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Da distribuição para a área de gestão

Esta edição de Investidor Institucional traz como matéria de capa a história de algumas distribuidoras da plataforma XP, que ao ganharem volume de distribuição estão partindo para uma outra fase, mais complexa, envolvendo a atividade de gestão de recursos. Ficamos intrigados quando soubemos que isso estava acontecendo dentro da XP, porque afinal essas distribuidoras tinham nascido e crescido à sua sombra e exercendo uma atividade de menor risco, que é a distribuição de fundos. Já fazer a gestão de fundos próprios é outra história.
A mudança, porém, aparentemente está sendo encarada com naturalidade pela XP, que procurada por Dario Palhares para falar sobre o tema limitou-se a dizer que “nossos parceiros são empreendedores, são livres para construir suas próprias estratégias”. Mas a assessoria de comunicação da plataforma disse que ela não falaria sobre o tema. Veja mais sobre isso à página 28.
Esta edição traz também uma reportagem assinada por Martha Corazza sobre as expectativas dos setores que monitoram risco ASG (ambientais, sociais e de governança) com a vitória de Jair Bolsonaro para a presidência do País. Afinal, durante toda sua campanha ele falou que, se eleito, poderia deixar o acordo de Paris sobre alterações climáticas, extinguir órgãos de fiscalização ambiental e reduzir prazos para concessão de licenciamento ambiental, além de ampliar áreas para desmatamento. Também falou em juntar o Ministério do Meio Ambiente com o da Agricultura, mas essa idéia foi abandonada quando começou a falar como presidente eleito, o que foi interpretado como um bom sinal por quem atua na área. “Os projetos de engajamento e os eventos de promoção do investimento responsável continuarão, independentemente de quem estiver administrando o País”, diz o head do PRI (Principles for Responsible Investment) no Brasil, Marcelo Seraphim. Ver página 16.
Também merece ser destacada nesta edição a entrevista de Thomas Tosta de Sá, um dos mais aguerridos defensores do mercado de capitais brasileiro, sobre as tarefas do futuro presidente. Tosta de Sá conta que já apresentou à equipe de Bolsonaro uma proposta de reforma previdenciária fatiada, a qual será apresentada com mais detalhes a partir de 25 de novembro. Ver página 11.