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Os FIIs de cara com a Covid

O segmento de fundos de investimentos imobiliários, de que trata nosso especial desta edição, vinha de uma trajetória de absoluto sucesso nos últimos sete a oito anos, com recordes de captação e aumento contínuo da base de investidores. A queda da taxa de juros, que começou a ser desenhada nos últimos dois anos, vinha colocando mais combustível no tanque desse veículo, a ponto de ele começar desde o ano passado a atrair a atenção inclusive dos fundos de pensão, que normalmente não veriam vantagem nos benefícios tributários que os FIIs ofereciam, uma vez que seus investimentos já contam com imunidade tributária.
Até fevereiro deste ano os FIIs vinham muito bem, mas com o pânico trazido pela pandemia a partir de março, que resultou no fechamento do comércio, shoppings, hotéis, escritórios, esses fundos sentiram o baque. O valor das cotas caiu, os resgates cresceram, as dívidas se acumularam. Este ranking, com data de 31 de maio, pega um pouco disso, mas como olha uma base de 12 meses o impacto nos indicadores não é tão grande.
Segundo a reportagem desta edição, alguns analistas ouvidos em meados de julho acreditavam que o pior já tinha passado e que alguns FIIs se preparavam inclusive para voltar ao lucro. Boa notícia. O estudo do Guia dos fundos imobiliários é feito pela Aditus Consultoria, com base em informações extraídas da base da Economática, e esta edição conta com 142 fundos analisados.
Além do Guia de fundos, esta edição traz duas reportagens mostrando o crescimento do uso dos FICs por institucionais. A Bram, asset do Bradesco, tem uma área voltada especificamente para esse produto e que conta com R$ 42 bilhões mandatados, dos quais R$ 8 bilhões são de fundos de pensão. Duas alocadoras independentes, a i9 Capital e a Tag Investimentos, também estão crescendo nesse nicho, exibindo mandatos de R 3 bilhões e R$ 3,5 bilhões, respectivamente.
Também trazemos nessa edição matéria com as fundações Previ, dos funcionários do Banco do Brasil, e Fapes, dos funcionários do BNDES. A primeira diz que pretende diminuir suas participações estratégicas nas empresas investidas, para poder aumentar a base de empresas e de segmentos em carteira, enquanto a segunda fala sobre seus planos de ampliar os investimentos no exterior. Espero que gostem, boa leitura a todos.