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“US$ 15 bi do FMI é pouco”

Edição 102

Luciano Coutinho, economista

Para o economista Luciano Coutinho, o abandono do regime de câmbio fixo por parte da Argentina, tornando a sua moeda, o peso, flutuante, é inevitável. Segundo ele, um conhecido crítico dos processos de abertura econômica do governo de FHC, os recursos que o Brasil conseguiu do novo acordo com o FMI para fazer frente à instabilidade da Argentina podem não ser suficientes. Ele acha que precisaríamos pelo menos US$ 20 bilhões, ao invés de US$ 15 bilhões.
Um dos motivo

Um país à procura do déficit zero Para a analista da Standard & Poor’s, Carina López, o principal problema é a falta de consenso na política

Edição 101

Carina López, da Standard & Poor’s

Houve um tempo em que lembrávamos da Argentina apenas como um lugar onde se comia um gostoso churrasco, bebia-se um bom vinho e ouvia-se maravilhosos tangos. Isso ainda existe por lá, com certeza, mas hoje nosso vizinho do rio da Prata é lembrado principalmente pelas suas agruras na área econômica, que empurraram os indicadores de suas taxas de risco a estratosféricos 1.600 ou 1.700 pontos. O churrasco, o vinho e o tango ficaram, para nós, em segundo plan

EUA quer mudar o sistema O presidente dos EUA, George Bush, criou um Conselho para estudar mudanças na Previdência

Edição 100

Olívia Mitchell, da Wharton School

A norte-americana Olívia Mitchell ostenta, além da simpatia cativante e do português trôpego, que não se furta de utilizar, um currículo que a credencia para análises profundas das transformações que experimenta, mundialmente, a indústria dos fundos de pensão. Membro do Conselho formado pelo presidente dos Estados Unidos, George Bush, para reformar a previdência básica norte-americana, ela acredita que a reforma não conseguirá levá-la à solvência.
Profe

"Faltaram regras claras para estimular os investimentos em geração elétrica"

Edição 99

Márcio Cavour, da JL Alqueres Engenharia Consultiva

Com a experiência de quem atuou por 17 anos na área financeira da Eletrobrás e presidiu por 6 anos a Eletros, o agora consultor Márcio Cavour, da JL Alqueres Engenharia Consultiva, acredita que o estímulo a investimentos na geração de energia por parte das fundações e de outros potenciais investidores do setor elétrico passará necessariamente pela definição de regras claras para o setor. Para Cavour, foi justamente a falta de um arcabouço

Economia dos EUA vai alçar novo vôo O economista-chefe do Citibank, Carlos Kawall, prevê a retomada da economia norte-americana neste ano

Edição 98

Carlos Kawall, do Citibank

Nem tão rápido como esperavam alguns, mas também bem menos longo do que previam os mais pessimistas. Para o economista-chefe do Citibank, Carlos Kawall, o pouso forçado da economia norte-americana não deverá prolongar-se no próximo ano, devendo experimentar uma nova decolagem já a partir do segundo semestre deste ano.
"A expectativa dos nossos economistas é de que a economia dos EUA deve voltar a se recuperar a partir do terceiro e quarto trimestres, mais substan

Brant promete regras duras O ministro da Previdência diz que tentará disciplinar o comando dos fundos de pensão pela regulamentação da lei

Edição 97

Roberto Brant,  ministro da Previdência

Derrotado pelo plenário da Câmara dos Deputados, o governo federal não desistiu da idéia de impor regras mais severas à direção dos fundos de pensão. Depois de ver rejeitado o dispositivo que proibia as empresas patrocinadoras de delegar o comando dos fundos a um de seus funcionários ou ex-funcionários, o ministro da Previdência, Roberto Brant (PFL), promete criar regras duras para evitar que eventuais conflitos de interesse coloquem em risco o patrimônio

A versão do Opportunity

Edição 96

Maria Amália Coutrim, do Opportunity

A diretora do Opportunity, Maria Amália Coutrim, explica em entrevista exclusiva à Investidor Institucional as origens dos desentendimentos do banco com os fundos de pensão. Esses desentendimentos, que desde o ano passado se tornaram públicos e ganharam as manchetes das revistas e jornais, tem como base a forma de administrar as empresas compradas pelos dois fundos de private equity do Opportunity nos leilões de privatização. “Somos gestores de fundos de pri

Hora de investir Para o deputado Antonio Kandir, a aprovação da Lei das SA proporcionará mais segurança aos investimentos no país

Edição 95

Antonio Kandir, deputado

Como relator da nova lei das SA, aprovada no último dia 28 de março pelo Congresso, o deputado Antonio Kandir (PSDB-SP) teve um papel de destaque. Ele visitou e conversou com inúmeras associações de classe explicando as vantagens da nova lei em relação à anterior, que não protegia os investidores em bolsa mas sim os acionistas controladores das empresas.
E, no seu entendimento, uma proteção ao acionista minoritário é fundamental para atrair capital para as bolsas, que p

O exemplo de fora Estudo da FGV sobre a previdência complementar em outros países aponta soluções para o governo

Edição 94

Flávio Marcílio Rabelo, professor da FGV

A partir da experiência internacional da vizinha Argentina e das distantes Inglaterra e Austrália, o professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Flávio Marcílio Rabelo, estuda o potencial de crescimento da previdência complementar dos estados e municípios brasileiros. O estudo foi entregue no final do ano passado à Secretaria de Previdência Complementar e deverá ser publicado até o final deste ano.
Segundo Rabelo, o estudo abrange nove ítens relativ

Previ busca o lucro A fundação está migrando das participações menos rentáveis para aplicações em empresas estratégicas

Edição 93

Erik Persson, da Previ

A Previ está reorganizando seu leque de participações acionárias, tentando sair de empresas mais vulneráveis e de baixa rentabilidade para concentrar seus investimentos em empresas estratégicas. Isso está sendo feito paralelamente a um esforço para baixar a participação em renda variável, de 60% há oito meses para 57% no final de janeiro. O objetivo é alcançar 50%, explica o diretor de planejamento da fundação, Erik Persson, em entrevista a Investidor Institucional. Veja, a se