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As novas exigências da custódia

Edição 337

Esta edição de Investidor Institucional traz um especial sobre o segmento de custódia. O segmento normalmente é bastante estável em relação às posições ocupadas pelos principais players, até porque um cliente não migra de um prestador de serviços para outro simplesmente por uma taxa “x” basis point menor, embora qualquer “x” basis point em volumes tão expressivos quanto os apresentados nesse segmento não sejam irrelevantes. De qualquer forma, ouvi da repórter que apurou e escreveu as reportagens desse especial que um ponto essencial apontado pelos clientes, principalmente os institucionais, é a necessidade de investimento constantes em tecnologia por parte do prestador de serviço.
Os fundos de pensão também querem que o prestador de serviço se informe melhor, tenha mais conhecimento das legislações e regulações específicas do setor, indo além da Resolução 4.661. Claro que conhecer essa resolução é fundamental, mas só isso não basta, precisa conhecer também as últimas instruções da Previc, as regulações do CNPC etc. Conhecer e tentar levar, na medida do possível, as diretrizes desses normativos para dentro do sistema de custódia de forma a facilitar a vida do cliente. “Sentimos falta de relatórios customizados de acordo com as necessidades específicas das fundações”, disse a diretora de Investimentos da Prevcom, Flávia Nazaré em reportagem à página 16.
Esta edição de Investidor Institucional traz também uma reportagem com um rápido balanço daquilo que os três novos membros da diretoria da Funcef, incluindo seu presidente Gilson Costa de Santana e os diretores de investimento, Samuel Crespi, e de participações e investimentos imobiliários, Almir Alves Junior, viram ao chegar à fundação. Eles falaram com exclusividade à Investidor Institucional e contaram que não gostaram de muita coisa que viram. Uma delas, que mudaram imediatamente, diz respeito a como eram feitas as aplicações temporárias dos recursos de pipelines destinadas às classes de investimento como exterior e fundos imobiliários, rendendo apenas CDI. Decidiram que mesmo temporariamente deveriam buscar alocações mais rentáveis.
Também nesta edição trazemos entrevista com a diretoria de investimentos da Sistel, Luciana Gomes, que nos conta como foi o processo de escolha das duas assets, do BNP Paribas e do Safra, que farão a gestão de dois fundos exclusivos no valor de R$ 140 milhões e R$ 1 bilhão, respectivamente. Boa leitura.