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Retomada de fato s√≥ em 2020 | Morosidade nas reformas da Previd√™ncia e cen√°rio de juros baixos desafiam investidores a abrir leque para novas op√ß√Ķes de investimentos

A retomada do crescimento econ√īmico brasileiro parece ter sido postergada para 2020, principalmente pelo lento processo de vota√ß√£o da reforma da Previd√™ncia. ‚ÄúEsta √© a mais lenta recupera√ß√£o, ainda n√£o conseguimos nos recuperar da cat√°strofe do estouro da crise de 2008. Se fecharmos o ano com crescimento de 0,5% j√° estaremos no lucro‚ÄĚ, lan√ßou o economista Paulo Gala, um dos especialistas convidados pela Revista Investidor Institucional a participar da 20¬™ edi√ß√£o do f√≥rum ‚ÄúPerspectivas de Investimentos para o 2¬į Semestre‚ÄĚ.
O f√≥rum ‚Äď realizado entre os dias 9 e 11 de julho nas cidades de Bras√≠lia, Rio de Janeiro e S√£o Paulo ‚Äď trouxe temas recorrentes entre gestores, analistas e investidores institucionais, tais como o ambiente de queda dos juros, metas atuariais elevadas e a necessidade de buscar alternativas de aloca√ß√£o aos investimentos.
O moroso processo de aprova√ß√£o da reforma da previd√™ncia e a necessidade de novos cortes na taxa Selic, para estimular a atividade econ√īmica, pressionam os investidores a buscar op√ß√Ķes mais rent√°veis de investimento do que os t√≠tulos p√ļblicos.
O economista Paulo Gala, diretor geral da Fator Administra√ß√£o de Recursos (FAR), abriu sua apresenta√ß√£o referindo-se √† ‚Äėmorte‚Äô dos juros no Brasil e no mundo. ‚ÄúFam√≠lias e empresas n√£o conseguem crescer, os pa√≠ses est√£o com picos de endividamento, vivemos em um mundo de extrema liquidez e juros muito baixos‚ÄĚ, argumentou. ‚ÄúIsso favorece pa√≠ses emergentes como o nosso‚ÄĚ.
J√° para a economista-chefe do BNP Paribas Asset Management Tatiana Pinheiro, os ‚Äėventos externos est√£o a favor‚Äô, apesar da desacelera√ß√£o do crescimento econ√īmico mundial. ‚ÄúO afrouxamento monet√°rio de economias avan√ßadas abre espa√ßo aos emergentes, que t√™m mais tempo para trabalhar, por exemplo, a solv√™ncia fiscal‚ÄĚ, comentou.
Balan√ßo feito pelos especialistas reunidos no evento aponta que o crescimento do PIB inicialmente previsto para este ano, da ordem de 2%, ficar√° para 2020. ‚ÄúTemos s√©rios problemas de burocracia e de seguran√ßa jur√≠dica. O Brasil perde tempo tanto para a Am√©rica Latina quanto para os pa√≠ses da OCDE. Para sairmos da posi√ß√£o de emergentes, a agenda de produtividade deve ser o principal assunto daqui em diante‚ÄĚ, acentuouTatiana.

Agenda micro ‚Äď Segundo a economista do BNP Paribas, o maior desafio do Brasil √© o ajuste fiscal, que √© um processo lento. Mas precisa avan√ßar, porque o processo de envelhecimento da popula√ß√£o brasileira avan√ßa e torna cada vez mais dif√≠cil esse tema. ‚ÄúEstamos discutindo isso h√° mais de 20 anos. A reforma da Previd√™ncia √© um caminho tortuoso, mas, no final, aguardamos a sua aprova√ß√£o‚ÄĚ, aposta.
Em sua vis√£o, conclu√≠da a reforma, a pauta deve ser direcionada para o crescimento econ√īmico e, mais especificamente, com olhar voltado para a agenda microecon√īmica. ‚ÄúPor raz√Ķes dom√©sticas e externas, o mais prov√°vel √© seguirmos com esse hiato ainda em 2020‚ÄĚ, diz. ‚ÄúCom esse hiato gigantesco, n√£o h√° a menor possibilidade de o Banco Central aumentar a taxa de juros‚ÄĚ, complementou Gala.
Segundo Gala, outro fator preocupante √© a infla√ß√£o da Zona do Euro e a jornada da infla√ß√£o americana rumo a 1,5%. ‚ÄúNo mundo todo a atividade n√£o acelera. √Č um cen√°rio esquisito. Em um Brasil estagnado, sem perspectiva de crescimento, onde vamos investir?‚ÄĚ, provocou.
Para o s√≥cio fundador da Novus Capital, Rodrigo Galindo, a conjuntura atual requer a queda dos juros e o Banco Central tem a possibilidade de fazer isso de uma forma mais agressiva agora. ‚ÄúCom uma infla√ß√£o muito comportada, que gira do centro para baixo da meta e uma economia rateando, o Banco Central deve fazer a queda de juros. N√£o estamos acostumados a conviver com juros baixos, mas esse fato nos leva a boas alternativas de investimentos‚ÄĚ, assegura.
Otimista para o segundo semestre, Galindo acredita que ‚Äúvir√°, sim, fluxo de capital do exterior, o que deve destravar a economia. Investimentos para infraestrutura, por exemplo, ter√£o que vir de fora. Temos que ver onde est√£o as oportunidades, j√° que CDI deixou de ser o melhor amigo do homem‚ÄĚ, aconselhou.
Al√©m do setor de infraestrutura, Gala cita outros tr√™s segmentos que devem se beneficiar com os juros baixos: em primeiro lugar, o mercado de renda vari√°vel, especialmente para quem faz stock picking; em segundo, o setor de fundos imobili√°rios, ‚Äúque n√£o chegou nos fundos de pens√£o com for√ßa‚ÄĚ, e por √ļltimo o setor de cr√©dito privado, que deve ser revolucionado com a chegada das fintechs independentes. ‚ÄúTemos uma economia √°vida por investimentos e uma massa de recursos dos fundos de pens√£o da ordem de R$ 1 trilh√£o para alocar. Nossa fun√ß√£o √© conectar esses dois pontos‚ÄĚ, sinalizou.

Fundos de Pens√£o ‚Äď Ao fazer uma an√°lise hist√≥rica sobre a precifica√ß√£o de passivos em entidades de fundos de pens√£o, o diretor-superintendente da Superintend√™ncia Nacional de Previd√™ncia Complementar (Previc), F√°bio Coelho, comentou que eles tem ca√≠do muito vagarosamente, estando na m√©dia em torno de 5,3% mais infla√ß√£o. Com a queda do rendimento dos t√≠tulos p√ļblicos, bater essa meta com investimentos conservadores torna-se muito dif√≠cil, o que indica que os fundos de pens√£o ter√£o que assumir mais risco nas carteiras daqui para a frente.
Ainda de acordo com Coelho, a regula√ß√£o exigida dos dirigentes de fundos de pens√£o deveria ter acompanhado o movimento dos bancos, seguradoras e mercado de capitais em geral. ‚ÄúAt√© 2016 n√£o havia nenhum crit√©rio ou filtro de reputa√ß√£o profissional para a entrada de um dirigente em fundos de pens√£o‚ÄĚ, comentou. ‚ÄúA governan√ßa dos fundos de pens√£o estava muito comprometida, tivemos que colocar uma s√©rie de barreiras‚ÄĚ, completou.
O passo seguinte, segundo o executivo, foi atuar de maneira preventiva criando regras de Medida Prudencial Preventiva (como solv√™ncia e pr√°ticas de governan√ßa), al√©m da publica√ß√£o semestral do Relat√≥rio de Estabilidade da Previd√™ncia Complementar, que apresenta o panorama do segmento das Entidades Fechadas de Previd√™ncia Complementar (EFPC). Foi criado tamb√©m um filtro mais r√≠gido para acompanhar as 17 maiores funda√ß√Ķes, as Entidades Sistemicamente Importantes (ESI), mais detalhista do que o que vigora para as demais.
Na ocasi√£o, Coelho fez um balan√ßo de um ano da Resolu√ß√£o CMN 4.661/18, que disp√Ķe sobre as diretrizes de aplica√ß√£o dos recursos garantidores dos planos administrados pelas EFPC‚Äôs. ‚ÄúEssa norma deixou as quest√Ķes muito claras, como a pol√≠tica de investimentos, a manuten√ß√£o da redu√ß√£o de juros, entre outras‚ÄĚ, pontuou.
Ao abordar o tema de investimentos, o superintendente da Previc defendeu que as funda√ß√Ķes precisam correr mais risco para bater suas metas atuariais, que na m√©dia est√£o em 5,3% acima da infla√ß√£o. Ou reduzir as metas, mas isso √© um processo dif√≠cil nas funda√ß√Ķes. ‚ÄúO passivo das funda√ß√Ķes √© um debate muito dif√≠cil dentro dos conselhos das entidades‚ÄĚ, lamentou.

Classes de ativos ‚Äď Guilherme Benites, s√≥cio e coordenador t√©cnico da Aditus Consultoria Financeira, endossou as teses defendidas pelo dirigente da Previc: ‚Äúvamos ter que come√ßar a investir em algumas classes de ativos diferentes do que est√°vamos acostumados, indo de cr√©dito privado √† renda vari√°vel e at√© FIPs‚ÄĚ, analisou. Segundo ele, ‚Äúh√° espa√ßo para os juros ca√≠rem mais ainda‚ÄĚ.
Em sua an√°lise, ‚Äún√£o temos como sobreviver com a carteira que temos hoje. Precisamos tomar mais risco, mas de forma inteligente. Isso passa por diversifica√ß√£o‚ÄĚ, afirmou. De acordo com o executivo da Aditus, combinar investimentos no exterior com renda vari√°vel contribui para a diminui√ß√£o dos riscos.
Na sua opini√£o, a principal discuss√£o diz respeito √† escolhas de classe de ativos e s√≥ em um segundo momento focar nos ativos de cada classe. Benites tamb√©m fez um alerta quanto √† estrutura de investimento das entidades como um todo. ‚ÄúAs classes que oferecem mais riscos v√£o aumentar. Se voc√™ quiser, no m√≠nimo, manter o que voc√™ quer para o seu participante, deve trabalhar os aspectos quantitativos e qualitativos‚ÄĚ, concluiu.

Previc divulga lista das EFPC-ESI para 2020, igual a de 2019

A Previc divulgou hoje a rela√ß√£o das Entidades Fechadas de Previd√™ncia Complementar (EFPC) enquadradas como Entidades Sistemicamente Importantes (ESI), com validade para o exerc√≠cio de 2020. A lista n√£o sofreu altera√ß√Ķes em rela√ß√£o ao enquadramento atualmente vigente.

As Entidades Sistemicamente Importantes (ESI) s√£o aquelas que, pelo seu porte ou relev√Ęncia, possuem obriga√ß√Ķes diferenciadas para fins de supervis√£o prudencial e proporcionalidade regulat√≥ria. S√£o as seguintes, por ordem alfab√©tica, as EFPC classificadas como ESI:

Banesprev; Fapes; Fatl; Forluz; Funcef; Funcesp; Funda√ß√£o Copel; Funpresp-Exe; Funpresp-Jud; Ita√ļ-Unibanco; Petros; Postalis; Previ/BB; Real Gradeza; Sistel; SP-Prevcom; Valia.

Palestrantes e moderadores confirmados no Fórum da Investidor Institucional

A revista Investidor Institucional realiza seu 20¬ļ F√≥rum Perspectivas de Investimento para o 2¬ļ Semestre, nas capitais Bras√≠lia, Rio de Janeiro e S√£o Paulo, respectivamente nos dias 9 de julho, 10 de julho e 11 de julho. O evento, com inscri√ß√Ķes gr√°tis para dirigentes de fundos de pens√£o e RPPS, ter√° a participa√ß√£o de F√°bio Coelho, superintendente da Previc, al√©m de dirigentes de fundos de pens√£o e profissionais de investimento de gestoras de recursos.

S√£o os seguintes os palestrantes j√° confirmados:
F√°bio Coelho - Superintendente da Previc;
Jarbas De Biagi - Presidente do Sindapp;
Mauricio Wanderley - Diretor de Investimentos da Valia;
M√°rio Amigo - Diretor de Investimentos da Sistel;
Guilherme Benites - Sócio da Aditus Consultoria Financeira;
Arthur Lencastre - Diretor da Willis Towers Watson;
Mauricio Martinelli - Consultor da Willis Towers Watson;
Tatiana Pinheiro - Economista-chefe do BNP Paribas Asset Management;
Frederico Tralli ‚Äď Head de Renda Vari√°vel do BNP Paribas Asset Management;
Paulo Gala - CEO da FAR - Fator Asset Management;
Daniel Utsch -Head de Renda Vari√°vel da FAR - Fator Asset Management;
Dan Kawa - CIO da TAG Investimentos;
Ricardo Kazan - Portfólio Manager da Novus Investimentos;
Rodrigo Gallindo - Portfólio Manager da Novus Investimentos

Em carta curta e seca, Levy pede demiss√£o do BNDES

O pedido de demissão entregue no domingo 16/6 pelo agora ex-presidente do BNDES, Joaquim Levy, ao ministro da Economia Paulo Guedes, foi curto e seco: "Solicitei ao ministro da Economia Paulo Guedes meu desligamento do BNDES. Minha expectativa é que ele aceda. Agradeço ao ministro o convite para servir ao País e desejo sucesso nas reformas."

Levy recebeu uma descompostura p√ļblica do presidente da Rep√ļblica, Jair Bolsonaro, no s√°bado (15/06), transmitida por rede de televis√£o. Em entrevista a jornalistas Bolsonaro disse que estava ‚Äúpor aqui‚ÄĚ com Levy, que tinha nomeado Marcos Barbosa Pinto para a diretoria de mercado de capitais do BNDES, e que se a nomea√ß√£o n√£o fosse revertida ele pr√≥prio, Bolsonaro, demitiria Levy na segunda-feira.

No domingo 16/7 Barbosa Pinto pediu demiss√£o a Levy mas a situa√ß√£o j√° era insustent√°vel para Levy, que ainda no domingo enviou sua demiss√£o √† Guedes. Ap√≥s receber a carta de demiss√£o de Levy, Guedes justificou o ultimato de Bolsonaro √† Levy eplicando que ele estaria ‚Äúchateado‚ÄĚ com a nomea√ß√£o de petistas para a dire√ß√£o do BNDES. Ele se referia √† participa√ß√£o de Barbosa Pinto em governos petistas, pois anteriormente havia exercido a chefia de gabinete de Demian Fiocca na presid√™ncia do BNDES (2006-2007). Fiocca era considerado, no governo federal, um homem de confian√ßa de Guido Mantega, ministro da Fazenda nos governos de Luiz In√°cio Lula da Silva e Dilma Rousseff.

Economistas de v√°rias correntes pol√≠ticas, al√©m de analistas de mercado e empres√°rios, afirmam que as cr√≠ticas de Bolsonaro n√£o se justificam, uma vez que tanto Levy quanto Barbosa Pinto s√£o quadros t√©cnicos e de carreira no governo, sem envolvimento com pol√≠ticas partid√°rias.

Rabello de Castro criticará reforma da previdência proposta por Guedes

O economista e ex-presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, foi convidado pela comiss√£o especial da Previd√™ncia, delega√ß√£o da C√Ęmara dos Deputados, a participar de reuni√£o que discutir√° a Reforma da Previd√™ncia. Segundo informa√ß√Ķes do Painel da Folha de S.Paulo, Castro levar√° um relat√≥rio para ser distribu√≠do na reuni√£o com duras cr√≠ticas √† proposta de reforma previdenci√°ria do ministro da economia, Paulo Guedes.

Castro, que assim como Guedes √© formado pela Universidade de Chicago, templo do liberalismo, pretende apresentar c√°lculos mostrando que um trabalhador com carteira assinada j√° paga hoje ao INSS mais do que receber√° em sua aposentadoria. Segundo Castro, o sistema de capitaliza√ß√£o defendido por Guedes duplicaria essas contribui√ß√Ķes.

CDH promove audiência com representantes de fundos de pensão de estatais

A Comiss√£o de Direitos Humanos (CDH) promove na pr√≥xima quarta-feira (12/06) audi√™ncia p√ļblica para debater o funcionamento dos fundos dos fundos das pens√£o de empresas estatais, incluindo a busca de transpar√™ncia e situa√ß√Ķes de irregularidades na gest√£o.

Foram convidados para a audi√™ncia o procurador da Rep√ļblica Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, que investiga desvios nos fundos de pens√£o no √Ęmbito da Opera√ß√£o Greenfield. Tamb√©m est√£o confirmadas a presen√ßa de Claudia Ricaldoni, diretora da Associa√ß√£o Nacional dos Participantes de Fundos de Pens√£o (Anapar), Paulo Brand√£o, conselheiro fiscal da Petros, Antonio Augusto de Miranda e Souza, diretor de administra√ß√£o da Funcef, Marcel Juviniano Barros, diretor de seguridade da Previ, e Giocoeli Terezinha de √Āvila Reis, assistida da Funcef e ativista em defesa dos participantes dessa funda√ß√£o.

Petra Gold suspende ofertas de deb√™ntures e a√ß√Ķes

A Petra Gold Servi√ßos Financeiros informa, em comunicado oficial, que acatou imediatamente a determina√ß√£o da Comiss√£o de Valores Mobili√°rios (CVM), apresentada em 9 de abril, de suspens√£o de todas as ofertas de deb√™ntures e a√ß√Ķes preferenciais de sua emiss√£o. Segundo a empresa, a CVM considerou que as opera√ß√Ķes em quest√£o apresentavam caracter√≠sticas que ultrapassavam a natureza privada, tornando-se, de fato, ofertas p√ļblicas, as quais demandam pr√©vio registro no √≥rg√£o federal. Em raz√£o do epis√≥dio, a Petra Gold decidiu, h√° pouco, criar uma diretoria de compliance, que j√° se encontra em atividade.

Funpresp-Exe inicia nova campanha de ades√£o eletr√īnica

A Funda√ß√£o de Previd√™ncia Complementar do Servidor P√ļblico Federal do Poder Executivo (Funpresp-Exe), com o apoio do Minist√©rio da Economia, deu in√≠cio, em 1¬ļ de junho, √† oitava campanha de ades√£o eletr√īnica ao plano ExecPrev, de contribui√ß√£o definida (CD). O p√ļblico-alvo da investida s√£o 24,8 mil funcion√°rios regidos pelo Regime de Previd√™ncia Complementar (RPC), ou seja, que ingressaram no servi√ßo p√ļblico ap√≥s 4 de fevereiro de 2013 ou optaram por sair do Regime Pr√≥prio de Previd√™ncia Social (RPPS) durante os per√≠odos de migra√ß√£o. 

A campanha se estenderá até 31 de julho e os primeiros descontos serão efetuados nos contracheques de agosto, que serão recebidos no início de setembro. Após a inscrição, os novos participantes terão de optar, até de 30 de setembro, entre os regimes de tributação progressiva e regressiva.

Funcionários da Previc estão preocupados com localização da superagência

Tem gerado preocupação nos quadros de funcionários da Previc a possível localização da superagência de regulação da previdência privada, unindo Previc e Susep, reiteradamente defendida pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Como o nome de Solange Paiva Vieira já está praticamente acertado, e é sabido que ela não gostaria de trocar o Rio de Janeiro por Brasília, os funcionários da Previc estão concluindo que a nova agência tem grande probabilidades de ser sediada no Rio, o que obrigaria muitos deles a se mudarem para essa cidade.

Eventualmente uma parte dos funcion√°rios poderia permanecer em Bras√≠lia, mas uma outra parte teria de se mudar para o Rio. Isso envolveria altera√ß√£o de toda uma estrutura familiar, podendo afetar o emprego do conjuge, a escola dos filhos e as rela√ß√Ķes sociais de toda a fam√≠lia. Al√©m disso, o funcion√°rio deslocado teria que alugar ou vender seu im√≥vel, se pr√≥prio, na capital federal, e alugar ou comprar novo im√≥vel na capital fluminense.

Adicionalmente, como muitos est√£o no √≥rg√£o cedidos por outras autarquias, h√° o risco de que alguns prefiram n√£o trocar Bras√≠lia pelo Rio e pe√ßam para voltar √†s suas autarquias de origem. Com isso, departamentos inteiros que foram montados nos √ļltimos anos, como o de fiscaliza√ß√£o, poderiam ser esvaziados.

Cada vez que o ministro Guedes toda no assunto a preocupação cresce em Brasília.

Normas da CVM orientam mercado a identificar envolvidos com terrorismo

Ofício divulgada ontem pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) instrui corretoras, administradoras e consultorias a rever seus procedimentos para simplificar a identificação de investidores envolvidos com terrorismo, facilitando assim o bloqueio de seus bens.

O Of√≠cio Circular 3/2019 foi publicado ontem no site da autarquia, adequando sua regulamenta√ß√£o √† Lei 13.810/2019 que acelera o bloqueio de bens de pessoas e empresas investigadas ou acusadas de terrorismo pelo Conselho de Seguran√ßa das Na√ß√Ķes Unidas.

Segundo o of√≠cio, as corretoras, administradoras e consultorias devem cumprir imediatamente, sem pr√©vio aviso, as ordens do Conselho de Seguran√ßa das Na√ß√Ķes Unidas de bloqueios de ativos de suspeitos de envolvimento com atos terroristas. Mas isso n√£o as isenta de cumprir determina√ß√Ķes judiciais de indisponibilidade de bens.