Fundos de pensão encerram 2018 com mais de R$ 900 bilhões em ativos

O sistema de fundos de pensão encerrou o ano de 2018 com mais de R$ 900 bilhões em ativos, o que representa um crescimento de 7,4% em relação aos R$ 838 bilhões registrados em 2017. O sistema hoje conta com um total de 2,7 milhões em participantes ativos, mais de 847 mil assistidos e cerca de 3,9 milhões dependentes de partipantes. Os dados foram apresentados na manhã desta quarta-feira, 13 de março, em coletiva de imprensa realizada pela Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp).

Durante a apresentação, o presidente da associação Luís Ricardo Martins destacou que o número de participantes do sistema deve dobrar em um prazo de 2 a 3 anos com o surgimento dos planos voltados aos familiares de participantes que vêm sendo criados pelas entidades. Na sua visão, os planos familiares e setoriais são os que vão fomentar o sistema daqui pra frente, citando o plano recentemente criado pela própria Abrapp que permite que todas as suas associadas que desejarem aderir como instituidoras o ofereçam aos seus participantes, se estendendo a parentes de até 4º grau. “Cada uma das 260 associadas poderá criar um plano família para o participante e seu grupo familiar e esperamos que pelo menos 50 entidades tenham implantado esse plano família até final do ano”, diz Martins.

O presidente da Abrapp ressalta que o crescimento do patrimônio do sistema é inevitável com a criação desses novos planos, mas destaca que o esforço de poupança de um plano familiar é diferente de um plano patrocinado, no qual a empresa coloca o mesmo percentual de contribuição que o participante. “O fundo instituído ou setorial não tem esse mesmo esforço de poupança, então teremos um incremento rápido e expressivo no número de participantes, mas não tão rápido das reservas”, diz Martins.

Rentabilidade -  O levantamento da Abrapp divulgado durante a coletiva de imprensa também trouxe número sobre a rentabilidade do sistema em 2018, que ficou em 12,22%, acima da Taxa de Juros Padrão calculada em 10,14% para o período. Além disso, as entidades associadas a Abrapp registraram um superávit de R$ 26,8 bilhões em 2018, um acréscimo de 32,02% em comparação com os R$ 20,30 bilhões registrados em 2017, enquanto o déficit acumulado reduziu de R$ 33,7 bilhões para R$ 29,2 bilhões na mesma base de comparação.

Luís Ricardo Martins comenta que o déficit das entidades é conjuntural na estrutura de planos que vão durar cerca de 30 anos, acrescentados ainda mais 20 ou 30 anos de gozo do benefício. “É uma relação de mais de 50 anos, e nessa acumulação incial, é normal ter déficit. O mercado financeiro ajudou na redução do déficit do ano passado, mas a oscilação é fruto da conjuntura da aplicação de recursos. Déficit ou superávit são exceções; precisamos buscar o equilíbrio”, complementa.

Em relação a alta da rentabilidade em 2018, Martins diz que muitas entidades ainda estão “surfando na onda” da rentabilidade das taxas de juros com seus investimentos concentrados, em sua maioria, em títulos de renda fixa, mas que esse movimento não deve perdurar. Segundo consolidado estatístico da Abrapp, as aplicações em renda fixa saltaram de 61% em 2011, para 73% em novembro de 2018, enquanto em renda variável caíram de 30,1% para 18,9% na mesma base de comparação, caracterizando uma aversão ao risco por parte das entidades nos últimos anos.


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