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Petrobras lidera recomendações de bancos e corretoras para dezembro

As ações da Petrobras, como já tem ocorrido com frequência ao longo de 2018, foram novamente as mais recomendadas por bancos e corretoras nos portfólios sugeridos para dezembro. De dez casas, sete incluiram os papéis da petroleira em suas carteiras recomendadas para o último mês do ano. Também tiveram destaque, com cinco recomendações cada, as ações da Gerdau e da Ultrapar. Foram consideradas para o levantamento as carteiras das seguintes casas: BB Investimentos, Coinvalores, Elite, Genial, Guide, Mirae, Planner Socopa, Spinelli e XP.

Os analistas da Guide, em relatório, escrevem que, entre os fatores que sustentam a recomendação para as ações da Petrobras, estão a continuidade da venda de ativos onshore, e a expectativa de venda dos barris relacionados à cessão onerosa com a União. “Somos otimistas com a empresa e esperamos uma solução positiva para a questão da cessão onerosa”, reiteram os analistas da Mirae, que enxergam um potencial de valorização superior aos 20% para os ativos da Petrobras.

Resultados da Forluz são ajudados pela renda variável

A forte alta do mercado acionário na reta final da campanha eleitoral alavancou a performance da Forluz em outubro. O nono maior fundo de pensão do país, com patrimônio de R$ 16,93 bilhões, obteve retornos de 1,76% nesse mês, o maior registrado neste ano. Contribuiu para isso, principalmente, a rentabilidade da carteira de renda variável, que alcançou 11,52% no Plano A e 11,14% no Plano B, superando o Ibovespa em 1,33 e 0,95 ponto percentual, respectivamente.

Com ativos de R$ 7,15 bilhões e acumulando no ano rentabilidade de 9,61%, percentual 0,64 ponto acima da meta atuarial, o Plano A (BD) possui 8,48% em ações. Já o Plano B (CV), com ativos de R$ 9,74 bilhões e acumulando no período de janeiro a outubro valorização de 8,93%, percentual 0,56 ponto além da meta, possui 7,81% em ações. As carteiras de ações do Planos A e B renderam, respectivamente, 12,52% e 11,77% no acumulado de dez meses do ano.

O grande destaque na grade da Forluz, no entanto, foi o Taesaprev (CD). Criado sob medida, em 2012, para os funcionários da Transmissora Aliança de Energia Elétrica (Taesa), o plano rentabilizou 2,42% em outubro, com R$ 33,89 milhões de patrimônio. Também nesse caso, a performance foi impulsionada pela renda variável, que responde por 11,43% das aplicações do plano.

JMalucelli Investimentos prevê maiores retornos para ações de menor liquidez

As ações de menor liquidez, que estavam fora do radar dos investidores até a eleição do presidente eleito Jair Bolsonaro, são as que devem ganhar mais tração no próximo período. A avaliação é do diretor de gestão da JMalucelli Investimentos, Giuliano Dedini, que considera que os papéis de menor liquidez ainda possuem um bom espaço para correções de preço.

Na avaliação do diretor da gestora, as ações de maior liquidez já apresentaram altas consistentes tanto de negociações quanto de preços nas semanas antecedentes às eleições. "Como diz o mote de mercado, são ações que sobem no boato e realizam no fato", comenta.

O especialista não quis especificar quais as ações de menor liquidez tem maior perspectiva de valorização daqui para a frente.

Bram prevê continuidade dos ganhos na Bovespa em 2019

A despeito da já expressiva valorização do Ibovespa nos últimos meses, que levou o principal benchmark da bolsa brasileira a chegar próximo de sua máxima histórica, na casa dos 90 mil pontos, o superintendente de renda variável da Bradesco Asset Management (Bram), Luis Guedes, entende que ainda há espaço para que os ganhos no segmento prossigam ao longo dos próximos meses.

“Entendemos que a melhora prevista ainda não está totalmente precificada”, disse o profissional, durante o seminário ‘O desafio da gestão de investimentos na previdência complementar fechada”, promovido pela Abrapp nesta terça-feira, 6 de novembro. “O caro é relativo”, ponderou Guedes, ao apresentar um gráfico do Ibovespa cotado em dólares, em que o índice ainda está distante de seu pico histórico.

Na avaliação do especialista, as perspectivas para a economia em 2019 são positivas, principalmente em caso de aprovação da reforma da previdência, hipótese na qual tem se baseado a valorização das ações desde o desfecho do pleito eleitoral. Durante a recessão, lembrou o superintendente da Bram, muitas empresas fizeram o ‘dever de casa’, com desalavancagem do balanço, ajustes na capacidade de produção e redução do endividamento. E caso o cenário para os próximos meses se confirme como mais favorável de fato do que no passado recente, essas companhias têm as condições necessárias para apresentar um bom desempenho, prevê Guedes.

Ele destacou também durante sua apresentação a alocação ainda baixa dos investidores institucionais na bolsa brasileira, ao redor dos 8,5%, se excluidas as três maiores entidades do sistema. Segundo o especialista, se a Selic continuar próxima da mínima histórica no início do governo Bolsonaro, a tendência é que esse percentual aumente, dando fôlego adicional para a potencial valorização do Ibovespa.

O superintendente de renda variável da Brasm disse ainda que a partir de janeiro de 2019 uma série de empresas com intenção de abrir seu capital na bolsa, que aguardavam uma melhor previsibilidade do cenário à frente, devem dar início ao movimento efetivamente. “Se tivermos um cenário de manutenção do juro real na faixa dos 3%, 4% ao longo de 2019, e se conseguirmos aprovar a reforma da previdência, devemos ter uma nova migração para ativos de risco”.

Ações da Petrobras são as mais recomendadas por bancos e corretoras para novembro

As ações da Petrobras, como tem sido comum ao longo de 2018, foram mais uma vez as que receberam o maior número de recomendações de bancos e corretoras em suas carteiras sugeridas para o mês de novembro. De onze casas, sete incluiram os ativos da petroleira em seus portfólios recomendados aos clientes. Foram considerados para o levantamento as carteiras do BB Investimentos, Coinvalores, Elite, Genial, Guide, Magliano, Mirae, Planner, Socopa, Spinelli e XP. Também tiveram destaque, com seis indicações, as ações da B3, e com cinco, as do Pão de Açucar.

O analista-chefe da XP, Karel Luketic, aponta, em relatório, que apesar de seguir cauteloso em relação aos fundamentos da Petrobras após a greve dos combustíveis, três pontos embasam a inclusão das ações na carteira da corretora: adquirir exposição a uma possível melhora de sentimento com maior visibilidade no cenário para as eleições; potencial aprovação do projeto de lei da Cessão Onerosa; e a continuidade efetiva da política de preços de combustíveis no curto prazo mediante o pagamento de subsídios.

Já o analista-chefe da Spinelli, Glauco Legat, lembra que após a valorização do preço do petróleo nos últimos meses, o risco político da Petrobras tende a ser mitigado com a chegada de um novo governo, “que desejará mostrar serviço frente aos governos anteriores”, escreve o analista.

No entanto, prossegue Legat, se antes o risco era político em função dos desdobramentos da Lava-Jato, hoje a volatilidade da companhia está associada à nomeação do próximo presidente da Petrobras. “É notório que há uma disputa interna no governo Bolsonaro: de um lado o economista Paulo Guedes e sua visão liberal e, do outro, o campo militarista, com seus pensamentos estatais estratégicos. Vale aguardar, portanto, quais os rumos da estatal neste campo”. Apesar do prognóstico, o profissional da Spinelli ressalta que a expectativa da corretora é por melhorias nos resultados da petroleira, e, “até dado momento, estamos otimistas com a empresa”.

 

Long and Short crescem com volatilidade | Procura por essa estratégia aumenta por parte dos investidores qualificados

Os fundos ‘long and short’ registraram forte aumento da demanda por parte dos investidores nos últimos meses. Segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em janeiro de 2017 o patrimônio das estratégias ‘long and short’ direcional somava R$ 3,59 bilhões e em agosto de 2018 esse montante estava em R$ 8,87 bilhões, mais que dobrando o volume no período.
Por conta desse crescimento a Itaú Asset Management optou por fechar, em meados de junho, sua captação de ‘long and short’. Os ‘long and short’ da asset do Itaú somam cerca de R$ 800 milhões mas, se considerados também os fundos multimercados macro que carregam essa estratégia, o total chega a R$ 2 bilhões.
“Por termos um ‘long and short’ neutro, que não toma grandes posições direcionais, é um produto que muitas vezes cai no gosto do investidor que tem um pouco mais de apetite a risco com os juros baixos, mas ao mesmo tempo ainda prefere algum grau de conservadorismo”, diz o gestor Eduardo Toledo, acrescentando que pesou na decisão de fechamento dos produtos a liquidez ainda restrita do mercado local.
Por sua característica de descorrelação com a média do mercado, os fundos ‘long and short’ da gestora do Itaú têm conseguido no acumulado de 2018 retorno superior ao do Ibovespa. Até meados de setembro, enquanto o principal benchmark da bolsa tinha alta de 3% aproximadamente, o fundo da categoria de maior volatilidade da Itaú Asset rendia cerca de 12,5%.
Toledo ressalta, contudo, que em determinados momentos, a depender do perfil da carteira do fundo na ocasião, e da performance média do mercado no mesmo período, a descorrelação desses veículos com a bolsa pode ser menor. Ele lembra que os ‘long and short’ da casa não precisam necessariamente ter posições em pares de ações, comprada em uma ponta e vendida em outra. “Se gostamos de uma ação e entendemos que ela está barata, podemos apenas fazer uma posição comprada nela, sem uma contraparte, o que pode aumentar a correlação com a Bovespa”.
Em 2018 a estratégia ‘long and short’ da Itaú Asset se beneficiou de posições compradas em empresas que ganharam com a desvalorização do real e também no setor de consumo. “Já nos setores de petróleo e de bancos temos adotado uma postura mais tática, com uma rotatividade maior dos papéis”, diz Toledo, que lembra ainda que os fundos também mantiveram exposição ao mercado acionário mexicano.

Mobilidade das posições – Outra que fechou seu fundo de ‘long and short’, em agosto, foi a AZ Quest, quando este atingiu a marca de R$ 1 bilhão. Ao final de fevereiro deste ano o montante estava ao redor dos R$ 600 milhões, o que demonstra o ritmo acelerado de captação no período, aponta o CIO da asset, Alexandre Silvério. “Optamos por fechar o fundo para manter a capacidade de mobilidade das posições quando necessário”.
Em 2018, até agosto, enquanto o Ibovespa subia 0,36%, o fundo da AZ Quest teve retorno de 8,02%. Silvério conta que durante o primeiro trimestre, quando as perspectivas para a economia ainda eram mais positivas, as posições compradas se concentraram nos setores de bancos, varejo e consumo, enquanto na ponta contrária predominaram nomes de educação, telecom e serviços financeiros considerados pelos especialistas da gestora acima de seu preço justo.
A partir de abril, com a greve dos caminhoneiros e a deterioração das perspectivas para a economia brasileira, ocorreram mudanças na carteira da asset na ponta comprada, que ficou mais defensiva, e dolarizada, via papéis de siderurgia e mineração e papel e celulose. Já a ponta vendida permaneceu sem grandes alterações. “Além das mudanças em algumas ações, também reduzimos de 20% a 30% o risco na carteira por meio de posições menores”, pontua o CIO da AZ Quest.

Opções – No caso da Santander Asset Management, cujos ‘long and short’ passaram de um Patrimônio Líquido de R$ 60 milhões para R$ 150 milhões em doze meses, a principal estratégia para buscar retorno foram as operações no mercado de opções, fazendo posições em papéis que atingiram alta volatilidade para auferir ganhos no momento em que eles voltaram aos seus patamares normais.
A casa também apostou, seguindo essa mesma estratégia, na volatilidade do Ibovespa e do S&P 500, prevendo a queda do benchmark brasileiro e a alta do americano. Segundo o gestor da asset do Santander, Luiz Fernando Missagia, o principal limitador para essas estratégias de opções também é a baixa liquidez do mercado local. “A falta de liquidez é um problema, normalmente só podemos operar opções com as quatro ações mais líquidas da bolsa, além do índice”, explica.

Blue chips – Na Bradesco Asset Management (Bram), o superintendente de renda variável, Marcelo Nantes, cita duas operações ‘long and short’ estruturadas com ‘blue chips’ da Bovespa que até meados de setembro seguiam na carteira do fundo. Uma dessas operações envolve as duas ações da Petrobras, com posição comprada na preferencial e vendida na ordinária. “Alguns investidores, estrangeiros principalmente, se sentem mais confortáveis em ter a ação ordinária pelo maior alinhamento em relação ao controlador, caso haja uma operação de M&A ou a venda do ativo. Já os locais, por atribuírem uma probabilidade baixa de um evento como esse ocorrer, tendem a não querer pagar o prêmio de controle pela ação ordinária, o que leva a uma distorção entre os preços das ações”, explica Nantes. Ele também cita as dúvidas do mercado em relação ao potencial pagamento de dividendos por parte da petroleira como outro fator importante para a diferença de preço dos ativos. No final de setembro, a ação ordinária da Petrobras valia R$ 23,67, e a preferencial, R$ 20,27.
A outra operação destacada pelo especialista foi com uma posição comprada em Bradespar, e vendida em Vale. Nesse caso, explica o executivo, a tese de investimento é o processo de litígio entre Bradespar e Litel de um lado e a Elétron, do Opportunity, de outro. “Com as notícias que têm saído na mídia de que haverá o pagamento do litígio à Elétron pela Bradespar e Litel, o desconto da ações da Bradespar em relação à da Vale tem diminuído, o que justifica a posição comprada em Bradespar e vendida em Vale, por entendermos que as ações da primeira vão valorizar mais do que a segunda”, explica Nantes.

Ações da Gerdau e Petrobras são as mais recomendadas para outubro

As ações da Gerdau e da Petrobras foram as mais recomendadas por bancos e corretoras em suas carteiras sugeridas para outubro. Cada um dos ativos recebeu seis recomendações, tendo sido considerados nove portfólios, das seguintes casas: BB Investimentos, Guide, Magliano, Elite, Coinvalores, Spinelli, XP, Mirae e Planner. Também tiveram destaque, com quatro indicações cada, os papéis da B3, Itaú, Suzano e Vale.

Sobre a Gerdau, o time de análise da Mirae escreve em relatório que os resultados da empresa no segundo trimestre de 2018 superaram as expectativas, tendo sido considerados positivo pelos especialista, ainda mais tendo em vista que a companhia enfrentou dificuldades de escoamento de vendas com a greve dos caminhoneiros no mês de maio no mercado doméstico.

“A melhora do mix e do preço médio de vendas, associado à evolução da demanda em suas unidades nos Estados Unidos ajudaram na formação do bom resultado do segundo trimestre. Seguimos otimistas com a empresa, com grande potencial de evolução para o mercado interno, considerando que o novo governo terá que dar andamento a um processo de recuperação da economia e isto irá fatalmente esbarrar em retomada de investimentos em infraestrutura”, escrevem os analistas da Mirae.

Já em relação a Petrobras, os profissionais da Spinleli escrevem que, embora vejam com grande preocupação o risco político entorno da companhia nos últimos meses, até o momento o governo e a diretoria da petroleira mostraram que a política de preços continua inalterada.

“Apesar de algumas passíveis mudanças visando atender o clamor da classe dos caminhoneiros e a sociedade, como por exemplo, alteração do reajuste diário para mensal (Diesel), não caberá prejuízo financeiro a Petrobras, visto que o governo ressarcirá perdas temporais. Além disso, há um cenário muito favorável para a continuidade de valorização no preço do petróleo em nossa opinião, impactando assim positivamente os resultados da companhia”, pontuam os especialistas.

Balanços trimestrais vieram positivos | Os balanços das empresas listadas em bolsa no segundo trimestre mostram que há oportunidades, mas a incerteza das eleições ainda predomina

Os resultados positivos dos balanços do segundo trimestre apresentados pelas companhias abertas chegam no momento em que as análises do cenário político-eleitoral brasileiro não poderiam estar mais nebulosas. As oportunidades para apostar em bons papéis são claras, mas precisam ser vistas também sob o ângulo do “imponderável” em política e, portanto, dos desdobramentos eleitorais projetados pelo mercado para a economia a partir de 2019. A questão, dizem os representantes de algumas das principais casas gestoras de fundos de ações, é equilibrar o potencial de oportunidade para investir nos papéis de boas companhias, muitas delas ainda com preços depreciados, mas também avaliar com uma lupa de alta precisão os riscos embutidos no cenário político do País.
Ainda que os balanços tenham vindo bons - em algumas empresas inclusive surpreendentes em meio a um ambiente hostil como a greve dos caminhoneiros e a evidência de um PIB anêmico – , a falta de conhecimento efetivo sobre os planos dos diversos presidenciáveis é um complicador, lembra o gestor de Renda Variável da Fator Administração de Recursos, Obede Rodrigues. “Há empresas que surpreenderam, como BB, Petrobras e Sanepar, mas são prejudicadas por serem de controle estatal e portanto mais sujeitas às mudanças políticas futuras”, diz Rodrigues. “Então, temos olhado mais para outras empresas, como as elétricas privadas, e fazemos as contas para saber quais delas ainda estão de fato baratas ou não”.
O desafio, diz Rodrigues, é balancear os papéis de empresas com potencial para sustentar bons resultados e cujos preços ainda são baratos, peneirando aquelas que são mais e as que são menos sensíveis ao impacto dos ventos políticos e aos cenários doméstico e internacional. Ele exemplifica: a Gol parece barata desde que os preços de suas ações caíram como efeito da greve dos caminhoneiros, mas com o dólar oscilando e atingindo até R$ 4,60 e o petróleo lá fora ameaçando chegar a US$ 80 o barril do Brent, esse é um caso em que o barato pode sair muito caro”.
Segundo ele, o essencial é ter um portfolio capaz de ganhar caso o quadro futuro seja favorável, com indicadores econômicos positivos, e perder menos no caso de ambiente adverso e indicadores negativos. “Temos que estar preparados para qualquer cenário, então o ideal é não fugir muito do Ibovespa, é melhor ter uma carteira mais próxima do índice e ponderar pelos fundamentos”, analisa.
“O desempenho das companhias ao final do primeiro semestre refletiu alguma recuperação da economia, ainda que aquém do esperado, impulsionado entre outros fatores pela redução dos juros, mas a incerteza eleitoral é tão maior que é preciso estar muito atento ao cenário pós-eleições”, avalia Eduardo Morais, head de gestão de fundos de ações na Claritas Investimentos. Os balanços do segundo trimestre revelaram um aumento de 17% nas receitas e de 25% na margem EBITDA em relação ao mesmo período de 2017. O lucro líquido cresceu menos porque a dívida das empresas acabou comprometendo esse resultado, observa Morais, mas as companhias estão vivendo sem dúvida um bom momento operacional.
“O problema é que ainda estaremos, por algum tempo, muito presos às expectativas quanto ao próximo governo porque o presidente da República, seja lá quem for, precisará ter muito pragmatismo econômico para enfrentar uma agenda de reformas”, diz o gestor da Claritas. O que não pode ser mais tolerado é o aprofundamento do déficit fiscal.
Por outro lado, o ano de 2019 poderá ser muito favorável aos lucros das companhias e à performance do mercado acionário se esse pragmatismo prevalecer. Boa parte dos gestores acredita que, mesmo com um presidente mais identificado com a esquerda, será inevitável seguir pelo caminho da responsabilidade fiscal e uma agenda econômica mais ortodoxa já que o quadro fiscal do País não permitiria outra alternativa. Sem contar com o agravamento do cenário internacional.
“Dada a situação fiscal dramática, as reformas serão inexoráveis e qualquer candidato terá que enfrentá-las, então é melhor que isso seja feito por bem e não por mal, ou seja, antes que as dificuldades provoquem uma disparada do dólar e desvalorização na bolsa”, pondera Morais. Para o gestor, não há mais condições de continuar brincando à beira do vulcão fiscal até porque o cenário internacional também pressiona e os ventos globais passaram a ser contrários. “A erupção desse vulcão já está começando”.

Gestão defensiva – Enquanto isso não estiver mais claro, a gestão dos fundos de ações seguirá principalmente defensiva, reduzindo a exposição ao risco mas com o desafio de explorar o máximo possível as oportunidades. “A temporada do segundo trimestre foi positiva, até considerando a expectativa de um período complicado pela greve dos caminhoneiros e revisão para baixo do crescimento do PIB; mesmo assim as empresas conseguiram melhorar a margem EBITDA em relação ao ano anterior, então muitas companhias entregaram resultados fortes”, analisa o diretor de Renda Variável da Franklin Templeton, Frederico Sampaio.
Esses fundamentos, porém, chegaram perto demais do período eleitoral e, além disso, a recuperação da economia por enquanto tem sido aquém do imaginado. “Pelo menos voltamos ao território positivo e parece que não retornaremos à recessão, o que já é alguma coisa”, diz o gestor. Quanto à eleição, ele lembra que “ninguém sabe qual é o cenário real, difícil avaliar mas deveremos ter sinais mais claros daqui para a frente”.

Descolamento – O ambiente criado por essa equação binária entre fundamentos e política torna mais complexa a montagem das estratégias mas cria oportunidades importantes para investir, avalia Sampaio: “Há um claro descolamento entre os dados operacionais das companhias e o desempenho das ações na bolsa, a performance dos papéis no mercado não conversa mais com o operacional por conta do ruído eleitoral e os papéis não obedecem mais à lógica dos resultados das empresas”. Há papéis em queda de 5% no Ibovespa, sem refletir os bons resultados da empresa porque os preços caíram absurdamente. “Os gestores dos fundos de ações devem voltar a acompanhar mais de perto o lado operacional mas no momento o mercado acionário como um todo entrou em “modo de espera”, diz o diretor.
Com o juro futuro e o dólar em movimento de alta e a bolsa na direção contrária, estão todos esperando para montar suas estratégias de investimento quando houver maior clareza. Do ponto de vista estritamente econômico, há a percepção de que os resultados das companhias poderão ser ainda melhores daqui para a frente, já que foi superado o “efeito greve” e alguns setores mostram sinais de recuperação nas vendas. Tudo irá depender porém do grau de “reformismo” a ser adotado pelo próximo governo, lembra Sampaio.
As empresas de setores regulados, menos sensíveis às grandes variações da economia, oferecem boas oportunidades num horizonte de tempo mais longo. O fundo gerido pela Franklin Templeton adotou estratégia mais defensiva. “Há três meses o Ibovespa não conversa com os fundamentos, então estamos focando empresas com forte geração de caixa, que paguem dividendos substanciais e tenham valuation convidativo mesmo pertencendo a setores mais cíclicos, e também aquelas companhias que tenham baixa relação com a atividade econômica.
A estimativa é que após as eleições o desempenho operacional volte a conversar com a performance dos papéis na bolsa e mesmo antes disso, já em outubro, talvez seja possível enxergar melhor o que virá. “A economia em 2018 já está dada, a questão será o grau de confiança resultante da eleição, o movimento de expectativas é a variável mais importante para o mercado no momento”, afirma Sampaio. Vale lembrar que essa insistência dos preços das ações em desconsiderar os fundamentos embute também um tanto de “exagero” do mercado à medida que os fundos multimercados, por exemplo, reduziram e até mesmo zeraram sua exposição a equities, o que pode estar exacerbando o descolamento entre Ibovespa e realidade operacional.

Assimetria gritante – A renda variável no Brasil apresenta uma peculiaridade interessante, observa o sócio fundador da Oceana Investimentos, Alexandre Rezende. “A nossa bolsa é a mais líquida da América Latina mas ainda é muito restrita porque, tirando os dez principais papéis, o resto é raso em termos de liquidez”. Nesse quadro, qualquer descompasso entre os fundamentos das companhias e o índice gera oportunidades atrativas para investir, exatamente o que está acontecendo agora por conta da cena política. “A última safra de balanços foi positiva porque a maioria dos setores superou a crise de 2015/2016 e a rentabilidade está voltando, o que garante perspectivas interessantes e cria um claro descompasso entre os resultados das empresas e o cenário eleitoral intranquilo”, aponta Rezende.
A partir de um olhar distinto, a Oceana procura analisar a evolução operacional de cada empresa e as premissas da macroeconomia para chegar ao upside. “Em cada uma delas tratamos de estressar ao máximo o cenário operacional, saber se a companhia passa por dificuldades, se ela foca em proteção de capital, se há retorno decente mesmo em cenário desafiador, é uma abordagem de defesa e não de ataque”. Nessa visão conservadora, qualquer boa oportunidade traz um diferencial animador de ganho mas a gestora usa o gradualismo para aumentar a exposição porque não é só uma questão de preços altos ou baixos. “À medida que eles ficam mais interessantes vamos comprando mais para combinar preços cadentes em empresas saudáveis e dinâmicas”, afirma Rezende.
A qualidade da análise ganha importância para precificar corretamente os ativos. A Oceana tem aumentado a exposição de seu portfolio de fundos ao mercado acionário e constata que há uma “assimetria gritante” entre os preços e a realidade das companhias. “Uma vez que os preços ainda aguentam algum desaforo, se esse desaforo vier menor do que o esperado terá valido a pena”, diz o gestor sobre o momento político. Os fatores imponderáveis da eleição preocupam mas a abordagem escolhida pode ajudar a superar essa dificuldade de previsão.
A partir dessa lógica, a gestora investe hoje principalmente em três setores considerados atrativos: energia elétrica, shopping/mall e bancos, mas a análise é sempre “empresa a empresa”. Segundo Rezende, “nosso fundo rendeu 175% contra 18% do Ibovespa em oito anos, ou seja, é visível que o terreno é fértil e a bolsa oferece oportunidades diversas em papéis específicos em qualquer cenário; há muito potencial de retorno a ser explorado por conta dessa disparidade entre os preços das ações e o operacional das companhias”, avalia.

Câmbio e commodities – O desempenho mostrado pelos balanços no segundo trimestre reflete essencialmente os ganhos das empresas ligadas aos setores de commodities e exportação, com receitas em moedas fortes, lembra o head de pesquisa em renda variável e renda fixa da Western Asset, Patrick Conrad. Houve benefícios tanto pela variação do câmbio no mercado local quanto pela alta dos preços das commodities internacionalmente. “Os resultados vieram fortes não necessariamente no lucro líquido porque aí pesou a depreciação cambial para muitas empresas que tinham dívida em dólar, mas olhando para o EBITDA vemos que a geração de caixa veio robusta. Ele ressalta que o setor de papel e celulose foi beneficiado pela alta de 26% nos preços em dólar desses produtos na Europa em 2018 contra 2017. O aço, com alta de 45% nos preços no mercado dos EUA, garantiu ganhos importantes apesar do protecionismo de Trump, que fechou portas aos importadores.
A Petrobras, ainda que tenha sido afetada pelo problema de sua política de preços este ano, continua sendo uma das dez melhores performances entre as ações do Ibovespa graças à alta dos preços do Brent, em torno de 68%. As melhores foram Suzano e Fibria, beneficiadas como grandes exportadoras e produtoras de commodities que tiveram adicionalmente a vantagem da fusão entre ambas. Os papéis da Suzano tiveram alta de 165% no ano enquanto Fibria ganhou 66%. A Gerdau foi beneficiada pela alta dos preços do aço nos mercados doméstico e dos EUA. E a Vale, apesar de não ter havido alta tão expressiva nos preços dos minérios, garantiu ganhos graças à governança e a sua nova política de dividendos, agora relacionada ao EBITDA. A Klabin também foi beneficiada pelos preços internacionais, como exportadora. “Ao todo, metade das dez melhores performances de ações no Ibovespa foi dessas companhias, o que é natural pois os exportadores sofrem menos em momentos de incertezas políticas locais e são consideradas ativos defensivos nos portfolios”, lembra Conrad.
Entre as empresas ligadas à economia doméstica, ele destaca Magazine Luiza, com expressivo crescimento de vendas e melhora operacional, além da digital B2W, que apresentou melhora operacional graças ao seu novo modelo de market place (Submarino) e cujo resultado veio tanto da margem como de seu menor consumo de capital de giro. “Algumas outras empresas locais tiveram valorização por conta de ofertas de compras ou graças a idiossincrasias como melhoras operacionais e ao efeito positivo de oferta de compra de outras empresas que acabaram puxando o mercado como um todo”.

Portfolios balanceados – Na Claritas, os portfolios já tem uma parcela maior de caixa e compra de opções de venda mas sem perder de vista a gestão das eventuais oportunidades. Papel e celulose com destaque, incluindo aí Fíbria, Suzano e Klabin, para aproveitar os efeitos da alta dos preços internacionais dessas commodities e, de quebra, a vantagem da exposição cambial das companhias. Do lado defensivo, uma das apostas é a CPFL. “A visibilidade está muito baixa e a situação é binária, o que significa que dependendo do resultado eleitoral a bolsa poderá subir para 95 mil pontos ou cair para 55 mil, as duas coisas muito rapidamente”, lembra Morais. O que torna vital ter uma estratégia ponderada entre o lado defensivo e a gestão ativa. O grande receio seria de um governo mais intervencionista, que pudesse afetar a liberdade de ação dos mercados além de travar as reformas.
O importante, diz Alexandre Rezende, é que as empresas estão gerando caixa e por enquanto é natural que segurem um pouco os investimentos, mas pode haver muita expansão em 2019 se não houver uma ruptura política. O impacto internacional também poderá ser um obstáculo para alguns setores. Para papel e celulose, o câmbio seguirá sendo um fator chave que também afeta importadores, já os malls vão depender do aumento da renda doméstica média disponível. “Quanto mais variáveis livres houver para impactar os resultados das empresas mais difícil fica tomar a decisão de investir porque isso impacta a margem de segurança, então essa abordagem precisa ser muito cuidadosa”.

Incerteza precificada – A Fator mantém há dois meses um portfolio balanceado que pretende ganhar do Ibovespa em caso de alta e perder menos em caso de baixa. “O objetivo é aderir mais ao índice mas olhando sempre para os fundamentos das empresas”, reforça Obede Rodrigues. A gestora avalia que do lado estatal as ações de BB, Petrobras e Sanepar aparentemente seguem depreciadas, mas a incerteza política trava os preços das estatais e os preços variam de acordo com o olhar dos candidatos. “A relação risco/retorno nesses casos já está precificando a incerteza, a Petrobras aumentou quatro vezes seu EBITDA, que está muito próximo do patamar pré-impeachment e mesmo pré colapso das commodities em 2008/2009, o BB também tem tido um desempenho positivo, mas é preciso conferir o risco”.
Empresas como a Tractebel Energia, hoje Engie Brasil, são pouco sensíveis às variações da economia e são reguladas pela ANEL, dois aspectos importantes, destaca Rodrigues. A companhia conseguiu surpreender em melhoria de custos e os resultados vieram positivos. Entre aquelas que são mais sensíveis à economia e que tiveram resultados surpreendentemente bons no trimestre mas ainda estão depreciadas estão a CVC, a BR Mall e a Tegma, aponta Rodrigues. Na Tegma, especializada em gestão logística, a performance foi particularmente atrativa por ser um setor diretamente ligado ao transporte rodoviário e portanto muito sensível aos efeitos da greve dos caminhoneiros. “Mas a empresa conseguiu surpreender em custos e também nas vendas porque voltou rapidamente aos níveis anteriores à greve”. Ele destaca ainda a Hypermarcas (atual Hypera Pharma), ligada ao setor farmacêutico e cujos estoques altos permitiram resistir melhor à paralisação dos caminhões.
O que segura os preços desses papéis ainda é a desconfiança em relação ao desempenho futuro do PIB e ao crescimento de vendas em 2019. “O Pão de Açúcar surpreendeu pela melhora na receita, acima de seus pares no setor, apresentou um belo resultado e os múltiplos do negócio são atrativos, com triggers positivos inclusive pela possibilidade de venda da Via Varejo, seu braço de móveis e eletrodomésticos até o final do ano”, analisa Rodrigues. Entretanto, ele admite que não é fácil tomar uma decisão de alocar apenas por conta dos resultados bons dessas empresas, diante da incerteza política. De todo modo, o semestre trouxe um teste importante, avalia o gestor: “a greve dos caminhoneiros serviu para mostrar ao mercado quais são as empresas preparadas de fato para enfrentar cenários adversos”.
Uma das decisões tomadas pela Fator foi reduzir a posição da B3 em sua carteira. “Os fundamentos da empresa são bons porque estão diretamente ligados às possibilidades de desenvolvimento do mercado de capitais brasileiro, ainda estruturalmente muito pequeno em relação aos outros países e qualquer governo precisará considerar isso, ou seja, desamarrar um pouco o setor para alavancar o crescimento”. Além disso, os resultados da B3 surpreenderam e ficaram acima das expectativas. Os investidores já contavam com um bom desempenho no trimestre por conta da volatilidade que elevou o volume de negócios na bolsa, mas ele acabou superando as expectativas porque a empresa controlou custos.
Apesar dessa percepção, a posição da Fator foi reduzida este ano “porque a B3 é uma empresa no final do Beta e, se houver mudanças políticas que impliquem em redução das emissões de dívida e de equities na bolsa, esses papéis poderão sofrer”, explica o gestor. O movimento contrário foi feito com as ações da Suzano, que tem potencial maior de alta por seu perfil exportador e de produtora de commodities. “A B3 estava “over” no índice e a Suzano estava “under”, agora estão ambas mais próximas do índice”. Essa ponderação e aderência ao Ibovespa tende a ser mantida até que o cenário eleitoral permita uma visão melhor. “Sabemos que 70% dos eleitores olham a televisão para decidir como votar, então há uma tendência de que suba o candidato com maior tempo de televisão, mas é preciso considerar os aspectos imponderáveis das eleições, movimentos de fake news, etc”, diz Rodrigues.

Ruído e volatilidade – O cenário eleitoral se soprepõe aos fundamentos das companhias, reforça o head em renda variável da Western Asset, Fabio Motta. “Se houver um resultado mais reformista e ponderado, considerado favorável pelos mercados, viria uma alta do real e boa parte da performance das empresas com receitas em moedas fortes seria devolvida”. Do lado político, será preciso enfrentar reformas como a da previdência, o que poderia beneficiar a alocação em ações de empresas locais.
O resultado eleitoral considerado “adverso” seria um discurso mais radical e anti-reformas, avalia Motta, e nesse caso poderia haver algum retrocesso com menor avanço nessa agenda. “Aí estaria de volta a tese de focar investimentos em empresas mais dolarizadas, como medida defensiva”.
A visão da Western Asset é marginalmente positiva para essas ocorrências de política, diz o gestor, mas “claramente vamos ter muito ruído e volatilidade até o final do ano”. Sua carteira foca principalmente em papéis de empresas bem geridas, com boas práticas de governança, e em proporção menor em papéis de companhias do setor de commodities para servir como contrapeso. “Desse modo, se a bolsa disparar não vamos ganhar tanto mas se cair não perderemos muito”. Em momentos como o atual, as carteiras dos fundos de ações, lembra Motta, precisam estar equilibradas e não podem ser estritamente otimistas nem tampouco pessimistas.

Ações da Petrobras e Vale são as mais recomendadas por bancos e corretoras para setembro

As ações da Petrobras e da Vale, com seis indicações cada, foram as mais recomendadas por bancos de investimento e corretoras para o mês de setembro. Ambos os papéis têm acumulado no ano desempenho bastante superior ao do Ibovespa – enquanto o benchmark oscila próximo da estabilidade até o início de setembro, as ações da Petrobras sobem cerca de 29%, e as da Vale tem valorização na casa dos 39%.

Também tiveram destaque, com cinco indicações, as ações da B3, e com quatro cada, as da Gerdau e Pão de Açucar. Foram consideradas para o levantamento dez carteiras, das seguintes casas: BB Investimentos, Coinvalores, Elite, Genial, Guide, Magliano, Mirae, Socopa, Terra e XP.

Sobre a Petrobras, a equipe de análise da Guide escreve em relatório que no curto prazo, alguns triggers que podem destravar valor para o papel, como a continuidade da venda de ativos onshore; e a expectativa de venda dos barris relacionados à cessão onerosa com a União.

Além disso, prosseguem os profissionais da Guide, a Petrobras deve continuar a se beneficiar dos preços mais altos do petróleo e também do real mais desvalorizado (algo que tem impulsionado margens; e geração de caixa operacionais da cia nos últimos resultados trimestrais).

Já em relação a Vale, o time da XP Investimentos aponta três pilares que sustentam sua visão positiva para o papel – cenário de minério de ferro e níquel construtivo e acima das expectativas de consenso; rumo ao maior ciclo de dividendo da história da empresa; e proteção em um cenário adverso, já que a Vale é favorecida pela alta do dólar.

“Dentro da nossa carteira, a Vale é uma ação que vemos em um ponto de entrada interessante e se encaixa como uma ação mais defensiva, à medida que tem pouca exposição a Brasil e se beneficia de um cenário adverso, já que ganha com a alta do dólar”, escrevem os especialistas.

 

 

 

Bradesco assume escrituração das ações da Petrobras no lugar do BB

A Petrobras, em comunicado divulgado ao mercado, informou que a partir de 30 de agosto de 2018 o Banco Bradesco passará a prestar serviços de escrituração de ações de emissão da companhia, sendo que o atendimento aos titulares das ações será realizado pela rede de agências da instituição financeira. Em virtude do término do contrato com o Banco do Brasil em 29 de agosto de 2018, foi realizado um processo licitatório para seleção de nova instituição, tendo saído vencedor o Bradesco.

Segundo o comunicado da Petrobras, os acionistas com ações em custódia na B3 continuarão a ser atendidos normalmente pelas suas respectivas corretoras de títulos e valores mobiliários e/ou agentes de custódia, não havendo interrupção da negociação das ações da companhia. Devido ao processo de migração na prestação de serviços, a partir de 27 de agosto de 2018, os seguintes procedimentos de atendimento aos acionistas pelo BB ficarão suspensos: consultas de posição acionária; transferência de ações fora do ambiente de bolsa de valores; transferência de custódia de ações; pagamentos de eventuais proventos pendentes; atualização cadastral e registro de gravames; entre outros.

As ordens de transferência de ações (movimentação de custódia) cujo bloqueio tenha sido efetuado pelo BB, sem que o respectivo depósito tenha ocorrido, serão repassadas automaticamente para o Bradesco. A petroleira esclarece ainda que a mudança não implica em qualquer alteração de direitos conferidos às ações, inclusive dividendos e juros sobre capital próprio, cujos pagamentos serão realizados nas referidas contas correntes previamente indicadas por cada acionista.