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Invertendo a lógica do processo

Esta edição de Investidor Institucional traz o ranking dos melhores fundos para institucionais, um trabalho que analisa e compara um grupo de fundos voltados aos fundos de pensão e RPPS. Fazemos esse ranking há cerca de 20 anos, porém até a edição anterior pedíamos aos gestores que indicassem os seus fundos adequados às legislações específicas desses dois segmentos, incluindo os produtos estruturados. Sempre nos pareceu, entretanto, que esse não era o melhor método, uma vez que a comunicação com os gestores nem sempre é um processo perfeito e às vezes, por falhas nesse processo, acabávamos deixando alguns gestores, com seus fundos, fora do ranking.
Nesta edição esse processo foi invertido. Ao invés de pedirmos aos gestores que nominassem seus fundos adequados aos institucionais nós adotamos uma ferramenta robótica da consultoria ComDinheiro, que pesquisa em todos os fundos do mercado a presença de cotistas fundos de pensão ou RPPS. Havendo recursos de um desses institucionais no fundo ele é selecionado para análise, não havendo como ficar de fora. Alguns fundos aderentes às resoluções específicas desses dois segmentos, porém ainda sem aplicações de nenhum deles, não é selecionado.
Essa é a principal mudança desse ranking em relação ao anterior, além do fato de termos estabelecido uma parceria com a ComDinheiro que passa a ser a empresa encarregada de fazer a análise e a classificação dos fundos. Os critérios, estabelecidos por Investidor Institucional, são os mesmos dos rankings anteriores.
Além do ranking dos melhores fundos essa edição traz uma entrevista ping-pong com o superintendente da Previc, Fábio Coelho, na qual ele fala sobre a situação do sistema de previdência complementar ao final dos primeiros 9 meses do ano passado. Tem também uma reportagem sobre a redução das metas atuariais pelas fundações, para fazer face a uma situação de juros decrescentes e retorno dos investimentos que dependem da renda fixa também descrescentes. Além de ser uma situação que força os dirigentes das fundações a diversificar as carteiras de investimento, força-os também a mexer na meta atuarial. Esse é sempre um processo doloroso.