Previpar renova diretoria e conselho

A Associação dos Fundos de Pensão do Paraná (Previpar) definiu, em assembleia realizada em 19 de março, a nova composição de sua diretoria e de seu conselho fiscal. Cláudia Trindade, diretora-presidente da Fusan, permanecerá à frente da Previpar por mais três anos. A dirigente passa a contar, na cúpula da organização, com os diretores executivos Jocelaine Moraes de Souza, diretora de previdência do CuritibaPrev, e Otto Armin Doetzer, diretor de administração e seguridade da Fundação Copel, que substituem Rubens Miranda Junior, diretor-presidente da Previcel, e Florício Medeiros da Costa, diretor de seguridade da Fibra.

 

Miranda passa a integrar o conselho fiscal da Previpar, ao lado de Luis Carlos Felisberto Maia, diretor administrativo e financeiro da Fundação Alpha, e Eduardo Henrique Lamers, diretor de Previdência da Mais Futuro. Os conselheiros suplentes são Celso Luiz Andretta, diretor-presidente da Fapa, e José Manuel Justo Silva, presidente da OABPrev-PR.

Ruy Gomes é nomeado para superintendência da Fapes

O economista Ruy Siqueira Gomes foi nomeado em 23 de março pelo conselho deliberativo da Fapes para assumir o cargo de diretor superintendente da EFPC no lugar de André Carvalhal. Ele é formado em Economia pela UFRJ, com MBA em Marketing pela FGV, pós-graduação em Gestão de Projetos pela George Washington University e mestrado em Administração pela PUC-IAG. Gomes atua no BNDES desde 2011 e foi Diretor de Seguridade da FAPES de setembro de 2016 a dezembro de 2017. A partir desta data, Rodolfo Torres acumula interinamente as duas Diretorias (Seguridade e Superintendência) até a aprovação e habilitação do novo Diretor Superintendente pela Previc.

Com perdas em fundos de ações, Preves investe em NTNBs de curto prazo

A Fundação de Previdência Complementar do Estado do Espírito Santo (Preves) iniciou um movimento de contenção de perdas em seu portfólio, que somava R$ 56 milhões em fevereiro, antes da crise do coronavirus, e desceu para R$ 55,5 milhões com a desvalorização dos fundos de ações nos quais investe. Com cerca de 10% do seu portfólio investido em fundos de ações, a fundação direcionou reservas entrantes de R$ 3 milhões para títulos públicos de curto prazo que pagam 4,51% de remuneração, o equivalente à sua meta atuarial.

“Se encontrarmos mais desses títulos nas mesmas condições vamos comprar e marcar na curva”, avalia Hericson Rangel, diretor de investimentos da Preves. Com a marcação na curva, o valor do título não sofre variação. O papel é uma NTNB 2020 com vencimento em agosto, um prazo muito curto para aplicação de um fundo de pensão mas suficientemente longo para permitir atravessar o pior da crise, acredita Rangel.

Uma nota divulgada pela Preves aos seus participantes informa que a entidade “está atenta e monitorando constantemente o mercado, a fim de identificar oportunidades que possam minimizar os impactos da crise, sem que haja qualquer tipo de movimento brusco de curto prazo”.

Braslight suspende financiamentos devido à pandemia

A Braslight, fundo de pensão do Grupo Light, anunciou, na última semana, a suspensão temporária das contratações e renovações de empréstimos aos seus cerca de 10,4 mil participantes ativos e assistidos. A medida, segundo a entidade, é decorrência das restrições operacionais impostas pelo trabalho remoto, padrão seguido pela equipe da casa desde 18 de março como forma de reduzir riscos de contágio pelo coronavírus Covid-19.

 

Disponíveis nas modalidades pré e pós-fixado, com prazos de pagamento de até dez anos, os financiamentos aos participantes respondiam, em outubro de 2019, por 1,63% do carteira de investimentos da Braslight, que somava à época R$ 3,46 bilhões.

Leonardo Moraes assume diretoria administrativo-financeira da Petros

O conselho deliberativo da Petros aprovou o nome de Leonardo de Almeida Matos Moraes para a diretoria administrativa e financeira, em substituição a Henrique Trinckquel. Para ser empossado na Petros, Moraes ainda precisa ser habilitado pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc). Os demais integrantes da diretoria executiva foram reconduzidos aos cargos.

O novo diretor é formado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), tem mestrado em Matemática, pelo Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), e é doutorando em Engenharia de Sistemas e Computação na UFRJ. Também possui certificação FRM (Financial Risk Manager). Trabalhou na Petrobras nas áreas de Tecnologia da Informação e de Estratégia Corporativa, tendo participado da criação e estruturação da Gerência Executiva de Riscos da companhia. Moraes comandou as áreas de Riscos Estratégicos e Análises Quantitativas de Riscos da Petrobras. O novo diretor também teve passagem pela Eletrobrás na área de pesquisas para planejamento de médio prazo. Na Petros, atuou no Conselho Deliberativo em dois períodos: 2017-2018 e 2019-2020, além de compor o Comitê de Investimentos de Assessoramento ao Conselho Deliberativo.

PL recorde – A Petros encerrou 2019 acumulando o maior patrimônio de sua história, de quase R$ 108 bilhões, um crescimento de cerca de 19% em relação ao ano anterior (R$ 91 bilhões). A marca foi alcançada graças à rentabilidade dos investimentos (19,69%), a maior em 12 anos, considerando todos os planos administrados pela Fundação. Com este desempenho, o retorno líquido dos investimentos consolidados somou R$ 14,565 bilhões, mais que o dobro do resultado obtido em 2018 (R$ 6,025 bilhões).

Funpresp-Jud afasta SulAmérica da gestão de fundo exclusivo

Durou três trimestres a atuação da SulAmérica Investimentos à frente de um dos fundos exclusivos da Funpresp-Jud, a fundação de previdência complementar dos servidores públicos do Judiciário e do Ministério Público da esfera federal. O acordo foi formalmente desfeito em 18 de fevereiro, depois que os retornos do SulAmérica Forsetti FIM ficaram aquém do benchmark estabelecido pela entidade por três meses consecutivos.

 

O veículo exclusivo, que apresentava patrimônio líquido de R$ 53,7 milhões em janeiro, apresentou bom desempenho de maio a outubro, com rentabilidade acumulada de 4,09%, 1,44 ponto percentual acima do mínimo estabelecido. Desde então, só cresceu em dezembro (0,74%), ficando, no entanto, 0,76 ponto abaixo do benchmark.

 

As vagas da SulAmérica e da BB DTVM, dipensada em dezembro, como condutoras de fundos exclusivos da Funpresp-Jud serão preenchidas por meio de processo seletivo agendado para 6 de abril. O edital da licitação pode ser conferido no link https://www.funprespjud.com.br/wp-content/uploads/Transpar--ncia/Licita----es/2020/Concorrencia/ed-007-2020_administracao-carteira-valores.pdf.

Coronavírus leva Real Grandeza a incluir coberturas para vacinas em planos de saúde

Em razão da epidemia de coronavírus, a Fundação Real Grandeza, fundo de pensão dos funcionários de Furnas e da Eletrobras Termonuclear, aprovou, em caráter excepcional, a liberação de reembolso das vacinas pneumocócica 23 e Influenza (gripe) para dois de seus planos de saúde, Salutem e Salvus .

 

A vacina pneumocócica 23 foi autorizada, sem quaisquer ônus, para os beneficiários com idades a partir de 59 anos. No caso da vacina contra o vírus Influenza, liberada para beneficiários com mais de 50 anos, haverá cobrança de coparticipações.

Fundação Libertas cresce 10,39% em 2019

A Fundação Libertas, fundo de pensão dos funcionários das principais companhias estatais de Minas Gerais, voltou a a apresentar rentabilidade na casa de dois dígitos. Depois de fechar 2018 com crescimento de 9,27%, 3,27 pontos percentuais abaixo do ano anterior, a entidade apurou no último exercício um retorno de 10,39%.

 

Os recursos garantidores dos planos de benefícios da casa, de R$ 3,45 bilhões, seguem fortemente concentrados em aplicações renda de fixa, que respondiam por 80,67% do bolo total em dezembro. A seguir apareciam renda variável (7,02%), imóveis (5,27%), estruturados (4,01%) e operações com participantes (3,04%). A carteira de estruturados, composta por cotas de fundos de investimentos em participações (FIPs) de cerca de dez gestores, rendeu 174,32% entre janeiro de 2014 e dezembro de 2019.

OABPrev-SP aproveita aumento dos prêmios para comprar NTN-Bs de longo prazo

A incerteza sobre a magnitude do impacto econômico global como resultado da pandemia do coronavírus, somada à guerra de preços do petróleo entre Rússia e Arábia Saudita e os embates entre Executivo e Legislativo no Brasil, levou a bolsa brasileira a uma queda superior aos 40% no acumulado de 2020, a maior desde 1968. No entanto, a renda fixa local tem apresentado algumas oportunidades com a elevação dos prêmios dos títulos públicos. “Com a queda da Bolsa, estamos melhorando nossas posições em NTN-B 50 e 55, que já alcançaram 5% de juro real, o que representa uma elevação de quase 20% em relação à taxa pré-crise”, afirma Marco Antonio Cavezzale, diretor financeiro da EFPC, em comunicado. “A tendência é que a atual situação passe, mas os efeitos dependem, entre outros fatores, da evolução do coronavírus”, complementa Cavezzale.

O comitê de investimentos da OABPrev SP, que agrega diretores, conselheiros e profissionais das empresas parceiras no campo financeiro, como Icatu Vanguarda e Aditus, reuniu-se em caráter extraordinário no dia 11 de março para definir uma estratégia circunstancial. “A OABPrev SP está atenta ao cenário e tomando providências para que a rentabilidade do fundo seja preservada e, se possível, até melhorada”, diz Marcelo Sampaio Soares, presidente do fundo de pensão. “Desde sempre priorizamos investimentos seguros, que no longo prazo não são prejudicados pelas oscilações da Bolsa”, acrescenta o dirigente.

A política de investimento da EFPC voltada para os advogados de São Paulo estabelece que de 80% a 100% dos seus recursos sejam aplicados em renda fixa, de 5% a 15% em renda variável e de 12% a 15% em fundos estruturados. Em 2019, o plano rendeu 8,91%, o equivalente a 149% do CDI, que foi de 5,97%. “Crises no mercado financeiro ocorrem – anteriormente a esta tivemos a de 2008. O momento é de turbulência, porém, devemos manter a tranquilidade e os fundamentos dos nossos investimentos”, afirma Jarbas de Biagi, membro do conselho deliberativo da OABPrev-SP.

 

Petros busca proteção para carteira e revisa cenários e estratégias

Diante da volatilidade aguda que acometeu o mercado como reflexo do coronavírus, a Petros está trabalhando em mecanismos de proteção para sua carteira. “Desde o início da crise, as equipes da fundação têm revisado cenários e estratégias, acompanhando a disseminação dos casos pelo mundo, bem como a evolução dos mercados e o posicionamento dos Bancos Centrais, a fim de adequar as posições com serenidade e equilíbrio, com o foco exigido por investimentos em previdência”, informa a EFPC da Petrobras, em comunicado.

O fundo de pensão informa ainda que, no segmento de renda variável, “possui ações sólidas de empresas importantes e consolidadas, com robustez para enfrentar momentos de turbulência na economia e se recuperar de crises”. A entidade diz também que os investimentos devem ser observados sob a ótica de longo prazo, de acordo com seus compromissos futuros.

Além da atenção ao portfólio no mercado, a Petros tem adotado medidas para evitar a disseminação do coronavírus – o atendimento presencial foi temporariamente suspenso, e os agendamentos de março e abril no Rio de Janeiro e Salvador, cancelados. E seguindo as orientações de recolhimento social, a fundação adotou o trabalho remoto. De toda forma, as atividades de concessão e pagamento de benefícios seguem normalmente, sem qualquer interrupção.