Caixa vende carteira de crédito estressado

Edição 279

A Caixa abriu processo para a venda de uma carteira corporativa de ‘créditos estressados’ que somam um valor de face de R$ 1,5 bilhão. No momento, o banco está em fase de seleção dos gestores que irão disputar o ativo. Ao longo do ano passado, o banco público já foi bastante ativo na venda de ‘créditos estressados’ à players especializados do segmento, com cerca de R$ 12 bilhões colocados no mercado, mas até então as operações realizadas estavam restritas ao negócio de varejo e de cartões de crédito principalmente.
Com as movimentações feitas pela Caixa eoutros eventos semelhantes, como a venda de uma carteira superior a R$ 2 bilhões pelo Itaú, e a compra da empresa de cobranças do BTG Pactual, Recovery, também pelo Itaú, o mercado de ‘créditos estressados’ movimentou R$ 25 bilhões em transações realizadas em 2015, segundo levantamento da PwC.
Para 2016, com as perspectivas ruins para a economia ao longo do ano, devendo se estender para 2017, mantendo assim o nicho aquecido, as estimativas apontam para um volume de R$ 40 bilhões movimentados por este tipo de transação.
Além das operações de grandes bancos que há alguns anos tinham uma atuação tímida no mercado de ‘créditos estressados’, os players que atuam no segmento também aguardam para 2016 uma possível operação que tem sido discutida desde o ano passado. A operação em questão seria a venda da carteira de R$ 3 bilhões do banco BVA, que está em liquidação extrajudicial.

BTG Pactual vende BSI para EFG International

Edição 279

O banco BTG Pactual vendeu a instituição suíça BSI ao EFG International, private banking do megainvestidor grego Spiros Latsis. O preço final esperado pela transação deve ficar entre 1,5 bilhão de francos suíços e 1,6 bilhão de francos suíços, o que ficaria entre R$ 6,1 bilhões e R$ 6,5 bilhões.
O BTG Pactual deverá deter entre 20% e 30% da entidade após a transação e receber um pagamento de caixa de aproximadamente 1 bilhão de francos suíços (R$ 4 bilhões). Os negócios combinados entre o BSI e o EFG após a transação terão aproximadamente 171 bilhões de francos suíços de ativos de clientes (o equivalente a US$ 172,5 bilhões) e 860 relationship managers globalmente.
O BTG Pactual adquiriu a BSI em 2014, por US$ 1,7 bilhão, com a intenção de ampliar sua presença como uma asset global. Porém, os planos mudaram no final do ano, após a prisão de seu principal controlador na época, André Esteves.

Cresce participação de institucionais na bolsa de valores

Edição 278

A participação de investidores institucionais na BM&FBovespa cresceu de 28,55% em 2014, para 29,34% no ano passado. Ainda assim, os investidores estrangeiros lideraram a movimentação financeira em 2015, com 39,91% de participação. As instituições financeiras obtiveram 21,92% de participação, ante 29,57% um ano antes. Já as pessoas físicas encerraram o ano com participação de 7,69% no segmento e as empresas registraram 0,95% de participação.

Possível fusão de BM&FBovespa e Cetip

Edição 276

A BM&FBovespa informou que vem mantendo tratativas preliminares com a Cetip visando formular aos respectivos conselhos de administração uma proposta de combinação das duas companhias, que possa vir a ser recomendada às respectivas assembleias de acionistas. Documento enviada para a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), não assegura que as tratativas resultarão em oferta ou transação de qualquer natureza, e que, neste momento, não existe nenhuma proposta sobre a estrutura econômica ou societária de uma eventual transação. Em seu comunicado enviado à CVM, a Cetip acrescenta apenas que foi procurada pela BM&FBovespa para iniciar as tratativas visando negociação entre elas.