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Estamos ignorando os riscos

Edição 140

Hugo Penteado, do ABN AMRO

O economista-chefe do ABN AMRO, Hugo Penteado, tem uma forma heterodoxa de encarar fatos da vida econômica. Para ele, a discussão sobre reformas previdenciárias, velhice da população e disponibilidade de água em uma grande cidade são fatos que precisam ser encarados com a mesma seriedade na análise econômica. “Sou um economista, não um ambientalista, mas as discussões ambientais e climáticas cada vez mais permeiam as discussões sobre modelos econômicos”, diz ele. Em

Falta ousadia ao governo

Edição 138

Walter Brasil Mundell, da Sul América Investimento

O vice-presidente da Sul América Investimentos, Walter Brasil Mundell, está bastante pessimista com relação à economia brasileira. Ele acha que as reformas previdenciária e tributária foram tímidas, acha que o Brasil terá um crescimento medíocre nos próximos anos por conta da falta de capital para investimento, seja interno seja externo, e finalmente acredita que as bolsas de valores estão próximas do seu limite de alta. “Acho que se a bolsa s

Servidor não tem escolha

Edição 139

Norman Sorensen,  da Principal International

A Principal Financial Group, sócia do Banco do Brasil na Brasilprev, é uma das mais importantes empresas do mundo com atuação no segmento de previdência. A empresa administra nada menos de US$ 128 bilhões em recursos previdenciários, atuando em 12 países, na maioria sozinha, mas em três ou quatro deles através de parcerias como a que tem no Brasil com o BB. Para o presidente da Principal International, Norman Sorensen, que esteve no Brasil ao final

O ótimo é inimigo do bom

Edição 137

Alfredo Setúbal, do Itaú

O vice-presidente da área de investimentos do Itaú, Alfredo Setúbal, ficou animado com a aprovação da reforma da Previdência, no início de agosto. “O ótimo é inimigo do bom”, diz ele. Setúbal, que assume a presidência da Anbid em meados de agosto, acredita que a reforma aprovada dá um fôlego de uns 10 anos ao País na questão previdenciária, após o que novas mudanças serão necessárias. Na Anbid, uma das suas prioridades será trabalhar junto com a CVM na elaboração de um

O desequilíbrio não sumiu

Edição 137

O nome de Renato Follador é um dos mais conhecidos no circuito dos fundos de pensão públicos, pelas novidades que ele introduziu na Paraná Previdência, fundação que presidiu até o final dos anos 90. Criada em 1998, a Paraná Previdência adotou um modelo de segregação dos funcionários do Paraná em dois fundos distintos, um previdenciário e outro financeiro, que se tornaram um benchmark do sistema. Ele acha que muita coisa do sistema que desenvolveu no Paraná deveria ser utilizado, com as devidas adaptações,

“CUT não é oposição”

Edição 136

João Vaccari Neto, da CUT

Reeleito em junho para a diretoria executiva da Central Única dos Trabalhadores (CUT), trocando o cargo de diretor tesoureiro pelo de secretário de relações internacionais da entidade, o presidente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, João Vaccari Neto, é hoje um dos sindicalistas que mais de perto acompanha os debates sobre a Reforma da Previdência e a criação de fundos de pensão instituídos. Para ele, em seu terceiro mandato à frente do sindicato dos bancários (sua p

Os juros já deveriam ter começado a cair

Edição 135

Demósthenes Madureira de Pinho Neto, do Unibanco

Para o estrategista-chefe da empresa de asset do Unibanco, o ex-diretor do Banco Central, Demósthenes Madureira de Pinho Neto, as taxas de juros já deveriam ter começado a cair na última reunião do Copom, que entretanto optou por mantê-las estáveis e sem qualquer viés de baixa. Para Pinho Neto, entre outras vantagens uma redução imediata das taxas poderia sinalizar ao mercado o início da tendência de baixa e forçar a queda dos juros na ponta fin

Mercado vive choque de confiança

Edição 134

Hugo Penteado, do ABN AMRO Bank

Economista e Estrategista do Asset Management do ABN AMRO Bank, Hugo Penteado, acredita que nunca o Brasil esteve em posição tão vantajosa para atrair investimentos. E, com a perspectiva de aprovação da Reforma Previdenciária, ele aposta em um novo momento para a economia brasileira. “Temos a grande vantagem se sermos uma economia menos vulnerável frente ao cenário mundial em comparação com outros países emergentes. E isso aliado a um grande potencial de crescim

Governo precisa aprovar logo o PL-9

Edição 133

Flávio Martins Rodrigues, do ICSS

O presidente do Instituto Cultural de Seguridade Social (ICSS), Flávio Martins Rodrigues, está otimista em relação à previsão de retomada do crescimento da previdência complementar do país. Ex-presidente do fundo Rio Previdência e também procurador do Estado do Rio de Janeiro, ele aposta na aprovação do PL-9 para que a previdência complementar dos servidores públicos seja implementada rapidamente e alavanque o crescimento do sistema. Mas adverte para os riscos

Dinheiro do bem...

Edição 132

Wagner Pinheiro, da Petros

Para Wagner Pinheiro, o novo presidente da Petros, uma das marcas diferenciais da sua gestão à frente do segundo maior fundo de pensão do País, será o incentivo aos investimentos éticos. Ou seja, para poder contar com aportes de longo prazo da fundação da Petrobrás, as empresas terão que dar a sua contribuição social, na forma de respeito às leis, aos direitos dos trabalhadores e ao meio ambiente. “Não, em nenhum momento essa orientação de investimentos éticos poderá se c