Previ supera metas atuariais em 2019

A Previ, maior EFPC do país com ativos da ordem de R$ 216 bilhões, alcançou uma rentabilidade de 10,55% em seu Plano 1, de Benefício Definido (BD), superando a meta atuarial de 9,71%. Já o Previ Futuro, de Contribuição Variável (CV), conseguiu um retorno bastante superior, de 20,12%.

O resultao do Plano 1 em 2019 foi positivo em R$ 968,32 milhões, mas após o impacto de R$ 5,11 bilhões da revisão das premissas atuariais, houve um déficit de R$ 4,15 bilhões. Ainda assim, o resultado acumulado continua positivo em R$ 2,38 bilhões, com a utilização de parte do resultado superavitário de 2018, de R$ 6,52 bilhões.

Uma das premissas atuarias revisadas é a meta atuarial. A partir de 2020 a meta do plano passou de 5% + INPC para 4,75% + INPC. Com o cenário econômico de taxa de juro baixa e redução da rentabilidade de investimentos em renda fixa – especialmente títulos públicos – a mudança trouxe mais segurança para o Plano 1, informa a Previ, em comunicado. O Plano 1 tem R$ 191,26 bilhões em ativos totais e 112.190 associados – desses, 92,9% já estão em fase de recebimento de benefício. Em 2019, foram pagos R$ 12,6 bilhões em benefícios.

Ainda de acordo com a EFPC, o cenário econômico também levou à diminuição da velocidade de desfazimento dos investimentos em renda variável no plano e aumento da diversificação da carteira, com a participação em ofertas públicas de ações (IPOs) como BR Distribuidora, Hapvida e Magazine Luiza. Outra ação foi a seleção de gestores para investimentos em fundos imobiliários e multimercado. Além disso, a política de investimentos já tinha aumentado a alocação permitida para investimentos no exterior, que passou de 0,1% para até 1,5% do total do portfólio.

No caso do Previ Futuro, em dezembro o patrimônio era de R$ 19,41 bilhões, com 85.171 associados – desses, 97,4% estão na ativa. Um dos segmentos com melhor desempenho foi o de renda variável, com uma rentabilidade acumulada de 34,68% no ano. A carteira atingiu um valor estimado de R$ 5 bilhões.

Previ Família – No comunicado, a fundação informa também que no ano passado esteve envolvida no processo de formatação e no lançamento do Previ Família, um plano de previdência complementar que poderá ser contratado pelos associados da entidade e seus parentes até o 3º
grau (se consanguíneos) ou até o 2º grau (por afinidade). Segundo a EFPC, o Previ Família será lançado em breve, e terá características específicas, com
investimentos separados dos outros planos da Previ — como já acontece com o Plano 1 e o Previ Futuro – e um regulamento próprio.

Por se tratar de um plano de contribuição definida, sem contrapartida de patrocinador, caberá ao associado definir o valor de seu aporte mensal e seu benefício será determinado pelo saldo poupado e pela rentabilidade dos investimentos. Além disso, contará também com a flexibilidade de resgates parciais e recebimento de benefícios por prazo determinado.

 

 

Petros colhe maior retorno dos últimos 12 anos em 2019

A Petros, fundo de pensão dos funcionários do grupo Petrobras, encerrou 2019 com a maior rentabilidade dos últimos 12 anos. Considerando o resultado consolidado dos investimentos de todos os planos administrados pela Fundação, o rendimento alcançou dois dígitos, atingindo quase 20%. O desempenho da Petros em 2019 é um dos melhores do Brasil – tanto entre os investimentos previdenciários de entidades abertas e fechadas, quanto se estendermos a análise para bancos e gestoras independentes.

 

“A rentabilidade reflete a maturação dos ajustes feitos na área de Investimentos da Petros e comprova a qualidade do trabalho que vem sendo conduzido pelos times. Vamos fortalecer ainda mais a gestão ativa dos investimentos, com foco em resultados e pautada nas melhores práticas de governança, consolidando um novo momento da história da Petros”, destaca o diretor de Investimentos da Fundação, Alexandre Mathias.

 

Todos os planos bateram a meta, com destaque para os três maiores. Os planos Petros do Sistema Petrobras-Repactuados e Não Repactuados (PPSP-R e PPSP-NR), de benefício definido (BD), avançaram 23,06% e 22,32%, respectivamente, mais que duas vezes a meta (9,80%). Já o Plano Petros-2 (PP-2), de contribuição variável (CV), rendeu 14,63%, superando a meta atuarial em 4,74 pontos percentuais.

 

Nos planos BDs, o destaque do ano foi a renda fixa, que avançou 24,44% no PPSP-R e 23,94% no PPSP-NR, quatro vezes mais que o CDI (5,96%), referência para o segmento. O desempenho se deveu à gestão ativa desta classe de ativos, que tem grande representatividade nas carteiras, especialmente os títulos atrelados à inflação. A partir de um trabalho de alongamento dos prazos das Notas do Tesouro Nacional da série B (NTNs-B), houve uma valorização desses papéis, que se beneficiaram com a melhora da economia. A avaliação ao longo de 2019 foi que o cenário de inflação benigna e de recuperação gradual da economia – juntamente com a implementação da agenda de reformas, em especial da previdência – permitiria um movimento de redução das taxas de juros. Com esta perspectiva, a estratégia principal foi manter elevada a exposição a papéis de prazo mais longo indexados à inflação, decisão que se mostrou acertada.

 

No caso do PP-2, o principal destaque foi a renda variável, que subiu 34,81%, acima dos 31,58% do Ibovespa. O resultado foi impulsionado pelos fundos de ações de gestão interna e terceirizada, que respondem pela maior parte dos recursos e renderam 36,27%. O desempenho foi expressivo também na carteira de ações de giro, com alta de 40,63% no ano. Na renda fixa, o rendimento acumulado em 2019 foi de 10,82%, quase o dobro da variação de 5,96% do CDI (grande parte da renda fixa do PP-2 está marcada na curva). O investimento estruturado encerrou com alta de 23,52% e, também, impactou positivamente o plano. As operações com participantes avançaram 10,44% e o investimento imobiliário rendeu 0,73%.

Prevhab também quer ter plano família

A Prevhab, fundo de pensão dos ex-funcionários do Banco Nacional da Habitação (BNH), está estudando a criação de um plano família, a exemplo de várias outras fundações que tem apostado nessa modalidade de plano nos últimos tempos. A fundação está fazendo uma pesquisa entre seus participantes para conhecer o universo de potenciais interessados nesse plano. Segundo o site da Previab, a idéia é criar um fundo de previdência “sob a forma de Contribuição Definida - CD, que possa abrigar familiares dos participantes do Plano Plenus, em condições mais vantajosas que as do mercado”.

Resultados da Funcef superaram a meta em 2019

A Funcef, fundo de pensão dos funcionários da Caixa Econômica Federal, obteve rentabilidade consolidada de 14,47% em 2019, superando o objetivo estabelecido em sua Política de Investimentos, que era de 10,18% (um ponto percentual acima da meta atuarial). A entidade terminou o ano passado com R$ 51,35 bilhões sob gestão.

A rentabilidade da fundação na renda variável foi de 35,81%, superando em 2,42 pontos percentuais o índice de referência do segmento, o IBrX-100 (33,39%). Cerca de 70% dos recursos alocados em renda variável tem gestão própria, através de um fundo que replica o IBrX-100, e apenas 30% tem gestão terceirizada, com os quais a entidade busca trazer ganhos adicionais ao portfólio.

“Gerar este retorno excedente acima do IBrX não é uma tarefa fácil, você tem de tentar achar o melhor momento de vender e comprar uma empresa, avaliar o tamanho que este papel terá no seu portfólio observando todos os parâmetros de risco e mandatos gerenciais. Essa estratégia conseguiu gerar em média, de sete a oito pontos percentuais acima do IBrX-100”, afirma o diretor de investimentos da Funcef, Paulo Werneck.

Já na renda fixa a rentabilidade foi de 10,34%, o que equivale a 173% do CDI, seu índice de referência. O resultado se explica pelo retorno médio alto dos títulos públicos marcados na curva, ou seja, que serão levados até a data de vencimento. À medida que eles forem vencendo, entretanto, surge o desafio do reinvestimento uma vez que as taxas atuais dos títulos estão abaixo da meta atuarial.

Por entender que o atual cenário de juros representa uma nova realidade estrutural, com queda da Selic a níveis mínimos históricos em 2019, a fundação tem buscado mitigado o risco de reinvestimento da renda fixa aplicando em fundos exclusivos, que buscam retornos adicionais utilizando diversos instrumentos financeiros, e em títulos privados. Instrumentos como letras financeiras (LFs), debêntures, fundos de investimentos em direitos creditórios (FIDCs) e certificados de recebíveis imobiliários (CRIs) deverão ganhar mais espaço na alocação.

Planos - Em relação aos planos de contribuição variável, o Novo Plano apresentou retorno acumulado de 17,41% e o REB de 17,96%, o que representou 292% e 301% do CDI, respectivamente. Segundo o presidente da Funcef, Renato Villela, “o resultado em 2019 é fruto da junção de melhores práticas de mercado com a qualificação técnica da nossa equipe”.

Viva Previdência muda nome e modalidade do plano de benefícios

O plano patrocinado da Viva Previdência, Geaprev, ganhou um novo nome, que passa a se chamar Viva Empresarial. Segundo a EFPC, o regulamento do plano passou por alterações, aprovadas pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), com vistas ao seu crescimento, criando oportunidades de ingresso de novos patrocinadores e participantes. O plano patrocinado da fundação está em operação desde 2005 e conta com aproximadamente mil participantes ativos.

Além da mudança do nome, um dos principais pontos alterados no regulamento é a alteração da modalidade do plano, que antes era de Contribuição Variável (CV) e passa a ser de Contribuição Definida (CD), extinguindo o componente de risco atuarial do plano, de forma a eliminar o risco para participantes e patrocinadores.

“O Viva Empresarial foi pensado justamente como benefício em prol das duas partes - participante e patrocinador. Essas mudanças são muito positivas para ambos, pois o plano se torna mais flexível e extingue o risco da empresa de arcar com possíveis déficits. É uma ótima oportunidade para o crescimento do plano”, diz o diretor-presidente da Viva, Silas Devai Junior, em comunicado.

As alterações preveem ainda melhoria das condições de resgate para o participante e a criação do Fundo Previdencial, específico por patrocinador, para destinar a parcela patronal não resgatada. O plano contará ainda com perfil de investimento, para futura implantação, como opção facultativa para o participante. Será incluso também o dispositivo para contratação de cobertura adicional para benefícios de risco, junto à seguradora, para os eventos de morte e invalidez.

Corecon-DF lança plano de benefícios junto ao Sebrae Previdência

O Conselho Regional de Economia do Distrito Federal (Corecon-DF) lançou seu plano de previdência privada no último dia 20, em parceria com o Sebrae Previdência. O plano CoreconPrev-DF faz parte do Valor Previdência, um plano administrado pelo Sebrae Previdência com cerca de 1,5 mil adesões e um patrimônio de aproximadamente R$ 16,5 milhões. O novo plano, destinado aos economistas do Distrito Federal e seus familiares, não tem taxa de carregamento e nem de performance. A taxa de administração é de 0,9% ao ano, mas a partir de abril será de 0,85%.

 

 

Conselho deliberativo da Funcesp aprova mudança do indexador de dois planos

O conselho deliberativo (CD) da Funcesp aprovou no ultimo dia 20 de fevereiro a mudança de indexador de IGP-DI para IPCA de dois planos - o da Emae e o dos empregados do quadro próprio da Funcesp. A decisão do CD ratificou o que já havia sido decidido por unanimidade pelos comitês gestores dos dois planos. A decisão agora seguirá para avaliação da Previc, órgão fiscalizador das entidades de previdência privada. As discussões sobre a mudança do inexador já vinham ocorrendo desde o fim de 2019.

A Funcesp informa ainda que não existe cronograma pré-estabelecido para aprovação de mudança do indexador de todos os planos. Contudo, a recomendação da diretoria executiva é que todo o processo seja finalizado em 2020, considerando que em abril de 2021 vencerá cerca de metade dos títulos federais indexados ao IGPM (que tem a mesma composição do IGP-DI, porém, com período de coleta dos dados um pouco diferente) investidos pelos planos previdenciários. Esses títulos indexados ao IGPM foram adquiridos há muitos anos pela Funcesp e não são mais emitidos pelo governo federal desde 2008. Com esses vencimentos em abril de 2021, o descasamento de indexadores entre os ativos (investimentos) e passivos (obrigações) dos planos ficará muito grande, motivo pelo qual há preocupação da diretoria da EFPC de que essa alteração seja feita o mais brevemente possível. “A diretoria executiva sempre considerou que pode não ser possível a mudança do indexador de todos os planos ainda em 2020, por razões específicas de cada plano, e está tecnicamente preparada para conviver com essa realidade”, informa a entidade, em comunicado.

Funpresp-Jud anuncia credenciamento de fundos abertos

 A Funpresp-Jud, o fundo de pensão dos servidores públicos ligados ao Judiciário e ao Ministério Público federais, promete agitar o mercado de gestão de recursos nos próximos meses. Depois de anunciar a seleção de até três condutores de fundos exclusivos, a entidade deu início nesta quinta-feira (27/02) a um processo de credenciamento para a escolha de veículos de investimento de renda fixa (inclusive crédito privado), renda variável, multimercados e investimentos no exterior. O prazo de recebimento da documentação terminará em 31 de março e a seleção inicial deverá ocorrer na primeira quinzena de abril. 

A intenção da Funpresp-Jud é alocar recursos em até 57 fundos, 30 a mais do que o leque de produtos utilizado atualmente. A ampliação é consequência de novos parâmetros e exigências definidos pela política de investimentos da entidade. Os fundos de renda variável convencionais e focados em dividendos ganharão, por exemplo, as companhias de produtos indexados e lastreados em papéis de baixa liquidez. 

Hoje, cerca de 40% do patrimônio líquido da fundação, o equivalente a cerca de R$ 325 milhões, é gerido por meio de alocações em fundos de abertos. O montante, segundo a Funpresp-Jud, tende a ser cada vez maior, em razão do acelerado crescimento observado pelas reservas e, também, à necessidade de diversificação para o cumprimento de benchmarks no ambiente escasso de prêmios no segmento de renda fixa.  

Postalis avalia migração de participantes para plano CD para reverter déficit

O Postalis estabeleceu com a Previc, com a interveniência dos Correios, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que definiu um prazo de 24 meses para a conclusão dos trabalhos de equacionamento do déficit do plano BD Saldado (PBD). As contas da EFPC fecham no vermelho desde 2011 e em dezembro de 2018 o rombo somava cerca de R$ 6 bilhões, decorrente principalmente de investimentos em ativos de crédito e em fundos de participações. O extrato do TAC foi publicado no Diário Oficial da União do dia 20 de fevereiro.

Segundo consta no documento, serão elaborados estudos técnicos que possam solucionar o desequilibrio apresentado pelo plano, por meio da oferta de opção pela migração das reservas matemáticas individuais dos participantes, assistidos e pensionistas, líquidas de sua respectiva parcela do déficit, para plano estruturado na modalidade de contribuição definida (CD), com o objetivo de mitigar o impacto financeiro das perdas para os segurados do PBD.

Ainda segundo o TAC, caso o processo migratório para o novo plano CD não ocorra em sua totalidade, a massa remanescente estará sujeita ao plano de equacionamento convencional, com a previsão de implantação de um novo plano de custeio que garanta o equilíbrio técnico-atuarial do PBD, por meio da arrecadação de contribuição extraordinária para solucionar o déficit.

O documento informa também que os Correios irão firmar contratos específicos de confissão de dívida com o Postalis relacionados à sua parcela do déficit, tanto para o novo plano CD quanto, se for o caso, para promoção do equacionamento do PBD. “Resalta-se que as avaliações de liquidez, mesmo em cenários desfavoráveis, indicam que o PBD disporá de fluxo de caixa suficiente para honrar seus compromissos pelo período de vigência do presente TAC, considerando a cobrança das alíquotas hoje vigentes”, informa o termo. Se descumprir o TAC, a EFPC terá de pagar uma multa de R$ 33,5 mil, reajustada anualmente pelo INPC.

Funpresp-Jud faz seleção para contratar fundos de investimentos exclusivos

A Funpresp-Jud,o  fundo de pensão dos servidores públicos ligados ao Judiciário e ao Ministério Público da União, acaba de dar início a um processo de seleção e contratação de até três instituições que responderão pela gestão de fundos de investimentos exclusivos da entidade. O aporte inicial de recursos em cada um dos veículos será de R$ 65 milhões. 

A sessão para recebimento e início da abertura dos envelopes referentes às etapas de habilitação e proposta de preço será realizada em 6 de abril, na sede da Funpresp-Jud, em Brasília. O edital está disponível www.funprespjud.com.br/quem-somos/transparencia/licitacoes/. Dúvidas podem ser esclarecidas pela gerência de vnvestimentos da entidade, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelos telefones (61) 3217-6556, 3217-7965 e 3217-7964.