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FICs ganham espaço nos portfólios

O crescimento da utilização dos Fundos de Investimento em Cotas (FICs), comumente chamados de Fofs pelo mercado por causa do termo americano Fund of funds, deve mudar um pouco o desenho da indústria. Os grandes investidores, incluindo neles os mais importantes que são os institucionais, passarão a comprar a especialização dos gestores de Fics de alocar em uma gama maior de fundos abertos para cumprir objetivos de uma estratégia definida. Na reportagem que apresentamos à página 18 desta edição, ouvimos gestores e dirigentes de fundos de pensão que confirmaram essa tendência. A revista Investidor Institucional continuará acompanhando o assunto.
Em outra reportagem desta edição mostramos como os fundos de pensão, passado o susto do mês de março quando a bolsa de valores mergulhou numa queda de cerca de 50%, para um patamar próximo de 60 mil pontos, começam a retomar a rentabilidade de suas carteiras. Os resultados foram melhores durante os meses de abril e maio e há entidades apostando que, ao final de junho, conseguirão falar no fechamento do semestre no positivo. É uma aposta arrojada, vamos conferir na edição seguinte.
Esta edição também traz o tema ESG (Ambiental, Social e Governança, na sigla em inglês) sob várias abordagens. E uma delas Gustavo Pimentel, diretor da Sitawi, consultoria e gestora dedicada à investimentos e estudos com esse viés, fala sobre o movimento Investidores pelo Clima (IPC), que tem recebido a adesão de importantes instituições financeiras. Segundo Pimentel, entretanto, muitos líderes do mercado de investimentos se comprometem com temas climáticos sem se dar conta da real urgência em fazer algo prático, como se as mudanças climáticas fossem algo para o médio e longo prazo. “O médio e longo prazo estão chegando”, diz ele em entrevista que publicamos à página 9.
Mas enquanto no Brasil tentamos fazer esse tema avançar, nos EUA o governo tenta fazê-lo retroceder. O Secretário do Trabalho do governo Trump, Eugene Scalia, defende que os investimentos dos fundos de pensão norte-americanos devem visar apenas objetivos financeiros, fechando os olhos para outras realidades diferentes que tenham a ver com compromissos ESG em geral. Triste, mas coerente com o governo que representa.