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A resiliência do setor imobiliário

Edição 367

Esta edição de Investidor Institucional traz um especial sobre o segmento de fundos imobiliários, comparando 283 fundos listados em bolsas, comparando seu desempenho nos períodos de 12, 24 e 36 meses. O levantamento, que listou apenas fundos com pelo menos 12 meses de cotas na data de 31 de março último, foi feito pela Aditus Consultoria, usando a base de dados da empresa ComDinheiro.
A publicação desse levantamento ocorre alguns dias após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de interromper o movimento de queda dos juros que vinha ocorrendo desde agosto de 2023. Para o sócio da consultoria Aditus, Nathan Batista, que envolveu-se diretamente no estudo sobre os fundos imobiliários, a interrupção da queda da Selic “é um grande inibidor de investimentos no mercado imobiliário dada sua forte correlação com os FII”.
Ele não acredita, entretanto, que isso leve a uma paralisação dos negócios desse setor, apostando na sua resiliência. “Os fundos de papel são mais sensíveis aos movimentos de juros e poderão sofrer o maior impacto”, pondera.
Além do especial sobre fundos imobiliários, esta edição traz uma série de pequenas matérias, quase flashes, sobre a situação atual dos fundos de pensão gaúchos após o pior da catástrofe que atingiu o Rio Grande do Sul ter ficado para trás. As águas baixaram, o perigo afastou-se, agora é a hora de contabilizar os prejuízos e pensar na reconstrução. Mostramos como sete fundos de pensão do estado enfrentaram as inundações e qual é a situação atual.
Também entrevistamos o CEO da Principal Claritas, Ernesto Leme, um executivo super qualificado para falar sobre um tema que tem inquietado muita gente no mercado: a saída de investidores estrangeiros do Brasil. Apenas nos primeiros cinco meses deste ano já são mais de R$ 35 bilhões que foram embora.
Comandando uma asset local que hoje é 100% controlada por capital estrangeiro, desde que a Principal comprou a totalidade das ações dos sócios da Claritas, Leme tem a cabeça para entender esse movimento de saída dos estrangeiros do País. “A taxa de juros de 10 anos nos Estados Unidos já subiu 50 basis points desde o começo do ano. A gente está falando de uma taxa de juros de 10 anos de 4,5%. O efeito disso na economia, pelo que a gente acompanha nas asset management do mundo inteiro que fazem gestão de ativos de alto valor agregado, é que não existe captação de dinheiro”, analisa. Isso vale para o Brasil e outros países.