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Ministro diz que governo não irá alterar política de preços da Petrobras

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, negou nesta terça-feira, dia 16, a possibilidade de o governo interferir na política de preços da Petrobras. Perguntado se o governo pretende promover algum tipo de alteração na política da empresa, o ministro respondeu: “Nenhuma". Segundo ele, houve um “erro de comunicação” no episódio envolvendo a divulgação e posterior suspensão do reajuste do preço do diesel pela Petrobras na semana passada.

A declaração do ministro ocorreu durante um evento para debater o setor de óleo e gás e pouco antes de sair para a reunião com o presidente Jair Bolsonaro para tratar da política de preços da Petrobras. Na saída do evento, o ministro disse que o que houve foi um “problema de comunicação” e que não está apontando nem insinuando culpados. (Agência Brasil)

FIP BKO I Multiestrategia estreia na B3 e movimenta R$ 50,1 milhões

O Fundo de Investimento em Participações BKO I Multiestrategia, direcionado a investidores qualificados, passou a ter suas cotas negociadas no mercado de bolsa, ontem, dia 15, com nome de pregão FIP BKO BREI e código de negociação de BKOI11. Na primeira emissão de cotas do fundo, foram subscritas e integralizadas 50.107 cotas, no montante total de R$ 50,1 milhões.

Abrapp e Anfavea se reúnem para discutir plano instituído para setor automotivo

Representantes da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e da Abrapp se reuniram, ontem, dia 15, para tratar do cenário atual da Previdência no País e das opções de oferecer planos de benefícios para as empresas automotivas e seus funcionários. Segundo nota da Abrapp, os dirigentes da Anfavea demonstraram interesse no funcionamento de um plano instituído setorial de Previdência Complementar. O tema será levado para análise interna na associação dos fabricantes. “Se for aprovado pelos demais dirigentes da Anfavea, a Abrapp se colocou à disposição para continuar auxiliando no desenvolvimento do projeto”, informa a nota.

Ainda segundo a Abrapp, também foi apresentado a possibilidade de oferecer o plano aos familiares de participantes, além dos benefícios de risco, de morte e invalidez, que é outro forte atrativo para as empresas.

A Anfavea reúne, atualmente, 26 montadoras de diversos segmentos, como ônibus, caminhões, veículos agrícolas, além dos carros de passeio, responsáveis por 130 mil empregos diretos, segundo dados do final de 2018.

 

STJ mantém decisão que obriga Avianca a devolver aviões

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, na sexta-feira, dia 12, pedido da Avianca, companhia aérea que está em recuperação judicial, para suspender decisões do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) que determinaram a devolução imediata de nove aeronaves e um motor para as empresas arrendadoras.
Segundo a decisão, após a realização da assembleia geral de credores da Avianca, as arrendadoras solicitaram, nos autos de ação de reintegração de posse, nova ordem para retomar os aviões e motores.
A Avianca argumentou no recurso a devolução das aeronavez impediria sua recuperação e poderia prejudicar os consumidores, já que o cancelamento de voo por insolvência da operadora exclui o direito à realocação do passageiro em outras companhias.

Nota de crédito da CSN sai da escala "lixo"

A agência de classificação de risco Standard&Poor's (S&P) elevou o rating da siderúgica CSN de 'CCC+' para 'B+', com perspectiva positiva. Com a ação, a nota de crédito da companhia deixa de ser considerada "lixo" pelo mercado.
"A perspectiva positiva reflete nossa expectativa de que a empresa continuará melhorando seu desempenho operacional, que, aliado às iniciativas de capitalização em vigor, como a venda de ativos e o refinanciamento de dívidas, e uma política financeira mais conservadora, permitirão atender à grande maioria de obrigações até ao final de 2020 e se desalavancar gradualmente ", justifica a agência em relatório publicado hoje.

Vale ganha processo em Londres e receberá US$ 1,2 bi por projeto na Guiné

Um tribunal arbitral em Londres decidiu, na sexta-feira, dia 5, favoravelmente à Vale e condenou a BSG Resources Limited a pagar à mineradora US$ 1,246 bilhão, acrescido de juros e despesas, por fraude e violações de garantia referentes à joint venture criada para exploração de minério de ferro na região de Simandou, na República da Guiné.
Em comunicado ao mercado, a Vale informa que "pretende tomar todas as medidas legalmente cabíveis para execução dessa decisão arbitral. Entretanto, não há quaisquer garantias quanto ao prazo e ao valor do recebimento".
Em 2014, a Guiné revogou a concessão de exploração da mina com base em evidências de que a BSGR a teria obtido por meio de corrupção envolvendo autoridades do país africano, mas reconhecendo que a Vale não tinha participação no esquema fraudulento.

Aditivo contratual entre CNPE e Petrobras viabiliza leilão de blocos do pré-sal, em outubro

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) anunciou, ontem, a aprovação da minuta do termo aditivo no Contrato de Cessão Onerosa com a Petrobras, pela qual a companhia receberá US$ 9,058 bilhões em caráter de ressarcimento. Com o acordo, a realização do leilão de concessão para exploração em blocos de petróleo do pré-sal, marcado para o dia 28 outubro, estaria garantida, segundo comunicado do conselho.
A validação do aditivo, no entanto, e o pagamento do valor recisório estão condicionados ao "cumprimento dos requisitos orçamentários e financeiros e da devida aprovação pelos órgãos de governança da empresa".
Ainda segundo o comunicado, a renegociação do contrato contou com o envolvimento do Ministério de Minas e Energia (MME), Ministério da Economia (ME), Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), Pré-Sal S.A (PPSA), e com o acompanhamento do Tribunal de Contas da União (TCU).
"A realização do certame será um marco na política energética nacional, ampliando a competitividade do Brasil na atração de investimentos no setor de óleo e gás", afirma o comunicado do CNPE. "A expectativa de elevada disponibilidade de volumes excedentes de petróleo e gás natural na área de Cessão Onerosa e a alta produtividade dos campos do Pré-sal têm despertado grande interesse das principais empresas petrolíferas do mundo, além de colocar o País entre os cinco maiores produtores de petróleo do mundo."
Em comunicado ao mercado, a Petrobras informa que tomou ciência da decisão e que "aguarda a publicação oficial dos atos deliberativos do órgão colegiado, contendo a íntegra da decisão, para prestar informações adicionais ao mercado".

Bancos brasileiros perdem posições em raking dos 100 maiores da S&P

Os quatro grandes bancos nacionais perderam várias posições no ranking global dos 100 maiores, elaborado e divulgado hoje pela S&P Global Market Intelligence. O Itaú Unibanco continua na frente dos demais brasileiros, mas perdeu quatro posições no geral, passando de 65o. lugar para 69o., com US$ 401 bilhões em ativos. O Banco do Brasil seguiu o mesmo movimento e despencou 10 posições, de 67o. para 77o. lugar, com US$ 360 bilhões.
A novidade do ranking deste ano é que o Bradesco ficou à frente da Caixa, mas ambos também recuaram na listagem. O Bradesco de 74o. lugar, em 2018, para 79o., com US$ 337 bilhões, e a Caixa perdeu nove posições, caindo do 72o. para 81o. lugar, com US$ 326 bilhões em ativos.
Segundo a S&P, os bancos chineses continuaram a crescer e permanecem entre os maiores do mundo, apesar das tensões comerciais globais e do enfraquecimento do yuan. A China está representada por 19 bancos. Os EUA têm 12 entre os 100 maiores, e o Japão, oito bancos.
Os bancos "Big Four" da China - Banco Industrial e Comercial da China, Banco China Construction Bank, Banco Agrícola da China e Banco da China - continuaram a dominar o topo do ranking. Os quatro têm mais de US$ 3 trilhões em ativos, cada, que somados alcançam a sifra estratosférica de US$ 13,8 trilhões, um aumento de 1,07% em relação a 2018. O aumento anual teria sido de 6,84% sem o impacto das taxas de câmbio, ressalta o relatório da S&P.
Nos EUA, o JPMorgan Chase continuou a ser o maior banco do país, mantendo o sexto lugar no ranking geral, com US$ 2,6 trilhões em ativos.

BRF perde grau da investimento atribuído pela Fitch

A agência de classificação de risco Fitch Ratings rebaixou a nota de crédito em escala global da BRF, de 'BBB-' para 'BB'. Com a ação, a companhia perdeu o grau de investimento. O rating em escala nacional também foi reduzido, de 'AAA(bra)' para 'AA+(bra)'. A perspectiva dos ratings é estável.
Em relatório, a Fitch justifica o rebaixamento pelo fraco desempenho operacional da BRF, um ritmo de desalavancagem mais lento do que o esperado e a baixa geração de fluxo de caixa, "consequência do fechamento do mercado de carne suína da Rússia e de todo o mercado da União Europeia". Ainda segundo a agência, o resultado da venda de ativos na Argentina, Europa e Tailândia, como parte do processo para melhorar a liquidez e reduzir a alavancagem, ficou aquém do previsto.

Lucro da Caixa cresce 40,4% em 2018 e soma R$ 12,7 bilhões

A Caixa registrou lucro recorrente, que desconsidera efeitos extraordinários, de R$ 12,7 bilhões em 2018, um crescimento de 40,4% em relação a 2017. O valor é recorde no desempenho da instituição.

Segundo comunicado do banco, o resultado é consequência das medidas adotadas ao longo do ano passado, como a melhoria da eficiência operacional e o aumento de receitas, especialmente de intermediação financeira e prestação de serviços.
O saldo da carteira de crédito habitacional cresceu 3%, no ano passado, totalizando R$ 444,7 bilhões. Desse total, R$ 265,2 bilhões foram concedidos com recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e R$ 179,4 bilhões com recursos da poupança. As operações de infraestrutura também obtiveram um incremento de 2%, alcançando R$ 84,3 bilhões em dezembro de 2018.
As loterias Caixa arrecadaram R$ 13,9 bilhões em 2018, mesmo volume do ano anterior.