Bram prevê continuidade dos ganhos na Bovespa em 2019

A despeito da já expressiva valorização do Ibovespa nos últimos meses, que levou o principal benchmark da bolsa brasileira a chegar próximo de sua máxima histórica, na casa dos 90 mil pontos, o superintendente de renda variável da Bradesco Asset Management (Bram), Luis Guedes, entende que ainda há espaço para que os ganhos no segmento prossigam ao longo dos próximos meses.

“Entendemos que a melhora prevista ainda não está totalmente precificada”, disse o profissional, durante o seminário ‘O desafio da gestão de investimentos na previdência complementar fechada”, promovido pela Abrapp nesta terça-feira, 6 de novembro. “O caro é relativo”, ponderou Guedes, ao apresentar um gráfico do Ibovespa cotado em dólares, em que o índice ainda está distante de seu pico histórico.

Na avaliação do especialista, as perspectivas para a economia em 2019 são positivas, principalmente em caso de aprovação da reforma da previdência, hipótese na qual tem se baseado a valorização das ações desde o desfecho do pleito eleitoral. Durante a recessão, lembrou o superintendente da Bram, muitas empresas fizeram o ‘dever de casa’, com desalavancagem do balanço, ajustes na capacidade de produção e redução do endividamento. E caso o cenário para os próximos meses se confirme como mais favorável de fato do que no passado recente, essas companhias têm as condições necessárias para apresentar um bom desempenho, prevê Guedes.

Ele destacou também durante sua apresentação a alocação ainda baixa dos investidores institucionais na bolsa brasileira, ao redor dos 8,5%, se excluidas as três maiores entidades do sistema. Segundo o especialista, se a Selic continuar próxima da mínima histórica no início do governo Bolsonaro, a tendência é que esse percentual aumente, dando fôlego adicional para a potencial valorização do Ibovespa.

O superintendente de renda variável da Brasm disse ainda que a partir de janeiro de 2019 uma série de empresas com intenção de abrir seu capital na bolsa, que aguardavam uma melhor previsibilidade do cenário à frente, devem dar início ao movimento efetivamente. “Se tivermos um cenário de manutenção do juro real na faixa dos 3%, 4% ao longo de 2019, e se conseguirmos aprovar a reforma da previdência, devemos ter uma nova migração para ativos de risco”.


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