Carlos Takahashi defende superagência de previdência

Segundo o CEO da BlackRock Brasil, Carlos Massaru Takahashi, a criação de uma superagência de previdência englobando fundos de pensão, planos PGBL e VGBL, além dos RPPS, melhoraria a supervisão e também o risco sistêmico desse sistema. O plano da superagência foi apresentada ontem a noite pelo ministro da economia, Paulo Guedes, em entrevista a jornalistas do Globonews. Na entrevista, Guesdes adiantou que o plano inclui a fusão da Previc com a Susep.

Na entrevista, ele criticou a fiscalização da Previc sobre os fundos de pensão, citando especificamente dois casos de má gestão dos recursos dos participantes, nas fundações Postalis e Petros. Guedes disse que o nome que ele tem na cabeça para comandar a futura superagência é o da atual superintendente da Susep, Solange Paiva Vieira.

“Nos últimos anos já se tentou uma convergência de regras e de atuação desses segmentos, mas apesar dos esforços pouca coisa andou e ainda há muita coisa a ser feita e a ser alinhada”, afirma Takahashi. “Mas seria bom que houvesse esse alinhamento, afinal é tudo previdência complementar”.

De acordo com o CEO da BlackRock Brasil, manter a previdência complementar em três órgãos de controle segmentados, como acontece hoje, não ajuda nos trabalhos de regulação e fiscalização. “Essa segmentação faz perder a visão do todo”, explica o executivo. “Juntar tudo numa agência só seria melhor”.

Ainda de acordo com ele, a concentração dos três segmentos numa única agência facilitaria também o relacionamento do sistema com os prestadores de serviços, caso dos gestores de recursos, administradores e auditores.

 


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