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Evolução da área imobiliária

Em relação ao Guia dos Fundos Imobiliários do ano passado, que teve 99 fundos analisados, o Guia deste ano representa uma evolução importante com seus 114 fundos analisados pela Aditus, consultoria responsável pelo estudo. Os 114 fundos do Guia atual estão divididos em 9 segmentos, de acordo com as características dos seus ativos, representando um Patrimônio Líquido de R$ 41,6 bilhões e um Valor de Mercado de R$ 45,2 bilhões.
Acreditamos que seja o mais completo estudo de fundos imobiliários do mercado brasileiro, fazendo uma radiografia minuciosa de cada produto e dos principais indicadores em relação a ele. Entre esses indicadores, um dos mais buscados pelos nossos leitores é o que mostra a relação entre o valor de mercado do fundo e o valor patrimonial de suas cotas. Essa correlação, que chegou a ser muito baixa nos anos anteriores, neste ano está, na média, muito próxima de 1, o que indica um ponto de equilíbrio.
Os grandes investidores de fundos imobiliários, nos últimos anos, foram pessoas físicas, beneficiados por uma regra tributária que isenta do pagamento de Imposto de Renda os retornos desses fundos. Os fundos de pensão, que já gozam de isenção para suas aplicações, até agora não se viram tão atraídos por esses produtos, mas isso começa a mudar. Com os juros reais em torno de 2,5% ao ano, a boa rentabilidade de alguns fundos imobiliários já começa a atrair os institucionais.
Além do Guia dos Fundos Imobiliários, essa edição de Investidor Institucional traz uma entrevista com o economista-chefe da asset do Santander, Eduardo Yuki, na qual ele fala sobre as oportunidades para os países emergentes na nova onda de liquidez que deve dominar o mundo nos próximos anos, em decorrência da redução das taxas de juros nos países desenvolvidos.
Também trazemos uma reportagem sobre a Cultinvest, uma casa que nos últimos anos tem se dedicado a FIDCs e FIPs exclusivos, embora tenha começado em 2010 com um fundo de vinhos. Temos também uma ótima reportagem com a Garde, uma asset que embora tenha ido muito bem nos seus três primeiros anos de vida, errou a mão no quarto ano em função de uma esperada redução da Selic que não veio. Agora, reestruturada, a casa volta a crescer e a apresentar ótimos retornos.