Emissões crescem 3,2% e somam R$ 223,7 bilhões em 2018

As emissões domésticas no mercado de capitais totalizaram R$ 223,7 bilhões em 2018, o que corresponde a um aumento de 3,2% em relação ao ano anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira, 8 de janeiro, pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Os ativos de renda fixa elevaram a sua já expressiva participação no total emitido em relação à 2017 – 89% contra 77%, resultado decorrente da performance das debêntures (captação de R$ 140,0 bilhões no ano), cuja parcela avançou de 45% para 62% do total das emissões no período.

As captações no mercado de renda variável representaram apenas 5% das emissões contra 18,5% registradas em 2017, enquanto os Fundos de Investimentos Imobiliários responderam por 6% das emissões domésticas.

As emissões de debêntures em 2018 não se restringiram apenas ao aumento de volume como também em mudanças no seu perfil de colocação. A participação predominante dos investidores institucionais como subscritores das ofertas públicas se manteve, ainda que abaixo do registrado em 2017 (de 61,1% para 51,7%), indicando à disposição destes agentes em continuar alocando recursos em títulos corporativos.

O prazo médio de colocação elevou-se de 4,7 para 6,2 anos, com expressiva redução dos papéis de prazos de até três anos (44,6% em 2017 para 28,7% em 2018) e um correspondente aumento para as emissões de prazos mais longos.

“Estes números refletem a crescente parcela de debêntures emitidas através da Lei nº 12.431, que por serem direcionadas a projetos de infraestrutura e com isenção de IR para pessoas físicas, possuem maior prazo de vencimento e liquidez no mercado secundário”, informa a Anbima, em relatório. Em 2018, foram emitidos R$ 23,6 bilhões destes títulos contra R$ 9,1 bilhões em 2017, o que corresponde a um aumento de 160% no ano.

Na renda variável a performance em 2018 (emissões de R$ 11,3 bilhões entre IPOs e Follow ons) frustrou a recuperação sugerida em 2017 (R$ 40,1 bilhões) após o fraco resultado registrado em 2016 (R$ 10,7 bilhões). Foram apenas seis operações primárias e cinco de distribuição secundária. Na avaliação da associação do mercado, o crescimento econômico abaixo do esperado, o alto nível de alavancagem das empresas e as incertezas típicas de um ano eleitoral contribuíram para este resultado.

As captações externas totalizaram US$ 15,3 bilhões em 2018, sendo que 84% foram captados no primeiro semestre, indicando uma antecipação de recursos em função do calendário eleitoral. Esse resultado representa uma queda de mais de 50% do que foi emitido em 2017 (US$ 32,9 bilhões) e foi captado apenas através de ativos de renda fixa.


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