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Visão dos líderes e alocação no exterior

Edição 363

Esta edição de Investidor Institucional, a primeira deste ano, traz uma série de artigos assinados por importantes líderes ligados, direta ou indiretamente, ao segmento das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPCs). Nesses artigos eles colocam temas que, na opinião de cada um, devem ser cruciais para o desenvolvimento do mercado de investimentos neste ano de 2024.
Claro que o ritmo da queda da taxa de juros, no Brasil e nos EUA, são o pano de fundo da maioria das análises. Da mesma forma são cruciais as mudanças que estão sendo promovidas na questão regulatória das EFPCs, principalmente com a Resolução 23 da Previc. Outros temas também são endereçados nos artigos, como a inadequação de se mudar as alíquotas previdenciárias de municípios de até perto de 150 mil habitantes às vésperas das eleições municipais.
São 12 articulistas, com 12 visões complementares e bem fundamentadas sobre o universo das EFPCs e dos investimentos. Esperamos, com isso, dar nossa contribuição ao debate sobre as perspectivas de crescimento do sistema de previdência fechada no Brasil.
Além desse conjunto de 12 artigos, a edição nº 363 traz também um especial sobre a classe de investimentos no exterior. Ouvimos fundos de pensão que alocam globalmente, assim como gestores, locais e internacionais, que possuem amplo conhecimento desse mercado. A conclusão, óbvia, é que (mais uma vez ela) as altas taxas de juros dos anos recentes afastaram os institucionais dos mercados globais. E é também ela, com a perspectiva de queda neste ano e próximos, que está trazendo os institucionais de volta aos mercados internacionais.
A queda dos juros deve levar os investidores a se voltarem, em primeiro lugar, para os mercados norte-americanos mas também da Europa e da Ásia. Na Previc, embora sabendo que a média dos investimentos no exterior ainda seja baixo, estando em cerca de 1,2% das carteiras totais, o atual limite de 10% para a classe pode se mostrar insuficiente numa retomada de alocações globais. Os dirigentes de muitas fundações, principalmente daqueles que estão bem acima da média, pedem há tempos esse aumento de limites. Esperamos que venha logo.
Boa leitura a todos!