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Renda fixa deve voltar ao jogo O aperto monetário conduzido pelo BC, que poderá ganhar intensidade nos próximos meses, deve reduzir a migração de recursos de renda fixa para risco

Paulo Clini, diretor de investimentos da Western Asset
Paulo Clini, diretor de investimentos da Western Asset

Edição 337

Depois de um prolongado período de baixa, a sangria das carteiras de renda fixa rumo a aplicações de mais risco e maior potencial de retorno pode começar a ser contida, avalia Paulo Clini, diretor de investimentos da Western Asset. “Não estou dizendo que a migração vai parar imediatamente... só que o ritmo da sangria talvez desacelere ”, diz ele.
A tendência, aliás, é de que a renda fixa se torne ainda mais atrativa nos próximos meses, já que o BC sinaliza continuidade da elevação da Selic, postura q

Bandes lança fundo soberano Com recursos dos royalties do petróleo o Banco de Desenvolvimento do Estado do Espírito Santo está licitando um FIP de R$ 250 milhões

Munir Abud de Oliveira, presidente do Bandes
Munir Abud de Oliveira, presidente do Bandes

Edição 336

O Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) publicou em meados de maio um edital para a montagem de um fundo soberano, com recursos de R$ 250 milhões a serem aportados pela própria instituição, direcionado a investir em empresas que sejam sediadas no estado capixaba ou tenham atuação nele. O objetivo do veículo, formatado como um Fundo de Investimentos em Participações (FIP), é desenvolver negócios fora da cadeia de óleo e gás, hoje a principal riqueza do estado, o terceiro lugar no ranking

“Há limites para as concessões” Os investimentos do setor privado não serão suficientes, na visão de Tadini, para garantir a infraestrutura de que o Brasil necessita

Venilton Tadini
Venilton Tadini

Edição 335

Assim como o mercado em geral, o economista Venilton Tadini, presidente executivo da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), comemorou os resultados alcançados pelo governo federal, no início de abril, na chamada Infra Week, que consistiu em rodadas de concessões de 22 aeroportos, cinco terminais portuários e da Ferrovia de Integração Leste-Oeste (FIOL). O êxito dos leilões, que garantiram a arrecadação de R$ 3,55 bilhões pelos cofres públicos, reflete, a seu ver, os méritos d

“Não é hora de gerar turbulências” Ex-diretor do BC, Reinaldo Le Grazie, diz em entrevista anterior à alta da Selic que ela era necessária mas deveria ocorrer de forma “mais ou menos moderada”

Reinaldo Le Grazie
Reinaldo Le Grazie

Edìção 334

Com uma trajetória de 37 anos no mercado, o ex-diretor de política monetária do Banco Central, Reinaldo Le Grazie, não anda nada satisfeito com as posições do governo federal em vários temas da agenda econômica. Além de considerar atabalhoada e deselegante a recente intervenção do Palácio do Planalto na Petrobras, que resultou na mudança no comando da estatal, ele também é contrário a uma elevação abrupta da Selic. Na entrevista que deu a esta publicação em 16 de março, quando a decisão de elevar a Selic e

Alto crescimento é o que importa Responsável pela operação do SoftBank na América Latina, Paulo Passoni busca empresas com viés tecnológico e alto crescimento na região

Paulo Passoni
Paulo Passoni

Edição 333

Paulo Passoni, responsável pela carteira de América Latina da holding japonesa SoftBank, um gigante com investimentos diretos de cerca de US$ 300 bilhões ao redor do mundo, leva em conta atualmente mais a dinâmica das empresas no mercado em que atuam do que fatores macroeconômicos da região ou do País onde ela está instalada. Sua tese é que empresas de alto crescimento se desenvolvem mesmo em condições adversas, e se são boas o suficiente ampliam de forma rentável e robusta o negócio, roubam fatias de

Meta é manter equilíbrio dos planos O subsecretário de Previdência Complementar, Paulo Valle, endossa proposta da Previc de dar maior liberdade às EFPCs para trocar indexadores

Paulo Valle
Paulo Valle

Edição 331

Se as entidades fechadas de previdência complementar (EFPCs) imaginam que contarão com alguma ajuda fora dos padrões do governo para postergar ou atenuar os lançamentos dos eventuais déficits que o sistema registrar no exercício de 2020, marcado pela pandemia da Covid-19, podem deixar de lado tais esperanças. O subsecretário de Previdência Complementar do Ministério da Economia, Paulo Valle, considera que as cotações dos ativos já reagiram e que cabe às fundações reduzirem metas atuariais para fazer frente

“Mercado quer juro mais alto” Para José Francisco Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, a polêmica sobre o IPCA de outubro embute interesses na elevação da Selic

José Francisco Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator
José Francisco Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator

Economista-chefe do Banco Fator há 23 anos, José Francisco Lima Gonçalves não considera que a variação de 0,94% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em outubro, de 0,3 ponto percentual acima de setembro, possa indicar risco de uma escalada inflacionária. Na sua visão, a elevação dos níveis de desemprego e a perda real de renda sofrida pelos brasileiros desde março agirão como freios de tentativas de recomposição de margens por parte dos empresários. “O que está por trás dessa polêmica artificial sobre a inflação é o desej

Sem mudar de rumo Comprada pelo Banco Inter no final do ano passado, a DLM Invista mudou o nome para Inter Asset mas mantém a mesma direção e a mesma equipe

Daniel Castro, sócio-fundador da DLM e agora CEO da Inter Asset
Daniel Castro, sócio-fundador da DLM e agora CEO da Inter Asset

Referência em fundos de investimento ancorados em títulos de crédito privado, a mineira DLM Invista passou a atender, há poucas semanas, pelo nome de Inter Asset. A troca foi resultado da aquisição de 70% do capital da empresa, em novembro do ano passado, pelo Banco Inter, controlado pela família Menin - proprietária da construtora MRV. O ingresso do Inter, detentor de uma carteira de mais de 7 milhões de clientes no segmento de varejo e assim como a ex-DLM também com sede em Belo Horizonte, ampliando os horizontes de mercado da gestora, alé

“Crise fiscal é risco concreto” O desrespeito ao teto de gastos públicos pode resultar em escaladas da inflação e do câmbio, analisa a economista Margarida Gutierrez

Margarida Gutierrez
Margarida Gutierrez

Se ceder à tentação de elevar os gastos públicos além da conta, de olho nas eleições de 2022, o presidente Jair Bolsonaro corre riscos de ser apeado do poder pelas urnas ou até mesmo, antes disso, pelo Congresso. A avaliação é da economista Margarida Gutierrez, integrante do Grupo de Conjuntura Econômica do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que considera delicado o atual quadro fiscal em razão dos elevados desembolsos realizados pelo governo federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19. Ela acredita que o p

Vivest quer disputar mercado Sucessora da Funcesp, a entidade planeja vender em grande escala planos e serviços nas áreas de previdência e saúde a fundos de pensão

Walter Mendes
Walter Mendes

A Fundação Cesp (Funcesp), o maior fundo de pensão de patrocínio privado do país, com uma carteira de ativos por volta de R$ 32 bilhões, chamou a atenção do sistema fechado de previdência complementar ao anunciar, em 27 de julho, a mudança de sua marca para Vivest. Aprovada em novembro do ano passado e desde então mantida em absoluto sigilo, a troca de nome, além de atender a antigas reivindicações dos vários patrocinadores conquistados pela casa desde a sua constituição há 51 anos, reflete a disposição da entidade de oferecer em grande