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Balanço sobre os ganhadores e os perdedores da Covid-19 Marcelo Giufrida

Marcelo Giufrida, CEO da Garde
Marcelo Giufrida, CEO da Garde

Edição 332

O ano de 2020 termina e certamente será histórico. Marcará nossas gerações, e será estudado no futuro por biólogos e médicos, sociólogos e historiadores, e naturalmente, por economistas e financistas.
Tal como em todos os segmentos, podemos dizer que no mercado financeiro a pandemia produziu ganhadores e perdedores.
No caso brasileiro, e especificamente para os fundos de pensão, a verdadeira montanha russa de eventos que marcou o ano colocou um enorme desafio de rentabilizar as carteiras num ambi

Combinando arte e ciência nos processos de gestão de ativos Sérgio Magalhães

Sérgio Magalhães, CEO da BRAM - Bradesco Asset Management
Sérgio Magalhães, CEO da BRAM - Bradesco Asset Management

Edição 332

Acreditamos que o ambiente atual de juros baixos e de recuperação econômica à frente justifica, ou até demanda, aumento de risco nos portfólios nos próximos anos. Também há quem diga que o verdadeiro desafio da humanidade está na longevidade, pois possivelmente viveremos mais do que estamos prevendo, dados os progressos impressionantes da medicina e da ciência. A medicina e tecnologia evoluíram tanto que poucos imaginariam que teríamos em menos de um ano diferentes vacinas contra esta doença que nos assola

Construindo uma nova indústria de asset management Álvaro Gonçalves

Álvaro Gonçalves, Sócio do Grupo Stratus
Álvaro Gonçalves, Sócio do Grupo Stratus

Edição 332

Para entender a essência da indústria de asset management presente no país e no mundo, é preciso voltar quarenta anos para recordar os desafios de 1981, no auge da crise do petróleo que desestabilizou preços em cadeia e criou uma base de inflação rampante e crescimento baixo.
Uma atitude severa dos Bancos Centrais, a partir do Federal Reserve de Paul Volcker, elevou os juros no mundo, segurando a inflação e o crescimento de forma violenta – os juros americanos foram parar na casa espetacular dos 20%a

A inevitável e imprescindível agenda ESG Marcelo Mello

Marcelo Mello, Vice-presidente da SulAmérica Vida e Previdência
Marcelo Mello, Vice-presidente da SulAmérica Vida e Previdência

Edição 332

É interessante falar sobre as questões ESG (do inglês environmental, social & governance) no fechamento de 2020. O ano foi emblemático para esta agenda, que se consolidou e ganhou força entre as lideranças corporativas e do mercado de investimentos após duas décadas desde o surgimento das primeiras iniciativas. A “moda” parece recente, mas o tema definitivamente não é. Já se passaram 21 anos desde o lançamento do primeiro índice de sustentabilidade no mundo, o Dow Jones Sustainability Index (1999), pra

Baixo grau de previsibilidade econômica amplia riscos Luiz Sorge

Luiz Sorge, CEO do BNP Paribas Asset Management Brasil
Luiz Sorge, CEO do BNP Paribas Asset Management Brasil

Edição 332

Política, Economia e Pandemia continuarão se compondo nas pautas diárias para definir a direção dos preços dos ativos.
Em artigo recente no Jornal o Estado de São Paulo (20/12/2020) o prof. Affonso Celso Pastore cita, entre outros aspectos, o índice de incerteza da economia construído pela FGV e traz uma perspectiva da variação desse índice nas crises recentes. Considerando que acima de 100 o grau de incerteza se eleva e abaixo de 100 o grau de incerteza é reduzido, temos em 2002 e 2008 esse índice em

Objetivo deve ser equilibrar a carteira para ganhar no longo prazo Daniel Celano

Daniel Celano, Diretor responsável pela gestão de recursos de terceiros da Schroders Brasil
Daniel Celano, Diretor responsável pela gestão de recursos de terceiros da Schroders Brasil

Edição 332

O investimento previdenciário é desafiador, em função de horizontes de investimento mais longos, riscos de reinvestimento e riscos atuariais envolvidos. Não é uma tarefa simples traçar metas de rentabilidade críveis ao longo do tempo para os planos de previdência, no melhor interesse de seus participantes, além de identificar e pesar variáveis, entre riscos e oportunidades, que possam impactar os retornos esperados. Também é preciso compreender o perfil do investidor para atender aos seus objetivos e, ao m

Como fazer a gestão das carteiras com juros reais negativos Marcelo Pacheco

Marcelo Pacheco, Diretor executivo de gestão de ativos da BB DTVM
Marcelo Pacheco, Diretor executivo de gestão de ativos da BB DTVM

Edição 332

Finalmente 2020 está acabando! Que ano foi esse! Desafios vieram de todos os lados, principalmente pelo advento da pandemia. Mas vamos manter nossa análise restrita ao mundo dos investimentos. No início de 2020, a projeção do mercado para a taxa Selic em dezembro, divulgada pelo relatório FOCUS, era entre 4,25% aa e 4,50% aa. Mas a pandemia mudou tudo. Um dos fatos mais marcantes e relevantes do ano de 2020 foi o elevado estímulo monetário adotado pelo Banco Central como uma das medidas para enfrentar os i

O ano em que o improvável aconteceu Opinião: Vinicius Vieira

Vinicius Vieria é head de gestão de fundos de ações ativos da BB DTVM
Vinicius Vieria é head de gestão de fundos de ações ativos da BB DTVM

Sempre que um ano termina nos pegamos imaginando como será o próximo, e assim fazemos planos, traçamos metas e definimos objetivos. Sabemos que nem tudo vai ser como gostaríamos, afinal a vida é uma caixinha de surpresas. Certamente, a maioria de nós se viu nessa situação no fim do ano passado, pensando no que estaria por vir em 2020. É pouco provável, no entanto, que alguém imaginasse tudo o que aconteceu neste ano.
Uma das principais lições que esse ano nos proporcionou é que sempre pode existir o imponderável. Sempre haverá o risco

Selic deve se manter baixa Opinião: Paulo Gala

Paulo Gala é diretor-geral da FAR – Fator Administração de Recursos e economista
Paulo Gala é diretor-geral da FAR – Fator Administração de Recursos e economista

A âncora da inflação no Brasil está no mercado de trabalho depauperado e nas reservas cambiais. O déficit público primário indo a quase R$ 1 trilhão neste ano não é novidade. Gastamos em um ano praticamente o equivalente à economia de uma reforma da Previdência de uma década. Isso não fez a inflação disparar e o IPCA deve fechar 2020 na casa dos 3,5%.
A aceleração recente dos índices de preços por atacado, com destaques para IGPs e INCC, se deve a uma combinação de desvalorização cambial no Brasil e no mundo emergente com a alta de preç

Responsabilidade fiscal é a âncora Opinião: Alexandre Mathias

Alexandre Mathias é diretor de investimentos da Petros
Alexandre Mathias é diretor de investimentos da Petros

O cenário econômico a partir de 2021 depende fundamentalmente da percepção sobre o risco fiscal da economia brasileira. A confirmação da recuperação em “V” deveria afastar a tentação de flexibilizar o teto, mas a falta de uma definição elevou a incerteza e o custo do Tesouro, o que prejudica o preço dos ativos brasileiros e a própria recuperação.
A Covid-19 gerou uma emergência econômica e social, cuja mitigação levará a relação dívida/PIB de 75,3%, em 2019, para 95%, em 2020. A situação só não é explosiva porque o Banco Central pôde de