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Confiança, uma mercadoria escassa

O conjunto de três reportagens que abordam investimentos dos fundos de pensão em ativos de mais risco, no caso renda variável, private equity e fundos florestais, mostra bem qual é a realidade: as entidades de previdência fechada estão dispostas a migrar parte de seus investimentos para esses ativos, mas o principal entrave a essa migração, no momento, é a falta de clareza no horizonte político do País, assim como a falta de avanços na pauta das reformas, a principal delas a da Previdência.O conjunto de três reportagens que abordam investimentos dos fundos de pensão em ativos de mais risco, no caso renda variável, private equity e fundos florestais, mostra bem qual é a realidade: as entidades de previdência fechada estão dispostas a migrar parte de seus investimentos para esses ativos, mas o principal entrave a essa migração, no momento, é a falta de clareza no horizonte político do País, assim como a falta de avanços na pauta das reformas, a principal delas a da Previdência.
Para os fundos de pensão, migrar para ativos de maior risco não é uma opção, é uma necessidade frente à realidade de títulos públicos que não pagam o suficiente para atingir a meta de rentabilidade dos planos. Ativos de mais risco nas carteiras, como fazem os fundos de pensão do mundo inteiro, permitem cumprir os compromissos atuariais. Mas essa migração exige dos gestores uma dose de confiança em relação à manutenção dos juros baixos, inflação controlada e de câmbio em níveis compatíveis. Numa palavra, a diversificação para essas carteiras de mais risco depende de uma boa dose de confiança no futuro, o que hoje é uma mercadoria escassa.
Nessa edição de Investidor Institucional trazemos também uma reportagem falando sobre o interesse das grandes casas de gestão em montar fundos de debêntures incentivadas, um tipo de ativo que geralmente fazia parte do portfólio apenas das gestores de menor porte. Várias já estão montando, como mostramos na reportagem da página 30. As novas regras criadas recentemente pela CVM despertaram o interesse das grandes gestoras.
Além disso, Investidor Institucional de maio traz reportagem sobre os desafios da Previ, uma fundação de R$ 190 bilhões de investimentos. Nela, o diretor financeiro da fundação, Marcos Moreira, fala sobre os planos de reduzir a participação em renda variável e aumentar a renda fixa, ao mesmo tempo em que tenta um corte na meta atuarial. Realmente um grande desafio. Boa leitura a todos.