Société Générale vai cortar € 500 mi em custos e demitir 1.600 de banco de investimento

O gigante francês Société Générale anunciou hoje que pretende reduzir € 500 milhões em suas despesas e, como parte do processo, vai demitir 1.600 profissionais de seu banco de investimento, um corte de 8% da força de trabalho. Desse total, 750 postos serão suprimidos na França e o restante em Londres e Nova York.
A reestruturação também prevê a reorganização da divisão de renda fixa, buscando maior lucratividade, principalmente nas operações de crédito e câmbio, e encerramento da unidade de commodities. As atividades internacionais do segmento de varejo também estão sendo revistas.
As medidas são uma reação ao baixo desempenho apurado no último trimestre do ano passado, incluindo uma queda de 50% no lucro do banco de investimento.

Incerteza derruba rentabilidade de fundos de ações em março, mas 1º Tri acumula alta


Os fundos de ações registraram a maior rentabilidade no primeiro trimestre do ano, apesar de encerrarem março com baixo desempenho, de acordo com o balanço divulgado hoje pela Anbima. Dos 12 fundos da classe de Ações, oito tiveram rentabilidade negativa no mês passado. O período foi marcado por incertezas políticas, sobretudo em relação à reforma da previdência, e as dúvidas em relação ao ritmo do crescimento global, que impulsionou a desvalorização dos ativos emergentes, aponta o relatório. No acumulado do ano, no entanto, apenas o Fundo Fechado Ações apresentou rentabilidade negativa de 7,02%, mas ainda registra alta de 19,97% no acumulado de 12 meses.
Os destaques positivos ficaram com o Fundo Ações Setoriais, com rentabilidade de 11,05%, de janeiro a março, e de 14,81% em 12 meses, e com o Fundo Ações FMP-FGTS, com valorização de 10,35% e 27,78%, respectivamente.
Entre os fundos de renda fixa, a melhor rentabilidade foi do Fundo RF Dívida Externa, com avanço de 4,47%, nos três primeiros meses do ano, e 20,96%, no acumulado de 12 meses. Na sequência, o Fundo RF Duração Alta Soberano teve rentabilidade de 4,31%, no primeiro trimestre, e acumula +13,88% em 12 meses.
Já na classe Multimercados, o fundo Estratégia Fixa registrou rentabilidade de 3,63%, no primeiro trimestre, e +10,75% em 12 meses. Na mesma sequência, Capital Protegido rendeu 3,5% e 7,6%, respectivamente.

Multimercados têm maior captação no 1º Tri com saldo positivo de R$ 12,4 bi

A classe Multimercados registrou captação líquida de R$ 12,4 bilhões, no primeiro trimestre do ano. Em março, o resultado também foi positivo em R$ 2,2 bilhões. As informações foram divulgadas hoje pela Anbima. As maiores captações dentro dessa classe, ao longo dos três primeiros meses do ano, ocorreram nos tipos de maior representatividade, Livre e Macro, com R$ 6,3 bilhões e R$ 3,4 bilhões, respectivamente.
A classe com a segunda maior captação líquida no trimestre foi Ações, com R$ 12 bilhões. Apenas o tipo Ações Livre foi responsável pela captação de R$ 8,5 bilhões no trimestre. Em março, o também foi resultado foi positivo em R$ 1,8 bilhão, correspondendo ao sexto mês consecutivo de entrada líquida de recursos.
Já a classe Previdência, por sua vez, acumula captação líquida de R$ 10,1 bilhões no ano, o terceiro melhor resultado no trimestre. A classe Renda Fixa atraiu apenas R$ 426 milhões de novos recursos no mês e registrou entrada líquida de R$ 1,1 bilhão entre janeiro e março de 2019.

No trimestre, indústria de fundos registra captação líquida de R$ 47,8 bi

A indústria de fundos de investimentos encerrou março com captação líquida de R$ 2,2 bilhões, encerrando o primeiro trimestre do ano com saldo positivo de R$ 47,8 bilhões, crescimento de 3,3%, em relação ao final do ano passado. As informações foram divulgadas hoje pela Anbima. O mês foi marcado pelas incertezas políticas, sobretudo em relação à reforma da previdência, e as dúvidas em relação ao ritmo do crescimento global, que impulsionou a desvalorização dos ativos emergentes, aponta o relatório.
O patrimônio líquido total encerrou o trimestre em R$ 4,790 trilhões, crescimento de 3,25% no acumulado do ano, em relação ao final de 2018.

CVM apura atuação irregular da Stake e determina suspensão imediata de ofertas

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) informou hoje que a atuação da australiana Stakeshop na oferta de serviços de intermediação de valores mobiliários no Brasil é irregular. A empresa não possui registro na CVM, por isso não tem autorização para captar clientes residentes no País para investir nas bolsas norte-americanas. A autarquia determinou a imediata suspensão de veiculação de qualquer oferta de serviços, sob pena de multa diária de R$ 1 mil em caso de descumprimento.

A CVM orienta a quem receber proposta de investimento por parte da Stake, similar ou diferente da que reproduzimos abaixo, entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) para fornecer detalhes da oferta e a identificação das pessoas envolvidas, "para que seja possível a pronta atuação da autarquia no caso". O telefone do SAC é 0800 025 9666.Stake

Gigante japonesa Nomura vai cortar US$ 1 bilhão em seus assets nos EUA e Europa

A Nomura, maior empresa de valores mobiliários do Japão, vai cortar US$ 1 bilhão em custos em seus bancos de investimentos, com a redução de negócios "mais agressivos" no exterior e a demissão de mais de 150 profissionais nos EUA, Europa, Oriente Médio e África, além de um enxugamento nos escritórios de Hong Kong e Cingapura. O corte bilionário faz parte da reestruturação liderada pela nova diretoria para reverter as perdas consecutivas nos últimos quatro trimestres.
O fraco desempenho da economia europeia e a dificuldade de gerar lucros na região desde que comprou as operações do Lehman Brothers, em 2008, estão entre as justificativas da reestruturação das operações fora do Japão. Nos EUA, as principais razões são a taxa de juros reduzida e o aumento da concorrência com rivais como UBS, BNP Paribas e Deutsche Bank, que também enfrentam resultados fracos e discutem possíveis fusões na região. As informações são da Bloomberg.

CVM condena ex-presidente do Postalis e ex-gestores da Atlântica a multas milionárias

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou, em ação julgada ontem, o ex-presidente do Postalis, Alexej Predtechensky, e os ex-diretores da Atlântica Investimentos Fabrizio Dulcetti Neves, Andre Barbieri Perpétuo, Cristiano Giorgi Muller Carioba Arndt e Leandro Ecker, por irregularidades relacionadas à negociação de títulos superfaturados no mercado de capitais. Também envolvidos no processo, o BNY Mellon DTVM e seu ex-diretor José Carlos Lopes Xavier de Oliveira, foram absolvidos da acusação de falha na administração de fundo de investimento por precificação incorreta de ativos.
A Predtchensky foi aplicada multa de R$ 13 milhões, correspondente a 10% do valor total das operações irregulares. Neves, que não tem seu paradeiro conhecido, foi proibido de atuar, direta ou indiretamente, em qualquer modalidade de operação no mercado de valores mobiliários, por 10 anos. Em setembro de 2017, Neves havia sido condenado a pagar uma multa de mais de R$ 400 milhões por fraude com títulos privados que causaram prejuízos de US$ 79 milhões ao Brasil Sovereign II Fundo de Investimento de Dívida Externa, cujo cotista único era o Postalis.

Os demais ex-diretores da Atlântica, Barbieri e Ecker, também foram condenados a pagar um total de R$ 26 milhões em multa. Já Arndt, falecido em 2015, teve a punibilidade extinta.

Saída de dólares do país supera entrada em US$ 4,2 bilhões em março

O saldo de entrada e saída de dólares do Brasil ficou negativo em US$ 4,237 bilhões, em março, segundo dados publicados hoje pelo Banco Central. No acumulado do ano, no entanto, o fluxo cambial está positivo em US$ 4,444 bilhões.
Em março, o fluxo financeiro (investimentos em títulos, remessas de lucros e dividendos ao exterior e investimentos estrangeiros diretos, entre outras operações) registrou saldo negativo de US$ 7,101 bilhões e o comercial (operações de câmbio relacionadas a exportações e importações) teve saldo positivo de US$ 2,863 bilhões.

FII Patria capta R$ 150 milhões em primeiro dia de negociação na B3

Um novo fundo de investimento, o Pátria Edifícios Corporativos Fundo de Investimento Imobiliário – FII, que passou a ter suas cotas negociadas no mercado de bolsa ontem, dia 2, captou R$ 150,2 milhões, segundo nota da B3. Com nome de pregão FII PATRIA e código de negociação de PATC11, o lote-padrão é de uma cota e a cotação é em R$ por unidade. Nessa primeira emissão, foram subscritas e integralizadas 1.502.052 cotas.

Fundos Ações Investimento no Exterior registram rentabilidade de 7,48% no ano, até dia 22

A indústria brasileira de fundos de investimento captou R$ 8,04 bilhões em março, até o dia 22, de acordo com as estatísticas da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). O destaque do período é da classe de Renda Fixa, cujos fundos registraram ingressos líquidos de R$ 3,7 bilhões. No ano, até 22 de março, a indústria de fundos acumula captação líquida de R$ 52,8 bilhões.
Entre as rentabilidades, no acumulado do ano, os melhores desempenhos são dos fundos de ações, com destaque para Ações Investimento no Exterior, com 7,48%, seguidos por Ações Indexados, com 6,57%.
Entre os fundos de renda fixa, o Renda Fixa Alta Duração Grau de Investimento apresenta rentabilidade de 3,19%, no acumulado do ano, até 22 de março. No segmento multimercado, os fundos Multimercado Macro têm rentabilidade de 2,72%, no mesmo período.