EDP conclui captação de R$ 800 milhões com debêntures

 

A EDP concluiu, na primeira quinzena do mês, a oferta pública de distribuição de 800 mil debêntures simples emitidas por sua controlada EDP Transmissão SP-MG no valor de R$ 800 milhões. Com prazo de vencimento de 10,3 anos, os papéis oferecem remuneração de 4,45% ao ano além da variação do IPCA. A operação marcou o fecho do ciclo de financiamentos dos projetos de transmissão ganhos pelo grupo português nos leilões de 2016 e 2017.

IG4 negocia a compra da Invepar

A Invepar, holding de infraestrutura dona da concessão do aeroporto de Guarulhos e do metrô do Rio, deve receber proposta firme de compra do fundo IG4 Capital, especializado em empresas em dificuldades financeiras. A informação é do jornal “Estado”, segundo o qual o fundo estaria sendo assessorado pelo Bradesco BBI.

Segundo o 'Estado', o fundo estaria liderando um grupo com investidores estrangeiros para fazer uma injeção de R$ 1,7 bilhão na companhia. A ideia do IG4 seria diluir a participação dos atuais acionistas para assumir o controle da empresa. Entre os principais acionistas da Invepar estão os fundos de pensão Previ, Petros e Funcef, que juntos detêm 75,6% da holding.

Lucro consolidado das três maiores estatais brasileiras é o maior da história

O lucro líquido consolidado das três maiores estatais brasileiras de capital aberto (Banco do Brasil, Petrobras e Eletrobrás) no segundo trimestre de 2019 é o maior da história dessas empresas. Segundo levantamento da Economática, o lucro líquido consolidado das três alcançou R$ 28,6 bilhões ajustados pela inflação do IPCA até junho de 2019.

O maior lucro anterior foi no terceiro trimestre de 2008 quando as estatais registraram R$ 14,83 bilhões nominalmente, que ajustado pelo IPCA até junho de 2019 representa R$ 27,02 bilhões. O IPCA no período valorizou 82,22%.

O maior prejuízo desse consolidado aconteceu no quarto trimestre de 2015 quando registram R$ 51,9 bilhões, com valores ajustados pelo IPCA até junho de 2019.

Segundo a Economática, nos 82 trimestres entre janeiro de 1999 e junho de 2019, as estatais consolidadas tiveram prejuízo em 9 e lucro em 73 oportunidades.

Patrimônio de fundos incentivados dobra em 16 meses

Os fundos de investimento em debêntures incentivadas seguem em alta junto aos investidores pessoas físicas. Levantamento efetuado pela consultoria paulista Comdinheiro mostra que o patrimônio líquido desses veículos de investimento dobrou entre janeiro de 2018 e abril deste ano, atingindo a marca de R$ 8,78 bilhões. 

A demanda dos aplicadores ganhou intensidade a partir da definição da corrida eleitoral, em outubro de 2018. Naquele mês, a massa de recursos dos fundos incentivados, interrompendo um ciclo de duas quedas consecutivas, apresentou evolução de 24,11% e não parou mais de crescer.

O número de fundos de investimento, apurou a Comdinheiro, se expandiu de forma semelhante: saltou de 35 para mais de 80 entre o início de 2018 e o fim do primeiro quadrimestre deste ano. 

 

IRB Brasil Re é eleita a melhor da Bolsa pela Broadcasting

A agência Broadcasting, do jornal Estadão, entregou hoje pela manhã o troféu de empresa de melhor desempenho na Bolsa brasileira ao IRB Brasil Re, do setor segurador. A Engie, do setor elétrico, ficou em segundo lugar, e a Renner, de tecidos e vestuários, conquistou a terceira posição. O ranking, organizado pelo 19º ano consecutivo pela agência Broadcasting, é feito com base em dados e análises fornecidos pela empresa Economática. Seguem abaixo as 10 melhores empresas do ranking Broadcasting com o melhor desempenho em Bolsa:

1º IRB Brasil Re – Seguradoras

2º Engie – Energia elétrica

3º Renner – Tecidos, vestuários e calçados

4º Ambev – Cervejas e refrigerantes

5º Itaú Unibanco – Bancos

6º Banco do Brasil Seguridade – Seguradoras

7º Localiza – Aluguél de carros

8º Petrobras – Exploração, refino e distribuição

9º Taesa – Energia Elétrica (Destaque Small Caps)

10º Energisa - Energia elétrica

Lucro líquido do Votorantim cresce em 3 e 6 meses

O lucro líquido do Banco Votorantim no segundo trimestre de 2019 foi de R$ 352 milhões, representando um Retorno sobre Patrimônio Líquido (ROE) de 15,2%, superior aos 14,8% reportado no 1T19. No comparativo semestral o resultado foi ainda mais expressivo, com aumento de 35% de no lucro líquido em relação ao primeiro semestre de 2018, totalizando R$ 688 milhões.

"O resultado reflete nosso plano estratégico de rentabilização dos negócios, o aumento da eficiência operacional e a diversificação das receitas. Seguimos com nossos investimentos na transformação digital para melhorar a experiência do nosso cliente, reforçando nossa cultura e ampliando o engajamento dos nossos colaboradores", destaca Elcio Jorge dos Santos, presidente do Banco Votorantim.

Segundo nota distribuída pelo banco, entre outros fatores que contribuíram para os bons resultados nesse início do ano está a captação de R$ 1,2 bilhão pelo novo fundo imobiliário da Votorantim Asset Management (VAM). O FII Green Towers, cujas cotas começaram a ser negociadas na B3, atraiu aproximadamente sete mil cotistas, quase todos pessoas físicas, sendo o maior fundo de investimento imobiliário captado no país nos últimos seis anos.

Cresce o lucro líquido do ABC Brasil no trimestre

O Banco ABC Brasil registrou lucro líquido de R$ 125,2 milhões no segundo trimestre do ano, aumento de 3,3% em relação aos R$ 121,2 milhões do trimestre anterior e de 12,2% frente aos R$ 111,7 milhões no segundo trimestre de 2018. No acumulado semestral, o lucro líquido do banco foi de R$ 246,4 milhões, 11,9% superior ao mesmo período de 2018.

Segundo nota distribuída pelo banco, houve expansão nas carteiras de empréstimos dos segmentos Corporate (mais 2,8%), Large Corporate (mais 1,4%) e Middle Corporate (mais 11,3%).

O Retorno Anualizado Sobre o Patrimônio Líquido (ROAE) foi de 13,0% ao ano neste trimestre, apresentando estabilidade em relação ao trimestre anterior e no mesmo período em 2018.

Grupo da Anbima reduz projeção da Selic para 5,25% no fim do ano

O Grupo Consultivo Macroeconômico, da Anbima, reduziu a estimativa para a Selic deste ano pela segunda vez consecutiva estimando que chega ao final do ano em 5,25%, contra projeção anterior que era de 5,75%.

“Nossa avaliação geral é de que o cenário do país está favorável para a redução da Selic. A inflação abaixo da meta e o baixo dinamismo da atividade econômica em um ambiente mais construtivo, principalmente após a aprovação da Reforma da Previdência em primeiro turno, contribuem para que os juros atinjam níveis mais baixos, o que pode permitir o reaquecimento do consumo e dos investimentos”, afirma Fernando Honorato, presidente do grupo.

Em relação à inflação, o grupo projeta que o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deve permanecer abaixo da meta (4,25%) pelo terceiro ano consecutivo, com 3,8% no encerramento de 2019. O grupo avalia que o quadro está mais favorável após as pressões pontuais observadas nos preços dos combustíveis, alimentos e serviços no primeiro semestre.

Sobre a atividade econômica, o grupo projeta PIB (Produto Interno Bruto) de 0,8% para 2019, o mesmo apontado na reunião anterior, em junho. Em relação ao cenário externo e dólar, o grupo reduziu a projeção da moeda americana para o encerramento de 2019, de R$ 3,80, apontado na reunião anterior, para R$ 3,78.

Marfrig emite US$ 500 milhões em títulos de sustentabilidade

A Marfrig Global Foods, uma das companhias líderes globais em carne bovina, anunciou hoje a emissão de sustainable bonds -- ou títulos de sustentabilidade -- no mercado internacional. A captação, com valor de 500 milhões de dólares, prazo de 10 anos e taxa de 6,625%, está sendo coordenada pelos bancos Santander, ING e BNP, além de Banco do Brasil, Bradesco, BTG, Nomura, HSBC, XP e Rabobank. É a emissão mais longa e com o menor custo já feita pela companhia.

A Marfrig tem como um de seus pilares estratégicos o desenvolvimento sustentável. Em todas as suas operações nos países nos quais está presente, há ações concretas para a redução do impacto das suas atividades no meio ambiente. Pelos esforços na redução do desmatamento na sua cadeia de valor e consequente redução nas emissões de GEE, a Marfrig foi reconhecida pelo Programa de Florestas do CDP – Carbon Disclosure Program, que atua em nome de investidores signatários que desejam entender como as empresas abordam sua exposição aos riscos de desmatamento.

Nesse contexto, a Marfrig é referência em sustentabilidade no setor, comprovada por uma série de iniciativas pioneiras. Desde 2009, a companhia mantém um compromisso público com o Desmatamento Zero para o Bioma Amazônia. Além disso, em 2010, a companhia desenvolveu o programa Marfrig Club, que estimula seus fornecedores a aplicarem as melhores práticas agropecuárias, baseando-se em três pilares: Respeito Animal, Respeito Social e Respeito Ambiental.

Previ e gestores são as principais compradoras das ações da BR Distribuidora

Com a venda de 30% das ações da BR Distribuidora, na data de 23/7, a Petrobras reduz para 41,25% sua participação na distribuidora de combustíveis e essa, na prática, passa a ser uma empresa privada. Está previsto a venda de um novo lote de ações da distribuidora pela Petrobras, que reduziria sua participação ainda mais, para 37,5% do capital.

Na venda do lote de 30% ocorrido no início desta semana os principais compradores foram investidores institucionais, incluindo fundos de pensão e gestores. Segundo especulações do mercado, o principal comprador teria sido a Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, que já detinha cerca de 2% do capital da distribuidora e comprou mais 2% na oferta do dia 23/7, aumentando sua participação para cerca de 4% do capital da distribuidora. Outros compradores expressivos teriam sido os gestores do Opportunity, a SPX e a Atmos.

Embora tenha perdido a condição de controlador absoluto, a Petrobras ainda é vista como um acionista capaz de ditar os rumos da distribuidora, uma vez que sua participação dificilmente poderá ser igualada ou superada por um bloco de minoritários. Analistas argumentam que a “privatização” da companhia não proporcionou a esperada pulverização do seu capital.

Mas do ponto da rentabilidade da empresa, eles esperam que sem as restrições regulatórias impostas às empresas estatais, a BR conseguirá aproximar sua lucratividade daquela exibida pelas concorrentes Shell e Ipiranga.