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Adiado julgamento que apura participação de Guedes na Greenfield

Guedes PauloFoi adiada, para data não determinada, a decisão do Tribunal Regional Federal da Primeira Região (TRF-1) que investiga suposta participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, em fraudes apontadas pela operação Greenfield contra fundos de pensão. O adiamento é resultado do pedido de vista feito pela desembargadora Maria do Carmo Cardoso, que solicitou mais tempo para analisar o processo.
O desembargador Ney Bello do TRF-1 j√° havia votado a favor do encerramento das investiga√ß√Ķes contra Guedes, encampando as teses dos advogados do ministro que pedem o encerramento dessas apura√ß√Ķes. A Greenfield apura se Guedes participou das supostas fraudes, por meio da gestora da qual era s√≥cio antes de ser ministro, contra as funda√ß√Ķes Funcef, Petros, Previ e Postalis. Guedes nega a acusa√ß√£o.
A Greenfield foi deflagrada em 2016 para investigar opera√ß√Ķes fraudulentas e de m√° gest√£o ocorridas em anos anteriores, atrav√©s de investimentos em Fundos de Investimentos em Participa√ß√Ķes (FIPs) com aportes de fundos de pens√£o.
Os procuradores da Greenfield denunciaram 26 dirigentes de fundos de pens√£o por participarem dos supostos esquemas, que teria resultado em preju√≠zos gigantescos para as quatro funda√ß√Ķes. Entre os FIPs problem√°ticos nos quais as funda√ß√Ķes teriam investido est√° o BR Educacional, que tinha √† √©poca participa√ß√£o da gestora de Guedes.
Mas segundo os advogados do ministro, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) já teria arquivado as suspeitas e se manifestado no sentido de que não houve ato ilícito. Além disso, enfatizam, os investimentos teriam sido aprovados por um conselho de investidores e resultaram superavitários e com ganhos de capital.

Ata do Copom indica haver pouco espaço para novos cortes de juros

copomA ata do Copom divulgada hoje (22/09) pelo Banco Central reitera uma postura neutra e indica que o espa√ßo remanescente para corte de juros, se houver, deve ser pequeno. Segundo a ata ‚Äúj√° estar√≠amos pr√≥ximos do n√≠vel a partir do qual redu√ß√Ķes adicionais na taxa de juros poderiam ser acompanhadas de instabilidade nos pre√ßos de ativos‚ÄĚ.
A ata do BC assinalou que ‚Äúas condi√ß√Ķes para a manuten√ß√£o do forward guidance (orienta√ß√Ķes futuras) seguem satisfeitas. O Comit√™ considera que as expectativas de infla√ß√£o assim como as proje√ß√Ķes de infla√ß√£o de seu cen√°rio b√°sico encontram-se significativamente abaixo da meta de infla√ß√£o para o horizonte relevante de pol√≠tica monet√°ria; o regime fiscal n√£o foi alterado; e as expectativas de infla√ß√£o de longo prazo permanecem ancoradas‚ÄĚ.
Com isso, o BC ressaltou que n√£o pretende reduzir o grau de est√≠mulo monet√°rio, a menos que o quadro mude. A mensagem agradou o mercado, que esvaziou as apostas de eleva√ß√Ķes de juros nas pr√≥ximas reuni√Ķes, trazendo um ajuste na curva dos juros futuros.

‚ÄúH√° pouca margem para novos cortes na Selic‚ÄĚ, avalia Campani

Com a manuten√ß√£o da Selic em 2% ao ano, decidida pelo Comit√™ de Pol√≠tica Monet√°ria (Copom) do Banco Central na √ļltima quarta-feira (16/09), os ativos de risco seguem com espa√ßo para valoriza√ß√£o, mas a manuten√ß√£o dessa tend√™ncia no pr√≥ximo ano depender√° de medidas al√©m da esfera da pol√≠tica monet√°ria. A avalia√ß√£o √© de Carlos Heitor Campani, professor do Instituto Coppead de Administra√ß√£o da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppead-UFRJ), que considera essenciais sinaliza√ß√Ķes da retomada das reformas estruturais, por parte do governo federal, e a recupera√ß√£o no n√≠vel de atividades, para evitar turbul√™ncias econ√īmicas e pol√≠ticas.
‚ÄúH√° pouca margem para a continuidade dos cortes na Selic, talvez 0,25 ponto a mais, e tamb√©m h√° d√ļvidas sobre a efic√°cia de novas redu√ß√Ķes‚ÄĚ, observa Campani. ‚ÄúUm dado relevante √© que os agentes econ√īmicos e o mercado j√° demonstram preocupa√ß√£o com os elevados gastos p√ļblicos para o enfrentamento da pandemia do novo coronav√≠rus. √Č crescente o temor de que a deteriora√ß√£o da √°rea fiscal possa resultar, mais √† frente, em uma eleva√ß√£o da taxa de juros.‚ÄĚ
O quadro, assinala o acad√™mico, √© semelhante ao redor do planeta. Os governos das principais na√ß√Ķes, em sua grande maioria, adotaram pol√≠ticas monet√°rias expansionistas e injetaram volumes expressivos de recursos na economia, abrindo m√£o, momentaneamente, de controles e metas de equil√≠brio das contas p√ļblicas. No caso do Brasil, contudo, um efeito colateral dessa estrat√©gia, destaca Campani, √© a recente alta dos √≠ndices de pre√ßos. ‚ÄúO IGPM, por exemplo, subiu 4,41% nos dez primeiros dias de setembro. Ainda que boa parte dessa evolu√ß√£o deva ser creditada √† press√£o exercida pelo c√Ęmbio, √© um √≠ndice preocupante‚ÄĚ, diz ele. ‚ÄúOu seja, o Brasil corre riscos de voltar a conviver com a infla√ß√£o, apesar de continuar com o freio de m√£o puxado.‚ÄĚ
Campani tra√ßa dois cen√°rios para o mercado acion√°rio em 2021. Um mais otimista, com o Ibovespa no patamar de 120 mil pontos, quase atingido em janeiro, que estimular√° novos IPOs e a amplia√ß√£o do contingente de investidores pessoas f√≠sicas, e outro com o √≠ndice da B3 recuando para a casa de 90 mil. A diferen√ßa, a seu ver, ser√° determinada pelo retorno ou n√£o √†s pautas do Executivo e do Legislativo dos projetos de reformas estruturais, a come√ßar pela tribut√°ria e a administrativa. ‚ÄúSem reformas, a crise econ√īmica se estender√° √† √°rea politica, com a retomada do debate sobre o impeachment do presidente da Rep√ļblica‚ÄĚ, diz o professor da Coppead.

Políticas monetárias dos BCs parecem sincronizadas, diz Le Grazie

Reinaldo LeGrazieA decis√£o tomada ontem (16/09) por unanimidade pelo Comit√™ de Pol√≠tica Monet√°ria (Copom), de manter a taxa de juros brasileira em 2% ao ano, coincidiu com a manuten√ß√£o no mesmo dia dos juros americanos entre 0% e 0,25% ao ano, com apenas dois votos contr√°rios no Comit√™ Federal de Mercado Aberto (Fomc). Mundo afora, segundo o ex-diretor de pol√≠tica monet√°ria do Banco Central e s√≥cio da gestora Panambi, Reinaldo Le Grazie, ‚Äúo cen√°rio √© muito parecido, h√° um sincronismo entre as pol√≠ticas monet√°rias dos diversos bancos centrais num sentido expansionista‚ÄĚ.
Segundo ele, o BC brasileiro est√° alinhado com essa pol√≠tica monet√°ria global de juros baixos, sem medo de um eventual recrudescimento da infla√ß√£o. Ao contr√°rio, o que se nota no mundo todo nos √ļltimos cinco anos √© uma tend√™ncia de acomoda√ß√£o da infla√ß√£o, resultado de pre√ßos de commodities agr√≠colas bem comportadas por um lado e ciclos econ√īmicos convergentes, por outro. Dessa forma, embora possa parecer estranho pensar dessa forma, na pr√°tica o que esta havendo √© uma converg√™ncia das pol√≠ticas monet√°rias globais.
No Brasil at√© h√° alguma press√£o inflacion√°ria neste ano, por conta principalmente de press√Ķes das commodities agr√≠colas, mas isso de uma certa forma d√° at√© mais tranquilidade para o BC continuar em sua trajet√≥ria de juros baixos. Segundo Le Grazie, parece estar havendo uma antecipa√ß√£o para este ano das press√Ķes inflacion√°rias antes esperadas apenas para 2021.
O √ļnico ru√≠do negativo nesse cen√°rio seria o desenvolvimento de um quadro fiscal desequilibrado, ou seja, com o governo gastando mais do que pode. Para o ex-diretor do BC, no entanto, isso estaria bem distante das possibilidades atuais, at√© porque hoje o governo n√£o tem de onde tirar os recursos para uma eventual pol√≠tica de est√≠mulo fiscal. A desist√™ncia da aprova√ß√£o do programa Renda Brasil √© indicativo disso.
Dessa forma, parece certa a continuidade do alinhamento do BC brasileiro com as políticas monetárias do FED americano e dos BCs europeus. Esses organismos estão apostando na política de juros baixos para reativar as respectivas economias, e parecem dispostos a dobrar a aposta se necessário for.

Copom mant√©m taxa Selic em 2%, confirmando previs√Ķes do mercado

banco centralO Comit√™ de Pol√≠tica Monet√°ria do Banco Central (Copom) decidiu nesta quarta-feira (16/09) manter est√°vel em 2% ao ano a taxa b√°sica de juros da economia brasileira. A decis√£o foi un√Ęnime. A manuten√ß√£o da taxa era esperada pelo mercado e interrompe um ciclo de cortes dos juros que come√ßou em julho do ano passado.
Foram nove reuni√Ķes seguidas do Copom com redu√ß√£o da taxa Selic. Em 2% ao ano, o juro b√°sico j√° est√° na m√≠nima hist√≥rica. Para Caio Megale, novo economista-chefe da XP, ‚Äúo comunicado do Banco Central mostra que, se h√° espa√ßos para novas quedas, ele √© pequeno, por conta de temas prudenciais. Isto porque, na avalia√ß√£o de membros do Copom, quedas adicionais nos juros podem isso causar riscos para alguns do mercados, como fundos de cr√©dito, fundos de pens√£o e poupan√ßa"
Segundo Marcel Domingos Solimeo, economista da Associa√ß√£o Comercial de S√£o Paulo (ACSP), o BC agiu de forma correta. ‚ÄúA decis√£o do Copom de manter a Selic est√°vel foi correta e era esperada pelo mercado pois, embora a infla√ß√£o ainda se encontre em n√≠veis bastante abaixo da meta, existem fortes press√Ķes de pre√ßos dos alimentos, mas se espera que seja transit√≥rias‚ÄĚ, avalia.

Bancos divulgam sete integrantes do Conselho Consultivo Amaz√īnia

amazoniaBradesco, Ita√ļ Unibanco e Santander, os tr√™s maiores bancos privados instalados no Pa√≠s que anunciaram na semana passada a cria√ß√£o do Conselho Consultivo Amaz√īnia, divulgaram hoje (31/08) os nomes dos sete integrantes que comp√Ķem esse Conselho. S√£o eles:
Adalberto Lu√≠s Val, bi√≥logo e pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz√īnia (INPA); Adalberto Ver√≠ssimo, pesquisador associado e co-fundador do Imazon; Andr√© Guimar√£es, diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amaz√īnia (IPAM); Carlos Afonso Nobre, cientista da √°rea dos estudos sobre Mudan√ßas Clim√°ticas e Amaz√īnia e atual respons√°vel pelo projeto Amaz√īnia 4.0; Denis Minev, diretor-presidente das Lojas Bemol, co-fundador da Funda√ß√£o Amazonas Sustent√°vel; Izabella Teixeira, bi√≥loga e doutora em Planejamento Ambiental pela COPPE/UFRJ, foi ministra do Meio Ambiente de 2010 a 2016; Teresa Vendramini, pecuarista e soci√≥loga, √© presidente da Sociedade Rural Brasileira.
"O conceito foi escolher um grupo de pessoas de alta qualifica√ß√£o e not√≥rio saber que s√£o comprometidas com a ci√™ncia, com a defesa do meio ambiente e com a vida", afirma o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari Junior. Para Candido Bracher, presidente do Ita√ļ Unibanco "a colabora√ß√£o dos conselheiros consultivos ser√° fundamental para que nossa atua√ß√£o na regi√£o seja efetiva e gere os impactos positivos que buscamos‚ÄĚ.
Segundo S√©rgio Rial, presidente do Santander Brasil, esses especialistas ajudar a desenvolver propostas de sustentabilidade para a regi√£o, "propondo a√ß√Ķes e metas desafiadoras, que provem ser poss√≠vel gerar riqueza para o Pa√≠s e beneficiar a popula√ß√£o local sem sacrificar nossa biodiversidade e recursos naturais". O Plano Amaz√īnia prop√Ķe dez medidas:
1) Desmatamento zero no cadeia da carne, refor√ßando dilig√™ncias internas, apoiando a transi√ß√£o e articulando com empresas e associa√ß√Ķes para a cria√ß√£o de compromisso setorial;
2) Estimular as cadeias sustentáveis, como a do cacau, açaí e castanha, por meio de linhas de financiamento diferenciadas e ferramentas financeiras e não financeiras;
3) Estimular o desenvolvimento da infraestrutura de transporte mais sustent√°vel, como o hidrovi√°rio, com aplica√ß√£o de metas ambientais, em troca de condi√ß√Ķes diferenciadas de financiamento;
4) Viabilizar investimentos em infraestrutura básica para o desenvolvimento social da região, como acesso à energia, internet, moradia e saneamento;
5) Fomentar projetos que visem o desenvolvimento econ√īmico e a conserva√ß√£o ambiental por meio de instrumentos financeiros de lastro verde, como o Pagamento por Servi√ßo Ambiental (PSA) e Cr√©dito de Carbono;
6) Incorporar os impactos das mudanças climáticas nas políticas de crédito e investimentos de longo prazo e dar ênfase a isso em nossos relatórios;
7) Ampliar o alcance de negócios que promovam a inclusão e a orientação financeira na região;
8) Articular e apoiar a implantação do sistema informatizado de registro de regularização fundiária;
9) Articular a cria√ß√£o de um fundo para atores e lideran√ßas locais que trabalhem em projetos de desenvolvimento socioecon√īmico na regi√£o;
10) Atrair investimentos que promovam parcerias e desenvolvimento de tecnologias que impulsionem a bioeconomia.

Mathias Fulda lança livro com gestores de fundos multimercado

Mathias Fulda, estrategista de renda fixa da Valia, lan√ßou nesta semana livro ‚ÄúAssimetria: Gestores de fundos multimercado contam segredos sobre investimentos e risco‚ÄĚ, com suas conversas com 12 gestores da √°rea de multimercados das maiores assets brasileiras. Segundo o autor, nessas conversas, publicadas no formato de perguntas e respostas, os gestores s√£o questionados sobre quais as informa√ß√Ķes e os princ√≠pios que norteiam suas decis√Ķes, sobre como lidam com risco e emo√ß√Ķes e sobre como aplicam a Intelig√™ncia Artificial aos processos de investimento.
Os entrevistados por Fulda s√£o executivos da √°rea de multimercados das seguintes casas: Absolute; Adam; AZ Quest; Garde; Giant Steps; Ita√ļ; Kadima; Kinea; Mau√°; Truxt; Vintage; e XP.

Abrapp e Fenaprevi assinam convênio de cooperação técnica

Abrapp e Fenaprevi, entidades que representam respectivamente os segmentos da previdência complementar fechada e aberta, assinaram seu primeiro convênio de cooperação técnica. Entre as possíveis áreas de atuação conjunta prevê-se a certificação de dirigentes e profissionais, regulação de novos produtos, incentivos tributários, entre outros.
A postura das duas institui√ß√Ķes mostra a necessidade promover a√ß√Ķes que contribuam para o crescimento da poupan√ßa previdenci√°ria, seja ela fechada ou aberta. Essa necessidade de fomento da previd√™ncia complementar se tornou ainda mais evidente com a reforma da Previd√™ncia, que limitou o valor dos benef√≠cios do Regime Geral.
Os dois segmentos da previd√™ncia complementar possuem reservas que, somadas, aproximam-se dos R$ 2 trilh√Ķes.

Greenfield critica suspens√£o de investiga√ß√Ķes contra Paulo Guedes

Guedes PauloA for√ßa-tarefa da Opera√ß√£o Greenfield em Bras√≠lia afirmou hoje (17/08) que o ministro da Economia, Paulo Guedes, quer "colocar para 'debaixo do tapete' um dano ‚Äď possivelmente criminal ‚Äď multimilion√°rio" ao tentar arquivar a investiga√ß√£o da qual √© alvo por fraudes em fundos de pens√£o. A afirma√ß√£o √© uma resposta √† decis√£o do desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal da 1¬™ Regi√£o (TRF1), de suspender as investiga√ß√Ķes abertas pelo Minist√©rio P√ļblico Federal (MPF) para apurar supostos preju√≠zos aos fundos de pens√£o por fundo de investimentos dirigido por Guedes antes de tornar-se ministro da Economia.
A decis√£o de suspender as investiga√ß√Ķes contra Guedes foi tomada pelo desembargador na √ļltima sexta-feira, 14/08. A investiga√ß√£o contra Guedes tramita no √Ęmbito da Opera√ß√£o Greenfield, que apura desvios em fundos de pens√£o desde 2016.
A decisão do desembargador atendeu a pedido da defesa do ministro, que afirma que a investigação é ilegal já que não há provas de seu envolvimento em fraudes junto ao mercado financeiro. Com a decisão de Bello, os procedimentos investigatórios foram suspensos por 40 dias, período previsto para que o caso seja levado para julgamento definitivo na Terceira Turma do tribunal.
A for√ßa tarefa tamb√©m contestou a avalia√ß√£o do desembargador, que considerou plaus√≠veis as alega√ß√Ķes dos advogados de Guedes de que a Comiss√£o de Valores Mobili√°rios (CVM) teria arquivado as mesmas suspeitas do MPF e que os investimentos com recursos dos fundos de pens√£o foram superavit√°rios e geraram ganhos de capital. E que, al√©m disso, a aprova√ß√£o dos investimentos teria sido feita por um conselho de investidores.
Segundo a for√ßa tarefa da Greenfield, a CVM n√£o examinou o m√©rito dos casos, ‚Äúsequer de forma superficial‚Äú, mas apenas negou-se a abrir procedimento para apurar, ela mesma, os fatos. ‚ÄúN√£o √© poss√≠vel afirmar que a CVM tenha absolvido o impetrante‚ÄĚ, diz a for√ßa-tarefa.
Na sua decis√£o da √ļltima sexta-feira o desembargador Ney Bello analisa que ‚Äúa gest√£o temer√°ria n√£o √© aquela gest√£o arriscada, aquela atitude de mercado que, objetivando ganhos, arrisca praticar atos heterodoxos. O mercado financeiro √© sempre arriscado e imp√Ķe atitudes claras em atos de vanguarda. Para a configura√ß√£o da gest√£o temer√°ria √© necess√°rio a pr√°tica de ato para al√©m da normalidade‚ÄĚ.

Anbima projeta novo corte e manutenção da Selic em 2% até o fim do ano

A taxa Selic deve cair mais uma vez, para 2%, e encerrar o ano nesse patamar, de acordo com o Grupo Consultivo Macroecon√īmico da Associa√ß√£o Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), composto por 22 economistas de filiadas √† entidade. A proje√ß√£o desses t√©cnicos √© que o Comit√™ de Pol√≠tica Monet√°ria (Copom) do Banco Central anuncie amanh√£ (05/07) mais um corte nos juros, de 0,25%, que pode ser o √ļltimo de 2020.
"O atual balan√ßo de riscos inflacion√°rios e a manuten√ß√£o da ociosidade da economia devem estimular um novo corte dos juros, na avalia√ß√£o de grande parte dos membros do grupo", afirma Fernando Honorato, coordenador do Grupo Consultivo Macroecon√īmico. "Para as pr√≥ximas reuni√Ķes do Copom, nossa expectativa √© de manuten√ß√£o desse patamar, a depender da evolu√ß√£o da pandemia no pa√≠s e de seus efeitos na atividade", diz. Para a infla√ß√£o, a mediana de estimativas do grupo se manteve em 1,7%.
Os economistas tamb√©m revisaram as proje√ß√Ķes do PIB deste ano: a queda de 6,6% prevista na reuni√£o anterior do grupo, em junho, passou para -5,5%. A mudan√ßa √© resultado das percep√ß√Ķes dos economistas de que a flexibiliza√ß√£o do isolamento social em algumas regi√Ķes do pa√≠s e as pol√≠ticas de transfer√™ncia de renda do governo federal t√™m refletido na melhora dos indicadores de atividade econ√īmica, principalmente nos setores de com√©rcio, agroneg√≥cio, exporta√ß√Ķes e constru√ß√£o civil. Em rela√ß√£o ao PIB do segundo trimestre, a expectativa de queda de 11,65% passou para -9,5%.
Quanto à política fiscal, a projeção de déficit primário ficou em 11,67%, 0,92 ponto percentual acima da apontada na reunião anterior do grupo. Os economistas indicaram mais uma vez a necessidade de retomada da agenda de reformas estruturais no momento pós-pandemia, o que permitiria assegurar a manutenção do teto de gastos e de taxas de juros mais baixas para os próximos anos.
Os membros do Grupo Consultivo Macroecon√īmico n√£o entraram em consenso quanto √† trajet√≥ria do d√≥lar nos pr√≥ximos meses. Parte dos economistas acredita que o atual ciclo de deprecia√ß√£o da moeda norte-americana no mercado internacional j√° estaria perto do fim, dada a maior exposi√ß√£o ao risco dos investidores nos √ļltimos meses. Outros analistas argumentam que h√° espa√ßo para desvaloriza√ß√Ķes adicionais, j√° que o n√≠vel de incerteza e a assimetria entre regi√Ķes ainda estimula investimentos de maior risco.
A proje√ß√£o da taxa de c√Ęmbio foi mantida em R$ 5,20 no encerramento deste ano. Caso concretizada, corresponder√° a desvaloriza√ß√£o de 29% da moeda brasileira.