascido em 1971 como a EFPC do então Banco Nacional de Habitação, vem estudando a viabilidade de desenvolver e administrar um plano de previdência sob a forma de Contribuição Definida, que possa abrigar familiares dos participantes do Plano Plenus, em condições mais vantajosas que as do mercado.

A partir de fevereiro, a entidade iniciará uma pesquisa em parceria com a empresa Gestner para conhecer o universo de potenciais interessados nesse plano. No balancete mais recente da Abrapp, com dados referentes a outubro de 2019, a Prevhab contava com um patrimônio de R$ 625 milhões, e apenas quatro participantes ativos, com outros 516 dependentes e 585 assistidos.

O rendimento positivo da carteira de investimentos pode ajudar a atrair um maior número de interessados para o novo plano em análise. No ano passado, a EFPC obteve uma rentabilidade de 10,71% no plano Plenus, superando em 2,59 pontos percentuais a meta atuarial de 8,12%. “Mesmo com o bom resultado, o superavit técnico/reserva de contingência teve uma pequena reversão de R$ 492,26 mil no mês de dezembro, diminuindo o saldo para R$ 18,16 milhões, equivalente a 3,09% das provisões matemáticas”, informa a entidade, em comunicado.

Para manter o bom desempenho, e buscando enquadrar-se nos limites legais estabelecidos para investimentos imobiliários – até 20% dos recursos garantidores (atualmente em 32,15%) – a fundação iniciou entendimentos com a Multiplan Empreendimentos Imobiliários para a venda de sua participação de 3,83% no Shopping Center de Ribeirão Preto. O preço de venda à vista ajustado com a Multiplan é de R$ 28,7 milhões, que deduzido da taxa de corretagem de R$ 1,4 milhão, representará o total líquido de R$ 27,2 milhões.

André Loureiro assume diretoria de investimentos da Fapes

A Fapes, EFPC do BNDES, escolheu André Loureiro como seu novo diretor de investimentos, em substituição a Victor Tito, que estava no posto desde 2016 e foi transferido para a superintendência da área financeira do banco. Loureiro possui graduação em Economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestrado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Ele acumula passagens pelo Banco Central do Brasil e pelo BNDES, onde chegou a ocupar o cargo de superintendente da área de investimentos, fundos e garantias.

 

Plano CD do Centrus cresce 13,46% em 2019

A diretoria do Centrus, o fundo de pensão dos funcionários do Banco Central, comemora o bom desempenho de seu plano de contribuição definida, o PCD, que fechou o último ano com rentabilidade de 13,46%. O índice supera em 7,1 pontos o retorno obtido em 2018, que ficou 24,4% abaixo do índice de referência estabelecido para o período. 

A carteira do PCD, que somava R$ 194,9 milhões em novembro, sofreu profundas alterações em 2019. A renda fixa teve sua fatia reduzida de 77,35% para 64,1% e a renda variável passou de 13,3% para 16,8%. Também no último exercício, tiveram início os investimentos estruturados e no exterior, que respondiam, em novembro, por 14,6% e 4,4% do volume total.

Faelba mira ativos de crédito no Brasil e no exterior

Em linha com seus pares, a Fundação Coelba de Previdência Complementar (Faelba) tem planejado aumentar a diversificação da carteira para enfrentar a taxa de juros na mínima histórica de 4,25%. No entanto, o espaço para aumentar a exposição em renda variável no plano de Contribuição Definida (CD), com cerca de R$ 1,3 bilhão de patrimônio, é limitado. Isso porque a EFPC oferece aos seus participantes os perfis de investimento, onde os próprios segurados definem qual nível de risco querem correr. “A maior parte dos nossos participantes têm um perfil conservador”, diz Augusto da Silva Reis, diretor superintendente da Faelba.

A EFPC chegou ao fim de 2019 com cerca de 15% em ações, e a previsão é que em 2020 o percentual encoste na casa dos 20%. Reis acredita, contudo, que o incremento não deverá ser suficiente para possibiliar uma rentabilidade do portfólio superior à meta. Por isso, a alternativa encontrada pela fundação será diversificar a própria carteira de renda fixa. Para tanto, a entidade colocou a classe de crédito privado como uma das prioridades para 2020. “A tendência é que nos próximos meses haja uma procura elevada dos institucionais por ativos de crédito”, diz o dirigente. “Quem chegar primeiro vai encontrar as melhores oportunidades, já que quando a demanda estiver muito alta os prêmios tendem a diminuir”.

Dada a profundidade relativamente limitada do mercado local, o superintendente da Faelba não descarta inclusive a possibilidade de investir em ativos de crédito no exterior. “Já temos no portfólio um fundo global de renda fixa, que faz o hedge do câmbio, o que nos deu alguma expertise e nos ajudou a entender melhor como funciona a dinâmica desse mercado lá fora”.

 

Contribuições extraordinárias do Postalis somam R$ 232 mil em 2019

As contribuições extraordinárias no Postalis somaram R$ 232 mil em 2019, o que representa uma queda de 22,79% na comparação com o ano anterior.  “Contudo, cabe ressaltar que em 2018 um único participante depositou R$ 180 mil, o que caracterizou um “ponto fora da curva”, sendo algo atípico para o plano”, informa a EFPC dos Correios, em comunicado. “Se não considerarmos este aporte específico, o plano Postalprev obteve um aumento de 92,83% no valor total aportado em 2019”, complementa a fundação. Já em termos de quantidade de aportes, houve um aumento de 5,55% em 2019, de 51 para 54. E se considerado somente o mês de dezembro, os aportes cresceram 85,16% em volume, para R$ 134 mil, e 25% em quantidade, para 35.

Fundação Itaú incorpora planos para obter ganhos de eficiência

A Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) aprovou a incorporação em janeiro de planos administrados pela Fundação Itaú Unibanco originários das controladas Redecard, Credicard e Orbitall. O plano Itaú BD incorporou o Plano de Aposentadoria Itaucard BD e o Plano de Aposentadoria Redecard, com alteração de sua denominação para Plano de Benefício Definido Itaucard. Já o plano Itaú CD incorporou o Plano de Aposentadoria Itaucard Suplementar e o Plano de Aposentadoria Suplementar Redecard, com alteração de sua denominação para Plano de Contribuição Variável Itaucard.

De acordo com a EFPC, os três planos de Benefício Definido (BD), bem como os três de Contribuição Variável (CV), possuiam regras de funcionamento muito semelhantes. Por isso, sua incorporação refletiria alterações mínimas para grupos específicos de participantes e traria muitas vantagens em termos de racionalização de processos e melhorias na gestão, explica a entidade de previdência. “Dessa forma, os seis planos foram transformados em dois (um na modalidade BD e outro na modalidade CV), o que simplifica e otimiza as atividades da Fundação, reduzindo custos e evitando duplicidade nos procedimentos relativos à comunicação e atendimento, gestão dos investimentos, administração dos benefícios e atividades de auditorias e atuários”, informa o fundo de pensão em comunicado. Um exemplo citado pela fundação é a contratação de serviços que, por exigência legal, devem ser realizados para cada plano como é o caso das avaliações atuariais feitas anualmente.

 

Portus privilegia renda fixa de curto prazo para fazer frente ao déficit

Sob intervenção da Previc desde 2011 e com um déficit que em dezembro de 2018 (o dado mais recente disponível) somava R$ 2 bilhões, o fundo de pensão Portus, dos trabalhadores do setor portuário, aprovou sua política de investimentos para 2020 na contramão da indústria da previdência complementar fechada. Enquanto a maior parte dos fundos de pensão planeja aumentar a diversificação da carteira com ativos de maior risco diante da Selic na mínima histórica de 4,25%, o Portus vai privilegiar a renda fixa.

“O Instituto priorizará novas aplicações em fundos de renda fixa com curto ou nenhum período de carência para resgate”, informa a política de investimentos da fundação. Aplicações em fundos com liquidez superior a D+0 não estão descartadas, desde que a relação risco/retorno e o volume justifiquem a operação, acrescenta o documento. “Esse cuidado é necessário tendo em vista a necessidade constante de utilização dos recursos investidos para pagamentos das folhas de suplementares e de benefícios, não havendo possibilidade de espera na maturação de investimentos de médio ou longo prazos, visto que o estoque de ativos é insuficiente para comportar tal maturação”, diz a entidade.

Seguindo a linha da necessidade de liquidez, operações de vendas de ações serão realizadas pela EFPC para aumentar a parcela em fundos de renda fixa de liquidez imediata, visando suportar o deficitário fluxo de caixa do Plano PBP1. Segundo o Portus, o plano de alocação dos recursos foi definido de forma a privilegiar a liquidez do plano PBP1, de Benefício Definido (BD), tendo em vista o fluxo previdenciário deficitário, prejudicado pela insuficiência das contribuições recebidas em relação às necessidades do passivo do plano. No fim de 2018, o patrimônio social da fundação era de R$ 555,7 milhões.

Está em curso um processo de equacionamento do PBP1, que teve um novo plano de custeio aprovado pelas instâncias competentes, mas cuja implantação está sustada por decisão judicial. Até que tais decisões judiciais sejam cassadas, o fundo de pensão continuará a praticar o plano de custeio anterior, vigente desde 2001. A entidade informa ainda que qualquer alteração no plano de custeio motivará a reavaliação da política de investimentos, visto que a necessidade de liquidez deverá diminuir, proporcionando a oportunidade de alongar o prazo das aplicações financeiras, o que tenderá a elevar a rentabilidade geral dos recursos. O déficit do Portus teve origem nos anos 90, quando a União extinguiu a patrocinadora Portobrás e interrompeu os aportes de recursos devidos ao PBP1.

Confederação das microempresas avalia plano junto ao Sebrae Previdência

O presidente da Confederação Nacional das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Comicro), José Tarcísio da Silva, visitou nesta quarta-feira (12) as instalações do Sebrae Previdência, “com vistas à implementação de um Plano de Benefícios para os associados”, informa a EFPC, em comunicado. Na ocasião, o presidente do Sebrae Previdência, Edjair Alves, realizou uma apresentação sobre a governança da entidade, enquanto o diretor de seguridade, Nilton Cesar, apresentou um modelo de plano de benefícios a ser administrado pelo fundo de pensão, que abriga os empregados do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). A entidade completou 16 anos em fevereiro de 2020, com um patrimônio de aproximadamente R$ 905 milhões.

Funpresp-Jud devolve R$ 5,8 milhões à União em 2019

Em novembro passado a Funpresp-Jud iniciou a devolução de recursos à União, referente ao aporte inicial de R$ 26,2 milhões recebidos para o início das atividades em 2013. A devolução respeita os termos de compromisso assinados entre a entidade e os patrocinadores. O total devolvido em 2019 foi de R$ 5.892.960,46 para todos os patrocinadores da fundação. O pagamento referente a todo o aporte inicial poderá ser realizado em até quinze anos, sendo as parcelas pagas anualmente no mês de novembro.

Entre os patrocinadores da EFPC, o Supremo Tribunal Federal, o Conselho Nacional de Justiça, o Tribunal de Justiça do DF, o Ministério Público do DF e o Superior Tribunal Militar receberam no ano passado 100% do aporte inicial, com correção monetária, no valor total de R$ 1.542.055,80. Já o Tribunal Superior Eleitoral, o Tribunal Superior do Trabalho, o Conselho da Justiça Federal, o Ministério Público Federal e o Superior Tribunal de Justiça tiveram a devolução parcial do aporte inicial, sendo que os dois últimos terão os seus aportes quitados em novembro de 2020.

Contribuições esporádicas na Petros crescem 128% e somam R$ 13,7 milhões em 2019

Apenas em dezembro, as contribuições esporádicas realizadas pelos participantes da Petros totalizaram R$ 8,3 milhões, montante mais de duas vezes superior aos R$ 3,5 milhões registrados em igual período de 2018. Com isso, no acumulado de 2019 as contribuições esporádicas no fundo de pensão da Petrobras alcançaram R$ 13,7 milhões, o que corresponde a um crescimento de 128% na comparação com os R$ 5,9 milhões no ano anterior. Estes aportes podem ser feitos em planos de contribuição definida (CD) e contribuição variável (CV) e ajudam no planejamento do Imposto de Renda, já que podem ser deduzidos até o limite de 12% da renda bruta tributável na declaração do ano seguinte - apenas para quem usa o modelo completo.