Mainnav

Cenários na visão dos líderes

Esta edição de Investidor Institucional, a última deste ano, traz uma série de artigos de importantes autoridades e líderes na área de investimentos, que oferecem ao nosso leitor suas reflexões sobre as perspectivas para a economia e para o mercado de capitais no ano que vem. Como não poderia deixar de ser, a queda da taxa de juros, no Brasil e no mundo nos últimos anos, está presente em quase todas as análises apresentadas nos artigos uma vez que impacta de uma forma ou de outra várias classes de ativos, vários tipos de investimentos e vários mercados.
O Brasil nunca viveu um cenário confortável do ponto de vista do mercado financeiro como o que estamos vivendo hoje, com inflação controlada, juros baixos, reservas internacionais elevadas e reformas andando no Congresso. A bolsa de valores tem recebido dezenas, senão centenas, de milhares de novos investidores a cada mês. São 1,5 milhão de investidores na bolsa hoje.
A tendência é que esse número aumente. A demanda por cursos de educação financeira, assim como por livros da área de investimentos, está alta também. O brasileiro começa a entender que bons retornos nos investimentos não são uma questão de sorte, ou de dicas, mas de conhecimento, análises, estudos.
Além desses artigos temos nesta edição também uma pesquisa com a participação de 33 casas de gestão, indicando cada uma suas projeções para 2020 em relação aos indicadores macro e também em relação à demanda por classes de ativos ao longo do ano que vem. Sem que isso fosse surpresa, as casas de gestão acreditam que haverá demanda forte por fundos de ações de gestão ativa, fundos de ações de gestão passiva e multimercados. Quem perde são os fundos de renda fixa ancorados em títulos públicos.
Já entre nossas matérias dessa edição, destacamos a que mostra as estratégias da Panamby, a nova casa de gestão comandada pelo ex-BC e ex-Bram, Reinaldo Le Grazie, e pelo ex-Votorantim, Pedro Mollo. Grazie diz que os institucionais que entrarem no multipatrocinado que a casa está lançando agora, aportando pequenos boletos, terão a garantia de realizar aportes maiores no futuro, quando e se o fundo começar a ganhar tração. É uma boa estratégia.