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Alta da Selic leva investidores a buscarem FIIs lastreados em CRIs

A migração inegável do mercado de fundos imobiliários para a renda fixa, movimento consolidado nos últimos meses diante da alta da Selic, reforçou a demanda dos investidores por fundos com lastro em CRIs (Certificados de Recebíveis Imobiliários), afirma Rodrigo França, sócio da Devant Asset e gestor do DVFF, seu primeiro FoF de FII, com 45% de sua carteira alocados em recebíveis.
“Começamos a captação em março e encerramos em junho. Foi uma das poucas ofertas ao longo deste ano, em que o mercado não está fácil para ofertas porque tem preços muito descontados”, diz França. "Nosso fundo, cujo IPO aconteceu este ano, está com R$ 103 milhões de patrimônio líquido e tem 75% dos recursos investidos por meio de 51 fundos".
A conjuntura de preços descontados, segundo França, cria um bom mercado para a compra de ativos porque os descontos, que já eram fortes em imóveis corporativos e shoppings, chegaram também os galpões de logística.
A Devant, hoje com R$ 1,6 bilhão em ativos sob gestão (dos quais R$ 1,3 bilhão em FIIs), opera com uma estratégia diferenciada. Baseada em trading e arbitragem, e um modelo de rating proprietário na seleção de gestores, a asset procura identificar oportunidades de ganho na arbitragem.“Nosso processo de análise é quantitativo, agrega todas as bases de dados do mercado e, ainda que utilize o rating, não investimos apenas em quem tem notas altas mas procuramos precificar aquelas que fazem sentido dentro de uma estrutura de gestão que é dinâmica e mais voltada para ganhos de capital”, explica França.