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China assusta os mercados Com setor imobiliário super endividado, China começa a migrar para uma economia de crescimento baseado em consumo e tecnologia de ponta

Fernando Ribeiro, coordenador de Estudos em Relações Econômicas Internacionais do IPEA
Fernando Ribeiro, coordenador de Estudos em Relações Econômicas Internacionais do IPEA

Edição 340

A crise da gigante chinesa do setor de construção, a Evergrande, com passivo financeiro de mais US$ 300 bilhões e que ameaça dar o calote em um leque grande, mas ainda não completamente mapeado, de credores tem feito as bolsas de valores do mundo todo oscilarem de acordo com os sinais, ora positivos ora negativos, que a empresa e o governo passam ao mercado. “O governo chinês, tudo indica, terá de injetar dinheiro na Evergrande para garantir os pagamentos dos credores”, analisa o coordenador de Estudos em

Inflação sob observação A atípica demanda por bens duráveis durante a pandemia foi o principal fator de pressão sobre a inflação nos últimos meses

Carlos Kawall, diretor do ASA Investments
Carlos Kawall, diretor do ASA Investments

Edição 339

O economista Carlos Kawall, ex-diretor financeiro e de mercado de capitais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ex-secretário do Tesouro Nacional, em ambos os casos no primeiro mandato do ex-presidente Lula, acha que a inflação em alta nos últimos meses é consequência de uma atípica demanda global por bens iniciada logo após os primeiros meses da crise da Covid19, agravada por um desabastecimento nas cadeias globais de componentes. Nas crises, tradicionalmente, a demanda por be

“BC demorou a subir os juros” Para o CIO da Garde Asset Management, Carlos Calabresi, a principal consequência do juro muito negativo foi a forte desvalorização cambial

Carlos Calabresi, CIO da Garde Asset Management
Carlos Calabresi, CIO da Garde Asset Management

Edição 338

O CIO da gestora Garde Asset Management, Carlos Calabresi, avalia que o Banco Central brasileiro reduziu adequadamente os juros no início da crise da pandemia da Covid-19, seguindo os padrões dos BCs de outras regiões do mundo que à época baixaram os juros para tentar segurar um pouco a crise. Entretanto, não teve a mesma atenção para as pressões inflacionárias que começaram a se formar, perdendo um pouco o timing na hora de reverter essa política de juros baixos, o que só começou a acontecer em março dest

Renda fixa deve voltar ao jogo O aperto monetário conduzido pelo BC, que poderá ganhar intensidade nos próximos meses, deve reduzir a migração de recursos de renda fixa para risco

Paulo Clini, diretor de investimentos da Western Asset
Paulo Clini, diretor de investimentos da Western Asset

Edição 337

Depois de um prolongado período de baixa, a sangria das carteiras de renda fixa rumo a aplicações de mais risco e maior potencial de retorno pode começar a ser contida, avalia Paulo Clini, diretor de investimentos da Western Asset. “Não estou dizendo que a migração vai parar imediatamente... só que o ritmo da sangria talvez desacelere ”, diz ele.
A tendência, aliás, é de que a renda fixa se torne ainda mais atrativa nos próximos meses, já que o BC sinaliza continuidade da elevação da Selic, postura q

Bandes lança fundo soberano Com recursos dos royalties do petróleo o Banco de Desenvolvimento do Estado do Espírito Santo está licitando um FIP de R$ 250 milhões

Munir Abud de Oliveira, presidente do Bandes
Munir Abud de Oliveira, presidente do Bandes

Edição 336

O Banco de Desenvolvimento do Espírito Santo (Bandes) publicou em meados de maio um edital para a montagem de um fundo soberano, com recursos de R$ 250 milhões a serem aportados pela própria instituição, direcionado a investir em empresas que sejam sediadas no estado capixaba ou tenham atuação nele. O objetivo do veículo, formatado como um Fundo de Investimentos em Participações (FIP), é desenvolver negócios fora da cadeia de óleo e gás, hoje a principal riqueza do estado, o terceiro lugar no ranking

“Há limites para as concessões” Os investimentos do setor privado não serão suficientes, na visão de Tadini, para garantir a infraestrutura de que o Brasil necessita

Venilton Tadini
Venilton Tadini

Edição 335

Assim como o mercado em geral, o economista Venilton Tadini, presidente executivo da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (Abdib), comemorou os resultados alcançados pelo governo federal, no início de abril, na chamada Infra Week, que consistiu em rodadas de concessões de 22 aeroportos, cinco terminais portuários e da Ferrovia de Integração Leste-Oeste (FIOL). O êxito dos leilões, que garantiram a arrecadação de R$ 3,55 bilhões pelos cofres públicos, reflete, a seu ver, os méritos d

“Não é hora de gerar turbulências” Ex-diretor do BC, Reinaldo Le Grazie, diz em entrevista anterior à alta da Selic que ela era necessária mas deveria ocorrer de forma “mais ou menos moderada”

Reinaldo Le Grazie
Reinaldo Le Grazie

Edìção 334

Com uma trajetória de 37 anos no mercado, o ex-diretor de política monetária do Banco Central, Reinaldo Le Grazie, não anda nada satisfeito com as posições do governo federal em vários temas da agenda econômica. Além de considerar atabalhoada e deselegante a recente intervenção do Palácio do Planalto na Petrobras, que resultou na mudança no comando da estatal, ele também é contrário a uma elevação abrupta da Selic. Na entrevista que deu a esta publicação em 16 de março, quando a decisão de elevar a Selic e

Alto crescimento é o que importa Responsável pela operação do SoftBank na América Latina, Paulo Passoni busca empresas com viés tecnológico e alto crescimento na região

Paulo Passoni
Paulo Passoni

Edição 333

Paulo Passoni, responsável pela carteira de América Latina da holding japonesa SoftBank, um gigante com investimentos diretos de cerca de US$ 300 bilhões ao redor do mundo, leva em conta atualmente mais a dinâmica das empresas no mercado em que atuam do que fatores macroeconômicos da região ou do País onde ela está instalada. Sua tese é que empresas de alto crescimento se desenvolvem mesmo em condições adversas, e se são boas o suficiente ampliam de forma rentável e robusta o negócio, roubam fatias de

Meta é manter equilíbrio dos planos O subsecretário de Previdência Complementar, Paulo Valle, endossa proposta da Previc de dar maior liberdade às EFPCs para trocar indexadores

Paulo Valle
Paulo Valle

Edição 331

Se as entidades fechadas de previdência complementar (EFPCs) imaginam que contarão com alguma ajuda fora dos padrões do governo para postergar ou atenuar os lançamentos dos eventuais déficits que o sistema registrar no exercício de 2020, marcado pela pandemia da Covid-19, podem deixar de lado tais esperanças. O subsecretário de Previdência Complementar do Ministério da Economia, Paulo Valle, considera que as cotações dos ativos já reagiram e que cabe às fundações reduzirem metas atuariais para fazer frente

“Mercado quer juro mais alto” Para José Francisco Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator, a polêmica sobre o IPCA de outubro embute interesses na elevação da Selic

José Francisco Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator
José Francisco Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator

Economista-chefe do Banco Fator há 23 anos, José Francisco Lima Gonçalves não considera que a variação de 0,94% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em outubro, de 0,3 ponto percentual acima de setembro, possa indicar risco de uma escalada inflacionária. Na sua visão, a elevação dos níveis de desemprego e a perda real de renda sofrida pelos brasileiros desde março agirão como freios de tentativas de recomposição de margens por parte dos empresários. “O que está por trás dessa polêmica artificial sobre a inflação é o desej