Fusão da BRF com a Marfrig tem resistências no Conselho de Administração

Reportagem do Jornal Extra noticia que a direção da BRF encontrou resistência de uma minoria de seu conselho de administração para a negociações sobre uma potencial fusão com a Marfrig, negócio que pode criar uma das maiores processadoras de alimentos do mundo. A reportagem publica que as informações são de três fontes “com conhecimento do assunto”.

A reportagem diz que as fontes informaram que os 10 conselheiros da BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, não aprovaram por unanimidade as negociações exclusivas com a Marfrig. Elas se recusaram a divulgar a contagem de votos.

Fusões e aquisições segue em alta no 1ºT, segundo KPMG

Levantamento realizado pela consultoria KPMG mostra que o número total de fusões e aquisições manteve tendência de crescimento no primeiro trimestre de 2019. Nesse período, foram registradas 250 operações, contra 243 do trimestre anterior (alta de 3%) e 234 registradas no primeiro trimestre do ano anterior (alta de 7%).

De acordo com o sócio-líder da área de fusões e aquisições da KPMG no Brasil, Luis Motta, "o mercado brasileiro segue aquecido com os líderes de empresas que operam no Brasil buscando soluções que gerem negócios. Como as fusões e aquisições de 2018 bateram recorde em relação ao ano anterior, com alta consolidada de 16,5%, observamos, no primeiro trimestre de 2019, uma continuidade na confiança do empresariado. Além disso, cabe destacar que operações de fusões e aquisições representam uma estratégia de crescimento mais rápido".

Os setores com maior número de transações no primeiro trimestre de 2019 foram os seguintes: Companhias de Internet (53); Tecnologia da informação (32); Mídia e Telecomunicações (13); Companhias de energia (13); Hospitais e clínicas de análises laboratoriais (12) e Instituições financeiras (11).

Em termos geográficos, as regiões Sudeste e Sul do Brasil foram as que mais se destacaram, seguindo o que foi registrado em 2018, com exceção da Bahia, com as respectivas porcentagens de fusões e aquisições em cada Estado indicadas a seguir: São Paulo (148), Rio de Janeiro (25), Minas Gerais (15), Paraná (15), Rio Grande do Sul (11), Bahia (10) e Santa Catarina (7).

FIDC é a opção para captar recursos a custo baixo | Direitos de transmissão da Globo são lastro para clubes de futebol estruturarem fundos

Ainda vai demorar um bom tempo para os investidores adquirirem ações de clubes de futebol brasileiros, como já acontece com os times europeus, mas a estruturação de produtos de renda fixa para captação no mercado de capitais já é um dos resultados da profissionalização da gestão que vem ocorrendo fora dos gramados dos estádios. O lançamento do FIDC Brasileirão, este mês, do São Paulo Futebol Clube, voltado a investidores profissionais, deve testar o mercado para futuras operações de funding sem intermediação financeira, como ocorre há alguns anos. No entanto, por ora, o que garante a atratividade do investimento é a credibilidade do devedor, nesse caso, as Organizações Globo.
“Os clubes de futebol brasileiros vêm conseguindo, de uma maneira geral, obter crédito no mercado por meio de operações com interveniência da Globo”, conta Luis Eduardo da Costa Carvalho, sócio fundador da Lecca Financeira e diretor de Relações Institucionais da Associação Nacional dos Participantes em Fundos de Investimento em Direitos Creditórios Multicedentes e Multissacados (ANFIDC). “Os direitos de imagem e de transmissão dos jogos nos diversos campeonatos nacionais originam operações de antecipação de recebíveis.” Ele explica que o crédito é concedido levando em conta a qualidade do devedor, ou seja, a Globo, e não do tomador – o clube.
A estruturação de um fundo de investimento em direitos creditórios vai seguir essa mesma lógica, mas eliminará a intermediação financeira, reduzindo muito os custos das operações, segundo Carvalho. “O custo de estruturação inicial mais o de manutenção do FIDC mais a remuneração ao investidor, somados, ainda será menor que o custo com juros e taxas de bancos”, avalia. “O clube vai direto na fonte de recursos que é o investidor.”
O FIDC Brasileirão do São Paulo foi estruturado com uma parte de um dos contratos que o clube tem com a Globo, o de transmissão via pay-per-view, e deve captar R$ 40 milhões, para capital de giro. “O São Paulo tem diversas receitas, entre as quais os direitos de transmissão dos seus jogos. No Brasil, o maior comprador é a Globo, com exclusividade. Então, é um recebível de alta qualidade”, afirma João Peixoto, CEO da Ouro Preto Investimentos, estruturador da operação do fundo. A agência de classificação de risco Standard&Poor’s atribuiu rating nacional preliminar “A-” à operação pela qualidade robusta do portfólio. O rating das Organizações Globo, por sua vez, é “BB+”, com perspectiva estável, devido à “sólida posição de caixa apesar da baixa lucratividade”, de acordo com a última análise da S&P, em novembro passado.
Peixoto acredita que a operação do São Paulo pode vir a se tornar benchmark, favorecendo a aproximação dos clubes de futebol do mercado de capitais. “Abrirá a oportunidade para todos os clubes captarem recursos mais barato”, afirma. No entanto, ele ressalta que os clubes precisam fazer sua lição de casa: governança, transparência, compliance. “Sem gestão de qualidade e governança forte dificilmente um clube vai conseguir estruturar uma operação no mercado”, reforça Carvalho.
Para acessar o mercado de ações, os times precisam se tornar empresas S/A, o que pode ser feito via estatuto do clube, individualmente. Mas já há proposta tramitando na Câmara dos Deputados, caso do Projeto de Lei 5082/2016, que cria Sociedade Anônima do Futebol (SAF), o que permitiria investimentos privados ou estrangeiros ou, até, um IPO - oferta inicial de ações -, como fizeram 22 times europeus.

Fundo rubro-negro de renda fixa busca superar CDI
Os torcedores do Flamengo, o time brasileiro mais bem estruturado administrativa e financeiramente, segundo Carvalho, da ANFIDC, passaram a contar com um banco digital exclusivo. O Banco BS2, antigo Banco Bonsucesso, lançou o aplicativo BS2 Flamengo, pelo qual poderão ser abertas contas digitais, contratação de empréstimos e financiamentos, entre outras operações financeiras.
“Até o fim de maio, lançaremos o BS2 Rubro Negro CP FIRF, um fundo de renda fixa crédito privado com liquidez diária com objetivo de superar o CDI e a poupança com uma aplicação mínima acessível”, conta Christiano Ehlers, diretor de Investimentos na BS2 Câmbio e Investimentos. Em todas as transações realizadas pelos clientes, o Flamengo receberá uma participação, além do patrocínio máster de R$ 15 milhões firmado com o banco. A estruturação de uma operação para captar recursos no mercado não foi confirmada.

CVM determina suspensão de atividades da FX Trading por atuação irregular

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) suspendeu as atividades de negociação de derivativos da FX Trading Corporation por atuação irregular no mercado Forex (Foreign Exchange). A empresa não possui registro junto à CVM para captação clientes residentes no Brasil. Ainda segundo a autarquia, a FX anunciava seus serviços pela página da empresa na internet e pelas redes sociais.

BC realiza leilão de US$ 3 bilhões para conter alta do dólar

O Banco Central (BC) realizará leilões, nesta segunda, amanhã e quarta-feira (22), de até US$ 3 bilhões das reservas internacionais com compromisso de recompra. O objetivo é conter a volatilidade no mercado de câmbio e a valorização do dólar, que atingiu a cotação de R$ 4,102 na sexta-feira.
Este ano, o BC já injetou US$ 7,925 bilhões das reservas internacionais no mercado. Até quinta-feira (16), as reservas internacionais brasileiras estavam em US$ 384,5 bilhões.

Equity International avalia IPO da rede de estacionamentos Estapar

A Equity International está "avaliando seriamente" uma oferta pública inicial de ações (IPO) da Estapar, rede de estacionamentos em São Paulo, segundo declarações feitas pelo CEO Tom Heneghan à agência de notícias Bloomberg. A operação faz parte de um projeto de abertura de capital de quatro companhias pertencentes à Equity International no Brasil, Colômbia, México and Índia.
Segundo Heneghan, a Estapar, com 600 unidades em São Paulo, está entre as empresas que vêm sendo preparadas para potenciais IPOs. Gafisa e BR Malls foram as primeiras empresas da Equity International a abrir capital no Brasil.

BNDES disponibiliza site de Relações com Investidores

O BNDES aproveitou a divulgação das demonstrações financeiras referentes ao primeiro trimestre do ano, hoje, para fazer o lançamento de seu site de Relações com Investidores.
O site disponibiliza, além das informações financeiras, dados sobre governança, recursos captados e investidos, e outras publicações, além de apresentações ao mercado.
Para acessar e salvar nos seus favoritos, clique aqui.

Lucro do BNDES cresce cinco vezes e soma R$ 11,1 bilhões, no 1T19

O BNDES registrou lucro líquido de R$ 11,1 bilhões, no primeiro trimestre, montante cinco vezes maior que o apurado no mesmo período de 2018. Em entrevista coletiva, o presidente do BNDES, Joaquim Levy, afirmou que o resultado “obviamente mostra que o BNDES continua muito vigoroso". "Esse resultado se deve principalmente às participações societárias, com venda na Petrobras, na Fibria e na Rede”, acrescentou. “Realizamos com grande lucro em relação ao valor que compramos as ações lá atrás."
De acordo com os dados consolidados apresentados no balanço trimestral, divulgado hoje, o aumento de caixa e equivalentes de caixa totalizou R$ 32,5 bilhões, revertendo resultado negativo de R$ 1,8 bilhão, registrado no primeiro trimestre de 2018. O caixa líquido gerado pelas atividades de investimentos, principalmente em virtude da venda de participações, foi de R$ 2,1 bilhões, ante os R$ 128,2 milhões, na comparação anual. Atividades operacionais geraram caixa líquido de R$ 28,4 bilhões, revertendo o resultado negativo apurado no mesmo período no ano anterior, de R$ 2,7 bilhões, enquanto as atividades de financiamentos passaram de R$ 695,1 milhões para R$ 2 bilhões, na mesma base de comparação. "O BNDES teve essa liderança na transformação do crédito no Brasil. Estamos voltando aos níveis de 2007-8, criando um novo ciclo de mais crédito livre e menos crédito direcionado”, comentou Levy.
As demonstrações financeiras consolidadas incluem o BNDES, suas subsidiárias integrais - BNDES Participações, Agência Especial de Financiamento Industrial (Finame) e BNDES Limited – e seus fundos de investimento financeiro de participação exclusiva - Fundo BB Juno – Fundo de Investimento Multimercado Crédito Privado Investimento no Exterior; Fundo BB Gaia – Fundo de Investimento de Renda Fixa; e Fundo BB Gaia II – Fundo de Investimento em Cotas de Fundos de Investimento de Renda Fixa.

Sul América investe na Órama e vende posição na CaixaCap

A Sul América realizou um aporte de R$ 100 milhões na Órama Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários. De acordo com fato relevante divulgado pela companhia, "o investimento ocorrerá mediante capitalização, pela Sul América Investimentos, da O10 Participações, controladora da Órama. Após a conclusão da aquisição, o Grupo SulAmérica terá 25% do capital social total e votante da O10.

Paralelamente à compra da participação na Órama, a Sul América anunciou a venda da sua carteira de capitalização e também da sua participação minoritária na CaixaCap para a Icatu Seguros. Com a operação, a Icatu Seguros alcança a 4ª posição, por faturamento, entre as empresas de capitalização, com aproximadamente R$ 2 bilhões em 2018. Sua participação na CaixaCap, que já era de 24,5% antes ada aquisião do bloco da Sul América, sobe para 49%. Segundo nota da Icatu Seguros, a operação está sujeita à aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e da Superintendência de Seguros Privados (SUSEP).

Fazenda estuda medidas para aumentar rentabilidade do FGTS

A Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da Economia confirmou, na sexta-feira, que está preparando medidas para melhorar a gestão do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e aumentar a rentabilidade, entre as quais acabar com o monopólio da Caixa na administração do fundo.
Atualmente, o FGTS, cujo patrimônio soma R$ 525 bilhões, rende o equivalente à taxa referencial (TR) mais 3% ao ano. Desde 2018, o fundo distribui metade do lucro líquido do ano anterior a todos os trabalhadores. Apesar da distribuição do lucro, o rendimento é inferior à inflação. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) registrou inflação acumulada de 4,94% nos 12 últimos meses terminados em abril.
As informações são da Agência Brasil, em Brasília.