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Postalis estrutura quatro FIDCs NP para reaver perdas de fundos em 'default'

03-03-2017 - 17:57:18

 

O Postalis estruturou no final do ano passado quatro fundos de investimento em direitos creditórios não padronizados (FIDC NP) para reaver perdas obtidas com fundos compostos por ativos que entraram em 'default' e que geraram prejuízos à entidade nos últimos anos. A Intrader é a administradora fiduciária dos quatro fundos estruturados, e as gestoras Jive, Cadence e Novero são as responsáveis pela recuperação dos ativos. 

Os ativos que compõem os quatro fundos estavam marcados a zero na constituição dos veículos, mas eles perfaziam um valor de R$ 2,4 bilhões antes dos 'defaults'. Com a reprecificação feita pela Intrader após assumir a administração fiduciária, em um trabalho que contou também com a participação da PwC e do escritório de advocacia Bichara, o valor estipulado para os quatro fundos ficou em R$ 1,15 bilhão. “Essa reprecificação permitiu uma recuperação contábil do plano BD da ordem de aproximadamente R$ 890 milhões, e no CV de quase R$ 300 milhões. Por conta disso, provavelmente não tenhamos de fazer equacionamento de déficit do ano de 2016”, afirma Christian Schneider, diretor de investimentos do Postalis.

Atualmente o Postalis tem dois planos de equacionamento de déficit em andamento, com um terceiro ainda sob análise para ser encaminhado à Previc. No plano BD, somados os dois equacionamentos, a contribuição adicional do participante está em 17%, e em 24% para os assistidos. O plano de equacionamento ainda em análise, referente ao ano de 2015, pode exigir um novo percentual de contribuição dos participantes de 2,73%. O déficit do Postalis, que era de aproximadamente R$ 7 bilhões, caiu para cerca de R$ 6 bilhões por conta da reprecificação dos ativos que compõem os quatro FIDCs NP.

Schneider ressalta que o Postalis tem um plano para equacionar o déficit, que inclui um montante de R$ 1,8 bilhão a receber da patrocinadora que deixou de ser pago em maio de 2014. “Quando houve o saldamento do plano, haviam alguns custos anteriores ao saldamento que, por um acordo coletivo dos Correios, ficaram como uma obrigação da patrocinadora custear e não foi cumprido”, explica o diretor. Alem disso, o fundo de pensão também acionou o BNY Mellon pelo descumprimento do dever fiduciário do banco em alguns dos fundos que geraram as perdas para a fundação. Atualmente são seis ações no Brasil que somam em sua integridade quase R$ 5 bilhões em demandas judiciais.

Leia a matéria completa na edição nº 290, de março, da revista Investidor Institucional


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