Mainnav

Menor reajuste em 12 anos Negociações salariais geram menor ganho real desde 2004; desemprego e desindustrializaçao provocam deterioração do mercado de trabalho

José Silvestre Prado, do Dieese
José Silvestre Prado, do Dieese

Edição 280

Depois de uma fase de reajustes salariais mais altos, entre 2010 e 2014, a remuneração no mercado de trabalho na economia brasileira sofreu o primeiro revés negativo no ano passado. A média de ganho real ficou em 0,23%, o pior resultado dos últimos 12 anos, segundo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos). Em 2015, 18% dos reajustes salariais, de um total de 708 negociações, ficaram abaixo da inflação (Índice Nacional de Preços ao Consumidor – INPC). Ape

Adeus aos benchmarks Novo sistema para avaliação dos investimentos troca índices de mercado por indicadores de contribuição de cada classe de ativos aos planos

Decio Bottechia, da Previ
Decio Bottechia, da Previ

Edição 279

Décio Bottechia é o primeiro diretor da Previ que é participante do Plano Futuro, de contribuição variável. Diretor eleito para a área de planejamento (Dipla) do maior fundo de pensão do país, o dirigente está propondo uma série de mudanças na avaliação das carteiras de investimentos da fundação e nos planos de benefícios. Na avaliação dos investimentos, Bottechia e os profissionais de sua área, entre eles, o gerente de políticas de investimentos e cenários, Marcos Aurélio de Abreu, estão propondo uma nova

Pontos de atenção O novo superintendente da Previc fala sobre os trabalhos da CPI, aumento do déficit do sistema e os resultados abaixo das metas atuariais

José Roberto Ferreira, da Previc
José Roberto Ferreira, da Previc

Edição 278

O crescente déficit dos fundos de pensão e o momento delicado do sistema, que enfrenta investigação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), estagnação de novos planos e adesões e resultados dos investimentos bem abaixo das metas atuariais, são pontos de atenção que colocam todo o sistema à prova. Mas, apesar das dificuldades, o sistema de fundos de pensão continua sólido e viável. Essa é a opinião do novo titular da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), José Roberto Ferrei

Vantagem para a Argentina Analistas da Moody’s explicam melhora da perspectiva do rating argentino e a revisão para o downgrade da nota da dívida soberana do Brasil

Gabriel Torres, responsável pelo rating soberano da Argentina
Gabriel Torres, responsável pelo rating soberano da Argentina

Edição 277

Diferente do futebol, não dá para falar em disputa acirrada entre Brasil e Argentina quando o assunto é rating. A nota da dívida soberana brasileira, Baa3 dado pela Moody’s, ainda é muito superior à da Argentina, que é Caa2. Nosso país vizinho ainda enfrenta o sério problema com o default dos ativos em mãos de credores internacionais, chamados de holdout. Há porém, uma diferença importante na direção dos ratings dos dois países neste final de ano. Com a vitória do oposicionista Mauricio Macri na eleição pr

Horizonte de até 20 anos Apesar da crise no Brasil, CPPIB mantém apostas de longo prazo no país e pretende ampliar atuação em infraestrutura e mercado imobiliário

Rodolfo Spielmann, do CPPIB
Rodolfo Spielmann, do CPPIB

Edição 276

Mesmo com a instabilidade político-econômica vigente no Brasil, ainda vale a pena investir no país com foco no longo prazo. Essa é a visão de Rodolfo Spielmann, diretor-geral do Canada Pension Plan Investment Board (CPPIB), gestora de investimentos do fundo de pensão do Canadá. Com mais de US$ 270 bilhões sob gestão, o CPPIB possui cerca de US$ 2 bilhões investidos no Brasil e não demonstra pretensão de reduzir os investimentos no país.
Com escritório local, estabelecido em São Paulo desde o

Movimento contra-cíclico Crise na economia doméstica abre oportunidades para atuação de banco de investimentos junto a empresas privadas, estatais e fundações

Marco Geovanne Tobias, do Bank of America Merrill Lynch
Marco Geovanne Tobias, do Bank of America Merrill Lynch

Edição 275

Mesmo com a deterioração aguda da economia brasileira e o downgrade da dívida soberana, o Bank of America Merrill Lynch continua apostando em sua atuação no Brasil. No mês de agosto passado, abriu um novo escritório no Rio de Janeiro, que é chefiado por Marco Geovanne Tobias da Silva. O executivo foi escolhido a dedo por Rodrigo Xavier, presidente do BofA no Brasil. Com onze anos de experiência na área de relações com investidores (RI) do Banco do Brasil e cinco anos como diretor de participações da Previ,

Um ajuste fiscal de verdade Gasto transitório já foi cortado no “talo” e não resolveu; solução passa pela mudança nas regras da previdência e dos gastos obrigatórios

Octavio de Barros, do Bradesco
Octavio de Barros, do Bradesco

Edição 274

Apesar dos esforços de Joaquim Levy e da equipe de governo, o ajuste fiscal não tem produzido resultados satisfatórios. O principal fator conjuntural, segundo o economista-chefe do Bradesco, Octávio de Barros, é a queda acentuada do PIB. A equipe de economistas do banco projeta um PIB negativo de 2,7% para 2015 e 1% para o próximo ano. “O problema foi a queda do PIB deste ano, que vai cair quase 3%. Isso não estava no radar de ninguém, uma queda tão acentuada”, disse em entrevista exclusiva para Investidor

Fechado a participações Pressionada pelo déficit e com problemas em empresas como a DASA, Petros prioriza apenas carteira de títulos públicos marcados na curva

Henrique Jager, da Petros
Henrique Jager, da Petros

Edição 273

Com um déficit de R$ 6,2 bilhões e dificuldades de rentabilizar as carteiras de renda variável e de ativos de crédito privado, dificilmente a Petros vai olhar para novas aplicações que não sejam os títulos públicos do Tesouro. Em entrevista exclusiva, o presidente da segunda maior fundação do país, com R$ 68 bilhões de patrimônio (atrás apenas da Previ), Henrique Jager, aborda os principais desafios que a Petros está enfrentando diante de uma cenário político e econômico muito complicado.
In

A Bolsa é elitista Ex presidente da BM&FBovespa aponta os problemas que levaram o mercado acionário brasileiro a ficar estagnado nos últimos anos 

Raymundo Magliano Filho
Raymundo Magliano Filho

Edição 272

Foi durante a gestão de Raymundo Magliano Filho, presidente da Bovespa de 2001 a 2008, que a quantidade de investidores pessoas física no mercado de ações experimentou seu maior crescimento. O número saltou de 80 mil para 530 mil investidores de varejo. Crítico da atual administração da bolsa, ele não se conforma ao verificar que a quantidade de investidores hoje é praticamente a mesma daquela época. Hoje com 73 anos, Magliano começou na corretora do pai, que leva o nome da família, e que foi a primeira a

Pior crise desde 1929 Desde o final da década de 20 do século passado que a economia brasileira não passava por dois anos consecutivos em recessão

Paulo Gala, da FAR
Paulo Gala, da FAR

Edição 271

Considerando a projeção de PIB negativo para 2015 e a revisão do resultado do ano passado, que também deve apontar decrescimento, o estrategista da FAR (Fator Administradora de Recursos), Paulo Gala resume em poucas palavras a situação da economia brasileria: uma verdadeira implosão. Desde o biênio 1929 e 1930 que o PIB brasileiro não amargava resultados negativos por dois anos consecutivos. Nem durante a grave crise mundial de 2008 e 2009, os resultados não foram tão negativos e de maneira tão prolongada.