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Brasilprev cresce 7,27% no primeiro semestre e j√° soma R$ 300 bilh√Ķes sob gest√£o

A Brasilprev, bra√ßo de seguros, capitaliza√ß√£o e previd√™ncia aberta do Banco do Brasil, fechou o primeiro semestre do ano com crescimento de 7,27%, para R$ 294,9 bilh√Ķes, no volume de ativos sob gest√£o. Com uma carteira de cerca de 2 milh√Ķes de clientes, a empresa registrou no per√≠odo um lucro l√≠quido de R$ 443,9 milh√Ķes e uma arrecada√ß√£o previdenci√°ria de R$ 17 bilh√Ķes, inferiores em 32,90% e 10,05%, respectivamente, aos montantes apurados na primeira metade de 2019. Frutos da crise gerada pela pandemia da Covid-19, essas quedas foram compensadas por um movimento de recupera√ß√£o que teve in√≠cio em maio e segue em andamento. "Julho se consolidou como o per√≠odo com o melhor resultado do ano, com a antecipa√ß√£o da conquista dos R$ 300 bilh√Ķes em ativos sob gest√£o‚ÄĚ, destaca o presidente Marcio Hamilton.

Susep reformula ferramenta de consulta a fundos previdenci√°rios

A Superintendência de Seguros Privados (Susep) reformulou sua ferramenta de consulta de desempenho de fundos de investimento previdenciários. Inserida no site da superintendência, a ferramenta ganhou um novo layout, tornou-se mais intuitiva para utilização por parte dos participantes e passou a oferecer atualização mensal dos dados dos fundos.

A ferramenta permite a classificação dos fundos por seguradora/entidade, considerando a performance ajustada ao risco. Os resultados seguem a classificação da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e estão segregados por períodos de observação de 12, 18 ou 24 meses.

Previd√™ncia aberta cresce 40,4% e soma R$ 55,5 bilh√Ķes em 2019

Impulsionadas pelas discuss√Ķes em torno da reforma da Previd√™ncia, a capta√ß√£o l√≠quida no segmento da previd√™ncia aberta totalizou R$ 55,5 bilh√Ķes em 2019, o que representa uma expans√£o de 40,4% na compara√ß√£o com o ano anterior, segundo dados da Federa√ß√£o Nacional de Previd√™ncia Privada e Vida (FenaPrevi).

De acordo com os dados da Federa√ß√£o, as reservas acumuladas pelos participantes do sistema chegaram a R$ 946,8 bilh√Ķes. A ind√ļstria fechou 2019 com 13,5 milh√Ķes de participantes, sendo 10,2 milh√Ķes inscritos em planos individuais e 3,2 milh√Ķes em planos coletivos. Em 2018, eram 13,1 milh√Ķes. O balan√ßo da FenaPrevi aponta ainda que 88,1% dos pr√™mios e contribui√ß√Ķes foram direcionados para planos individuais. Os planos coletivos absorveram 10,4% dos aportes e 1,5% dos recursos foram direcionados para planos para menores.

Os planos VGBL fecharam 2019 respondendo por 90,8% dos novos dep√≥sitos. Os planos PGBL responderam por 8,5% das contribui√ß√Ķes registradas no ano. E 0,7% dos novos dep√≥sitos foram direcionados para os planos tradicionais, n√£o mais comercializados pelas seguradoras e entidades de previd√™ncia complementar aberta.

A queda dos juros continuou mudando a configura√ß√£o da aloca√ß√£o de recursos dos planos de previd√™ncia em 2019. Em busca de melhor remunera√ß√£o, os participantes seguem se deslocando para fundos multimercado, que fecharam o ano respondendo por 13% das aplica√ß√Ķes. O √≠ndice era de 9,8%, em 2018, e de 7,3%, em 2017.

"Um fator importante para o crescimento de nossas reservas foi o aumento das op√ß√Ķes no portif√≥lio do mercado de previd√™ncia. Com a queda da taxa de juros, ampliamos a oferta de fundos multimercado, o que foi decisivo para fortalecer a atratividade dos planos de previd√™ncia‚ÄĚ, afirma Jorge Nasser, presidente da FenaPrevi, em nota.

Brasilprev anuncia novo presidente

Marcio Hamilton Ferreira, de 48 anos, prepara-se para assumir, neste m√™s, a presid√™ncia da Brasilprev Seguros e Previd√™ncia, bra√ßo de seguros, capitaliza√ß√£o e previd√™ncia privada do Banco do Brasil (BB), que tem como s√≥cia no empreendimento a gigante estado-unidense Principal. Funcion√°rio de carreira da institui√ß√£o financeira federal h√° 33 anos, Ferreira, que acaba de deixar o cargo de vice-presidente de neg√≥cios de atacado do BB, substitui Walter Malieni no comando da Brasilprev. 

Graduado em administra√ß√£o de empresas pela Faculdade de Administra√ß√£o de Bras√≠lia e com MBA na Funda√ß√£o Get√ļlio Vargas em forma√ß√£o geral para executivos, Ferreira atuou como diretor executivo da Federa√ß√£o Brasileira de Bancos (Febraban), vice-presidente da Associa√ß√£o Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e presidiu, em 2015, a BB DTVM. No Banco do Brasil, entre outros cargos, foi vice-presidente de controles Internos e gest√£o de riscos, em 2017, diretor de cr√©dito e de finan√ßas e superintendente comercial para a regi√£o Sudeste.

Previd√™ncia aberta tem capta√ß√£o l√≠quida de R$ 6,4 bilh√Ķes em julho

A capta√ß√£o l√≠quida da previd√™ncia privada complementar aberta, representada pela diferen√ßa entre os novos dep√≥sitos e os resgates, foi de R$ 6,4 bilh√Ķes em julho, com expans√£o de 168,2% frente a igual m√™s do ano anterior. No acumulado dos sete primeiros meses deste ano, a capta√ß√£o l√≠quida soma R$ 26,8 bilh√Ķes, volume 38,4% maior que o verificado em igual intervalo do ano anterior.

De acordo com a FenaPrevi, entidade que representa 67 seguradoras e entidades abertas de previd√™ncia complementar no pa√≠s, o n√ļmero de brasileiros com planos de previd√™ncia somava 13,2 milh√Ķes em julho e as reservas alcan√ßavam a marca de R$ 898,7 bilh√Ķes no m√™s, volume 12,9% superior ao registrado em julho de 2018.

Segundo o presidente da FenaPrevi, Jorge Nasser, ‚Äúj√° haviam os identificado uma forte retomada das contribui√ß√Ķes no primeiro semestre deste ano e os dados de julho confirmam que os indiv√≠duos est√£o ampliando suas contribui√ß√Ķes em planos de previd√™ncia para garantir renda complementar na aposentadoria‚ÄĚ.

Os planos VGBL lideraram os novos depósitos, com 93% dos aportes realizados no mês de julho. Já os planos PGBL responderam por 6% dos novos ingressos no mês, enquanto o 1% restante foi direcionado para planos tradicionais, não mais comercializados pelas seguradoras.

Dos novos depósitos, 90% foram feitos em planos individuais, contra 9% em planos coletivos (oferecidos por empresas a seus funcionários) e 1% em planos tradicionais.

Reservas dos planos de previdência aberta crecem 11% em um ano

Os planos de previd√™ncia privada aberta fecharam o m√™s de maio com R$ 873,1 bilh√Ķes em reservas, volume 11,0% superior ao registrado no mesmo per√≠odo do ano anterior. As informa√ß√Ķes s√£o da FenaPrevi (Federa√ß√£o Nacional de Previd√™ncia Privada e Vida), entidade que representa as seguradoras e entidades abertas de previd√™ncia complementar no pa√≠s.

De janeiro a maio, as contribui√ß√Ķes somaram R$ 45,7 bilh√Ķes, resultado 3,7% superior aos cinco primeiros meses de 2018, quando totalizaram R$ 44,0 bilh√Ķes. A capta√ß√£o l√≠quida seguiu com saldo positivo de R$ 15,5 bilh√Ķes.

A modalidade individual respondeu por R$ 40,1 bilh√Ķes das novas contribui√ß√Ķes, os planos para menores por R$ 740 milh√Ķes, e os planos coletivos registram R$ 4,8 bilh√Ķes em novas contribui√ß√Ķes. Em rela√ß√£o √†s fam√≠lias de produtos, o VGBL recebeu R$ 41,6 bilh√Ķes e o PGBL R$ 3,7 bilh√Ķes dos aportes. J√° nos planos tradicionais, as contribui√ß√Ķes foram de R$ 300 milh√Ķes.

Os dados da federa√ß√£o mostram que de janeiro a maio foram contabilizados 13,2 milh√Ķes de pessoas com planos de previd√™ncia, sendo 10,1 milh√Ķes de participantes com planos individuais e 3,1 milh√Ķes com planos coletivos (oferecidos por empresas em forma de benef√≠cios aos colaboradores, al√©m de planos contratados por sindicatos e associa√ß√Ķes de classes para ades√£o de seus associados).

Segundo a FenaPrevi, os participantes est√£o preferindo os fundos multimercados. At√© maio deste ano, 11,6% dos recursos foram alocados nesta modalidade.  O √≠ndice era de 10,2% em 2018; de 8,1% em 2017; e de 5,7% em 2016. ‚ÄúA trajet√≥ria de juros baixos tem exercido forte influ√™ncia na estrat√©gia de aloca√ß√£o das reservas dos planos de previd√™ncia privada pelos participantes, que est√£o buscando fundos de maior risco e rentabilidade‚ÄĚ, avalia Jorge Nasser, presidente da FenaPrevi.

Susep passa a divulgar desempenho dos fundos previdenci√°rios

A Superintend√™ncia de Seguros Privados (Susep) come√ßou a divulgar nesta semana uma listagem com o desempenho dos fundos de investimento previdenci√°rios. A ferramenta, que teve a sua metodologia debatida com a Associa√ß√£o Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) e a Federa√ß√£o Nacional de Previd√™ncia Privada e Vida (FenaPrevi), traz a classifica√ß√£o todos os produtos do g√™nero dispon√≠veis no mercado, considerando a performance ajustada ao risco em per√≠odos de 12, 18 e 24 meses.

A Susep acredita que, dessa forma, o consumidor ter√° mais transpar√™ncia na avalia√ß√£o final, considerando n√£o apenas a rentabilidade do fundo, mas tamb√©m as taxas de juros e biom√©trica. Com a iniciativa, o √≥rg√£o espera ampliar a concorr√™ncia no mercado previdenci√°rio e, consequentemente, reduzir taxas e custos. 

A listagem, que terá divulgação quadrimestral, pode ser conferida em: www.susep.gov.br/menu/servicos-ao-cidadao/performance-de-fundos-previdenciarios/view.

 

Solange Vieira toma posse na Susep e defende menor participação do Estado no setor

Solange Vieira defendeu, durante a cerim√īnia da sua posse como titular da Superintend√™ncia de Seguros Privados (Susep), uma maior participa√ß√£o de seguros, previd√™ncia complementar aberta e capitaliza√ß√£o no PIB brasileiro. "Nosso √≠ndice de penetra√ß√£o, dado pela rela√ß√£o pr√™mio/PIB, nos coloca em rela√ß√£o inferior √† √Āfrica do Sul e ao Chile. E quando comparado com o grupo de pa√≠ses em desenvolvimento, estamos na 14¬™ posi√ß√£o", afirmou.
Ela também questionoi a participação do Estado como protagonista do setor de seguros. "Por que no resseguro ainda temos uma empresa na qual o governo tem golden share e participação de 11,7%? Por que nossa maior seguradora é o Estado, com seguro de crédito à exportação, seguros rurais, de acidente de trabalho, auxílio-doença, dentre outros seguros?", indagou, afirmando que é necessário reduzir a participação do Estado. "Precisamos de mais Brasil e menos Brasília."
Solange disse ainda que acredita no trabalho conjunto do Banco Central, da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Susep para o aprimoramento do mercado de capitais. Outro ponto realçado por ela foi a tecnologia como ferramenta para eficiência financeira e operacional. "Temos uma revolução em curso. As insurtechs aparecem como uma nova forma de fazer e comercializar seguros. Precisamos acelerar a velocidade de novos produtos no mercado", observou.

Pesquisa CNDL/BC aponta que seis em cada dez brasileiros n√£o se preparam para aposentadoria

Mais da metade dos brasileiros, mais precisamente 59%, admite não se preparar para a aposentadoria, segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Banco Central (BC). Entre os que não fazem qualquer tipo de plano financeiro para a aposentadoria, 36% alegam não sobrar dinheiro no orçamento, e 18% atribuem a ausência de um plano ao fato de estarem desempregados. Para 17%, não vale a pena guardar o pouco dinheiro que sobra no fim do mês.
Entre os 41% das pessoas que tomam a√ß√Ķes concretas para essa fase da vida - percentual que chega a 55% nas classes A e B -, 42% se preparam por meio de aplica√ß√Ķes financeiras.

Do total de entrevistados, 35% afirmam que apenas os recursos do INSS servir√£o de renda, enquanto 16% dizem que ficar√£o dependentes de terceiros, como c√īnjuges, filhos ou outras pessoas da fam√≠lia. J√° 37% dos pesquisados disseram que, ao se aposentar, pretendem continuar ativos no mercado de trabalho.

Sem pedágio na saída | Crescimento das plataformas digitais faz com que grandes bancos e seguradoras alterem seu modelo de negócio na previdência aberta

Ao longo do segundo semestre de 2018 os grandes bancos, e tamb√©m a maior parte das seguradoras, zeraram a taxa de carregamento dos fundos de previd√™ncia aberta, esp√©cie de ped√°gio cobrado dos poupadores ao sacarem os recursos. A medida foi uma resposta ao crescimento das plataformas digitais abertas, que com custos menores e maior diversidade de op√ß√Ķes come√ßaram a incomodar as grandes institui√ß√Ķes financeiras, que cobravam a taxa desde que se iniciou o modelo da previd√™ncia privada no pa√≠s no in√≠cio da d√©cada de 90.
Na Genial Investimentos, plataforma do grupo Brasil Plural, 90% dos recursos em previd√™ncia decorrem de portabilidades oriundas de bancos. O gerente de produtos de vida e previd√™ncia da Genial, Bernardo Barboza, afirma que um pr√©-requisito para que as seguradoras possam incluir seus produtos de previd√™ncia na grade de distribui√ß√£o √© que eles n√£o tenham taxa de carregamento. ‚ÄúTemos casos de seguradoras interessadas em distribuir por meio da nossa plataforma, mas ainda aguardam a aprova√ß√£o da Susep para o lan√ßamento de novos planos que n√£o tenham mais essa taxa‚ÄĚ, diz Barboza.
A Genial, que at√© maio √ļltimo fazia a distribui√ß√£o desses produtos somente se o cliente pedisse, de forma passiva e com a taxa de carregamento embutida, estruturou uma nova √°rea voltada especificamente para a previd√™ncia e que j√° captou R$ 120 milh√Ķes desde ent√£o. A casa trabalha com a estimativa de alcan√ßar a marca dos R$ 500 milh√Ķes em previd√™ncia em 2019, e Barboza acredita que o crescimento previsto deve continuar sendo liderado pelas portabilidades. ‚ÄúO mercado de previd√™ncia privada ainda √© extremamente concentrado, com 95% das reservas nos grandes bancos‚ÄĚ, aponta o executivo.
Resgates ‚Äď A retirada da taxa de carregamento de sa√≠da, cobrada no momento em que o investidor saca os recursos, pode representar um risco de mais resgates nos planos de previd√™ncia, reconhece o diretor da Bradesco Vida e Previd√™ncia, Claudio Le√£o. Segundo ele, que diz que os n√≠veis de resgates na previd√™ncia do banco da Cidade de Deus j√° est√£o em patamares acima do desej√°vel (n√£o revela valores), ‚Äúo importante √© destacar que o n√≠vel de resgates se deve tamb√©m ao tamanho da nossa carteira, que soma R$ 227,3 bilh√Ķes em previd√™ncia, representando crescimento de 6,2% em 2018‚ÄĚ.
Leão comenta que o banco tem promovido um trabalho de aproximação junto aos clientes com o objetivo de identificar e diferenciar de maneira mais clara os recursos com foco no longo prazo, que devem de fato ficar em produtos de previdência, e aqueles que podem vir a ser necessitados no curto prazo e portanto deveriam ser direcionados a outros veículos de investimento mais adequados.
‚ÄúA prov√°vel retomada econ√īmica, prevista para 2019, a depender das reformas de ajuste fiscal, deve ser outro fator a contribuir para a redu√ß√£o no n√≠vel de resgates‚ÄĚ, afirma o diretor da institui√ß√£o financeira. Ele lembra que durante a recess√£o, mesmo clientes com bom planejamento financeiro se viram for√ßados a retirar recursos de seus planos de previd√™ncia devido ao desemprego.

Sob controle ‚Äď J√° na Brasilprev, os n√≠veis de resgates chegaram a aproximadamente 9,5%, considerada a base de ativos da empresa, contra a m√©dia de 11,5% do mercado. Segundo o superintendente de produtos da empresa, Sandro Bonfim, ‚Äúa retirada da taxa de sa√≠da n√£o gerou um aumento dos resgates nos nossos planos‚ÄĚ.
Ainda de acordo com ele, ‚Äúcom a retirada da barreira de sa√≠da as empresas que atuam na previd√™ncia aberta ter√£o de refor√ßar seus canais de vendas e de atendimento para evitar um crescimento dos saques‚ÄĚ.
O superintendente da Brasilprev v√™ o movimento de redu√ß√£o das taxas de carregamento como uma evolu√ß√£o natural de um mercado em amadurecimento. ‚ÄúSe voltarmos para o in√≠cio da previd√™ncia privada no pa√≠s, na d√©cada de 90, os planos tradicionais tinham taxas de carregamento de 9%. Gradativamente o mercado foi ganhando escala, os produtos foram se modernizando, e as taxas reduzidas‚ÄĚ.
Bonfim reconhece, contudo, que foi o aumento da concorr√™ncia, seja entre os grandes bancos ou com o advento das plataformas digitais abertas, o mais importante indutor da redu√ß√£o das taxas ao consumidor. ‚ÄúAs plataformas v√™m encontrando seu nicho de atua√ß√£o, e acho muito saud√°vel para o mercado ter cada vez mais op√ß√Ķes‚ÄĚ.
Na Brasilprev, as taxas de carregamento pré (incidindo na entrada, sobre cada aporte realizado) e pós (incidindo na saída, sobre os resgates realizados) dos planos empresariais instituídos já haviam sido abolidas há alguns anos, e a partir de 2013 a pré foi retirada para os planos individuais, permanecendo apenas a pós que, em setembro, foi descontinuada.
A taxa de sa√≠da da Brasilprev girava ao redor dos 5% (ela incidia apenas sobre o valor aportado e n√£o sobre os ganhos obtidos no mercado), e deixava de ser cobrada num prazo entre tr√™s e nove anos a depender do segmento do cliente. ‚ÄúO participante com vis√£o de longo prazo j√° n√£o pagava, ou pagava muito pouco de carregamento. Foi um movimento interessante da ind√ļstria dentro de um processo de disputa natural do mercado‚ÄĚ, nota Bonfim.
Pelo fato da base de clientes da Brasilprev j√° ter um perfil mais voltado para o longo prazo, o superintendente afirma que a retirada da taxa n√£o ter√° impacto relevante em termos de perda de receita para a empresa.

Novo modelo ‚Äď O Bradesco zerou a taxa de carregamento de sa√≠da na mesma √©poca que seus pares do mercado, e cerca de um ano depois de ter deixado de cobrar a taxa de carregamento de entrada. A taxa de carregamento na entrada era cobrada para subsidiar os encargos dos corretores que comercializavam os produtos de previd√™ncia do banco.
Em 2017, o Bradesco alterou sua forma de distribui√ß√£o de previd√™ncia, que passou a n√£o contar mais com os corretores. Hoje os clientes interessados em ve√≠culos dessa natureza o fazem pela rede de ag√™ncias, por telefone ou internet banking. ‚ÄúTemos buscado uma desmaterializa√ß√£o do processo de venda de produtos de previd√™ncia, tend√™ncia que acredito que deve crescer bastante nos pr√≥ximos anos‚ÄĚ, afirma Le√£o, ilustrando o movimento dos grandes bancos para enfrentar a concorr√™ncia crescente das plataformas abertas digitais.
Outra mudan√ßa na √°rea de previd√™ncia do Bradesco, que tem como intuito tentar reter por mais tempo os clientes em sua base, foi come√ßar neste ano a ofertar produtos de gestoras independentes. Essa oferta, no entanto, no momento √© restrita ao p√ļblico de alta renda, que na avalia√ß√£o do banco √© o que tem melhores condi√ß√Ķes para discernir de maneira adequada os riscos embutidos.
Na Guide, onde as portabilidades tamb√©m representam cerca de 90% da base de ativos em fundos previd√™ncia, a estrat√©gia adotada para ganhar eventuais clientes insatisfeitos dos bancos √© baixar os tickets de entrada para fundos de gestores independentes. ‚ÄúTemos fundos de previd√™ncia com entrada a partir de R$ 500,00 ou R$ 1.000,00 com movimenta√ß√Ķes m√≠nimas de R$ 200,00‚ÄĚ, diz o gestor da Guide, Erick Hood. A plataforma, controlada pelo grupo chin√™s Fosun, iniciou a oferta de produtos de previd√™ncia em 2015 j√° sem a cobran√ßa da taxa de carregamento.

Capta√ß√£o ‚Äď No Santander, o ritmo mensal de capta√ß√£o em previd√™ncia dobrou ap√≥s a retirada da taxa de carregamento, que passou de aproximadamente R$ 400 milh√Ķes em setembro para cerca de R$ 800 milh√Ķes em outubro. Segundo o head de previd√™ncia, Victor Bernardes, a taxa de carregamento de sa√≠da era uma forma de educar o poupador da import√Ęncia de ter um horizonte de longo prazo para esse tipo de aplica√ß√£o.
‚ÄúNo entanto, ao percebermos que havia uma percep√ß√£o de que a taxa, mais do que educativa, acabava sendo punitiva, optamos por retir√°-la‚ÄĚ, afirma Bernardes. De acordo com ele, tamb√©m foi levado em considera√ß√£o o fato de que, em muitos casos, os saques eram efetuados para realizar a portabilidade para outros planos. ‚ÄúN√£o nos pareceu justo que o cliente, em busca de melhores alternativas para seus recursos dentro do mercado de previd√™ncia, ficasse amarrado por uma multa‚ÄĚ.
A taxa de carregamento de saída no Santander era por volta de 4% sobre o valor aportado, sendo decrescente no tempo. A partir do terceiro ou quarto ano de permanência o cliente passava a ser isento da taxa.
Bernardes diz que a isen√ß√£o da taxa de sa√≠da n√£o gerou aumento nos saques dos clientes, uma vez que eles n√£o t√™m mais que pagar nenhuma multa ao faz√™-lo. ‚ÄúO volume de saques mensal, entre R$ 300 milh√Ķes e R$ 400 milh√Ķes, continuou est√°vel em rela√ß√£o aos meses anteriores‚ÄĚ. Segundo o executivo, o volume de sa√≠das se deve menos √† estrat√©gia comercial do banco e mais ao tamanho da carteira consolidada de previd√™ncia, que no caso do Santander caminha para a marca dos R$ 45 bilh√Ķes ao final de 2018.
Por conta do aumento da concorr√™ncia, o Santander perdeu market share na previd√™ncia privada nos √ļltimos anos, onde j√° teve cerca de 10% e hoje tem aproximadamente 6%. Para tentar recuperar o espa√ßo perdido, a institui√ß√£o financeira tem investido em seus canais de atendimento e na contrata√ß√£o de pessoal, com 15 novos profissionais de venda tendo chegado ao banco ao longo de 2018. O pr√≥prio Bernardes est√° na casa h√° pouco mais de um ano, tendo sido anteriormente respons√°vel pela √°rea de vida e previd√™ncia na Sul Am√©rica.
O crescimento do Santander na √°rea de previd√™ncia est√° pr√≥ximo de 13% na compara√ß√£o de 2018 com o ano passado. √Č um ritmo que Bernardes considera bom, diante das turbul√™ncias do ano que teve a greve dos caminhoneiros e tamb√©m as incertezas eleitorais.
O ritmo de expans√£o do Santander est√° alinhado com o desempenho da ind√ļstria, que cresceu 10,5% em 2018 at√© setembro, totalizando R$ 806,5 bilh√Ķes em ativos, com uma capta√ß√£o l√≠quida de R$ 8,1 bilh√Ķes, segundo os dados mais recentes da Federa√ß√£o Nacional de Previd√™ncia Privada e Vida (FenaPrevi). Os planos VGBL respondem por 77,5% das reservas e os PGBL po 18,1%. Outros planos, que n√£o s√£o mais comercializados, respondem pelos 4,4% restantes.

Modelo 3 2 1 ‚Äď J√° na Icatu, a expans√£o na √°rea de previd√™ncia est√° em ritmo bastante superior √† m√©dia do mercado, na casa dos 30%, chegando a um estoque de R$ 21 bilh√Ķes. O diretor da seguradora, S√©rgio Prates, credita o incremento ao modelo de arquitetura aberta adotado nos √ļltimos anos, que d√° ao cliente a liberdade para fazer a sele√ß√£o do produto preferido com base em uma ampla gama de op√ß√Ķes. ‚ÄúTemos colhido os frutos da estrat√©gia de ter uma oferta adequada aos v√°rios perfis de clientes‚ÄĚ, afirma Prates. Ele lembra que em 2018 a Icatu incluiu, em m√©dia, uma nova gestora de recursos por m√™s em sua grade. Atualmente, s√£o disponibiliados cerca de 200 fundos de previd√™ncia de aproximadamente 60 gestores na plataforma.
A taxa de carregamento de sa√≠da na Icatu seguia o modelo 3 2 1 - 3% de taxa para sa√≠da no primeiro ano, 2% no segundo ano, e 1% no terceiro, com isen√ß√£o a partir do quarto ano. ‚ÄúEsse modelo era uma forma de fazer o cliente refletir sobre o objetivo do investimento, j√° que se o foco fosse no curto prazo a previd√™ncia n√£o seria o mais adequado‚ÄĚ, afirma o diretor. ‚ÄúNo entanto, a maior parte dos nossos clientes de previd√™ncia sempre fica mais de tr√™s anos, e quando eles fazem uma transfer√™ncia interna dentre os nossos fundos tamb√©m n√£o cobr√°vamos. At√© por isso j√° t√≠nhamos uma vis√£o favor√°vel a n√£o ter essa taxa de sa√≠da, e quando o mercado come√ßou a retir√°-la fizemos o mesmo‚ÄĚ.

Funpresp-Jud reduz carregamento

Al√©m da previd√™ncia aberta, tamb√©m a fechada come√ßa a aderir ao movimento de redu√ß√£o da taxa de carregamento. A Funpresp-Jud, que iniciou suas opera√ß√Ķes no final de 2012, anunciou em dezembro a redu√ß√£o da taxa de carregamento de 7% para 6% sobre a contribui√ß√£o normal para 2019. A decis√£o, que vale tanto para o participante quanto para o patrocinador, foi anunciada ap√≥s aprova√ß√£o de seu conselho deliberativo para ser implementada a partir de abril do ano que vem. Al√©m da previd√™ncia aberta, tamb√©m a fechada come√ßa a aderir ao movimento de redu√ß√£o da taxa de carregamento. A Funpresp-Jud, que iniciou suas opera√ß√Ķes no final de 2012, anunciou em dezembro a redu√ß√£o da taxa de carregamento de 7% para 6% sobre a contribui√ß√£o normal para 2019. A decis√£o, que vale tanto para o participante quanto para o patrocinador, foi anunciada ap√≥s aprova√ß√£o de seu conselho deliberativo para ser implementada a partir de abril do ano que vem. 
De acordo com a entidade fechada de previd√™ncia complementar, a ado√ß√£o da medida foi poss√≠vel devido ao n√ļmero expressivo de ades√Ķes em 2018, em grande parte motivadas pela migra√ß√£o de mais de 3,2 mil novos participantes, o que elevou o n√ļmero total de inscritos no plano de benef√≠cios da entidade para aproximadamente 14,5 mil participantes. 
Com o aumento da arrecada√ß√£o, as receitas do fundo de pens√£o ficaram maiores que as despesas. Dessa forma, o ponto de equil√≠brio da entidade foi alcan√ßado em 2018, o que possibilitou a decis√£o do conselho pela redu√ß√£o da taxa de carregamento a partir de 1¬ļ de abril, quando entra em vigor o plano de custeio para 2019.