Valia promove maratona de desenvolvimento tecnológico

A Fundação Valia, em parceria com a Microsoft e Brasoftware, realizou nos dias 25 e 26 de outubro seu primeiro Hackathon, com a participação de quatro startups. O Hackathon é um evento que reúne programadores e outros profissionais ligados ao desenvolvimento de softwares em uma maratona de trabalho com o objetivo de criar soluções específicas para desafios apresentados.

Durante quase 48 horas ininterruptas, as equipes trabalharam na busca de soluções viáveis para os desafios da Valia, que incluem entre outros a aceleração do desenvolvimento e implantação de novas ideias para geração de valor aos stakeholders. O primeiro lugar ficou para a startup Electric Dreams.

“Espero que tenhamos outras oportunidades como essa, pois não tenho dúvida de que esse é um caminho muito promissor. Temos uma oportunidade enorme de tanto encontrar soluções inovadoras para nossos desafios como de integrar, ter uma cultura mais participativa, mais próxima e menos hierárquica”, disse Edécio Brasil, diretor-superintendente da Valia.

O big data bate à porta | Tecnologia de processamento de grandes bases de dados entram de vez nas agendas de gestoras e de analistas do mercado de capitais

A queda dos juros oferecidos pelos títulos públicos federais, campeões da preferência dos aplicadores no cenário doméstico por décadas a fio, vem despertando de forma crescente o interesse de profissionais da área de investimentos pelos chamados indicadores alternativos e proprietários para a definição de estratégias de diversificação de alocação em ativos. O leque de opções é vasto. Inclui de informações com toques de serviços secretos e de inteligência – como fotos aéreas de estacionamentos de shopping centers e de florestas voltadas ao abastecimento de linhas de produção de celulose – a índices formatados a partir de diferentes fontes de dados que permitem, ao menos em tese, a identificação de tendências macroeconômicas e setoriais com maior grau de precisão e/ou antecedência do que as ferramentas convencionais.
“É uma tendência de caráter internacional que agora começa a se manifestar no Brasil. O processamento de grandes bancos de dados, mais conhecido como big data, veio para ficar no universo dos investimentos”, comenta Lucy Sousa, presidente da seccional paulista da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec-SP).
Atenta ao movimento, a Apimec-SP planeja para o primeiro semestre do próximo ano, em data ainda a ser definida, a abertura das inscrições de um novo curso, “Inteligência artificial – Data science and business analytics para o mercado de capitais”. Com 16 horas de duração, a iniciativa, que abordará temas complexos, como estruturas de bancos de dados para a estimação de modelos preditivos e regressão logística binária e multinomial, foi aprovada em seu primeiro “test drive”, realizado em setembro sob encomenda de uma empresa. “Boa parte do programa curricular aborda softwares para tratamento de dados disponíveis na praça”, diz Lucy.
Além da entidade, outros nomes do mercado já estão de olho no filão. Um dos mais renomados é a norte-americana Bloomberg, que garantiu o acesso de seus assinantes, em fevereiro, a uma plataforma eletrônica abastecida por mais de 20 fornecedores de dados alternativos. Outro, ainda não tão famoso, é a Montvero Consultoria e Treinamento, responsável pela concepção e os conteúdos do curso da Apimec. Criada em 2007 por um grupo de acadêmicos ligados, em sua maioria, à Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP), a empresa paulista ostenta a privilegiada condição de prestadora de serviços diferenciados para gigantes das finanças e de seguros, casos de Itaú, Bradesco e Sul América.
“Os mercados financeiro e segurador, que sempre dedicaram muita atenção às tecnologias de processamento de dados, respondem por cerca de 50% das nossas atividades”, revela o sócio-fundador Luiz Paulo Fávero, que é professor titular de data science e business analytics da FEA-USP. “A demanda desses setores vem crescendo de forma perene e intensa. É um claro indício de que os centavos já fazem diferença com o fim do berço esplêndido de juros estratosféricos.”
Referência na área, como atesta o lançamento, há pouco mais de um ano, de sua plataforma de inteligência artificial de relacionamento com clientes, o Bradesco também vem lançando mão de expedientes digitais na área de investimentos. Um exemplo é a linha de fundos Allocation, apresentada em agosto do último ano, que incorpora estratégias de gestão quantitativas. “Esses produtos, que captaram um total de cerca de R$ 16 bilhões, são dotados de tecnologias desenvolvidas por nossos técnicos que permitem processamentos de dados em larga escala”, diz Marcelo Nantes, CIO de renda variável da Bradesco Asset Management. “A ideia é seguir investindo em veículos do gênero, pois o potencial dessa faixa de mercado é muito grande.”
Com forte tradição no desenvolvimento de indicadores proprietários, a Bram vem trabalhando para expandir essa expertise internamente. Hoje, todas as equipes da gestora contam com profissionais capazes de captar e modelar bases de dados. O padrão se estende até mesmo a áreas que, tradicionalmente, não tinham tanto contato com esses processos, como a comercial. “Nos últimos anos, os treinamentos para capacitar e atualizar o pessoal no uso de softwares de programação vêm se tornando mais e mais frequentes”, diz o CIO de renda fixa Marcelo Toledo.

Planejamento estratégico da CVM cita Blockchain e ICOs

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) lançou no início deste mês o Caderno Planejamento Estratégico - Construindo a CVM de 2023, no qual cita o uso da Blockchain e dos ICOs (Initial Coin Offerings).

De acordo com o presidente da autarquia, Marcelo Barbosa, a inovação tecnológica tem apresentado um papel cada vez mais importante no mercado de capitais. Ele diz que, dentre os objetivos da CVM, está o de “aumentar a eficiência da supervisão com uso de inteligência e novas tecnologias”.

Ainda de acordo com Barbosa, “o crescimento de produtos como os Initial Coin Offerings (ICOs), uso do Blockchain, entre outros, impõe aos reguladores um desafio constante de atualização”.

Cardápio generoso para fundos de pensão | Controlada pela Abrapp, a Conecta amplia o leque de serviços ao sistema fechado de previdência

A Conecta Soluções Associativas, criada há dois anos pela Abrapp, tem ampliado extraordinariamente seu leque de atividades, que inicialmente se resumia a gerir as dependências da universidade corporativa da entidade, a UniAbrapp. Hoje, além dessa missão original, a Conecta passou a atuar na área de seguros e consultoria imobiliária, na Escrituração Fiscal Digital (EFD), organização de eventos, comunicação e até mesmo comércio eletrônico.
“A ideia é oferecer serviços a custos mais razoáveis, repassando ganhos de escala aos fundos de pensão”, comenta a superintendente executiva da Conecta, Claudia Janesko. Vinda da Fundação de Previdência do Instituto Emater-PR (FAPA), entidade com ativos ao redor de R$ 456 milhões, a executiva iniciou as negociações com a Abrapp em setembro de 2018, bateu o martelo em novembro e assumiu o comando da operação há apenas três meses. “A Abrapp queria alguém que conhecesse bem a realidade e as necessidades de entidades menores, o que pesou a meu favor no processo de escolha”, diz a ex-presidente da FAPA.
Sob nova gestão, a Conecta vem ampliando o seu menu. Em atividade desde 2018, a plataforma de seguros, pilotada pela corretora Apoena, especializada em investidores institucionais, já atende oito fundações em diversas frentes, exceto na contratação de apólices de D&O, para executivos, tarefa a cargo do Sindicato Nacional as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Sindapp). “Uma das novidades na área é um produto com garantias em relação à Lei de Proteção de Dados Pessoais, que entrará em vigor em 2020”, assinala Claudia.
Na seara imobiliária, a parceria com o braço local da consultoria norte-americana Binswanger também está ganhando diversidade. Voltado, de início, à avaliação de edificações e terrenos, o trabalho conjunto passa a contemplar a elaboração de projetos de desimobilização, pegando carona na Resolução 4.661 do Conselho Monetário Nacional (CMN), de maio de 2018, que determinou o término dos investimentos diretos dos fundos de pensão em imóveis até 2030.
“Mais sofisticado, o novo serviço começa a ser oferecido às fundações, que têm necessidades distintas a respeito. O prazo de 12 anos estabelecido pelo CMN tomou por base a duração média dos planos de previdência, mas há entidades que terão de alienar seus imóveis muito antes da data limite para fazer frente a pagamentos de benefícios”, observa a superintendente executiva.
O trunfo mais recente da central de serviços é o Clube de Benefícios, que oferece descontos à população atendida por fundos de pensão, inclusive funcionários destes, na aquisição de cerca de 15 mil itens de oito categorias, incluindo saúde, decoração, moda, viagens e automotivo. Desde fevereiro, sete entidades aderiram à iniciativa – casos de Sistel, BRF Previdência e Fundação Viva – e pelo menos outras 20 tendem a engrossar o cordão nos próximos meses.
“A meta é contar com 40 fundações até o início de 2020”, diz Claudia, que também promete reforços na rede credenciada. “Restaurantes e lojas de artigos eletrônicos e perfumaria figuram entre as principais prioridades, que estão sendo mapeadas junto aos usuários do Clube.”

Mar aberto – A plataforma de comércio eletrônico, na avaliação da executiva, atende interesses estratégicos de todo o sistema. Isto porque permitirá um grau maior de fidelização do público-alvo das entidades, que se encontra em processo de forte expansão, com o surgimento de produtos instituídos de natureza setorial e voltados a parentes e dependentes dos participantes de planos previdenciários patrocinados. “Se antes as fundações atuavam estritamente no esquema pesque e pague, ou seja, atreladas aos departamentos de recursos humanos dos patrocinadores, agora terão de pescar em mar aberto, concorrendo, inclusive, com planos oferecidos por bancos e seguradoras. Para ter sucesso nessa investida, é essencial estreitar os vínculos de dependentes e familiares dos participantes com as entidades”, diz Claudia.
De olho nesses novos horizontes do setor, a Conecta já faz projetos para ampliar a sua grade de serviços. A intenção é oferecer, já nos próximos meses, consultoria e produtos a fundos de pensão em áreas como marketing eletrônico, vendas e processos. Além de acompanhar atentamente o trabalho das startups ancoradas no Hubble do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (ver reportagem nesta edição), em Belo Horizonte, que estão empenhadas em criar ferramentas específicas para o ramo de previdência complementar, a empresa dá os últimos retoques em duas propostas inovadoras.
“Estamos trabalhando na modelagem de uma solução para a captação e controle da arrecadação dos planos instituídos que estão surgindo e, também, em um sistema de contas digitais, o Conecta Banking. Nossa intenção é apresentar as novidades no próximo Congresso da Abrapp, em outubro, em São Paulo”, informa Claudia.

Associação Brasileira de Bancos lança núcleo de inovação

A Associação Brasileira de Bancos (ABBC) anunciou o lançamento de seu núcleo de inovação. “O objetivo da iniciativa é conectar as instituições associadas às fintechs, que são as impulsionadoras de inovação tecnológica do setor”, diz o comunicado da ABBA. Com isso, prossegue a associação, “cria-se a possibilidade de aperfeiçoar a experiência do usuário de serviços financeiro, ampliar a competividade e aplicar a inteligência na análise de dados para ofertar produtos cada vez mais alinhados às necessidades dos clientes”. O primeiro projeto será o Prêmio Idei@ ABBC, premiação que reconhece cases inovadores de fintechs, com período de inscrição até 1º de outubro.

Games previdenciários atraem geração millennium | Fundos de pensão europeus usam jogos eletrônicos para atrair novos participantes

Preocupados com a queda da adesão dos novos funcionários das empresas aos planos previdenciários, os fundos de pensão começam a recorrer a jogos eletrônicos com o objetivo de atrair novos participantes e intensificar o relacionamento com os atuais. O foco principal dessa iniciativa de caráter lúdico, cujo epicentro se encontra na Europa, são os chamados millennials, ou seja, a geração nascida a partir de 1980 e que, com grande peso na força de trabalho global, se mostra reticente em relação à necessidade de formação de poupança previdenciária. Pesquisa realizada há um ano pela consultoria Willis Towers Watson (WTW), com mais de 30 mil entrevistas em 22 países, revelou que, no caso dos brasileiros, pés de meia para a velhice ocupam apenas a oitava posição entre as prioridades na faixa de 20 a 29 anos.Preocupados com a queda da adesão dos novos funcionários das empresas aos planos previdenciários, os fundos de pensão começam a recorrer a jogos eletrônicos com o objetivo de atrair novos participantes e intensificar o relacionamento com os atuais. O foco principal dessa iniciativa de caráter lúdico, cujo epicentro se encontra na Europa, são os chamados millennials, ou seja, a geração nascida a partir de 1980 e que, com grande peso na força de trabalho global, se mostra reticente em relação à necessidade de formação de poupança previdenciária. Pesquisa realizada há um ano pela consultoria Willis Towers Watson (WTW), com mais de 30 mil entrevistas em 22 países, revelou que, no caso dos brasileiros, pés de meia para a velhice ocupam apenas a oitava posição entre as prioridades na faixa de 20 a 29 anos.
“Os millennials estão mais preocupados em economizar para atender seu estilo de vida, o que inclui lazer e viagens, do que para garantir uma boa aposentadoria. Têm, enfim, visão de curto prazo”, diz Felinto Sernache, líder da área de consultoria e soluções em previdência para a América Latina da WTW. “Para atraí-los, serão necessários planos de benefícios mais flexíveis e estratégias de abordagem baseadas em jogos eletrônicos, que é o canal de comunicação que ‘fala’ com essa geração. O caminho da previdência fechada é a ‘gamificação’”, destaca Sernache.
Duas das principais referências nessa área são os projetos desenvolvidos no Reino Unido, desde a primeira metade da década, pelos fundos de pensão do banco Barclays e da Kingfisher, que soma cerca de 1.300 lojas de material de construção, bricolage, ferramentas e utensílios para jardinagem em dez países europeus. A holding varejista se lançou ao desafio em 2013 com a encomenda à agência de comunicação Teamspirit, de Londres, de uma solução para preparar os seus 35 mil funcionários, dos quais 75% com até 30 anos, para drásticas mudanças na legislação previdenciária que estavam prestes a ser implantadas. “A inscrição automática iria entrar em vigor. Era preciso, portanto, informar boa parte desse público, que não tinha aderido aos planos de benefícios, de que as contribuições passariam a ser deduzidas de seus salários e, claro, apresentar as vantagens do fundo de pensão”, conta a gerente sênior de conta Elinor Griffiths.
A fórmula apresentada pela Teamspirit foi o game para smartphones e tablets “Bolt to The Finish” (Apertando até o final, numa livre tradução), que tem como protagonistas uma família de parafusos – tudo a ver com os negócios do patrocinador. O modus operandi é simples: os jogadores escolhem um dos membros do clã Bolt e, correndo contra o cronômetro, têm de coletar o máximo possível de moedas, evitando os obstáculos do percurso e uma noz estraga-prazeres. “Além do jogo, desenvolvemos um programa de treinamento para educar e influenciar os funcionários. Cada um deles recebia um pacote por ano com vídeos animados e folhetos impressos, que os informavam sobre as suas pensões e opções”, lembra Elinor.
Os resultados alcançados impressionam. Se antes somente 1% do quadro da Kingfisher dava a devida importância aos planos de complementação de aposentadoria oferecidos pelo patrão, após o lançamento da campanha 75% dos empregados passaram a valorizá-los. De quebra, houve uma alta voluntária de 44% nas contribuições e 20% dos participantes elevaram seus aportes ao máximo permitido. “O Bolt to the Finish cumpriu papel decisivo nesse processo”, assinala a gerente. “Nada menos que 78% dos jogadores reconheceram que o game os encorajou a pensar na formação de poupança para a velhice e falaram sobre o aplicativo ou até o compartilharam com amigos e parentes.”
O trabalho rendeu visibilidade, prestígio e negócios à agência londrina. Além de vários prêmios, como o European Pension Awards e o Pension Scheme Awards, os criadores da família Bolt receberam demandas e consultas de outros provedores de benefícios previdenciários. Na avaliação de Elinor, o grande mérito da estratégia da Teamspirit foi a escolha da ferramenta adequada, ou seja, o game. “O aplicativo para aparelhos móveis era a forma ideal para atingirmos os empregados mais jovens da Kingfisher”, diz ela. “Em primeiro lugar, porque eles trabalham, em sua maioria, em lojas, o que dificultaria abordagens tradicionais por e-mail ou marketing interno. E, além disso, porque os millennials se sentem completamente à vontade com smartphones e jogos eletrônicos.”
Um pouco mais conservador, o Barclays recorreu a um game para desktops e notebooks, o “Pension Jungle”, disponível no site www.yourpensionjourney.com. Lançado há seis anos, o programa foi desenvolvido pela agência Landscape, também de Londres, e tem por objetivo apresentar aos 20 mil empregados do banco os dois planos de contribuições definidas (CDs) oferecidos pelo fundo de pensão da casa. “Eles recebem um código e podem escolher um entre cinco avatares – bióloga, aventureira, professor, nerd e um arqueólogo à la Indiana Jones – que vai levá-lo em uma jornada através de uma selva, com a orientação de um gênio, que apresenta e explica as escolhas a serem feitas”, observa Ryan Sales, cofundador e diretor de criação da Landscape.
Passadas três semanas da sua apresentação, o Pension Jungle havia sido conferido por 36% dos funcionários da instituição. Doze meses depois, 45% do quadro de pessoal havia tomado decisões sobre os planos de benefícios a partir dos ensinamentos proporcionados pelo passatempo educativo. “Os dados coletados permitiram identificar quais grupos estavam mais engajados e quais precisavam de orientação adicional”, diz Sales. 
A experiência com o Barclays abriu as portas do ramo previdenciário para a agência. Nos últimos anos, a Landscape elaborou projetos digitais para o HSBC, tarefa que resultou em uma ampla plataforma interna de educação financeira, e o fundo de pensão do Bank of England. Sales e sua equipe perceberam em suas investidas na seara o valor da gamificação, especialmente em relação aos mais jovens, para a apresentação de um tema complexo. “O estilo visual, a linguagem, a personalização e os vários elementos interativos contribuíram para um engajamento acima da média”, observa. “Estamos adotando essas técnicas, com abordagens leves e divertidas, em quase todos nossos trabalhos.” 

Tendência – De forma tardia, a gamificação já começa a despertar interesse também no Brasil. Formada por 14 fundos de pensão públicos e privados, a Associação Catarinense das Entidades de Previdência Complementar (ASCPrev) pretende introduzir novas tecnologias em seu programa A Escolha Certa, referência nacional em educação financeira e previdenciária. Lançada há dez anos, a iniciativa recorre de forma usual a ferramentas de comunicação lúdicas, como tiras de quadrinhos, quiz eletrônicos, palavras cruzadas e vídeos com o robô KPrev 13, encarregado de ministrar aulas de educação financeira e previdenciária.
“Teremos, no entanto, de ser mais ousados, pois essas opções não atraem os millennials”, diz Vivian Awad, assessora de comunicação e marketing da Fundação Elos e coordenadora do programa educacional, que, em consenso com os representantes dos demais associados, planeja recorrer ao mesmo expediente utilizado pela fundação de previdência da Kingfisher. “O orçamento para 2019 deverá destinar recursos à criação de um game para smartphones.”
Um dos principais candidatos a fornecedor do aplicativo é o projeto Santa Catarina Games e Entretenimento Digital, o SC Games, mantido pelo Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (Ciasc) e bem conhecido e respeitado pela equipe do A Escolha Certa. Há nove anos em atividade, o SC Games contabiliza o atendimento a cerca de mil crianças e jovens, na faixa de 9 a 16 anos, que receberam capacitação para desenvolver aplicativos e jogos eletrônicos em cursos com duração de até 11 meses. O programa recebe apoio de grandes nomes do segmento doméstico de games, casos de Hoplon e Palm Soft, mantém boas relações com o meio corporativo e, por coincidência, se vê às voltas, no momento, com princípios e fundamentos de educação financeira. 
“Nossos alunos estão desenvolvendo um jogo infantil educativo para uma concorrência promovida pela Associação Comercial e Industrial de Florianópolis, a Acif. Planejamos até contar com a assessoria de funcionários aposentados do Banco do Brasil na empreitada”, conta Márcia Regina Battistella, coordenadora do SC Games. “A educação financeira vem ganhando importância, como comprova a sua recente inclusão na Base Nacional Comum Curricular, a BNCC. Há um grande potencial de negócios nessa área, especialmente com bancos, que já andam nos sondando a respeito, e entidades de previdência.”