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Três eventos chave para entender 2023

Edição 364

Esta edição publica o ranking Melhores Fundos de Institucionais, cotejando 1075 produtos que possuem pelo menos um fundo de pensão ou regime próprio de previdência na sua base de cotistas, segundo levantamento feito pela consultoria ComDinheiro. A consultoria também é responsável pela análise e rankeamento dos fundos, selecionando aqueles que merecem a classificação de Excelentes, a de Adequados e a de Insuficientes. Nesta edição, dos 1075 fundos, 347 receberam o selo de Excelentes, 369 de Adequados e 359 de Insuficientes.
Alguns eventos foram importantes durante o período de 12 meses nos quais os fundos foram analisados, entre janeiro e dezembro do ano passado, mas pelo menos três merecem destaque. O primeiro é a crise aberta no dia 11 de janeiro de 2023, após o fechamento do pregão na bolsa de valores, quando a Americanas comunicou que havia encontrado “inconsistências contábeis” em seus balanços, inicialmente calculadas em torno de R$ 20 bilhões mas que rapidamente se transformaram em R$ 40 bilhões. De uma hora para a outra o mercado de créditos secou e os spreads dispararam, atestando a desconfiança dos emprestadores com relação aos balanços das empresas. Alguns aproveitaram os spreads generosos da época e compraram, trazendo bons lucros às carteiras.
O segundo evento foi o início da redução das taxas de juros pelo Banco Central, a partir de agosto de 2023, passando de 13,25% ao ano para 12,75% ao ano, com sinalização de que outras reduções de igual tamanho viriam nas próximas reuniões do Copom. Os gestores que acreditaram que a tendência de redução era para valer apostaram nisso e ganharam, trazendo prêmio aos seus fundos.
E o terceiro evento vem dos Estados Unidos, onde a partir dos últimos meses de 2023 o Fed, o banco central de lá, passou a emitir seguidas sinalizações erráticas ao mercado sobre o início do processo de corte das taxas de juros norte-americanas. O mercado brasileiro, que tinha se distanciado, passou a ser afetado diretamente pela volatilidade produzida por essas sinalizações dúbias, influenciando vários mercados de ativos. No final do ano passado, quando se acreditou que as sinalizações de cortes nos juros eram para valer, o mercado de ações disparou, dando alegria a quase todos os fundos de ações. Os resultados das boas e más escolhas dos gestores podem ser conferidas a partir da pag. 20.