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Estratégias para juros baixos

Os dirigentes de fundos de pensão, que têm a difícil missão de extrair de carteiras previdenciárias as melhores rentabilidades dentro de um risco aceitável, estão começando a colocar os pés num mundo que nunca antes tinham vivenciado, um mundo de taxas de juros muito baixas no qual para conseguir algum retorno razoável precisam diversificar suas estratégias de investimentos e tomar mais riscos. Nos países desenvolvidos essa realidade já é antiga, embora mesmo entre eles as taxas de juros nunca foram tão baixas, até negativas em alguns casos, o que significa que o aplicador deve até pagar ao banco em alguns casos para guardar o seu dinheiro. Mas mesmo nesses países é possível definir uma política, com algum grau de segurança, para rentabilizar aplicações de longo prazo. Mobilidade e diversificação são as chaves do sucesso, tanto lá quanto cá, é o que mostramos em nossa reportagem da página 22.
Esta edição de Investidor Institucional, a penúltima deste ano, traz também um ping-pong com o subsecretário de Previdência Complementar, Paulo Valle, na qual ele fala sobre a sua tarefa de coordenar, num prazo de dois anos, a criação de fundos de pensão para funcionários públicos de estados e municípios com salários acima do teto previdenciário. Com a Reforma da Previdência, para ganharem no período da aposentadoria o mesmo salário que tinham no período laboral, esses funcionários vão ter que contribuir, como já acontece com os trabalhadores regidos pela CLT, para um fundo de previdência complementar. “Já temos praticamente pronta uma cartilha com as principais recomendações a serem seguidas (para a criação desses novos fundos de pensão), e acreditamos que o prazo de dois anos para a constituição desses fundos de pensão por municípios e estados é, sim, razoável”, diz Valle.
Esta edição tem também uma reportagem com a análise feita pelo presidente da Abrapp, Luís Ricardo Martins, sobre os três últimos três anos em que esteve à frente da associação e sobre os próximos três que quer conquistar nas eleições de 10 e 11 de dezembro, na qual sua chapa participará sem concorrentes. “Acreditamos contar com o engajamento de todas as entidades na condução desse processo eleitoral”, afirma ele.
Temos também nesta edição uma reportagem sobre o primeiro fundo de canabidiol do Brasil, que vai investir em empresas canadenses e americanas que tem negócios ligados à essa substância. Em uma semana após seu lançamento o fundo já tinha captado R$ 20 milhões, dos R$ 100 milhões que tem no seu horizonte.