Patrimônio dos segmentos de varejo e private soma R$ 3,3 trilhões em 2019

Os investimentos dos clientes dos segmentos de varejo e do private das instituições financeiras somaram R$ 3,3 trilhões em 2019, um crescimento de 12% na comparação com o ano anterior, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O varejo – segmento dividido entre tradicional e alta renda – acumula R$ 1,9 trilhão, com crescimento de 6,8%, enquanto o private totaliza R$ 1,3 trilhão, evolução de 20,9%.

“Com o cenário macroeconômico estável, a retomada da atividade e as consecutivas quedas da taxa de juros, os ativos de renda variável tiveram ótimo desempenho. Eles impulsionaram os resultados da indústria de investimentos, principalmente no private”, afirma José Ramos Rocha Neto, presidente do fórum de distribuição da Anbima, em nota.

Com um crescimento de 22,8%, para R$ 415 bilhões, os multimercados aparecem como o produto preferido dos investidores do private, que engloba clientes com no mínimo R$ 3 milhões em ativos financeiros. Em seguida aparece a aplicação direta em ações, com R$ 224 bilhões (alta de 52,1%) e nos fundos de ações, com R$ 104 bilhões (alta de 58,1%).

Já os clientes de varejo mantiveram a preferência pela caderneta de poupança (R$ 783,2 bilhões). O crescimento de 7,2% do produto foi impulsionado pelos saques do FGTS (Fundos de Garantia do Tempo de Serviço) em 2019 que caíram automaticamente na conta poupança dos clientes, com impacto para o varejo tradicional. Na sequência aparecem os fundos de investimento com crescimento de 10%, para R$ 655,3 bilhões. “O investidor conservador começa pela poupança, pula para o CDB e o passo seguinte é o fundo de investimento, que conta com um gestor treinado para escolher os melhores papéis. É um movimento natural quando o cliente é bem assessorado”, diz Rocha.


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