Abrapp discute planejamento estratégico para o triênio

A Abrapp realizou, durante dois dias (30/01 e 31/02), evento em São Paulo para discutir o planejamento estratégico da entidade para o triênio 2020-2022. Participaram do encontro cerca de 70 dirigentes, incluindo membros das diretorias e conselhos da entidade, do Sindapp e do ICSS.

O presidente da Abrapp, Luís Ricardo Marcondes Martins, citou os seguintes pontos identificados como estratégicos para o triênio: CNPJ por plano; fundo setorial com extensão para familiares; Proposta FIPE de modelo de Reforma da Previdência; inscrição automática (proposta através da PEC); códigos de autorregulação em governança de investimentos e governança corporativa e selos; pró-atividade no Congresso Nacional; projetos de lei de Incentivo Tributário (são 7 PLs); flexibilização das regras dos Comitês de Auditoria; melhor definição de critérios para Reputação Ilibada (habilitação); flexibilização de normas de certificação; normas de solvência para equacionamento de planos saldados; aperfeiçoamento da Resolução CMN 4.661/2018; convênio Sisobi; PGA parcial por Entidade; facultatividade de registro no livro contábil; estruturação da Conecta; realização da Campanha “No Meu Dinheiro Mando Eu”; reestruturação das Comissões Técnicas e dos Canais de Comunicação; e avanços no ICSS, Sindapp e UniAbrapp.

O evento contou com a participação do Subsecretário do Regime de Previdência Complementar, Paulo Valle. No primeiro dia, ele realizou uma apresentação citando as principais ações da Secretaria de Previdência e do Conselho Nacional de Previdência Complementar no ano passado e as que estão em andamento. Citou a Reforma da Previdência, a elaboração da Lei de Responsabilidade Previdenciária e os avanços do Grupo de Trabalho dos Entes Federativos. Valle também abordou as novas resoluções de Transparência e de Governança das entidades da Lei 108/2001 e a orientação de buscar uma harmonização das regras entre planos abertos e fechados.

Famíla Previdência oferece empréstimo para participantes dos planos instituídos

A Familia Previdência (ex-Fundação CEEE) passou a oferecer empréstimos aos participantes dos planos instituidos Família Previdência Associativo, Senge Previdência e Sinprors Previdência. O empréstimo voltado aos segurados dos planos instituidos só pode ser solicitado através do aplicativo da EFPC para celular. O valor disponível é um percentual do saldo de conta no plano previdenciário e o depósito será efetuado em até 24 horas (em dias úteis). A taxa de juros é de 2,85% ao mês.

Sabesprev alcança rentabilidade de 18,53% em 2019

Como praticamente todos seus pares, a Sabesprev não encontrou maiores dificuldades para superar a meta atuarial no ano passado. A rentabilidade média dos planos sob sua adminstração atingiu 18,53%, praticamente o dobro ante a meta de 9,97%.

A maior contribuição veio da parcela de renda variável, que registrou valorização de 40,05% em 2019, com uma participação de 14,1% na carteira de aproximadamente R$ 3,3 bilhões da EFPC da Sabesp. A renda fixa, que representa 62,6% do portfólio, rendeu 11,79%. Destaque também para a alta de 32,47% dos investimentos estruturados (10,3% de participação) e de 23,39% dos imobiliários (11,6% de participação).

Com uma fatia residual, os investimentos no exterior subiram 32,69%, mas são apenas 0,4% do total, enquanto os empréstimos, que respondem por 1%, entregaram um retorno de 13,53%.

Nos últimos dez anos, a rentabilidade consolidada dos planos da Sabesprev foi de 239,67%, frente a uma meta de 204,11%.

 

Funpresp-Exe firma parcerias com Abipem, Aneprem e Ancep

A Fundação de Previdência Complementar do Servidor Público Federal do Poder Executivo (Funpresp-Exe), “com o intuito de expandir os relacionamentos institucionais”, firmou parcerias com a Abipem e a Aneprem, ambas representantes dos RPPS, além da Ancep, que reúne os contabilistas das entidades de previdência. O vínculo com as duas primeiras foi estabelecido neste ano, enquanto a parceria com a Ancep foi firmada no fim do ano passado.

“Essa aproximação com outras entidades permite o intercâmbio de conhecimento e inovação entre as instituições e o aprimoramento da gestão”, diz Ricardo Pena, presidente da Funpresp-Exe, em comunicado. “Estar atualizado sobre o que acontece em previdência, governança e investimentos é importante para conhecer as novidades do mercado e para a melhoria dos serviços ofertados”.

Além das novas associações, a Funpresp já é parceira da Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), do Conselho Nacional dos Dirigentes de Regimes Próprios de Previdência Social (Conaprev), do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), da Associação Brasileira de Planejadores Financeiros (Planejar) e do Sindicato Nacional das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Sindapp).

Prevcom instala comitê gestor de multipatrocinado

A Fundação de Previdência Complementar do Estado de São Paulo (Prevcom) instalou na última quinta-feira (30/1) o comitê gestor do plano multipatrocinado Prevcom Multi, que abriga sete municípios paulistas. Composto por três membros, o grupo responderá pela definição de parâmetros da política de investimentos, análise de balancetes, relatórios e acompanhamento das atividades previdenciárias e atuariais da entidade, entre outras atribuições.

O colegiado é formado pelo secretário da administração de Santa Fé do Sul, Alexandre Doniseti Izeli, o presidente do Instituto de Previdência dos Funcionários Públicos Municipais de Guarulhos (Ipref), Eduardo Augusto Reichert, ambos com mandatos de dois anos, e o superintendente do Instituto de Previdência do Município de Birigui (Biriguiprev) Daniel Leandro Boccardo, que exercerá a função por um ano. Além dos municípios citados, Jales, Louveira, Osasco e Ribeirão Preto também integram o Prevcom Multi.

Nucleos supera meta e fecha 2019 com R$ 277 milhões de superávit

O Nucleos, fundo de pensão do setor nuclear do país, registrou uma rentabilidade de 19,08% em 2019 em seu plano de Benefício Definido (BD), com um patrimônio de aproximadamente R$ 4 bilhões, superando com larga folga a meta atuarial do período que ficou em 10,15%. Devido ao bom desempenho obtido com as aplicações no mercado financeiro, o fundo de pensão chegou ao fim de 2019 com um superávit de R$ 277 milhões. Segundo a EFPC, os resultados se devem à estratégia de migrar parte da carteira de título públicos pré-fixados para a renda variável diante da queda da taxa de juros.

Plano CV da Infraprev rende 15,66% e reverte déficit

A carteira de investimentos do plano de Contribuição Variável (CV) da Infraprev registrou em 2019 uma rentabilidade de 15,66%, superando com folga a meta atuarial de 9,05%. O desempenho foi o melhor obtido pela EFPC em seu plano CV desde 2009. Devido a esse resultado, o plano chegou em novembro passado (o resultado de dezembro ainda não foi apreciado pelos órgãos competentes) com um superávit anual de R$ 70 milhões, revertendo o déficit de R$ 47,6 milhões no fim de 2018.

De acordo com a Infraprev, o retorno alcançado pelo plano CV em 2019 ficou acima da média do setor – um estudo da consultoria Aditus, englobando 53 planos de contribuição variável, aponta que a rentabilidade bruta média ficou em 12,72%. A maior contribuição para a performance apresentada veio da estratégia em renda variável, que rendeu 35,59%, frente aos 31,58% do Ibovespa. Já o segmento de renda fixa, com títulos públicos, privados e fundos de investimentos, obteve retorno acumulado de 11,24% no período.

PreviSiemens inclui alocação no exterior e multimercados na política de investimentos

A PreviSiemens, face à conjuntura de queda nas taxas de juros, definiu novos parâmetros para sua política de investimentos 2020.  Segundo informa o boletim da fundação aos participantes, a nova política de investimentos que foi aprovada pelo Conselho Deliberativo em dezembro de 2019 visa capturar uma melhor relação risco x retorno para seus perfis de investimento. Além de alterações nos percentuais de alocação em renda fixa de curto e longo prazo e em renda variável, também foram incluídas novas classes de ativos, como investimentos no exterior e multimercados.

Para o perfil conservador, que em 2019 aplicava 100% em renda fixa de curto prazo, a alocação de 2020 será de 90% em renda fixa de curto prazo e 10% em renda fixa de longo prazo;

Para o perfil moderado, que em 2019 aplicava 60% em renda fixa de curto prazo, 27,5% em renda fixa de longo prazo e 12,5% em renda variável, a alocação de 2020 será de 47,5% em renda fixa de curto prazo, 27,5% em renda fixa de longo prazo e 15% em renda variável, 5% em investimentos no exterior e 5% em multimercados;

Para o perfil agressivo, que em 2019 aplicava 37,5% em renda fixa de curto prazo, 37,5% em renda fixa de longo prazo e 25% em renda variável, a alocação de 2020 será de 20% em renda fixa de curto prazo, 35% em renda fixa de longo prazo e 30% em renda variável, 10% em investimentos no exterior e 5% em multimercados;

Plano PPC da FIPECq encerra 2019 com superávit de R$ 55,54 milhões

O Plano de Previdência Complementar (PPC) da FIPECq (Fundação de Previdência Complementar dos Empregados ou Servidores da FINEP, do IPEA, do CNPq, do INPE e do INPA) encerrou 2019 com um superávit de R$ 55,54 milhões. Há cerca de uma década, esse plano chegou a estar com um déficit na casa dos R$ 200 milhões. A expecativa na EFPC é que ao longo de 2020 o superávit seja ampliado.

“A gestão ativa das carteiras de investimentos, com foco em renda variável e multimercados, foi muito importante para o superávit”, diz Cláudio Munhoz, presidente da FIPECq, em comunicado. Em 2019, o PPC registrou uma rentabilidade acumulada de 15,45%, ante uma meta atuarial de 9,17%. Munhoz afirma também que os bons resultados “posicionam a FIPECq como uma administradora sólida no mercado de previdência complementar, com a estratégia de atrair novos planos patrocinados e instituídos para serem geridos pela entidade”.

Marcelo Wagner assume diretoria de investimentos da Previ

Marcelo Wagner é o novo diretor de investimentos da Previ, em substituição a Marcus Moreira de Almeida, que ocupava o cargo desde 2015. Wagner foi indicado pelo patrocinador Banco do Brasil para o posto, e nos últimos dois anos ocupou a diretoria financeira da BrasilPrev, onde também foi superintendente de planejamento e riscos de investimentos por dez anos. Funcionário de carreira do BB desde 1992, o especialista é graduado em Administração e pós-graduado em Finanças. Antes de trabalhar na BrasilPrev, Wagner atuou no BB Londres e na diretoria de crédito do banco.