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Maior fluxo com exterior Novo presidente da Anbima defende ampliação dos limites para investimentos no exterior tanto para clientes do varejo quanto para qualificados e institucionais

Carlos André, novo presidente da Anbima
Carlos André, novo presidente da Anbima

Edição 346

O novo presidente da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), Carlos André, coloca entre os principais objetivos do seu mandato à frente da entidade, iniciado no dia 10 de maio, a captura das fintechs e das plataformas digitais para o ambiente da associação. Segundo ele, essas novas empresas “trazem visões, pontos de vista e práticas diferentes para enriquecer o debate”. Além disso, André diz que “segue prioritária a agenda de sustentabilidade (...) porém, os aspe

“É o único caminho possível” Para Póvoa, o aumento das taxas de juros pelo Banco Central mostra a disposição da instituição para apertar a corda contra a inflação

Alexandre Póvoa, estrategista da Meta Asset Management
Alexandre Póvoa, estrategista da Meta Asset Management

Edição 345

A taxa Selic, que representa os juros básicos da economia no Brasil, subiu de 2% em março do ano passado para 12,75% ao ano na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), órgão do Banco Central que define o nível adequado de taxa de juro para manter a meta de inflação dentro do mandato dado pelo Conselho Monetário Nacional. Há dois anos que o BC não está conseguindo cumprir a meta, por conta de uma inflação persistente, o que foi enfatizado na ata da reunião do Copom, divulgada no dia 10 de abr

BC está no caminho certo Para o gestor do fundo ASA Hedge, a alta das taxas de juros desestimula as pessoas a tomar risco em mercados como a bolsa

Márcio Fontes, gestor do ASA Hedge
Márcio Fontes, gestor do ASA Hedge

Edição 344

Para Márcio Fontes, gestor do ASA Hedge, fundo de investimentos da gestora ASA Investments, de Alberto Safra, o processo de ajuste global que o mundo está vivendo “não é algo simples, ele se situa entre os mais extraordinários das últimas décadas”. Após dois anos de pandemia da Covid-19, que desorganizou cadeias produtivas do mundo todo, e agora de uma guerra na Europa que está elevando os preços de petróleo e de outras importantes commodities agrícolas, a principal preocupação dos Bancos Centrais da Europ

Volatilidade está no mundo todo Com pouco mais de R$ 25 bilhões investidos no Brasil, basicamente em infra-estrutura e setor imobiliário, o CDPQ convive bem com nossa volatilidade

Denis Jungerman, chefe do escritório do CDPQ no Brasil
Denis Jungerman, chefe do escritório do CDPQ no Brasil

Edição 343

As decisões de investimento da Caisse de Depot et Placement du Quebec (CDPQ), um dos dois fundos de pensão canadenses com presença no Brasil, é sempre vista com interesse pela comunidade financeira local. Afinal, com 400 bilhões de dólares canadenses (o que dá uns 315 bilhões dólares americanos) de investimentos globais, dos quais 6,5 bilhões de dólares canadenses (o que dá uns 5 bilhões dólares americanos) aplicados no Brasil, não poderia ser diferente. “O CDPQ é um investidor de longo prazo. Quando foi f

“Selic deve chegar a 12%” Mesmo com a alta da taxa Selic nas últimas reuniões do Copom, a inflação persiste e só deve começar a ceder a partir de março do ano que vem

Reinaldo Le Grazie, ex-diretor do Banco Central
Reinaldo Le Grazie, ex-diretor do Banco Central

Edição 342

O ex-diretor de política monetária do Banco Central, Reinaldo Le Grazie, avalia que o aumento dos juros básicos da economia, a taxa Selic, está ocorrendo num ritmo adequado, com o Banco Central usando os instrumentos de que dispõe com efetividade para tentar conter o rápido aumento da velocidade da inflação. O problema é o aumento rápido a inflação subiu de forma abrupta, em consequência de um aumento grande da demanda por bens no período pós pandemia. “Não é falta de oferta, a oferta continua”, analisa o

TCU deve fiscalizar EFPCs O secretário de Previdência, Leonardo Rolim, defende pretensão do Tribunal de Contas da União de fiscalizar fundações de patrocinadores públicos

Leonardo Rolim, secretário de Previdência
Leonardo Rolim, secretário de Previdência

Edição 341

O secretário da Previdência, Leonardo Rolim, volta ao posto quase dois anos depois de deixá-lo, em janeiro de 2020, para assumir a presidência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), então às voltas com uma situação de represamento da concessão de benefícios. Ele conseguiu diminuir as filas mas não zerá-las, atribuindo a dificuldade à uma combinação inesperada de fatores que vão desde agências sem funcionários por um período de seis meses e uma volta ao trabalho dos servidores em periodo apenas parc

China assusta os mercados Com setor imobiliário super endividado, China começa a migrar para uma economia de crescimento baseado em consumo e tecnologia de ponta

Fernando Ribeiro, coordenador de Estudos em Relações Econômicas Internacionais do IPEA
Fernando Ribeiro, coordenador de Estudos em Relações Econômicas Internacionais do IPEA

Edição 340

A crise da gigante chinesa do setor de construção, a Evergrande, com passivo financeiro de mais US$ 300 bilhões e que ameaça dar o calote em um leque grande, mas ainda não completamente mapeado, de credores tem feito as bolsas de valores do mundo todo oscilarem de acordo com os sinais, ora positivos ora negativos, que a empresa e o governo passam ao mercado. “O governo chinês, tudo indica, terá de injetar dinheiro na Evergrande para garantir os pagamentos dos credores”, analisa o coordenador de Estudos em

Inflação sob observação A atípica demanda por bens duráveis durante a pandemia foi o principal fator de pressão sobre a inflação nos últimos meses

Carlos Kawall, diretor do ASA Investments
Carlos Kawall, diretor do ASA Investments

Edição 339

O economista Carlos Kawall, ex-diretor financeiro e de mercado de capitais do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ex-secretário do Tesouro Nacional, em ambos os casos no primeiro mandato do ex-presidente Lula, acha que a inflação em alta nos últimos meses é consequência de uma atípica demanda global por bens iniciada logo após os primeiros meses da crise da Covid19, agravada por um desabastecimento nas cadeias globais de componentes. Nas crises, tradicionalmente, a demanda por be

“BC demorou a subir os juros” Para o CIO da Garde Asset Management, Carlos Calabresi, a principal consequência do juro muito negativo foi a forte desvalorização cambial

Carlos Calabresi, CIO da Garde Asset Management
Carlos Calabresi, CIO da Garde Asset Management

Edição 338

O CIO da gestora Garde Asset Management, Carlos Calabresi, avalia que o Banco Central brasileiro reduziu adequadamente os juros no início da crise da pandemia da Covid-19, seguindo os padrões dos BCs de outras regiões do mundo que à época baixaram os juros para tentar segurar um pouco a crise. Entretanto, não teve a mesma atenção para as pressões inflacionárias que começaram a se formar, perdendo um pouco o timing na hora de reverter essa política de juros baixos, o que só começou a acontecer em março dest

Renda fixa deve voltar ao jogo O aperto monetário conduzido pelo BC, que poderá ganhar intensidade nos próximos meses, deve reduzir a migração de recursos de renda fixa para risco

Paulo Clini, diretor de investimentos da Western Asset
Paulo Clini, diretor de investimentos da Western Asset

Edição 337

Depois de um prolongado período de baixa, a sangria das carteiras de renda fixa rumo a aplicações de mais risco e maior potencial de retorno pode começar a ser contida, avalia Paulo Clini, diretor de investimentos da Western Asset. “Não estou dizendo que a migração vai parar imediatamente... só que o ritmo da sangria talvez desacelere ”, diz ele.
A tendência, aliás, é de que a renda fixa se torne ainda mais atrativa nos próximos meses, já que o BC sinaliza continuidade da elevação da Selic, postura q