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Órama defende flexibilizações para agentes autônomos

Em carta enviada à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na noite de domingo (22), a corretora Órama sugeriu a adoção de medidas benéficas à atuação dos agentes autônomos de investimento (AAIs).

A empresa propôs à autarquia a isenção, diminuição, prorrogação, parcelamento ou a medida que for possível em relação à taxa de fiscalização cobrada trimestralmente dos AAIs - com vencimento previsto para o dia 10 de abril.

“Acreditamos que uma medida nessa linha, ao beneficiar o agente autônomo, deva beneficiar todo o funcionamento do mercado", diz Thiago Villela, diretor executivo da Órama, em comunicado.

Verde Asset reconhece erro ao iniciar compra de ações subestimando impacto do coronavírus

A Verde Asset, do gestor Luis Stuhlberger, divulgou uma carta aos investidores na qual reconhece que cometeu um erro importante: “começamos a comprar muito cedo”. Há cerca de dez dias, a asset havia divulgado outra carta em que informou que estava adotando uma estratégia gradualista de aumentar as posições em ações do fundo aos poucos, focando no mercado acionário americano, por considerá-lo o mais resiliente e que deve se recuperar primeiro que os demais.

Já na carta desta sexta-feira (20), a gestora reconhece que subestimou alguns pontos importantes, como atribuir um peso relevante ao binômio temperatura/umidade, com base no número de casos baixíssimo de lugares como Tailândia, Cingapura e Indonésia. “Com isso acreditávamos que por volta de maio o número de casos ia retrair de maneira importante, e portanto, os mercados iam conseguir atravessar o período mais agudo de março-abril sem grande pânico”, escrevem os gestores da Verde, na carta.

Os gestores da Verde dizem também que a incerteza econômica trazida pelos seguidos lockdowns mundo afora faz com que o horizonte de investimentos de todos seja reduzido ao máximo. “Já vimos isso em 2008 e outras crises. Esta é a oportunidade”, destacam os profissionais da gestora. “Obviamente teremos impactos econômicos sérios. Mas para nós, a correção dos mercados mais do que reflete tais impactos”. Segundo os especialistas, há uma combinação de social distancing, tratamentos para o COVID-19 (seja anti-virais, antiinflamatórios, e eventualmente vacinas), com as medidas fiscais e monetárias já anunciadas, como uma ponte capaz de atravessar o período de volatilidade atual. “A China e a Coreia do Sul mostraram o caminho”.

Apesar de reconhecer o erro, a carta desta sexta da Verde informa que a gestora segue aumentado a exposição ao mercado acionário americano. “Vemos ali a melhor combinação de poder de fogo fiscal e monetário com lucratividade das empresas”. A gestora também mantém exposição a ações no Brasil e na curva de juros real, focado entre a parte intermediária e longa.

 

 

Sparta reforça grade de fundos previdenciários

Com grande expertise em crédito privado, a Sparta vem reforçando as apostas no segmento previdenciário. Composta atualmente por sete itens, a sua “família” de fundos do gênero, que começou a ser constituída há três anos, ganhará em breve o reforço de um produto desenvolvido sob medida para a Porto Seguro. Novos lançamentos na área estão em pauta, pois a gestora mantém negociações com outras seguradoras. “Os fundos previdenciários já respondem por 25% do volume atualmente sob a nossa gestão, de cerca de R$ 5 bilhões, e seguem registrando boa demanda”, diz o CEO Ulisses Nehmi. “Além do debate sobre a reforma da Previdência, fomos beneficiados pelas elevadas taxas praticadas pelos bancos, que motivaram um volume expressivo de portabilidades de planos PGBL e VGBL.”

Safra lança linha de crédito para evitar resgates de fundos

O Banco Safra disponibilizou aos investidores uma linha de crédito especial para evitar resgates de fundos de investimento em meio a situações desfavoráveis de mercado. A oferta contempla uma taxa prefixada de 0,99% ao mês quando é solicitado o resgate de fundos de investimento. Neste momento, também é definido o prazo de validade da operação e o limite disponível para uso. A contratação é feita de modo online. Caso o cliente aceite as condições, ele deixa de resgatar o produto e em vez disso acessa a linha de crédito com condições especiais.

“Em momentos como o atual do mercado, em que a Bolsa chega a registrar perdas próximas a 30% no acumulado do ano, o resgate de um fundo de ações, que possui perspectivas de recuperação no longo prazo, poderia resultar em perdas financeiras significativas”, informa o banco, em comunicado. Em dezembro de 2019, a instituição financeira contava com cerca de R$ 240 bilhões em gestão de recursos de terceiros.

"Sabemos que muitos investidores optam por resgatar seus investimentos antes do momento ideal por conta de necessidades de liquidez. A novidade que estamos apresentando agora é um modo de oferecer uma alternativa de recursos nessas situações", afirma Tiago Scrivano, responsável pela unidade de ativos pessoa física do Safra.

 

 

Luiza Oswald dirige a nova empresa de estruturados da JGP

Luiza Oswald assumiu como head da JGP Estruturados, uma nova empresa do grupo JGP dedicada exclusivamente à área de crédito estruturado. Por ter uma dinâmica fortemente baseada em atuação jurídica, envolvendo movimentos com ativos stressados e processos de recuperação de crédito, faz todo o sentido a nova empresa ser dirigida por uma advogada. Formada em direito pela PUC do Rio de Janeiro, Luiza atua na área jurídica do segmento financeiro há 17 anos e estava na Canvas Capital até meados do ano passado.

Warren lança fundo que investe em empresas lideradas por mulheres

Aproveitando a proximidade da data em que se comemora o dia internacional da mulher, no próximo domingo (8), a plataforma e gestora de investimentos Warren, constituída por ex-executivos da XP como Marcelo Maisonnave e Tito Gusmão, lançou um fundo de ações que investe somente em empresas, brasileiras e estrangeiras, que possuem políticas internas de equidade de gênero. Para compor a carteira, a corretora selecionou empresas que têm mulheres CFOs em cargos na divisão nacional ou internacional, assim como companhias que desenvolvem ações de paridade de gênero em todos os níveis hierárquicos da companhia e também na composição de seus respectivos conselhos.

Como referencial para seleção dos papéis fora do País, a corretora utilizou os dados do Bloomberg Gender-Equality Index. A carteira do fundo conta com 80% de ações brasileiras e 20% de ações no exterior e é voltada para todos os tipos de investidores. A Warren pretende captar R$ 100 milhões para o fundo, e os recursos serão investidos em ativos de companhias como NVIDIA, Yum China, Bradesco, Santander, Itaú, L´Oréal, Omega, Healthcare Investors INC, Magazine Luiza, Coca Cola, Danone, S&P Global, Novartis, entre outras. O Warren Equals tem aplicação mínima de R$ 1 (o da plataforma é R$100), taxa de administração máxima de 0% ao ano e taxa de gestão da carteira a partir de 0,5% ao ano, dependendo do valor investido na plataforma.

“O mercado começa a olhar com outros olhos para essa pauta porque já existem números que comprovam a eficácia dessas práticas no dia a dia das grandes empresas”, afirma Kelly Gusmão, CPO e cofundadora da corretora e líder da iniciativa que dá nome ao fundo, em comunicado. “O Warren Equals está atrelado a um conjunto de ações que estamos lançando e que envolve a produção de conteúdos e eventos para a discussão do papel da mulher no mercado financeiro. Vamos promover ações de educação financeira voltadas para esse público".

De acordo com o estudo da S&P Global Market Intelligence, que serviu de base para a estratégia do fundo, empresas com políticas de diversidade de gênero no conselho foram mais lucrativas do que as companhias que não incentivam essa cultura. A pesquisa chegou a esse resultado após examinar a performance de organizações nas quais o cargo de CEO e CFO são ocupados por mulheres.

“Essa é uma tendência que ganha cada vez mais força. De olho nesses resultados, por exemplo, o Goldman Sachs anunciou em janeiro que só vai coordenar abertura de capital de empresas que tenham, pelo menos, alguma minoria bem representada em seu conselho, uma medida que hoje é muito voltada à inclusão de mulheres nesses espaços”, diz Thomaz Fortes, gestor de fundos da corretora.

Vinci ganha licitação para fundo exclusivo da Sistel

A Vinci foi escolhida pela Sistel para fazer a gestão de um fundo exclusivo de R$ 45 milhões, após um processo de seleção de gestores aberto pela fundação no início do ano e que contou com a participação de 18 assets. Segundo o diretor de investimentos da Sistel, Mário Amigo, o mandato é por tempo indeterminado, mas com revalidação a cada dois anos. O fundo, um multimercado que compra cotas de outros fundos (FoF), deve alocar em quatro estratégias principais: fundos de investimentos no exterior; fundos de ações mercado doméstico; fundos imobiliários; fundos estruturados. O objetivo de retorno do fundo é superar CDI + 6% ao ano.

Método distribui fundo da MZK

A Método Investimentos, que distribui fundos para clientes Institucionais, fechou um acordo com a MZK Investimentos para distribuição do fundo MZK Dinâmico FIC FIM. É a terceira parceria da Método, que também distribui fundos da Navi Capital e da Geo Capital.

Criada em 2018, a MZK Investimentos tem perto de R$ 700 milhões sob gestão. O fundo a ser distribuído pela Método é um multimercado macro-trading.                                                                  

4UM Investimentos segregou atividades de gestão

A 4UM Investimentos, sucessora da J Malucelli Investimentos, deixou de atuar na área de administração fiduciária e passou, desde 1º de janeiro e já com novo CNPJ, a concentrar suas atividades na área de gestão de recursos. Com a segregação, os serviços de distribuição e administração fiduciária passaram a ser de responsabilidade exclusiva da 4UM DTVM.

“A mudança é consequência da expansão do negócio, que surgiu para prestar serviços ao grupo J Malucelli e hoje atende majoritariamente outros investidores, especialmente fundos de pensão”, comenta o diretor Giuliano Silvio Dedini, que destaca a inspiração da nova nomenclatura, adotada em dezembro. “É uma menção ao código de discagem direta à distância (DDD) de Curitiba, onde fica nossa sede.”

Navi Capital cria operação para renda fixa e multimercados

A Navi Capital se prepara para ampliar seu leque de atuação, atualmente limitada à renda variável. A gestora carioca recebeu autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), no início do último mês, para dar início às operações da Navi Yeld Administradora e Gestora de Recursos, que se dedicará à gestão de fundos de investimento multimercados e de renda fixa crédito privado.