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Ex-Previc critica veto à investimentos das EFPCs em tijolos

Jose Roberto FerreiraRodarteAs ressalvas feitas recentemente pelos dois maiores fundos de pens√£o do pa√≠s, Previ e Petros, √†s restri√ß√Ķes impostas pela Resolu√ß√£o 4.661 a investimentos das entidades em im√≥veis f√≠sicos ‚Äď que incluem o veto a novas aplica√ß√Ķes e a zeragem das carteiras desses ativos at√© 2030 ‚Äď s√£o endossadas pelo ex-titular da Superintend√™ncia Nacional de Previd√™ncia Complementar (Previc) e atualmente s√≥cio da consultoria Rodarte Nogueira & Ferreira, Jos√© Roberto Ferreira.
‚ÄúPrevi e Petros est√£o agindo, acima de tudo, com prud√™ncia e bom senso. √Č muito melhor colocar os im√≥veis em discuss√£o agora do que deixar para faz√™-lo quando o prazo estabelecido pela Resolu√ß√£o 4.661 estiver pr√≥ximo do fim‚ÄĚ, comenta Ferreira. Segundo ele, a proibi√ß√£o de aquisi√ß√£o de ativos de tijolos vai na contram√£o das pr√°ticas dos principais polos econ√īmicos globais. Ele cita os fundos de pens√£o da Uni√£o Europeia e do Jap√£o, pa√≠ses que operam em ambientes de juros negativos h√° anos, que v√™m colhendo excelentes retornos em aplica√ß√Ķes em im√≥veis em Portugal, por exemplo.
‚ÄúJ√° no Brasil, em nome da solv√™ncia e da liquidez dos planos de benef√≠cios, o CMN retirou do alcance das entidades uma valiosa op√ß√£o de diversifica√ß√£o, que vem fazendo muita falta num momento em que os juros reais est√£o negativos‚ÄĚ, assinala o consultor. ‚ÄúAs boas oportunidades s√£o in√ļmeras, j√° que os pre√ßos dos im√≥veis est√£o comprimidos, mas est√£o sendo perdidas.‚ÄĚ
Segundo o consultor, t√£o ou mais nocivo que o veto a novas aloca√ß√Ķes em ativos de tijolos √© o prazo estabelecido pela Resolu√ß√£o 4.661 para que as funda√ß√Ķes se livrem dos seus investimentos f√≠sicos em tijolos, que vai at√© o ano de 2030. ‚ÄúO mercado vai esticar a corda at√© o limite, para tentar comprar os im√≥veis na bacia das almas‚ÄĚ, diz.