Abrapp prevê alcançar R$ 1 trilhão de patrimônio até março

O presidente da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), Luis Ricardo Martins, prevê que o patrimônio do sistema deve alcançar a marca de R$ 1 trilhão em março de 2020. Até outubro de 2019, os fundos de pensão somavam R$ 959 bilhões em investimentos, o que corresponde a um crescimento de 7% na comparação com dezembro de 2018. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (6) durante coletiva de imprensa na sede da associação, em São Paulo.

Segundo Martins, a expectativa é que, até 2040, o patrimônio das EFPC duplique de tamanho em relação aos patamares atuais e chegue a R$ 2 trilhões. Essas projeções levam em consideração um forte crescimento esperado no número de participantes dentro do sistema nos próximos anos com o avanço dos planos instituidos e dos servidores públicos. A Abrapp estima um crescimento anual, pelo próximos 30 anos, de 250 mil novos participantes, sendo 200 mil de planos instituidos e voltados aos familiares dos segurados e 50 mil de servidores públicos. Até outubro, eram 59 os planos instituidos de previdência, considerando tanto as entidades multipatrocinadas como as instituidoras. Esses planos somam um patrimônio de aproximadamente R$ 12,3 milhões de cerca de 442,1 mil participantes ativos.

Na avaliação do presidente da Abrapp, o sistema da previdência complementar fechada passa por um momento de transformação, em que será necessário uma nova forma de comunicação com a sociedade para conseguir atrair um número cada vez maior de interessados. “O próprio nome fundo de pensão, que funcionou muito bem até aqui, acredito que terá de ser revisto”. Martins entende que ‘operadores de planos de previdência’ será um termo mais adequado para se referir às fundações no futuro.

Rentabilidade – Beneficiados pela valorização de 31,5% do Ibovespa em 2019 e pelo forte fechamento das taxas de juros, que gera um impacto positivo no rendimento das carteiras de renda fixa, os fundos de pensão entregaram, na média, um retorno de 10,69% no ano passado até outubro, segundo as estimativas da Abrapp. A meta atuarial no período ficou em 7,78%. Para o fechamento do ano, a associação prevê uma rentabilidade do setor na casa de 13,06%, para uma meta de 10,73%. No acumulado dos últimos 15 anos o rendimento dos investimentos das EFPC foi de 458,47% frente uma meta de 419,64%.


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