Mainnav

CVM suspende registro da Índigo por fundo ligado à Rolim Previ

investimentos em quedaA Índigo, sucessora da Foco DTVM, foi surpreendida anteontem (20/07) com a suspensão do seu registro como administradora de carteiras de investimentos na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A suspensão do registro na CVM, determinada pela 3ª Vara de Justiça Federal de Porto Velho (RO), deveu-se à atividade da Foco e posteriormente da Índigo como administradora do Conquest Fundo de Participação em Empresas Emergentes, que compôs no passado a carteira da Rolim Previ e que teria sido usado, segundo informações da operação Fundo Fake deflagrada em 15/07 pela Polícia Federal, para fraudar e levar prejuízos ao RPPS de Rolim de Moura (RO).
O fundo, com patrimônio de R$ 160 milhões e investimento em várias empresas problemáticas, está atualmente sob administração da RJI Investimentos, que atua nesse mercado desde 2018. O foco da RJI é a administração de fundos stressados, para os quais busca, em parceria com os gestores, recuperar parte de seu valor para retornar aos cotistas. A empresa assumiu o Conquest no início deste ano, a pedido dos cotistas, após os problemas relacionados à Rolim Previ, e afirma que nesse curto espaço de tempo o fundo já começou a pagar amortização aos seus cotistas. A gestora do fundo é a Veritas Capital, que assumiu a gestão na mesma época em que a RJI assumiu a administração, mas não quis se manifestar para esta reportagem.
A Índigo divulgou Fato Relevante informando que “a suspensão de seu registro de administrador de carteiras por determinação judicial (..) impede que (...) receba ou constitua: (i) novos Fundos de Investimento; (ii) carteiras administradas; e (iii) clubes de investimento”. A nota informa ainda que “a Índigo DTVM comunica já ter tomado as medidas judiciais pertinentes a fim de esclarecer os fatos e reverter a suspensão, através de sua revogação”.
Segundo a assessoria de imprensa da empresa, ela está recorrendo da suspensão do registro na CVM ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), de Brasília. A assessoria de imprensa da Índigo disse ainda que o departamento jurídico da empresa não poderia se manifestar pois o processo corre em segredo de justiça.