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Brasil volta à lista dos mais atrativos ao investidor estrangeiro

mapa mundi1Ap√≥s deixar de fazer parte da lista dos 25 destinos mais visados para investimento estrangeiro em 2019, o Brasil voltou a figurar entre os Top 25 dessa lista neste ano, na 22¬ļ posi√ß√£o. A lista, preparada pela consultoria global Kearney desde 1998, mostra nas tr√™s primeiras posi√ß√Ķes de 2020 os Estados Unidos, o Canad√° e a Alemanha, nessa ordem de classifica√ß√£o.
Segundo informação da consultoria, a pesquisa já estava em andamento no final do ano passado, quando começou a pandemia do Covid-19, mas ainda não se vislumbravam claramente os seus efeitos sobre as economias dos países. Inclusive, na época, muitos investidores disseram estar mais otimistas em relação a 2020 do que estavam na pesquisa anterior em relação a 2019.
No entanto, conforme come√ßaram a perceber a dimens√£o da pandemia, j√° nas √ļltimas semanas da pesquisa, reduziram as notas para todos os mercados, mas sendo mais tolerantes para com os grandes mercados que avaliaram como tendo maior capacidade de recupera√ß√£o no p√≥s-crise devido a serem mais est√°veis e contarem com estruturas pol√≠ticas e regulat√≥rias mais previs√≠veis.
Segundo a consultoria, são justamente esses fatores que explicam a atratividade dos Estados Unidos junto aos investidores - o país aparece na liderança do ranking de confiança dos investidores pelo oitavo ano consecutivo. Os Estados Unidos oferecem tamanho de mercado, infraestrutura e ambiente regulatório amigáveis.
No caso do Brasil, o √≠ndice de confian√ßa passou de 1,37 em 2018, quando o Pa√≠s ocupou a 25¬ļ coloca√ß√£o do ranking, para 1,65 neste ano. A maior confian√ßa na economia brasileira pode ser atribu√≠da parcialmente ao programa de privatiza√ß√£o vigente no Pa√≠s desde 2019, que prev√™ vender grandes estatais. Segundo o estudo da Kearney, a privatiza√ß√£o de gigantes como Eletrobr√°s e Telebras, que deve avan√ßar em 2020, contribui para tornar o Pa√≠s mais atrativo aos investimentos diretos estrangeiros.
Além disso, o estudo mostra avanço na confiança dos investidores em relação à América Latina. "Como o Brasil está entre as maiores economias da região, cresceu também a confiança no País", explica Mark Essle, sócio da Kearney no Brasil. Segue a lista dos Top 25 da lista da Kearney:

Top 25 - Os mais visados para investimento estrangeiro 
Posição
em 2020
Pa√≠s √ćndice de
Confiança
Posição
em 2019
Posição
em 2018
1 Estados Unidos 2,26 1 1
2 Canad√° 2,2 3 2
3 Alemanha 2,15 2 3
4 Jap√£o 2,14 6 6
5 França 2,09 5 7
6 Reino Unido 2,06 4 4
7 Austr√°lia 1,98 9 8
8 China 1,95 7 5
9 It√°lia 1,94 8 10
10 Suiça 1,89 13 9
11 Espanha 1,88 11 15
12 Singapura 1,87 10 12
13 Nova Zel√Ęndia 1,85 19 16
14 Holanda 1,85 12 13
15 Suécia 1,81 15 14
16 Bélgica 1,75 18 21
17 Coréia do Sul 1,72 17 18
18 Irlanda 1,69 20 19
19 Emirados √Ārabes 1,69 - -
20 Dinamarca 1,69 14 20
21 Portugal 1,67 - 22
22 Brasil 1,65 - 25
23 Finl√Ęndia 1,65 23 -
24 Noruega 1,65 24 23
25 Taiwan (China) 1,62 22 -

√Āfrica do Sul cogita usar recursos dos fundos de pens√£o contra Covid-19

A √Āfrica do Sul debate se a melhor alternativa para financiar um programa de combate aos efeitos da pandemia do Covid-19 est√° em recorrer ao apoio financeiro do Fundo Monet√°rio Internaciona (FMI) ou aos recursos de seus fundos de pens√£o, informa o site portugu√™s Not√≠cias ao Minuto. Os recursos s√£o necess√°rios para cobrir o d√©ficit nas receitas do governo, diz o diretor da consultoria EXX Africa, Robert Besseling, numa nota.
Besseling argumenta na nota que "os cr√≠ticos dos condicionamentos do FMI preferem recorrer aos fundos de pens√Ķes do Estado para aumentar o programa de compra de t√≠tulos do banco central". Segundo ele, o resultado desta diverg√™ncia "vai determinar a lideran√ßa pol√≠tica e a dire√ß√£o da economia nos pr√≥ximos anos".
A √Āfrica do Sul teve uma queda de receitas fiscais da ordem de US$ 17 bilh√Ķes neste ano, e vai necessitar de mais US$ 30 bilh√Ķes para financiar um plano de emerg√™ncia para a retomada da economia. O n√ļmero de mortos por Covid-19 na √Āfrica do Sul √© de 1.568 pessoas, sendo o pa√≠s com o maior n√ļmero de mortos na √Āfrica, que j√° registra um total de 6.769 mortos.

Economistas da Anbima avaliam que Copom baixar√° Selic para 2,25%

fernando honorato1O Grupo Consultivo Macroecon√īmico da Anbima (Associa√ß√£o Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais) avalia que a reuni√£o de hoje (17/06) do Comit√™ de Pol√≠tica Monet√°ria do Banco Central (Copom) deve reduzir a taxa b√°sica de juros em 0,75 pontos percentuais, para 2,25% ao ano. A proje√ß√£o dos economistas, que representam as institui√ß√Ķes associadas √† Anbima, √© que esse patamar deve se manter at√© o fim de 2020.
Embora os economistas do grupo avaliem que a tend√™ncia seja de uma Selic no patamar de 2,25% aa at√© o final de 2020, tamb√©m sinalizam que h√° espa√ßo para outras redu√ß√Ķes, com a taxa podendo chegar a at√© 1,5%. "O debate entre os economistas concluiu que pode haver espa√ßo adicional para corte na Selic ainda este ano, a depender das indica√ß√Ķes que o Copom far√° hoje", afirma Fernando Honorato, coordenador do grupo na Anbima.
Em rela√ß√£o √† atividade econ√īmica, √© consenso entre os economistas de que a trajet√≥ria do PIB (Produto Interno Bruto) nos pr√≥ximos meses est√° relacionada √† abertura da economia dom√©stica, que depende de como a Covid-19 ainda evoluir√° no pa√≠s. Essas incertezas, aliadas aos impactos globais da pandemia, levaram para baixo a proje√ß√£o do PIB no ano, de -4,0%, apontada na reuni√£o passada do grupo (em abril), para -6,6%. As estimativas para o resultado do segundo trimestre tamb√©m ca√≠ram, de -8,35% para -11,65%. H√° expectativa de recupera√ß√£o gradual a partir do terceiro trimestre, para 7,7%, atingindo 2,3% no √ļltimo per√≠odo do ano.
"A queda do PIB tem consequ√™ncia direta no mercado de trabalho. Nesse sentido, as proje√ß√Ķes mostram um aumento da taxa de desemprego no pa√≠s, para 14,4%", diz Honorato.
A manuten√ß√£o do teto de gastos √© um dos grandes desafios para o per√≠odo p√≥s-pandemia, de acordo com o grupo da Anbima. Os economistas tamb√©m indicaram que a estabilidade da rela√ß√£o da d√≠vida p√ļblica sobre o PIB √© essencial para a manuten√ß√£o da infla√ß√£o e dos juros em patamares baixos e para a confian√ßa dos investidores. Para o encerramento de 2020, a proje√ß√£o de d√©ficit prim√°rio tamb√©m foi revisada, de 8,1% (apontada na reuni√£o de abril), para 10,75%.

C√Ęmbio - Para os membros do Grupo Consultivo Macroecon√īmico, a indica√ß√£o de uma recupera√ß√£o mais r√°pida do que a prevista na Europa e nos Estados Unidos resultou em menor avers√£o ao risco por parte dos investidores, que, por sua vez, refletiu na corre√ß√£o dos pre√ßos dos ativos nos mercados mundiais, incluindo os emergentes. Os economistas apontaram que houve redu√ß√£o da demanda para ativos de menor risco, o que fez diminuir a valoriza√ß√£o do d√≥lar em rela√ß√£o √†s demais moedas.
Segundo avaliação do grupo, o Brasil o dólar deve encerrar o ano a R$ 5,20. Caso concretizada, a projeção representará desvalorização de 29% do real frente à moeda norte-americana.

Ver tamb√©m: Copom reduz taxa Selic pela oitava vez consecutiva, para 2,25%

Claritas espera que Copom baixe Selic para 2,25%

A economista-chefe da Claritas, Marcela Rocha, avalia que o Copom dever√° cortar a taxa de juros em 0,75 pp, para 2,25% aa, na reuni√£o de amanh√£ (17/06). Al√©m disso, espera que a comunica√ß√£o do Banco Central n√£o feche totalmente a porta para novas redu√ß√Ķes de juros, sinalizando que novos cortes poder√£o ocorrer dependendo da evolu√ß√£o do cen√°rio b√°sico do Copom.
A Selic teve um corte de 0,75 pp na √ļltima reuni√£o do Copom (06/05), passando de 3,75% para 3% aa, com a autoridade monet√°ria sinalizando que considerava um √ļltimo ajuste, n√£o maior do que o atual, para complementar o grau de est√≠mulo necess√°rio como rea√ß√£o √†s consequ√™ncias econ√īmicas da pandemia da Covid-19.
Entretanto, desde a √ļltima reuni√£o o cen√°rio evolui de maneira favor√°vel para taxas baixas de infla√ß√£o. Al√©m de os n√ļmeros correntes mostrarem defla√ß√£o com n√ļcleos em trajet√≥ria de desacelera√ß√£o, observou-se melhora das condi√ß√Ķes financeiras, continuidade das revis√Ķes para baixo de crescimento econ√īmico e redu√ß√£o do risco fiscal. √Č isso que ancora as expectativas da Claritas de haver uma sinaliza√ß√£o positiva do BC em rela√ß√£o a novos cortes no futuro.

Gestores ligados ao PRI pedem que recuperação seja sustentável

Um grupo de 109 gestores de recursos, com 11 trilh√Ķes de euros em ativos sob gest√£o, enviou uma carta aos l√≠deres da Uni√£o Europeia, em 4 de junho, pedindo uma recupera√ß√£o econ√īmica sustent√°vel ap√≥s a pandemia da Covid-19. O documento, que recebeu a chancela da Principles for Responsible Investment (PRI), comunidade global voltada √† defini√ß√£o e √† implanta√ß√£o de conceitos e pr√°ticas de investimentos sustent√°veis, conta com signat√°rios de peso no mercado internacional, casos de BNP Paribas Asset Management, Allianz IM, Legal & General IM, Schroders Investment Management, UBS Asset Management.
Na vis√£o dos gestores que assinaram o texto, os pacotes de recupera√ß√£o para acelerar a transi√ß√£o para uma economia l√≠quida de zero emiss√Ķes devem estar em conformidade com o Green Deal e o Acordo de Paris. Isso inclui garantir que "pelo menos 25% da ambi√ß√£o de integra√ß√£o do clima seja mantida como parte do Quadro Financeiro Plurianual para 2021-2027 (QFP), durante todo o per√≠odo de sete anos", consagrando legalmente a ambi√ß√£o clim√°tica da Europa para 2050 com a Lei do Clima da Europa , e mantendo a din√Ęmica do Green Deal, metas ambiciosas para 2030 e agenda financeira sustent√°vel.
A carta tamb√©m aborda a necessidade de que empresas intensivas em carbono que recebem resgates de governos ou concess√Ķes fiscais estabele√ßam e aprovem planos de transi√ß√£o para a mudan√ßa clim√°tica consistentes com os objetivos do Green Deal e do Acordo de Paris e alcancem emiss√Ķes l√≠quidas zero at√© 2050, em troca desse apoio p√ļblico.

Resolu√ß√£o 37 obriga funda√ß√Ķes a marcar t√≠tulos p√ļblicos a mercado

moedas graficos2O Di√°rio Oficial da Uni√£o de hoje (05/06) publicou a Resolu√ß√£o 37 que obriga os fundos de pens√£o a marcar a mercado as novas aquisi√ß√Ķes de t√≠tulos p√ļblicos com prazo inferior a cinco anos. A resolu√ß√£o, aprovada pelo Conselho Nacional de Previd√™ncia Complementar (CNPC) em sua reuni√£o de 13 de mar√ßo, passa a vigorar a partir de 1¬ļ de setembro.
A obrigatoriedade de marca√ß√£o a mercado valer√° apenas para os t√≠tulos p√ļblicos com prazo inferior a cinco anos e que forem comprados pelas funda√ß√Ķes ap√≥s a entrada em vigor da resolu√ß√£o. Para o estoque atual, assim como para os t√≠tulos acima de cinco anos, as funda√ß√Ķes poder√£o continuar escolhendo se marcam na curva ou a mercado, seguindo suas pr√≥prias estrat√©gias.
Aprovada pelo CNPC em mar√ßo, a resolu√ß√£o deveria ter sido publicada em abril para entrar em vigor em 1¬ļ de maio, mas o m√™s de abril transcorreu sem que a medida fosse publicada. Na √©poca, in√≠cio da crise do coronavirius, o subsecret√°rio de Previd√™ncia Complementar do Minist√©rio da Economia, Paulo Valle, j√° havia alertado que a publica√ß√£o da medida poderia ser adiada se fosse notada ‚Äúqualquer anomalia no mercado‚ÄĚ.
A partir dai, o mercado passou a considerar incerta a data da publica√ß√£o assim como da entrada em vigor da medida. Mas na √ļltima reuni√£o do CNPC, de 03/06, Valle anunciou que a medida seria finalmente publicada nesta semana, para vigorar a partir de 1¬ļ de setembro.

CuritibaPrev faz semin√°rio online amanh√£

A CuritibaPrev, fundo de pens√£o de Curitiba, realiza amanh√£ √†s 10:30hs semin√°rio virtual com o tema ‚ÄúA import√Ęncia da previd√™ncia complementar‚ÄĚ. Conta com os seguintes palestrantes: F√°bio Giambiagi, economista e especialista em finan√ßas p√ļblicas; Arlete Nesse, administradora e especialista em previd√™ncia complementar; Jos√© Luiz Rauen, advogado, vice-presidente do Sindapp e presidente da CuritibaPrev; Marcos Litz, economista e diretor de investimentos da CuritibaPrev; Jocelaine Moraes, advogada e diretora de previd√™ncia da CuritibaPrev.

Anbima prop√Ķe mais espa√ßo para RPPSs no mercado externo

A Associa√ß√£o Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) defende um maior acesso dos regimes pr√≥prios de previd√™ncia social de servidores p√ļblicos (RPPSs) aos mercados externos. Como participante da recente consulta p√ļblica realizada pela Secretaria de Previd√™ncia (SPrev) sobre normas de aplica√ß√Ķes de recursos dos RPPSs, a Anbima prop√īs a eleva√ß√£o do limite de investimentos no exterior para essas entidades de 10% para 20% dos ativos totais. Para evitar riscos de concentra√ß√£o, a associa√ß√£o sugeriu ainda √† SPrev que os RPPSs possam comprar, no m√°ximo, at√© 15% das cotas dos fundos selecionados.

Covid-19 e crise política pesaram para redução do rating, diz S&P

livia honsel sp1A redu√ß√£o da perspectiva do rating soberano do Brasil pela ag√™ncia de classifica√ß√£o de risco norte-americana Standard & Poor‚Äôs (S&P) em abril, de ‚Äúpositiva‚ÄĚ para ‚Äúest√°vel‚ÄĚ, teve como principal causa as dificuldades que a crise do Covid-19 gerou para o Pa√≠s, mas n√£o apenas isso. Tamb√©m pesaram as dificuldades pol√≠ticas do governo no seu relacionamento com o Congresso, que certamente reduziram as chances de um bom encaminhamento das reformas estruturais no cen√°rio p√≥s-pandemia. ‚ÄúA crise pol√≠tica do governo certamente influenciou a redu√ß√£o da perspectiva do rating soberano, acho que desse ponto de vista as coisas pareciam melhor encaminhadas no final do ano passado‚ÄĚ, afirma a analista da S&P para o rating soberano do Brasil, Livia Honsel.
No final de 2019 a ag√™ncia havia feito o movimento inverso ao que fez no √ļltimo abril, elevando de ‚Äúest√°vel‚ÄĚ para ‚Äúpositiva‚ÄĚ a perspectiva do rating soberano do Pa√≠s, ap√≥s a aprova√ß√£o da Reforma da Previd√™ncia e do encaminhamento das demais reformas estruturais, como a administrativa e a tribut√°ria. ‚ÄúMas agora, em abril, pesou na nossa decis√£o de reduzir a perspectiva do rating principalmente a avalia√ß√£o de que o crescimento econ√īmico seria mais negativo e o d√©ficit fiscal seria maior do que t√≠nhamos imaginado inicialmente, mas al√©m disso tamb√©m avaliamos que o ambiente pol√≠tico ficou mais complicado‚ÄĚ, analisa L√≠via.
Segundo ela, a decisão de rebaixamento do rating atingiu também outros países da região, como é o caso do México, que passou de um BB+ para BB. No caso mexicano, somou-se aos efeitos da crise do coronavirius a queda dos preços internacionais do petróleo, um commoditie importantíssimo para a economia mexicana. O rebaixamento foi consequência da combinação desses dois movimentos, explica. Também o Equador foi rebaixado, por causa de uma incidência muito forte da Covid-19.
‚ÄúNo geral, a crise atingiu fortemente os pa√≠ses da regi√£o‚ÄĚ, diz a analista. ‚ÄúO Brasil era um dos poucos pa√≠ses que, antes da crise, tinha uma perspectiva positiva, mas com a crise chegamos √† conclus√£o que essa perspectiva positiva n√£o se justificava mais‚ÄĚ. N√£o h√° uma defini√ß√£o sobre a data para uma nova avalia√ß√£o do rating do Pa√≠s. A reuni√£o de abril, que decidiu pelo rebaixamento do rating soberano brasileiro, foi extraordin√°ria.
No come√ßo da crise do Covid-19 a S&P avaliava que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro seria de 1% negativo neste ano, mas agora a avalia√ß√£o √© de que deve cair no m√≠nimo 5%. O d√©ficit fiscal deve ficar em 12%, com decr√©scimo gradativo ao longo dos pr√≥ximos tr√™s anos e a expectativa de c√Ęmbio √© de um d√≥lar a R$ 4,80 no final do ano.

Recomenda√ß√Ķes da TCFD dirigem-se ao mercado financeiro e de investimentos

Foram lan√ßadas ontem no Brasil (12/05) as recomenda√ß√Ķes da For√ßa-Tarefa para Divulga√ß√Ķes Financeiras Relacionadas √†s Mudan√ßas Clim√°ticas (TCFD), elaboradas pelo Financial Stability Board (FSB). A iniciativa visa reunir grandes grupos e organiza√ß√Ķes empresariais em torno de pilares de governan√ßa, estrat√©gia, risco clim√°tico e disclosure de informa√ß√Ķes e conta com o apoio do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustent√°vel (CEBDS) e da Febraban.
A proposta √© estimular as empresas, bancos e seguradoras com atua√ß√£o no Brasil a aderir e implementar as recomenda√ß√Ķes, de maneira a indicar para o mercado como os riscos clim√°ticos podem afetar seus neg√≥cios. O CEBDS, que tem 60 grandes empresas associadas, vem trabalhando h√° mais de um ano na aproxima√ß√£o dos grandes grupos empresariais desse tema. Das 1.200 institui√ß√Ķes que j√° seguem o TCFD no mundo, apenas 20 atuam no Brasil.
‚ÄúO grande ganho da TCFD √© que o risco clim√°tico sai da agenda da sustentabilidade e vai para a agenda do setor financeiro, dos investidores. Eu entendo que essa agenda, em conjunto com a da precifica√ß√£o do carbono, √© fundamental para a retomada da economia em novas bases‚ÄĚ, afirmou Marina Grossi, presidente do CEBDS, durante o webinar de lan√ßamento, que contou com a participa√ß√£o de executivos e especialistas.
Os riscos clim√°ticos figuram hoje no Top 5 dos mais impactantes identificados pelo F√≥rum Econ√īmico Mundial, com potencial de alto impacto para a estabilidade do sistema financeiro global. O entendimento √© que o risco clim√°tico √© um problema mais s√©rio do que atentado terrorista, que tem impacto imenso, mas √© pontual. O risco clim√°tico √© global e afeta todas as economias ao mesmo tempo. ‚ÄúAs consequ√™ncias dos riscos clim√°ticos podem ser mais catastr√≥ficas que as da pandemia da Covid-19‚ÄĚ, alertou Denise Pavarina, vice-presidente da TCFD na Am√©rica Latina.