A Prevcom-MG recontrata serviços de custódia da Caixa

A Prevcom-MG, fundo de pensão dos servidores do Estado de Minas Gerais, recontratou os serviços de custódia e controladoria da Caixa. Segundo o presidente da entidade, Armando Quintão Bello, é o segundo mandato da Caixa na área e os serviços foram contratados através de licitação na modalidade concorrência pelo menor preço.

Cresce recuperação de crédito via canais digitais

A Recovery, empresa de recuperação de crédito, espera que mais de um quarto das suas negociações para recuperação de crédito em 2019 sejam realizadas por meio de canais digitais. Segundo a empresa, cerca de 30% dos acordos devem ser fechados por meio de dispositivos eletrônicos ou aplicativo.

De acordo com Mariana Francischelli, gerente de Marketing da Recovery, 20% dos acordos firmados em 2018 utilizaram canais eletrônicos, percentual que era de apenas 10% em 2017. "Estamos registrando um forte crescimento por tornarmos as negociações mais amigáveis e estarmos oferecendo aos clientes diversas plataformas", conta a executiva.

Empresas de distribuição de fundos crescem | Negócios comandados por profissionais experientes levam novas gestoras independentes aos investidores institucionais

As empresas de distribuição de fundos para o mercado de institucionais, que deram seus primeiros passos no mercado nacional há pouco mais de uma década, já contam com quase uma dezena de casas especializadas em oferecer produtos aos fundos de pensão e Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS). “É um caminho sem volta”, comenta o sócio-fundador da Venko Investimentos, Adolfo Daniel Alviço Junior.
Essas empresas operam no sistema de agentes autônomos de investimento, regulamentado pela Instrução 497 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), de junho de 2011. Entre as primeiras distribuidoras a marcar presença nesse mercado estão a Venko, que distribui entre outros produtos o fundo Verde, da Verde Asset, a Itajubá, do ex-Icatu Carlos Garcia, e a Fidus, dos ex-Itaú Pedro Vellardo e Ricardo Maggi. “As distribuidoras autônomas já têm seu lugar ao sol, como ocorre há tempos no exterior”, resume Alviço.
Além dessas distribuidoras mais antigas, uma leva de novos nomes têm surgido nos últimos tempos. A Gruppo Investimentos é uma delas, tendo alçado voo em agosto de 2017 pelas mãos de Roberto Pitta e seus sócios Marcos Oliveira e Heitor de Souza Lima. Com escritórios no Rio de Janeiro e em São Paulo, o negócio teve como origem o trabalho desenvolvido por Pitta, a partir de 2009, como agente autônomo exclusivo da asset GAP Prudential, que segundo ele teria gerado negócios da ordem de R$ 1,2 bilhão para a gestora. “Nosso foco de atuação são os fundos de pensão. No momento, trabalhamos com 17 fundações”, diz Pitta.
O cardápio da distribuidora é composto por fundos de quatro gestoras: renda variável, da paulista Constância Investimentos; multimercados de crédito, da goiana TG Core; fundos de investimento em direitos creditórios (FDICs), da Sul Brasil Asset; e multimercados diversificados, da Vista Capital. “Todos queriam ter acesso ou intensificar negócios com institucionais. Foram casamentos rápidos”, conta Pitta, que planeja reforçar a rede de gestores. “Estamos conversando com outras quatro gestoras independentes.”
Segundo Pitta, que antes de distribuir os fundos da GAP Prudential foi diretor comercial da Mellon, a Gruppo já trouxe cerca de R$ 200 milhões aos fundos que representa nesse primeiro ano de vida. Os próximos meses, acredita Pitta, prometem ser ainda melhores. “Estamos participando de cinco licitações de fundos de pensão, quatro relacionadas a fundos de renda variável, no valor de R$ 600 milhões. Modéstia à parte, temos chances em todas”, diz ele.

Vinda do varejo – Outra recém-chegada à praia dos distribuidores independentes é a carioca Way Investimentos, que surgiu em 2008, às vésperas da crise financeira internacional, mas só se lançou ao mercado, de fato, em 2015. A opção inicial foi pelo varejo, por meio de uma parceria com a XP, mas os investidores institucionais já estavam no radar dos sócios-fundadores, André Meireles e Marcus Moreira, desde a década passada. Afinal, a família de Marcus Moreira é controladora da CMCorp Soluções, empresa de software criada em 2005 para desenvolver sistemas de gestão para entidades fechadas de previdência complementar (EFPCs), entre outros clientes.
“Decidimos atuar como distribuidores junto aos fundos de pensão no segundo semestre de 2016, logo que retornamos do Congresso da Abrapp, em Florianópolis. A estreia oficial ocorreu em janeiro de 2017”, conta Meireles, que mantém relações com EFPCs desde o início da sua carreira no mercado de capitais, nos anos 1980.
Os resultados não tardaram a surgir. A Way realizou a sua transação inaugural em setembro de 2017 e já contabiliza a captação de cerca de R$ 600 milhões para os gestores atendidos. A relação começou a ser constituída com a Adam Capital e a Sparta e conta hoje com mais três nomes de gestores no portfólio: Leblon Equities, Moat Capital e a DLM Invista. A grade de produtos é igualmente enxuta, incluindo fundos multimercados, de renda fixa e duas opções de fundos de ações, uma de viés fundamentalista e outra mais arrojada. “Não pretendemos trabalhar com muitas gestoras. Estabelecemos critérios rigorosos de escolha, privilegiando assets independentes voltadas às demandas do nosso público-alvo”, diz Meireles.
Fiéis à sua expertise, ele e Moreira dão total prioridade ao segmento de previdência fechada em suas ações comerciais, estratégia que contempla participações constantes em eventos do setor. Além de cerca de 20 clientes fixos, outras 40 EFPCs são regularmente contatadas pelos sócios e seu time, que preparam uma expansão em um novo escritório na Barra da Tijuca, a quatro quilômetros da sede atual. “Os fundos de pensão também estão atentos à desbancarização. O potencial do mercado institucional para novos players, gestores e distribuidores, é grande”, observa Meireles.
Estreante no nicho, a Método Investimentos tem uma trajetória semelhante à da Way. Criada em 2005, ela sempre se dedicou à distribuição de fundos para pessoas físicas e, a exemplo da sua concorrente carioca, aderiu à XP. O ingresso na faixa institucional se deu por meio de uma parceria que começou a ser costurada há pouco mais de ano pelo seu sócio Daniley Rodrigues com a Kondor Invest para a distribuição dos produtos da gestora aos institucionais.
As negociações resultaram na nomeação da Método, em agosto último, como responsável pela distribuição de um dos três fundos da recém-criada Navi Capital, nova razão social da Kondor Equities, antigo braço de renda variável da Kondor Invest, que acaba de ganhar autonomia definitiva. Os outros dois fundos da parceira, um long&short e outro long only, continuam com distribuição própria. A Método segmentou suas operações de varejo, nicho no qual contabiliza negócios da ordem de R$ 400 milhões, das voltadas aos institucionais, que serão comandadas por José Ricardo Menezes, ex-executivo da Kondor. Com 28 anos de atuação no mercado de institucionais, Menezes acumula passagens anteriores pelo Bank Boston, Banco Votorantim e Sul América Investimentos.
“O trabalho está 100% concentrado em fundos de pensão privados e públicos. A ideia é apresentá-los e aproximá-los dos gestores da Navi Capital”, resume Menezes, que ostenta em seu currículo negócios de aproximadamente R$ 200 milhões ao mercado institucional. Além do corpo a corpo com as fundações de previdência, a Método espera ampliar o portfólio de gestores representado para oferecer também fundos multimercados, de crédito e de investimento no exterior. “Vamos buscar novas parcerias com opções de estratégias diferentes para investidores institucionais. Já estamos conversando com algumas assets”, revela Menezes.

As mais antigas – A Venko tem como um de seus maiores trunfos o fundo Verde, da Verde Asset comandada por Luis Stuhlberger. Pilotada por Adolfo Daniel Alviço Junior e Oswaldo de Carvalho Vasconcelos, que se conheceram na Bradesco Asset Management (Bram), a distribuidora impõe algumas condições aos gestores parceiros – todos ele, diga-se de passagem, cumpridos também pela Verde. “Exigimos gestão ativa, experiência com institucionais e, sobretudo, aportes dos acionistas nos fundos da casa, condição que é muito valorizada no exterior e permite alinhamento de interesses entre investidores e gestores”, comenta Alviço. “Além disso, não trabalhamos com gestoras que oferecem bônus por performances, pois a tendência dessas equipes, tão logo atingem suas metas anuais, é relaxar. Queremos gente com o pé firme no acelerador o tempo todo.”
Totalmente dedicada a EFPCs, dos quais já obteve mandatos de R$ 550 milhões, a Venko soma 25 clientes espalhados por todo o território nacional. Por conta disso, mantém escritórios em São Paulo, com Adolfo e Vasconcelos, Rio de Janeiro, sob o comando de Antônio Jorge Vasconcelos, ex-diretor-superintendente da Previma, e Belo Horizonte, chefiado por Lauro Araújo, que acumula passagens por JP Morgan, Lloyd’s Asset Management, Luz Soluções Financeiras e Mercer. Hoje operando apenas com a Verde Asset e a Capitânia, a distribuidora está em negociações avançadas com outras duas gestoras, uma nova e outra mais conhecida, com o objetivo de reforçar o seu portfólio de produtos. “Somos bem criteriosos nas escolhas, pois nossos parceiros têm de desenvolver, por vezes, fundos sob medida para fundações de previdência. Foi exatamente dessa forma, a partir da demanda apresentada por um cliente, que a Capitânia criou, há dois anos, o REIT FIC FIM CP, que investe em cotas de fundos imobiliários”, conta Vasconcelos.
Já a Fidus Invest é comandada por Pedro Donizete Velardo e Ricardo Maggi, ambos egressos da Itaú Asset Management, que abriram a casa em 2009 para distribuir fundos geridos pela Credit Suisse Hedging-Griffo. “O cenário do Brasil era bem distinto do atual. A estabilidade e o crescimento econômicos faziam crer que o país caminhava a passos largos rumo ao primeiro mundo”, lembra Maggi. “A previsão, todos sabem, não se confirmou. Mas o objetivo ao qual nos propomos segue na ordem do dia, pois muitas das novas assets, em particular as independentes, não dispõem de estruturas próprias de distribuição.”
Com uma captação total ao redor de R$ 700 milhões, a Fidus opera com três gestoras: Indosuez Wealth Management, do grupo francês Credit Agricole, Perfin Investimentos e Indie Capital. Sua grade apresenta três opções de fundos de ações, incluindo um long and short, três de crédito e um de papéis públicos e privados. “Uma das novidades é o CA Indosuez Avant Garde, baseado em títulos de crédito privado e cotas de fundos de direitos creditórios”, diz Maggi. Além dos fundos de pensão a distribuidora atende também outros públicos. “Também atendemos seguradoras, resseguradoras, operadoras de saúde e RPPSs. Todas elas, afinal, perseguem o mesmo objetivo: rentabilizar ativos para fazer frente a passivos de médio e longo prazos.”

Pioneira – A Itajubá Investimentos é a mais antiga e a pioneira nesse mercado. Criada em 2007 por Carlos Garcia e Agnaldo Andrade, a empresa foi uma das primeiras a distribuir fundos de assets independentes junto aos institucionais. “Trouxemos para o Brasil um modelo consagrado no exterior”, conta Garcia, que deixou a vice-presidência comercial da Icatu Hartford Seguros, na qual militava desde 1986, para se lançar à empreitada. “Embora a proposta fosse nova para o mercado local, percebemos que havia boa abertura dos investidores institucionais aos distribuidores independentes, pois estes têm liberdade de escolha dos produtos e não têm de cumprir metas de vendas.”
Para a escolha dos gestores, a Itajubá toma por base os critérios estabelecidos por David F. Swensen, responsável pela carteira da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, que soma US$ 27 bilhões e cresce a uma taxa média de 13,5% ao ano desde 1985. O processo de seleção inclui um questionário com 300 perguntas sobre a gestão de ativos e entrevistas com todos os integrantes das equipes da asset. Hoje, os parceiros somam cerca de dez nomes, entre os quais Ibiuna, M Square Global, M Square Brasil, Jardim Botânico, HIX Capital, Brasil Capital e três pesos pesados norte-americanos: Neuberger Berman, Oak Tree Capital e Arcadian. “Nossa grade é bem diversificada, não necessita de grandes ajustes. Pensamos, no entanto, em agregar novos gestores de fundos imobiliários, área que começa a receber forte demanda em razão da Resolução 4.661 do Conselho Monetário Nacional”, comenta Garcia.
A parceria com gestores estrangeiros acabou por abrir as portas da América Latina à Itajubá. A expansão internacional começou há cinco anos e contempla operações em três países – Chile, Peru e Colômbia –, que respondem por pouco menos de dois terços dos R$ 30 bilhões já distribuídas pela empresa. Os próximos mercados a serem abordados serão Argentina e México. “A operação mexicana, que será baseada em fundos de private equity, tem grande potencial. A legislação local foi alterada recentemente, abrindo espaço para aplicações de desenho mais moderno”, observa Garcia.
No Brasil, acredita o distribuidor, gestores e distribuidores autônomos continuarão a ganhar espaço. Sua previsão toma por base a elevada dívida interna bruta, ao redor de 80% do PIB, que tende a contribuir para a manutenção da taxa básica de juros em patamares reduzidos. “Qualquer que seja o vencedor da eleição presidencial, ele terá pequena margem de manobra em relação à política monetária”, comenta o sócio-fundador da Itajubá. “O mercado tende a reduzir aplicações em renda fixa e a buscar outros ativos, o que abre ótimas perspectivas para instituições mais arrojadas, sem vínculos com o sistema tradicional.”

Magliano troca área de varejo por serviços financeiros | Corretora dá adeus às pessoas físicas e aposta em administração e custódia

A Corretora Magliano, um dos nomes mais tradicionais dos pregões brasileiros, acaba de dar um passo ousado em sua estratégia de tentar garantir seu espaço em um mercado dominado, cada vez mais, por grandes grupos. No final de julho, a Magliano deu adeus aos seus 2 mil clientes pessoas físicas, detentores de R$ 2 bilhões em ativos, que passam a ser atendidos a partir de setembro pela Guide Investimentos, e concentra suas atividade na área administração, controladoria e custódia de fundos, frente de negócios na qual vem obtendo bom desempenho.A Corretora Magliano, um dos nomes mais tradicionais dos pregões brasileiros, acaba de dar um passo ousado em sua estratégia de tentar garantir seu espaço em um mercado dominado, cada vez mais, por grandes grupos. No final de julho, a Magliano deu adeus aos seus 2 mil clientes pessoas físicas, detentores de R$ 2 bilhões em ativos, que passam a ser atendidos a partir de setembro pela Guide Investimentos, e concentra suas atividade na área administração, controladoria e custódia de fundos, frente de negócios na qual vem obtendo bom desempenho.
“Começamos a atuar no segmento há 12 anos, de forma algo tímida, mas fomos ganhando escala a partir de 2011. Ao longo dos últimos sete anos, saltamos de dez para 40 fundos e de R$ 600 milhões para R$ 4,4 bilhões na soma das carteiras”, conta o presidente da corretora, Raymundo Magliano Neto, membro de uma ilustre linhagem da qual fazem parte dois ex-presidentes da bolsa paulistana. “Agora que vamos nos dedicar exclusivamente à administração de fundos, a ideia é crescer de forma intensa e rápida nesse mercado. A meta traçada é atingir, ao fim do próximo ano, um volume ao redor de R$ 9 bilhões.”
Fundada em 1927 e detentora da carta patente nº 1 da Bolsa de Valores de São Paulo, a corretora já vinha num processo de ajustamento de foco há alguns anos. Em fevereiro de 2013 tinha vendido sua carteira de câmbio para a Advanced, depois substituída pela BR Brokers, e agora desfaz-se da área de corretagem de ordens de pessoas físicas para focar na administração e custódia.
Segundo Magliano Neto, a corretora passa a dar prioridade a um nicho de mercado que não desperta tanto interesse em bancos e assets mais robustas, que são as carteiras na faixa entre R$ 50 milhões e R$ 300 milhões. O menu inclui, entre outras carteiras, pequenas gestoras, portfólios familiares, portfólios de participações (área na qual a corretora atua em conjunto com a Paraty Capital), de renda fixa e imobiliários, alguns inclusive geridos pela casa.
Entre os fundos com gestão da própria corretora, Magliano Neto cita um fundo de renda fixa tocado em parceria com a Ourinvest e um FIC de debêntures incentivadas tocado exclusivamente pela casa. “Nesse caso do FIC de debêntures incentivadas, ele é 100% concebido e gerido por nós, sendo a única carteira do mercado com cotas de fundos de debêntures incentivadas”, diz o presidente da casa.
De acordo com ele, no início não há a intenção da corretora em fazer a administração de fundos de direitos creditórios. A corretora também disputará os mercados de fundos de pensão de empresas públicas nem as entidades do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). Por outro lado, fundos de pensão de patrocinadoras privadas, com os quais a corretora se relaciona desde o início da década, e outras assets estão na alça de mira. “Trabalhamos atualmente com apenas três assets, que nos procuraram por recomendações de terceiros, e pretendemos reforçar esse contingente por meio de uma prospecção ativa de mercado. Estamos otimistas a respeito, pois já recebemos várias consultas depois do anúncio da concentração das nossas operações na administração de fundos”, observa Magliano Neto. 
Agora já na fase final dos ajustes, ele lembra de quão doloroso foi o processo de reposicionamento da instituição. A partir de 2012, antecipando os tempos difíceis que seriam vividos, o quadro de pessoal da corretora sofreu uma drástica e rápida redução de 110 para 35 funcionários. As contratações, dez no total, só foram retomadas nos últimos anos. “Também reforçamos a nossa equipe de compliance e risco. Hoje, contamos com quatro profissionais nessas áreas, três a mais do que há seis anos”, informa o presidente.
Feito o dever de casa, a expectativa de Magliano Neto é de uma rápida e sensível resposta do mercado ao novo foco da corretora, que opera no vermelho há tempos. Entre 2014 e o primeiro trimestre deste ano, as perdas acumuladas somaram R$ 9,7 milhões, contabiliza ele. “Temos perspectivas de estancar os prejuízos já a partir de setembro deste ano e de voltar a crescer de forma consistente e sustentável a partir do ano que vem”.

Mirae abre área de administração de fundos | Corretora coreana começa com equipe pequena e filosofia de serviços bons e baratos

A corretora de origem coreana Mirae Asset Wealth Management iniciou em abril a oferta do serviço de administração de fundos para terceiros. “O que nos motivou a entrar nesse mercado é a possibilidade de alcançar uma boa escala que torne o negócio lucrativo”, diz o diretor da Mirae, Pablo Spyer.
Assim como nas operações em bolsa, a Mirae também vai adotar uma estratégia agressiva de preços para conquistar espaço no mercado de administração, conta Spyer. “Seguimos com a filosofia coreana de oferecer um produto bom e barato”, pondera o executivo. “Esse é um nicho do nosso mercado muito carente, que precisa de serviços de qualidade com preço competitivo”. A estratégia de atuar nesse mercado começou a ser trabalhada no ano passado por uma diretriz estabelecida pela matriz, e desde então a filial brasileira tem buscado as aprovações dos órgãos reguladores, que foram obtidas há pouco tempo. A Mirae globalmente administra cerca de R$ 1,4 trilhão em ativos.
Segundo o executivo, o investimento em equipe e tecnologia para iniciar a operação deve somar cerca de R$ 2,5 milhões até o final do ano, com a meta de alcançar a marca de R$ 2 bilhões em ativos sob administração até o final do ano. “Queremos nos posicionar como um player importante no mercado para disputar com as grandes casas que atuam no segmento”.A Mirae está montando a equipe que ficará responsável pela área de administração que deve ter sete profissionais. Um dos recém contratados é Eduardo David Aucca, que estava na Magliano desde 2007.
O foco inicial da Mirae no segmento de administração será voltado para fundos líquidos regidos pela ICVM 555 e multimercados. “Estamos recebendo uma demanda bastante forte para fazer a administração de fundos desse tipo”, pondera o diretor. Ele nota que a migração de recursos da poupança para fundos de investimento tende a contribuir para o incremento dos volumes sob administração nos próximos meses. Sobre o perfil dos investidores, Spyer fala que não haverá nenhuma restrição, até porque os cotistas dos fundos 555 e multimercados são das mais variadas naturezas.
O executivo acrescenta que o evento envolvendo a Gradual Investimentos, que atuava no mercado de administração de recursos de terceiros e foi liquidada pelo Banco Central (BC) em maio após uma série de irregularidades, vai impulsionar o crescimento do negócio da Mirae. Além da recém iniciada oferta do serviço de administração, a corretora já atua há alguns anos como custodiante de fundos, onde tem cerca de R$ 10 bilhões. Spyer conta que clientes que estavam na Gradual e estão em busca de novas casas representam oportunidade de adicionar cerca de R$ 3 bilhões à área de custódia da Mirae nos próximos meses.

Wealth – A corretora também tem investido no segmento de wealth management, tendo contratado no início de junho a executiva Ruth Walter para chefiar a área. Ruth acumula passagens pelo BTG Pactual, Pragma Gestão e F3, e chega para ocupar cargo que estava vago há cerca de três meses após a saída de Carolina Neumann.
“A Ruth chega para fortalecer nossa atuação junto aos investidores com patrimônio entre R$ 50 milhões a R$ 100 milhões do segmento private”, afirma o diretor da corretora. Dentro de seus planos de expansão a Mirae deve lançar ainda em 2018 uma plataforma de investimentos online para facilitar as operações de aplicação e resgate de fundos por parte dos clientes da área de wealth management.
Outro nicho de mercado no qual a corretora também está expandido seu escopo de atuação é o de análise fundamentalista de empresas negociadas em bolsa. Em março a Mirae contratou Pedro Galdi, com passagens pelas corretoras SLW e Magliano, e em junho trouxe Fernando Bresciani, que já trabalhou no Itaú, BNP Paribas e Banco Votorantim. “Vamos cobrir cerca de cem empresas da Bovespa”, diz Spyer.