Mais investidores avaliam aderir ao processo contra a Vale na CAM

O início de um processo de arbitragem contra a Vale, aberto por um grupo de pouco mais de 20 investidores institucionais na Câmara de Arbitragem do Mercado (CAM), da B3, pedindo ressarcimentos por prejuízos amargados com ações da empresa em decorrência do rompimento da barragem de Feijão, em Brumadinho (MG), pode ganhar novas adesões. “Estamos acompanhando o caso de perto, temos ações da Vale e poderemos aderir ao processo de arbitragem”, confidenciou o dirigente de um fundo de pensão ainda fora do processo. “Depende de uma decisão do nosso Conselho”, explicou.

O processo é conduzido pelo escritório Modesto Carvalhosa Advogados, que conduz processo semelhante na CAM contra a Petrobras, em nome de um grupo de investidores institucionais que inclui assets e fundos de pensão. O grupo, representado pelo escritório, pede ressarcimento pelo esquema de corrupção montado na empresa no caso que ficou conhecido como “petrolão”.

Investidor Online, o serviço de informações diárias de Investidor Institucional, publicou no início de fevereiro a formação do grupo de investidores que fariam parte do processo na CAM contra a Vale. O número atual de aderentes ao processo, cerca de 20, é considerado pequeno e pode crescer para mais de trinta, incluindo inclusive investidores internacionais.

Liquidez gerada por operações na XP é crucial para pequenos e médios bancos

A liquidez oferecida a muitos pequenos e médios bancos pelas operações envolvendo seus papéis na plataforma da XP pode estar mascarando situações bem mais difíceis, avalia um experiente executivo do mercado financeiro. Segundo esse executivo, não fosse o elevado nível de negócios gerados pela plataforma, alguns desses pequenos e médios bancos poderiam enfrentar situações mais complicadas de solvência.

Amazonas, Pará e Rondônia concentram maior parte das startups da região Norte

A Associação Brasileira de Startups (Abstartups) divulgou um mapeamento de startups da região norte do país. Feito entre os meses de maio e junho deste ano, o estudo reporta 266 startups na região, sendo que 29% estão no Amazonas, 24% no Pará, 14% em Rondônia e 33% distribuídas nos outros estados da região. Ainda segundo o levantamento, o segmento de Educação é o que mais se destaca, seguido por Finanças e Agronegócios.

Os empreendedores da região são, em sua maioria, do sexo masculino, contabilizando 46% do total, contra 8% do sexo feminino. Ao todo, 27% das startups locais tem mais de um fundador. De acordo com o Presidente da Abstartups, Amure Pinho, grande parte das startups da região já passaram pela fase de ideação, e se encontram principalmente na fase de operação.

Brasil Foods e Marfrig desistem do projeto de fusão

A anunciada fusão da Brasil Foods com a Marfrig, divulgada há cerca de 40 dias, não deverá mais se concretizar. As duas empresas desistiram do acordo por não terem conseguido chegar a um consenso sobre temas de governança corporativa que guiariam a nova companhia. "Apesar do término das tratativas para a combinação de seus negócios, o relacionamento comercial entre a companhia (BRF) e a Marfrig permanecerá inalterado e não haverá quaisquer modificações nas práticas, condições e termos previstos em contratos por elas celebrados", informou a BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, em fato relevante pulicado na última sexta-feira (12/7).

A BRF tem entre seus acionistas os fundos de pensão Previ (do Banco do Brasil) e Petros (da Petrobras).

Guimarães diz que Caixa vai intensificar venda de participações

O Presidente da Caixa, Pedro Guimarães, informou que o Conselho do FI-FGTS discutiu nessa semana a intensificação do processo de venda de suas participações em empresas, entre as quais a Alupar e do Banco do Brasil. O presidente da Caixa estima ainda que a Caixa deverá realizar cerca de 15 ofertas públicas de ativos neste ano e no próximo, entre abertura de capital (IPO) e ofertas subsequentes (follow-on).

Cresce o número de fusões e aquisições no primeiro trimestre

O número de fusões e aquisições no Estado de São Paulo cresceu 24% no primeiro trimestre de 2019, somando 126 transações 101 no mesmo período de 2018. Os dados são de pesquisa exclusiva da KPMG, que revelou também que 84 das operações realizadas em 2019 foram entre empresas domésticas, 36 de empresas estrangeiras adquirindo companhias nacionais de brasileiros, 4 de empresas estrangeiras adquirindo companhias nacionais de estrangeiros e 2 de empresas nacionais adquirindo companhias locais de estrangeiros.

Em toda a região Sudeste, foram fechados 163 negócios no primeiro trimestre de 2019 contra 155 no mesmo período de 2018. Em âmbito nacional, o número total de fusões e aquisições manteve tendência de crescimento no primeiro trimestre de 2019. Nesse período, foram registradas 250 operações, contra 243 do trimestre anterior (alta de 3%) e 234 registradas no primeiro trimestre do ano anterior (alta de 7%).

Rumores sobre interesse de Alibaba e Amazon nos Correios, mas estatal nega

O jornal O Dia publicou, na segunda-feira (24/6), artigo com a informação de que as multinacionais Alibaba e Amazon estariam interessadas na compra dos Correios. A coluna não esclarece se elas disputariam a compra da estatal brasileira ou se poderiam se unir com esse objetivo.

De acordo com a coluna de O Dia, o objetivo seria aproveitar a infraestrutura logística já instalada pela empresa, o que poderia agilizar as ofertas de entregas de ambos serviços no Brasil.

Nota divulgada pela assessoria dos Correios, entretanto, nega a veracidade do rumor. A nota diz que "não, a nova gestão dos Correios trabalha para o fortalecimento da empresa e a recuperação dos índices de eficiência".

Oportunidade em infra e agro | Regina Nunes, após 20 anos na S&P, se une às executivas Renata Lotfi e Thays Jorge para criar uma consultoria especializada em estrutura de capital

Após 30 anos de atuação no mercado financeiro, dos quais 20 anos ocupando posições de comando na agência de classificação de risco Standard&Poors (deixou a S&P em março do ano passado, como head dos escritórios do Brasil e Argentina), a executiva Regina Nunes resolveu mudar o rumo da carreira e criar o seu próprio negócio. Vencida a quarentena de um ano estabelecida no seu distrato com a S&P, ela convidou duas outras executivas para criar a RNA Capital, uma consultoria com foco em operações estruturadas, reestruturação de capital e fusões e aquisições nas áreas de infraestrutura e agronegócio.
Uma das executivas, Maria Renata Lotfi, estava na própria S&P e ocupava a diretoria de corporate ratings para os mercados do Brasil, Chile e Argentina. A segunda, Thays Jorge, era executiva sênior da área contábil/financeira com atuação em empresas globais de telecomunicações, indústria e agropecuária. No dia seguinte ao fim da quarentena ela ligou para Maria Renata e Thays e convidou-as, dando início ao processo de criação da RNA Capital.
Com quatro meses de funcionamento, a RNA Capital já conta com “os maiores clientes que poderíamos querer”, afirma Regina, sem citar nomes em função da confidencialidade das operações. “São empresas de capital aberto em busca de novas estruturas de capital para projetos de concessões de ferrovias, rodovias e aeroportos que vão se financiar apenas no mercado privado, seja interno ou externo”, detalha. “O Brasil vive o melhor momento para consultoria e advisory em infraestrutura e agronegócio, setores com grande potencial de trabalho”, explica Regina.
Ela conta que decidiu empreender a partir da análise de uma conjuntura político-econômica atual, muito semelhante à que o País viveu no segundo governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, quando as privatizações e concessões federais deram um salto e transformaram a realidade brasileira, principalmente no setor de telecomunicações. “Naquela época, eu modelava concessões ou representava alguém que queria comprar e fazia o projeto”, relembra. “O Brasil foi muito bem nas suas concessões e privatizações. O que não foi tão bem assim foram as formas de financiamento. E é essa oportunidade que temos hoje, desenvolvendo projetos financeiros robustos especialmente em infraestrutura e agronegócio.”
Para ela, o que limita o crescimento do Brasil é a falta de produtividade, de geração de energia e de logística e transporte. “Se realizarmos todos os investimentos necessários em infraestrutura, mudamos o País em três anos. Infra gera muita arrecadação de impostos e muitos empregos”, ressalta. “Pode acontecer aqui o que já aconteceu na China e na Coreia.”

Talento – De acordo com a sócia Thays, “a soja do Cerrado chega no porto, por caminhão, a um preço competitivo no mercado internacional”. Se isso já é possível hoje, mesmo com a ineficiência da área de infraestrutura, “imagina se tivéssemos melhor infraestrutura de transporte e de armazenagem”, conclui.
“O agronegócio é o talento do Brasil”, reforça Regina. “Podemos fazer parte do mundo desenvolvido mesmo sendo um país agrícola, porque o mundo precisa comer. Produção agrícola e de commodities de alta qualidade requer investimentos. Já temos o melhor minério de ferro, a celulose e o açúcar, onde se investiu em tecnologia e produtividade”. Para ela, o cenário de baixo crescimento da atividade industrial não deve ser visto como um empecilho para o desenvolvimento econômico do País.
“O que acabou com a indústria nacional não foi o agronegócio ou a mineração, foi o protecionismo, que não criou competitividade e produtividade e um arcabouço jurídico e tributário que a fizesse sobreviver”, aponta Regina. “A própria indústria não construiu o seu caminho. O agronegócio construiu o seu caminho apesar de não ter a infraestrutura mínima para se desenvolver.” Além disso, ela ressalta que há várias indústrias conectadas ao campo, seja na agricultura ou na pecuária.

Importância do crédito – Apesar de terem tido carreiras distintas, as três sócias da RNA Capital compartilham da mesma crença atualmente: a importância do crédito para o desenvolvimento econômico e a democratização dos recursos financeiros. “Acreditamos que o crédito é a coisa mais positiva que existe”, afirma Regina. “Não existe país estável sem crédito. Não há uma sociedade bem desenvolvida e economicamente forte, com democracia, com uma classe média grande, com boa educação e saúde, que não tenha muito crédito e poupança.”
Para Thays, “a forma como a empresa se financia é um diferencial competitivo tal qual o produto que ela desenvolve”. Segundo ela, “o formato do crédito viabiliza o investimento, seja em tecnologia, ampliação de produção ou a cisão de uma unidade madura. É o ajuste fino do passivo do balanço para que se possa investir e aumentar o negócio com rentabilidade.”
Regina observa, no entanto, que no Brasil o crédito é muito criticado porque as taxas de juros são muito altas. “As pessoas não entendem que as taxas são maiores porque temos maiores riscos, porque estamos mais no curto prazo, porque a poupança não é de longo prazo, porque o investidor tem uma visão de retorno muito rápida, e porque tivemos experiências complexas no passado, como a hiperinflação”, avalia. “Mas precisamos pensar que o Brasil tem apenas 500 anos e com essa pouca idade até temos uma sociedade com pilares bem fortes e estruturados.”

Insegurança jurídica – A terceira sócia, Renata, acrescenta que a discussão na justiça sobre contratos de empréstimo, por exemplo, causam uma insegurança jurídica que resulta em instabilidade no mercado. “É preciso evoluir nas regulações. Uma parte da sociedade não entende que quando alguém não paga sua dívida, poucos terão novos financiamentos. Se o credor ou o investidor não tiver a garantia de retorno no futuro, não vai dispor de recursos agora. E o financiamento de infraestrutura é de longo prazo.”
Ela reconhece que, hoje, o acesso ao crédito está mais democratizado, com incentivos oficiais, como as debêntures incentivadas. “Os incentivos são necessários para desenvolver o mercado de investimento de longo prazo”, avalia Regina, mas é um processo evolutivo. “Garantias que foram dadas há 20 anos, hoje, já não são mais necessárias porque alguns setores já estão maduros suficientemente.”

Veículos de financiamento – A RNA Capital utiliza praticamente todos os veículos de financiamento em seus projetos, desde emissão de ações e debêntures a todos os formatos de fundos (FIP, FII, FIDC etc.) e certificados (CRA, CRI). “Cada um tem seu próprio benefício e risco, depende de cada situação”, pontua Renata.
“Nosso trabalho é explicar qual é o melhor veículos para cada tipo de ativo, principalmente no longo prazo. “Independentemente do ativo, o financiamento tem que ser compatível com a geração de caixa”, esclarece a executiva. “Sem gestão de governança forte, o custo de acesso ao mercado de capitais aumenta e impacta diretamente no negócio.”

Mudança no BNDES não afetam venda de ações do IRB Brasil Re

A mudança no comando do BNDES, que trocou o presidente Joaquim Levy por Gustavo Montezano, não deve prejudicar a operação de follow on (oferta subsequente de ações) do ressegurador IRB Brasil Re. A afirmação é de Rubem Novaes, presidente do Banco do Brasil, instituição que negocia junto com a União um plano para se desfazerem juntas da participação no IRB Brasil Re, em uma oferta de ações com potencial de movimentar mais de R$ 8 bilhões.

O BNDES foi a instituição designada para coordenar e executar o plano, acompanhando os atos necessários para a venda das ações do IRB. Novaes, após encontro com o ministro da Fazenda, Paulo Guedes, disse que "a mudança no BNDES não muda nada em relação à operação do IRB".

Instituições financeiras comemoram venda da TAG

Instituições financeiras que assessoraram a negociação que resultou na compra de 90% da Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG) pelo consórcio formado pela ENGIE e fundo de pensão canadense CDPQ, no valor de R$ 33,5 bilhões, bancaram anúncio em veículos de mídia comemorando a conclusão da operação, considerada a maior de fusão e aquisição de 2019.

Assinaram a peça as seguintes instituições: BB Investimentos, BNP Paribas, Bradesco BBI, Credit Agricole, ING, Itaú BBA, Mizlho,MUFG, SMBC, Societe Generale.