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A mais valiosa lição para quem precisa bater metas atuariais

Claudio Pires MAGpor Cláudio Pires*
Na MAG Investimentos, entendemos bem as dores de um gestor institucional que precisa bater as metas atuariais em planos de seguridade. Nós nascemos, há pouco mais de sete anos, dentro de um grupo segurador no qual um de nossos desafios centrais era – e ainda continua sendo – exatamente esse.
Hoje, a maior parte de nossos clientes está fora do grupo MAG, porém essa sintonia com os institucionais está gravada em nosso DNA. Por isso, ainda que tenhamos hoje uma base crescente de clientes individuais e empresariais, muitos de nossos principais clientes externos também são investidores institucionais.
Então, se as metas atuariais e o consequente bem-estar financeiro dos assistidos estão entre os nossos objetivos centrais, temos que identificar os melhores motores que podemos usar para chegar lá.
E o que temos a compartilhar sobre isso, considerando a nossa trajetória até aqui?
Ao longo desses anos, percebemos que, entre os melhores motores, um deles se destaca pela sua potência. Se bem calibrado, responderá pela maior parte da força, consistência e velocidade que precisamos para bater as metas.
Um novo olhar sobre a diversificação e seus benefícios
No interessante livro publicado em 2020 “The Psychology of Money” (“A Psicologia Financeira”, na tradução brasileira), que já alcançou 1 milhão de cópias vendidas em todo o mundo, Morgan Housel traz dados e análises interessantes sobre o tema.
Além de escritor e estudioso sobre investimentos, Housel é também gestor de um fundo de venture capital nos EUA e tem analisado tanto a trajetória dos investimentos naquele país como a performance dos mais diferentes tipos de gestores ao longo do tempo.
Em uma das muitas análises interessantes feitas no livro, ele traz a trajetória de crescimento do PIB per capita americano em 170 anos (1850-2020). O gráfico abaixo nada mais é do que o retrato do enriquecimento sem precedentes daquela economia que, hoje, representa cerca de 25% do PIB mundial.
MAG Seguros1Veja o que aconteceu nesse período por lá
Por mais curioso que pareça, houve uma sucessão de eventos negativos capazes de desanimar qualquer investidor que não estivesse de olho no “quadro geral” da performance americana:
• Cerca de 99,9% das empresas abertas no período fecharam as portas
• Quatro presidentes foram assassinados
• Um total de 33 recessões, que duraram 48 anos, caso fossem somadas
• Uma perda de 33% no valor das ações em, no mínimo, 12 ocasiões
• Além de muitos outros eventos negativos, que foram de desastres naturais de grandes proporções até pandemias.
O autor conclui: “O padrão de vida dos americanos aumentou 20 vezes nesses 170 anos, mas mal se passou um dia sem motivos palpáveis para o pessimismo”. E, de fato, cada evento negativo desses destruiu valor e afetou negativamente a vida financeira das pessoas.
Por outro lado, quem pudesse ter comprado o portfólio teórico e ultra-diversificado “Economia dos EUA” teria ganho muito dinheiro no longo prazo, embora a tentação de vender tudo e ir embora rondasse a cabeça do investidor.
Se considerada apenas a história recente, esse tipo de fenômeno se acentuou.
O índice Russel 3000, um composto de 3.000 papéis de companhias abertas americanas, cresceu 8.300% desde 1980 até 2014. No entanto, entre as empresas que estão ou estiveram dentro dele, as perdas consideradas “catastróficas” atingem uma proporção relevante em praticamente todos os setores da economia, incluindo até mesmo as empresas de serviços públicos.
Por que é importante termos esses dados em perspectiva?
Ora, se isso acontece na maior e mais diversificada economia do planeta, imagine os problemas num país que representa ainda apenas pouco mais de 2,5% do PIB mundial, como o Brasil.
Por isso, quanto mais expostos estivermos a um portfólio com a maior diversificação possível, melhores serão nossas chances de capturar o avanço geral da criação de valor, que tem ocorrido no mundo, de forma consistente, nos últimos dois séculos.
Nos mais de 50 fundos que temos sob gestão na MAG Investimentos, entre abertos e exclusivos, temos procurado incorporar esse elemento potente que é a diversificação. Aproveitando a expertise global de nossa sócia Aegon Asset Management, estamos em busca de estratégias internacionais cada vez mais alinhadas com essa filosofia.
Aos poucos, o viés de investir apenas em ativos domésticos, numa economia ainda relativamente pequena como a brasileira, em termos mundiais, vai sendo superado pelos órgãos reguladores e pelos gestores.
Nesse sentido, a MAG Investimentos tem colocado boa parte da energia de nossa equipe para ajudar nesse trabalho. Juntos, precisamos também intensificar agora a educação financeira de nossos participantes sobre a importância de investir fora.
Valorizar o investimento offshore não é depreciar o país, pelo contrário. É trazer para o Brasil e para os investidores brasileiros os benefícios de grandes regiões, países e setores que, em conjunto, vão nos ajudar a bater as metas atuariais. Com metas atuariais batidas, mais rendas de aposentadorias estarão garantidas para serem consumidas no nosso país, ajudando o Brasil nessa longa jornada para ser cada vez mais relevante no cenário mundial.
* Cláudio Pires é diretor da MAG Investimentos