Mainnav

FIP de infraestrutura da Perfin começa a ser negociado na B3

O Perfin Apollo Energia, Fundo de Investimento em Participações em Infraestrutura (FIP-IE), começou a ser negociado hoje na B3. A demanda por cotas do fundo alcançou R$ 3 bilhões, atingindo o preço teto para as cotas com taxa de retorno estimada de IPCA + 5,75% ao ano.

O FIP tem em seu portfólio 6 ativos de linhas de transmissão de energia em parceria com a Alupar, localizados na Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, São Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso. Estes ativos são oriundos de investimentos realizados por fundos geridos pela Perfin Asset Management na fase inicial dos projetos.

“Tivemos grande aderência de investidores pessoa física, uma vez que o fundo possui isenção de imposto de renda nos rendimentos e no ganho de capital”, aponta a diretora de operações da Perfin, Carolina Rocha. Os investidores institucionais foram responsáveis por 10% da oferta, enquanto os investidores de varejo responderam por 90% da captação, que totalizou cerca de 4 mil investidores qualificados.

“Os ativos de transmissão que compõem esses fundos estão atrelados a concessões de 30 anos, com receitas indexadas à inflação. Isso nos dará maior previsibilidade financeira para um cenário de longo prazo, proporcionando perenidade da gestora e possibilidade de seguirmos investindo de maneira robusta no país”, destaca o sócio fundador da Perfin, Ralph Gustavo Rosenberg.

Fitch eleva de ‘forte’ para ‘excelente’ rating da BNP Paribas Asset

A Fitch elevou de ‘forte’ para ‘excelente’ o rating de qualidade de gestão de investimentos da BNP Paribas Asset Management. Segundo a agência de classificação de risco, a mudança reflete a melhora da automação e da integração dos sistemas após a implantação do novo sistema de front office, além de processos de investimento mais robustos na área de renda variável.

A Fitch cita também a “qualificada equipe executiva” entre as razões que embasam sua visão positiva sobre a gestora, bem como os benefícios obtidos por fazer parte do conglomerado BNP Paribas. “Estes benefícios incluem sinergias e o suporte da estrutura corporativa do grupo, como os robustos controles de risco e compliance, investimentos em tecnologia e canais de distribuição”, escreve o analista Pedro Gomes.

Aumentar a participação de mercado, melhorar o desempenho das estratégias de maior valor agregado e reter seus profissionais são os principais desafios que a asset tem à frente, de acordo com a Fitch.

Fundos da Caixa voltados para RPPS superam meta atuarial em 2019

Os fundos de investimento da Caixa que se destinam aos Regimes Próprios de Previdência (RPPS) apresentaram rentabilidade superior à meta atuarial de 2019, que em média ficou em IPCA mais 6% ao ano. Segundo o banco, 27 fundos voltados para esse público entregaram retorno superior às obrigações dos institutos previdenciários, com destaque para os 17 de renda variável.

Com um retorno de 67,42% nos doze meses encerrados em dezembro, o fundo da Caixa que investe em ações do setor de construção foi o que teve a maior rentabilidade no período. Já na renda fixa, o produto que investe no índice IMA-B 5+, que privilegia os títulos públicos de longo prazo, foi o mais rentável de 2019 na prateleira da Caixa voltada para os RPPS, com ganhos de 29,73%.

O banco administra cerca de R$ 82 bilhões em fundos de investimentos para institutos de previdência, segundo ranking da Anbima, o que representa aproximadamente 49% desse segmento de mercado. “Os ganhos expressivos observados nos fundos permitem melhora no desempenho atuarial de longo prazo”, diz o diretor de gestão de fundos de investimento da Caixa, Fabiano Zimmerman.

Inseed e A5 se unem para criar a KPTL

As gestoras Inseed e A5, que atuam no mercado de fundos de investimento em venture capital, uniram suas operações para criar a KPTL, uma nova gestora que se consolida com aproximadamente R$ 1 bilhão sob gestão e 46 empresas investidas. As investidas da KPTL estão nos mais diversos setores da economia, como financeiro, agronegócio, saúde, energia, ciências da vida, biológicas, entre outros.

O sinal verde para a operação foi dado pelos cotistas dos principais fundos da Inseed, como BNDES e Valid, em assembleia realizada na última sexta-feira (10/1). Com a nova estrutura, a KPTL projeta um crescimento rápido e quer chegar ao final de 2020 com R$ 1,9 bilhão sob gestão. Sediada em São Paulo, a nova gestora conta com seis escritórios no Brasil, além de uma base nos Estados Unidos, localizado em Los Angeles (EUA).

Flávia de Aquino assume como managing director na StepStone

Flávia Aquino, que nos últimos 10 anos esteve à frente da área de distribuição para investidores institucionais da Pátria Investimentos, deixa a gestora e assume como managing director na StepStone. A StepStone é um grupo com US$ 280 bilhões em alocação global, que atua no Brasil através de um FIC multimercado alocando em fundos de private equity, investimentos diretos em empresas, títulos de crédito privado etc.

Na StepStone, Flávia fará dupla com a também managing director Bruna Riotto, que está na empresa desde 2014. Enquanto Bruna atua como diretora de gestão, Flávia atuará como diretora de distribuição. Formada em Ciências Econômicas pela PUC do Rio de Janeiro e com MBA em Finanças e Mercado de Capitais pela FGV/RJ, Flávia começou na nova casa em 6 de janeiro último. Antes do Pátria, ela esteve por oito anos na asset do BNP Paribas, como gerente de distribuição para clientes institucionais, e anteriormente no BBM, por sete anos, na mesma função.

BlackRock cobra providências das empresas para a contenção do aquecimento global

 A BlackRock, a maior asset do planeta, com cerca de US$ 7 bilhões sob seus cuidados, vestiu de vez as camisas da sustentabilidade e da defesa do meio ambiente. O CEO Laurence Douglas Fink anunciou nesta terça-feira (14/01), em comunicado enviado às cúpulas das companhias nas quais investe, que a megagestora dos Estados Unidos adotará posições ainda mais rígidas em relação às corporações que não contribuírem para a contenção das mudanças climáticas causadas pelo aquecimento global. 

“No ano passado, a BlackRock votou contra ou reteve votos de 4.800 diretores em 2.700 empresas diferentes”, observou Fink. “Dado o trabalho de base que já lançamos sobre a divulgação, e os crescentes riscos de investimento em torno da sustentabilidade, estaremos cada vez mais dispostos a votar contra a administração e os diretores quando as empresas não estiverem progredindo o suficiente nas divulgações relacionadas à sustentabilidade e nas práticas e planos de negócios subjacentes a elas.”

A prestação de informações de qualidade aos investidores é um ponto central do modelo proposto pela gestora. A BlackRock passa a cobrar, desde já, a divulgação de relatórios contábeis alinhados com os padrões do Sustainability Accounting Standards Board (SASB) e dos riscos ao clima inerentes às atividades desenvolvidas pelas empresas de acordo com as recomendações do Task Force on Climate-related Financial Dosclosures (TCFD). 

“Utilizaremos essas divulgações e nossos compromissos para verificar se as empresas estão gerenciando e supervisionando adequadamente esses riscos dentro dos seus negócios e se planejando adequadamente para o futuro. Na ausência de divulgações sólidas, os investidores, incluindo a BlackRock, concluirão cada vez mais que as empresas não estão gerenciando adequadamente os riscos”, observou Fink, que acenou, nas entrelinhas, com a retirada dos papéis de empresas sem compromissos na esfera ambiental dos portfólios da gestora. “Como os mercados de capitais projetam riscos futuros, veremos mudanças na alocação de capital acontecerem mais rapidamente do que as mudanças no clima. Num futuro próximo – e mais cedo do que muitos preveem – haverá uma realocação significativa de capital.”

XP foi asset que mais ganhou cotistas em 2019 e Adam a que mais perdeu

Embalada pelo IPO de US$ 2,25 bilhões da XP Inc. em 11 de dezembro na bolsa americana Nasdaq, a gestora do grupo foi a que mais ganhou novos cotistas ao longo de 2019 na indústria doméstica de fundos. Segundo levantamento da Economatica, nos doze meses do ano passado, a asset amealhou 174 mil novos cotistas, alcançando com isso a marca de 279,7 mil clientes em dezembro, o que corresponde a um incremento em termos percentuais de 164,7%. O estudo não considera as assets dos bancos de varejo e tampouco fundos exclusivos ou estruturados.

A Alaska Investimentos foi a segunda gestora que mais ganhou novos cotistas em 2019, com a entrada de 114,1 mil investidores e uma evolução de 156,7%, o que fez a empresa chegar à marca de 187 mil clientes. A ARX Investimentos completa o pódio no terceiro lugar, com 107,2 mil novos cotistas no ano anterior, para 122,9 mil, com uma expansão percentual de 685%, variação essa que sofre certa distorção pela base relativamente pequena de 15,6 mil cotistas da casa em dezembro de 2018.

Na outra ponta da amostra, a Adam Capital foi a asset independente com a maior saída de cotistas em 2019 – 23,9 mil clientes deixaram a gestora, que encerrou o ano com uma base total de 36,2 mil investidores, o que representou uma queda de 39,7%.

A Sparta Administradora de Recursos aparece na sequência entre as casas que tiveram a maior fuga de investidores em 2019; ela perdeu 12,4 mil cotistas no ano passado e terminou o período com 29,4 mil clientes, queda de 29,7%. Em seguida vem a Murano Investimentos, que encerrou 2019 com 1,7 mil cotistas, após 6,4 mil investidores sacarem seus recursos no ano passado, uma baixa de 78,4%.

Confira abaixo a relação das dez gestoras independentes que mais ganharam e mais perderam cotistas no ano passado.

As gestoras independentes que mais ganharam cotistas em 2019

Gestora

Qtde cotistas 2018

Qtde cotistas 2019

Crescimento

XP Asset Management

105.668

279.723

174.055

Alaska Investimentos

72.831

187.006

114.175

ARX Investimentos

15.657

122.941

107.284

Occam Brasil

6.587

103.594

97.007

Warren

38.535

132.516

93.981

Safra Asset Manag

182.436

272.577

90.141

Vitreo

-----

67.791

67.791

Equitas

383

67.176

66.793

Icatu Vanguarda

6.991

57.002

50.011

CA Indosuez

39.728

82.953

43.225

 Fonte: Economatica

 

As gestoras independentes que mais perderam cotistas em 2019

Gestora

Qtde cotistas 2018

Qtde cotistas 2019

Crescimento

Adam Capital

60.252

36.293

-23.959

Sparta Adm Recursos

41.884

29.431

-12.453

Murano Investimentos

8.166

1.757

-6.409

Garde Asset Manag

10.584

6.709

-3.875

Navi Capital

8.302

4.908

-3.394

SPX

19.031

15.768

-3.263

Rio Bravo Investim

6.110

3.611

-2.499

Gauss Capital

10.932

8.485

-2.447

Gávea Investimentos

3.436

1.896

-1.540

Ipanema

2.842

1.398

-1.444

Fonte: Economatica

 

 

 

 

 

 

 

Fundos de ações e multimercados registraram captações positivas em 2019

A indústria de fundos de investimento teve captação líquida de R$ 191,6 bilhões em 2019, mais que o dobro do registrado em 2018 (R$ 95,4 bilhões). De acordo com dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais), o destaque ficou com os fundos de ações, que levantaram R$ 86,2 bilhões no ano (R$ 16,9 bilhões em dezembro), alta de 195% em relação a 2018. Apenas os fundos de ações tipo livre foram responsáveis pela entrada de R$ 45,4 bilhões em 2019 (R$ 7,4 bilhões em dezembro).

Os multimercados aparecem na sequência com o segundo melhor resultado no ano, com captação líquida de R$ 66,8 bilhões em 2019 (R$ 7,7 bilhões, em dezembro), alta de 37,3% em relação a 2018. Enquanto os multimercados livres captaram R$ 30,1 bilhões, os multimercados investimento no exterior captaram R$ 25,7 bilhões no ano. Em dezembro, eles captaram respectivamente R$ 3,9 bilhões e R$ 2,7 bilhões.

“O cenário macroeconômico em 2019 favoreceu os resultados positivos na captação dos fundos de ações e multimercados. A busca dos investidores por produtos mais arriscados e por diversificação foi ótima para a indústria de investimentos como um todo, especialmente a de fundos. Com as novas condições da economia, grande parte dos brasileiros compreendeu que o tripé liquidez, segurança e rentabilidade não existe mais”, afirma Carlos André, vice-presidente da Anbima e presidente da BB DTVM.

O aumento nas captações de fundos de ações e multimercados não se repetiu na classe renda fixa, que perdeu recursos. Em 2019, pelo segundo ano consecutivo, essa classe registrou saída líquida de R$ 69,3 bilhões, o pior resultado desde 2008 (R$ 70,3 bilhões somente em dezembro).

Em relação às rentabilidades, nove entre as 12 classes de fundos de ações renderam acima do Ibovespa (31,58%) no ano. Os fundos small caps e valor/crescimento tiveram rentabilidade de 51,98% e 45,76%, respectivamente, enquanto multimercados long & short direcional e multimercados livre renderam, respectivamente, 14,19% e 12,22%.

Caruso é o novo portfólio manager do Safra Asset

João Paulo Caruso assume como associate portfólio manager no Safra Asset, após um curto período de sete meses na Petros, o fundo de pensão dos funcionários da Petrobras, como portfólio manager. Ele atuará na equipe de fundos Long & Short, devendo participar de novos lançamentos na área de fundos Long Only. Formado em economia pela USP e com MBA em finanças pelo Insper, Caruso atuou anteriormente por 18 anos na Bram, a asset do Bradesco, dos quais o último como sênior portfólio manager e 12 anteriores como portfólio manager de equities.

Galt poderá assumir a gestão do multimercado da Canepa

Acontece hoje a Assembléia Geral de Cotistas do fundo Canepa Macro FIM que decidirá pela transferência da gestão à Galt Capital. Se aprovada a transferência, o fundo passará a se chamar Galt Absoluto FIC FIM e terá foco na geração de retornos absolutos utilizando, principalmente, o mercado de renda variável.

O fundo Canepa Macro FIM é gerido pela Canepa Asset Brasil, que informou há dois dias (7/1) que está descontinuando suas atividades no Brasil. Na nota emitida na ocasião, a asset informou que o processo de transferência de seu fundo multimercado para outra gestora deveria estar finalizado até fevereiro/2020.

Com a gestão do fundo da Canepa a Galt passa a atuar na gestão de ativos diretos. Para isso, ela estruturou a área de gestão com foco na abordagem fundamentalista, visão de longo prazo e busca por oportunidades de retornos assimétricas no Brasil. O processo de investimento inclui, além da abordagem tradicional, utilização de ferramentas modernas de data analysis para dar robustez às teses de investimento. Atualmente a Galt tem cerca R$ 500 milhões sob gestão, com mais de 250 cotistas.